sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Clareiras que ensombram


Mais luz, menos verde...

No passado domingo, 25 de Janeiro, ao participar no Grande Prémio Fim da Europa, fiquei, surpreendido com as enormes "clareiras" resultantes do abate de um grande número de árvores. Entra mais luz, mas perdeu-se muito do verde que envolvi quem por ali passava. Tais “clareiras” ”ensombravam” a beleza do percurso.
A princípio pensei que fosse apenas, meia dúzia de árvores que estivessem doentes ou em risco de cair com o vento. Até aí, tudo bem. Mas comecei a ver que, estava a ser exagerado o abate. Aquelas árvores seculares que, pelo aspecto da secção do corte, eram sadias, não tinham de ser cruelmente abatidas. Essa acção, que obedeceu a duvidosos critérios, nada tinha a ver com a suposta eliminação de espécies infestantes, ou com uma poda selectiva para libertar as bermas.
Continuei a minha corrida até a Cabo da Roca, mas fiquei com a ideia que aquela “ferida” na Serra não estava a ser tratada da forma mais competente. A madeira, vim a saber, ia ser vendida ao quilo!!! Logo, havia que rentabilizar a deslocação da maquinaria. Digo eu!
De uma coisa tenho a certeza: Não será nas próximas gerações que tais árvores, ainda que repostas, se apresentarão com aquele porte majestático e inspirador dos grandes talentos que, em boa hora passaram por Sintra e a descreveram de forma sublime.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

XVII Maratón Popular Ciudad de Badajoz





Tenho andado “caladinho”, sem fazer grandes “propagandas”, mas não resisto mais: no próximo Domingo vou participar na XVII Maratón Popular Ciudad de Badajoz!
É a primeira vez que vou fazer esta prova e vou, mais com o intuito de a conhecer, do que na esperança de obter uma grande marca, pois isso já deixou de ser objectivo na minha “carreira”.
Decidi-me mais por “pirraça” para contrariar o meu (in)imigo Carlos Neto, que estava a pensar fazê-la sem me dizer nada, só para recuperar o seu “atraso curricular “ ,eheheh. Foi “descoberto” e então, não posso permitir que ele me “passe a perna” como fez em 2008.
Eu já tinha tudo “estudado”, combinando com o João Hébil : só mesmo em Badajoz é que o Carlos Neto seria surpreendido com a nossa presença. Estava mesmo a gostar de ver a cara dele quando o surpreendêssemos!...
Porém, os “planos” foram por água abaixo, quando há poucos dias ele me “confessou” as suas verdadeiras intenções. Chatisse! Fiquei sem cara de manter o segredo e acabei por lhe revelar que também estávamos inscritos!
Então não é que ele já tinha desistido de ir (pois não tem treinado e está com medo de uma lesão) e, assim, vai porque nós vamos !?
Já combinámos e vamos juntos, de véspera, para levantarmos os dorsais. O João é que vai lá ter no próprio dia.
E assim, em Fevereiro, logo após esta Prova, ficarei com a extraordinária média de uma maratona por dia, eheheh. Grande Karnases !

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

XX Grande Prémio Fim da Europa

Na frente do grupo,eheheh
foto "tudo nice"


Com o vento de caras
foto de Carlos Viana R.



Finalmente...
foto de J.Gaspar




Sinto-me vaidoso! Não tenho nada a ver com o sucesso deste XX Grande Prémio Fim da Europa, que ontem se realizou entre a Vila de Sintra e o Cabo da Roca, num dos percursos mais belos que se poderia imaginar. Sinto-me vaidoso unicamente porque sou de Sintra e porque, desde a primeira vez que corri esta Prova (se não foi na 1ª terá sido na 2ª edição) acreditei que poderia estar ali, a Grande Prova do Concelho de Sintra. Bastaria apostar na sua promoção, pois aquela Sintra romântica de que tanto se fala, estava toda no traçado desta Prova. No traçado e na atmosfera! Que melhor maneira de a conhecer ?

Sintra é mesmo diferente. Quando todo o País estava em alerta amarelo ou laranja, esperando-se aguaceiros, baixas temperaturas e ventos fortes, à hora da Prova, Sintra apresentou-se com um tempo ameno (até o sol brilhou!), obrigando muitos dos participantes a “aliviar” a indumentária, por denecessária. Apenas se notou a ventania nos últimos quilómetros.

