sábado, 30 de maio de 2009

A minha final da "Champions"


Quando a "Champions" domina as atenções
Da vã idolatria de uma bola
Ponho-me em fuga; sinto as emoções
Com que a natura tanto me consola.
Por caminhos libertos de alcatrões
Que o progresso voraz arrasa e imola
Lá vou gozando a minha própria farra
E assistir ao ocaso na Samarra.

Lá ao fundo, a aldeia de Catribana
O Cartaz esclarecedor do Parque Natural Sintra-Cascais (nisto, esteve bem!)

...e esta é a "pequena praia", minha amada ...






quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fotodiploma da Meia Maratona na Areia

Eis o fotodiploma que a Organização da 1ª Meia Maratona na Areia disponibilizou a todos os atletas que concluiram a esta excelente Prova. A rapidez com que isso foi feito, dá ainda mais uns pontos à qualidade do evento.

Estão todos em:

http://www.associacaomundodacorrida.com/DiplomasMeiaAreia.htm











quarta-feira, 27 de maio de 2009

Eu, espectador ?!



Eu até gosto de futebol e hoje, já daqui a pouco, vai disputar-se a final dos Campeões Europeus entre o Manchester United e o Barcelona.
São demasiados milhões que estão envolvidos naquilo que por mais habilidosos que sejam os jogadores, não passa de um jogo ! E isso faz-me mudar a “agulha” das atenções.
Vou vestir uns calções e uma t-shirt, calçar uns tenis e aproveitar este final de tarde quente, para ir dar uma corridinha até à Praia da Samarra. Ida e volta será coisa para cerca de 10km em piso de trail. Viro as costas ao “desporto-rei” ( para os desportistas de sofá ) em troca com o “desporto-real” que eu próprio posso fazer. Tirarei daí muito mais prazer e, de certeza, mais benefício. Quero lá saber quem vai ser o campeão europeu, quando os media intoxicam a opinião pública com tanto futebol e não passam cartão à nossa Corrida!..

Ainda a Meia Maratona na Areia




A partida e a chegada .


(Fotos de Leonor Duarte)


domingo, 24 de maio de 2009

1ª Meia Maratona na Areia

Os ACBs presentes : João Serra,Francisco Pereira, Rute Matos,Nuno Coelho e eu
No final, com o António Almeida e a sua Vitória (foto da Isabel)




Gostei bastante desta Prova e tudo parece ter estado de feição visando o sucesso: o tempo encoberto (com uma ligeira brisa, mais notada após o retorno), boa participação (para uma primeira edição), um piso excelente (que fez lembrar o Raide, pelo cenário, mas em versão “passadeira vermelha”).
Desde a chegada até que vim embora tive o privilégio de rever muitos amigos ( da blogosfera, do forum e do pelotão) e só por isso já teria valido a pena ter ido até à Caparica, neste dia.
Sorte têm aqueles que residindo ali pertinho, podem treinar durante todo o ano, naquelas supercondições.
A Organização esteve muito bem e gostei de ver a disponibilidade de muitos dos ultramaratonistas de Ronda, em pontos-chave da Prova (abastecimentos, controlo do retorno e chegada).
Sabe bem correr na praia, com a areia lisinha e compacta, onde a progressão se torna fácil e onde a maresia , o murmúrio das ondas e a fantástica paisagem nos envolvem e nos dão uma enorme sensação de liberdade. Vamos correndo, correndo, ao ritmo que o prazer permite e voltamos depois ao ponto de partida, cumprindo os 21095m da Meia Maratona.
Demorei 1,42,25 (tempo real), sem me ter esforçado muito, confesso.
Penso que esta Prova tem todas as possibilidade de singrar no calendário, mas não sei ainda quais os “estragos” que tenha feito na Meia dos Palácios que também hoje teve lugar. Futuramente, ambas as organizações deverão reunir para consertar as datas sem que nenhuma delas (nem os atletas) saia prejudicada.
Em conclusão: pelo que observei, esta Prova tem uma excelente nota, pois apenas vi dois pontos menos bons : Os depósitos para as garrafas (conforme já foi dito) colocados a cinco metros do sítio onde elas eram dadas ( o que favorecia aqueles que não se importam de as atirar para a areia em qualquer sítio) e a marcação dos Km não estar bem visível (confesso que só vi as placas dos 5,10,15 e 21, mas disseram-me que as outras também lá estavam). Qualquer destes factores são muito fáceis de corrigir, pelo que não comprometem nada o sucesso desta 1ª Edição da Meia Maratona na Areia.
O que ela teve de bom “esmaga” estas pequenas ninharias, pelo que esta Organização do Mundo da Corrida está de Parabéns por nos ter proporcionado uma Prova com características especiais que oferece uma excelente alternativa a quem busca a diferença.