O “Mistério da Estrada de Sintra”, que tantos “medos” provocou no seio dos corredores, deu lugar a um certo... “encantamento” e todos querem voltar.

Iniciamos a corrida com uma perna “lendo” Eça e acabámo-la com a outra “lendo” Camões. No “durante” deliciamo-nos com a Serra, e a luxuriante vegetação que a caracteriza. Subimos e descemos.

Quando chegámos à meta, não foi só a corrida que acabou. Também não havia mais terra. Em frente, só mar. Era o Fim...da Europa.

Com uma acolhedora tenda, bem guarnecida com “coisas que apeteciam” - e acabadinhas de fazer - a Organização saudava os corredores de forma excepcional, o que os deixou maravilhados. Ainda abrigados na enorme tenda, devolviam-nos os sacos e tínhamos à disposição vestiários para troca de roupa .Ah... e para os melhor classificados estava aí instalado o palco para a entrega dos prémios, a que não assisti. Foi só meter-me num dos muitos autocarros que ali estavam, esperar que os últimos atletas chegassem e...regresso a Sintra.

Vim a saber (já no dia seguinte) que terá havido algum problema com as classificações. Lamento que isso tenha acontecido, embora a vertente lúdica do evento não tenha sido afectada.

Nos últimos 3 anos, foi dado um salto qualitativo de uma grandeza enorme! Tudo o que de “mau” havia dantes, foi corrigido e com requinte. Pode melhorar ? Claro que pode, mas apenas em questões de pormenor.

Para concluir, acho que o facto de se ter que rejeitar inscrições (por se ter ultrapassado o limite considerado suportável) poderá levar a que se repense a Prova, não para a melhorar, mas para que possa receber a grande “avalanche” de corredores que passou a querer conhecê-la.

Porque sei que o trabalho logístico desta Prova é complexo, principalmente o transporte de regresso dos atletas, arrisco um palpite, se calhar, disparatado, mas que não retiraria o carisma da Prova: Fazer-se o retorno no Cabo da Roca e terminar na Azoia, (Campo de futebol) onde seria mais fácil, escoar o trânsito. Digo eu, que gostava de ter 5000 corredores a fazerem este Grande Prémio Fim da Europa.

De Parabéns está a Câmara Municipal de Sintra, que teve a sensibilidade para tornar esta Prova numa das mais apetecíveis do universo das Corridas. Bem Haja.



sábado, 24 de janeiro de 2009

O Embrulho

O meu amigo Orlando Duarte, fez uma crítica pertinente, em relação à oferta de brindes alimentares com o prazo de validade expirado, no forum do Mundo da Corrida.

Apesar de se tratar de assunto sério, não resisti :


Sabe tão bem chegar ao fim de uma corrida,
E de uma moça receber uma lembrança
Que pode ser um pacotinho de comida
E um sorriso qu’inda dá mais confiança.

Até que às tantas, lá p’lo meio da tabela
Vem um atleta perspicaz, que está atento,
Olha p’rà moça esboça um sorriso p’ra ela
Depois, pr’ò prémio num contínuo movimento.

Antes, porém, de dar a trinca no bolinho
Pois era aquilo que então mais lhe apetecia
Ficou surpreso quando leu o papelinho
Que era o embrulho (ou o pacote) que trazia.

E porque é que ele ficou tão indignado?
(Indignação a preceder a disenteria...!)
Viu que o seu prazo tinha sido ultrapassado
Ou a Corrida se atrasou em mais de um dia.

Viu que o seu prazo tinha sido ultrapassado
Ou a Corrida se atrasou em mais de um dia.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A Rosa do Cume



Serra de Sintra
Como já foi dito, no próximo Domingo vai realizar-se o Grande Prémio Fim da Europa, que inclui a subida à Serra de Sintra e a descida até ao Cabo da Roca, o ponto mais ocidental do continente europeu.
Lá estarei, mas cada vez que faço esta corrida (que já vai na 20ª Edição) vem-me à cabeça um velhinho poema de autor desconhecido com que engracei e, então...
Crónicas do cume saem

No alto daquele cume
Eu plantei uma roseira.
O mato no cume cresce,
A rosa no cume cheira.

Na hora crepuscular,
Tudo no cume aparece:
Vaga-lumes no cume brilham,
Cobra no cume padece.

Quando cai a chuva fina,
Salpicos no cume caem.
Lagartos no cume entram,
Abelhas do cume saem.

Mas depois que a chuva cessa,
Ao cume volta a alegria.
Voltando a brilhar depressa
O sol que no cume ardia.

No cume da minha serra
Eu plantei uma roseira
Quanto mais as rosas brotam
Tanto mais o cume cheira.

À tarde, quando o sol-posto
O vento do cume adeja
Vem travessa borboleta
E as rosas do cume beija.

Mas se as águas vêm correndo
E o sujo do cume limpam,
Os botões do cume abrem
E as rosas do cume brincam.

Tenho por certeza agora
Que no temo de tal rega
Arbusto por mais mimoso
Plantado do cume pega.

Vem porém o sol ardente
Seca logo a catadupa
O mesmo sol a terra abrasa
E as águas do cume chupa.

A rosa do cume fica
No mais alto da montanha
A rosa do cume pica
A rosa do cume arranha.

As rosas do cume espreitam
Entre folhagens d’além
Trazidos na fresca brisa
Os cheiros do cume vêm.

No cume duma montanha
Tenho um olho d’agua à beira
È uma água tão cheirosa
Que a multidão ansiosa
O olho do cume cheira”.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Descanso

Hoje vou falar de descanso. E quando digo “descanso” não me refiro a “repouso activo” como aqueles que têm “bicho carpinteiro” e acham que se estiverem um dia sem treinar, já o plano de treinos não surte efeito e lá se vai a performance esperada.
Antes de dizer mais algum “disparate”, tenho de recordar que, para mim, quando falo de corridas, estou a pensar apenas na vertente lúdica da veterania em que, mesmo sem querer, acabei por ingressar. A Corrida, na sua vertente competitiva, visando o aproveitamento de todas as capacidades do atleta, trabalhando a sua progressão para que ele alcance resultados superiores, essa, deixo-a para os entendidos. Eu, no fundo, só brinco com a Corrida e é isso que me permite retirar dela um enorme e duradouro prazer .
Dizia eu, quando vim com a conversa do “descanso”, que ontem e anteontem não corri.
Cheguei a casa pensando ir correr durante duas horas, pois preciso de fazer alguns treinos longos, para as maratonas que aí vêm. Só que ...agarrei num equipamento, mas não me sentia com vontade nenhuma! E pensei : - se não me apetece, que benefício irei eu retirar deste treino?! Ná! Fica para amanhã!
Hoje estava mesmo com “fome” de corrida e o treino que era para ter feito ontem, fi-lo hoje, sempre bem disposto, a um ritmo satisfatório e com uma resposta do organismo bastante melhor do que seria de esperar.
Isto faz-me ficar cada vez mais convencido que o treino é o resultado do exercício mais o descanso (olha a novidade!!!). Só que, se num organismo jovem a capacidade de recuperação é rápida, num cinquentão já demora mais tempo e não adianta “dar-lhe mais porrada” quando ele ainda não se recompôs da que levou. Por isso, o melhor é ir alternando a Corrida com o...”Mapling”.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

24ª Marathon des Sables




Ao folhear a Revista Spiridon, que está a comemorar os seus 30 anos de existência, deparei-me com a feliz notícia de que o seu Director, o conhecidíssimo Prof. Mário Machado, foi convidado para integrar a Organização da Marathon des Sables, a grande aventura da Corrida de 245km em 7 dias, realizada no deserto. Gostaria de felicitar o Prof. pelo reconhecimento que, assim, lhe é prestado pois não há dúvida de que se trata de uma merecida e honrosa distinção. Os leitores ficam com a promessa de que no n º de Maio vai figurar uma reportagem pormenorizada deste grande evento que é uma espécie de “Dakar Apeado”, o “objectivo supremo” que todo o ultramaratonista gostaria de alcançar.
Na última edição desta Marathon des Sables, “disfarcei-me de repórter à distância” e, através do Darbaroud.com, fui acompanhando o desempenho dos portugueses em Prova. Foi emocionante e, este ano, penso fazê-lo de novo e sugiro que vibrem comigo nesta extraordinária aventura. Pena é que os custos envolvidos numa participação desta natureza, não estejam ao alcance do corredor português comum, forçado a correr apenas entre portas, coartado pelo agónico fervilhar da míngua (...onde é que eu já li isto ?).

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

XX Grande Prémio Fim da Europa

Esta será a única Prova que tenho agendada para o corrente mês de Janeiro. É uma Prova que me merece um carinho muito especial e que, nas duas últimas edições, deu um salto qualitativo digno de realce. Ainda bem que a Câmara Municipal de Sintra lhe reconheceu as virtudes. Faço votos para que no futuro, independentemente das sensibilidades que venham a gerir os destinos da autarquia, se respeite esse reconhecimento e Sintra continue a colocar as suas exceppcionais condições naturais ao serviço do Desporto pedestre.

Vasculhando no Forum do Mundo da Corrida, no tópico referente a esta Prova, encontrei lá este apontamento de 2006 :

Serpenteando vamos serra acima
Deixando para trás o real paço
Correndo c’um prazer que nos anima
Nesta luta feroz contra o cansaço.
Sem temer as agruras do mau clima
(Que ainda nos põe mais força em cada passo)
Rumamos sem que nada nos esmoreça
P´ra onde “acaba a terra e o mar começa”.


E na estrada da serra verdejante
Por paredes de musgo ladeada
Mais de seiscentas almas, de rompante
Deram vida à calmaria desta estrada.
Com passo bem ritmado e ofegantes
Tínhamos de manter a voz calada,
P'ra depois, em descida louca, louca
Chegarmos todos ao Cabo da Roca.


…Por fim, minha conquista: em tantos prémios
Foi aquela terrível dor nos gémeos!!!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Um Treino na Noite

Prontos para 2 horas de corrida



Não é só o euromilhões que cria excêntricos. A Corrida também o consegue fazer, embora a excentricidade seja mais… acessível. Ou não poderá considerar-se “excêntrico” alinhar num treino de 22 km na noite da passada Sexta Feira, que se esperava a mais fria do ano, entre as onze e a uma da manhã !?
A verdade é que alinharam 17 “desmiolados” nesta gélida aventura nocturna, mais seis acompanhantes que prestaram escolta no percurso e mais dois amigos que, na “base” prepararam um chazinho à maneira para nos reconfortar à chegada. Por ser nocturno, foi chamado o “Lado Negro” da Meia Maratona de S. João das Lampas, que, apesar da “esfrega” foi do agrado dos participantes, conforme foi dito. Uma experiência a repetir .


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ainda a 15ª Corrida de S. Silvestre do Porto

Vejam isto :

Não sei como ainda há atletas que participam em provas organizadas pela RunPorto na pessoa do seu director Jorge Teixeira. Um senhor que ainda usa o "quero, posso e mando" , muda horários a seu bel prazer sem avisar os atletas, recusa terminantemente entrega de dorsais no dia da prova (com a honrosa excepção desta S.Silvestre) obrigando os atletas a deslocações desnecessárias somente devido à sua arrogância organizativa. Um banho de humildade não lhe fazia mal nenhum bem como observar outras organizações que NÃO TÊM FINS LUCRATIVOS.

Foi com este post que Jorge Manuel Costa (que não me conhece de lado nenhum, nem eu a ele), iniciou a sua participação no forum o Mundo da Corrida, no tópico Provas : 15ª Corrida de S. Silvestre do Porto.

Ninguém me "encomendou o sermão", mas entendi dizer qualquer coisa sobre o assunto.
Disse o seguinte :

Tem sido norma deste fórum, haver sempre quem saúde a entrada de um novo membro, que se disponha a partilhar pontos de vista sobre tudo o que envolve este maravilhoso mundo da corrida.
Os pontos de vista não têm que ser coincidentes – e isso só enriquece os debates – mas devem ser defendidos de forma cordial e educada, o que não me pareceu acontecer neste primeiro post do Sr.Jorge Manuel Costa.
Quem gosta de atletismo e esteve presente nas corridas organizadas pela Runporto, teve a oportunidade de testemunhar, que se tratam de organizações do mais alto nível que por cá temos tido, o que é em tudo contrário ao que aqui é afirmado. A Cidade do Porto, graças ao trabalho e “know how” da experiente e dinâmica equipa da Runporto, já forneceu elementos suficientes para a elaboração de um verdadeiro “Manual Para Bem Organizar Provas de Atletismo”.
Pelas palavras ditas, que se as fôssemos dissecar, seria estarmos a comentar o óbvio, apenas se conclui que adoptou a estratégia do “bota-abaixo” para tudo quanto seja Prova organizada pela Runporto, apenas por não simpatizar com o Jorge Teixeira .
Mas, quer seja ou não do agrado (ou do conhecimento) do Jorge Manuel Costa, quem tem que zelar pela convergência de todos os factores que permitam a realização de uma prova nas melhores condições é a Runporto que, querendo o melhor para os atletas, tem condicionantes a respeitar para com a Cidade.
Ninguém me pediu para vir defender o Jorge Teixeira. Ele, se entender, que o faça. Se intervim foi unicamente para dar o meu testemunho, porque conheço a sua capacidade organizativa.
Se o Jorge Manuel Costa “se admira como ainda há atletas que participam em provas organizadas pela Runporto”, continue a “admirar” o crescimento (em quantidade e qualidade) que essas provas têm tido e, se mesmo assim, não conseguir compreender, veja de que lado estará a falha.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O mosquito da rima



O “mosquito da rima picou” forte
E foi “contaminar” a gente amiga!
Olhem…eu nem sei bem o que vos diga
Por tal destino vos cair em sorte.

Eu a lutar com a “febre” que me apanha
E a ver se me liberto do “veneno”,
Só vejo nas ideias estranho empeno,
E que essa "vil picada" fundo entranha.

Mas quando a sensatez do pensamento
Se expressa em verso livre, no momento,
Sem ser prejudicada tal expressão

Venham rimas e versos, mesmo ao vento,
Que dêem a qualquer apontamento
O testemunho amigo da razão.

domingo, 4 de janeiro de 2009

"...Pisando o cristalino céu formoso..."



Comprei uns “Nike”, em saldo, por bom preço
(Por metade daquele que era antes )
Pois em 2009, p’ra começo
Quero dar algum conforto aos meus calcantes.
Os outros, para canto os arremesso
Por me deixarem bolhas bem marcantes,
Que a leveza que o “air” me transmite
Faz-me sentir também que eu “just do it” .





.../...
Ganhei o vício ao verso! Estou tramado!
Que assim já nada é como antes era
Pois que tudo o que escrevo é tabelado
E o sentido da rima é o que impera.
O que é feito da prosa do passado
Que em tão forçada escrita degenera ?
Tirem-me estes grilhões, por piedade
P’ra voltar a escrever em liberdade.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O Balanço de 2008

Com esta minha “tripla silvestrina”
Dei por finado um ano de corridas
Que começou na Serra onde termina
A Europa e fez nos Olivais as despedidas.
Atento ao que a corrida nos ensina
P’ra nunca usar de forças desmedidas
Eis o quadro das provas deste ano
De um simples corredor “açoreano” :

27.01 – GP Fim da Europa -17km -1,23
20.03 – Meia Maratona de Lisboa -21km -1,59
06.04 – Corrida dos Sinos-Mafra -15km -1,18
01.05 –Corrida do 1º de Maio-Lisboa-15km -1,16,40
25.05- Meia Maratona dos Palácios-Sintra-21km -1,46
22.06- Corrida Festas da Cidade do Porto-15km -1,14
28.06- Corrida das Fogueiras-Peniche -15km -1,09
03.08- Raide Melides Tróia – 43km -6,27,32
28.09 –Meia Maratona P Vasco da Gama-21km -1,40
05.10 –Meia Maratona de Ovar -21km -1,38
25.10 –Maratona do Porto -42km -3,27,15
08.11- Meia Maratona da Nazaré -21km -1,38,30
07.12- Maratona de Lisboa -42km -3,26,44
21.12- Corrida dos 60 Anos do Metro -10km -44,45
27.12- S.Silvestre de Lisboa -10km -44,59
28.12- S.Silvestre do Porto -10km -46,10
30.12- S.Silvestre dos Olivais -10km -45,55

Em suma : maratonas foi um par
E uma ultra em Melides, nas areias;
De quinze, foram quatro a registar
Quatro de dez e apenas cinco meias.
A estas já só temos que somar
Uma de dezassete – e.. aí, esperneias!!!…
Mas há uma inquietação que me acompanha :
Faltar às maratonas que houve em Espanha.