Resultados em http://www.associacaomundodacorrida.com/eventos/corridapraia/GeralMeiaAreia.pdf

sábado, 23 de maio de 2009

Levar a Corrida a bom Porto


Começo a ter dificuldade em não me repetir nas palavras, quando me quero referir às Corridas da Cidade do Porto. É que as palavras são muito mais limitadas do que a grandeza dos eventos que ali têm tido lugar. Estes, cada ano surgem com nova “pujança” com uma participação crescente, com uma credibilidade inquestionável; aquelas continuam a ser as mesmas, por mais adjectivos superlativos que lhes “colemos”.

Mas o que nunca é de mais dizer é que, graças à profissional, competentíssima e dinâmica acção da RunPorto, a Invicta, durante a última década, passou a apresentar um leque de provas para todos os gostos, ao longo do ano. A Corrida passou a ser vista de uma forma bem mais popular e o exemplo vai-se estendendo pelo País fora, contribuindo de forma contagiante, para que a população lusa adquira o “saudável vício de correr”.

No último Domingo, foi o estrondoso sucesso da Corrida da Mulher, com quase 15000 mulheres a participarem numa corrida solidária a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Não estive lá, mas sei de quem lá esteve e nos contou as emoções do que é estar por dentro de um pelotão “cor-de-rosa” e vi as imagens impressionantes de milhares de “glóbulos rosa”(mas sem “anemia”) a circularem nas “artérias” da cidade, levando-lhe vida.

Ao Jorge Teixeira e ao pessoal da RunPorto, embora com algum atraso, não queria passar sem expressar o meu contentamento pelo sucesso e dar um grande abraço de felicitações.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Até as pedras, Senhor !!!...


Em Setembro de 2007, após a 1ª "investida"
Em Maio de 2009...No lado oposto, a caleira ainda lá vai estando....

Estas imagens não serão estranhas de todo a quem conhece o percurso da Meia Maratona de S. João das Lampas (ao km 11,5 na "tenebrosa" descida de Monte Arroio para Bolelas).


A estrada que liga Bolelas a Monte Arroio ( uma das localidades mais altas da Freguesia de S. João das Lampas , é ladeada por velhas caleiras de pedra que conduzem, pela gravidade, a água sobrante do chafariz e lavadouro público, para as pequenas hortas ali existentes.

Tais caleiras, únicas do género na zona, executadas manualmente com muito cuidado e colocadas no local pela força braçal dos nossos antepassados, são testemunhos da importância da partilha da água desde tempos imemoriais. Actualmente continuam a ter a mesma utilidade pois são férteis os terrenos que irrigam e a pequena actividade agrícola familiar, com os tempos que correm, recupera a sua importância. Além disso, constitui um elemento pitoresco, rústico e emblemático daquelas localidades. Presume-se, por isso, que esteja classificado como património público pela CMS.

Acontece que, para nossa tristeza, alguém sem escrúpulos, pela calada da noite, tem vindo a furtar as ditas caleiras. Em 2007 “desapareceram” as primeiras (duas ou três) e na noite de 16 para 17 de Maio, “voaram” mais cinco! Também os capitéis (piramidais) de um dos portões não escaparam à ganância de quem, certamente, pretende comercializar bens alheios.

Claro que não pode haver um polícia em cada sítio onde há risco de furto, mas seria dissuasor destas práticas, a existência de uma atenção especial por parte das autoridades, à comercialização deste tipo de materiais “arrancados”, criminosamente, ao património que é de todos.

Se nada for feito, não custa adivinhar o que irá acontecer às caleiras que sobram.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

101 Km de Ronda

Foto de O Mundo da Corrida (com as anotações do Tiago- do que mais ri) revelando a disposição reinante




A esse peito ilustre “centunero”
De heróicos companheiros da corrida;
Aos brilhantes relatos que com esmero
Nos falam da aventura desmedida;
Gostava eu que a “cítara de Homero”
Ou que a “canora tuba” conhecida,
Tributo lhe prestassem por tal feito
E que gravassem “Ronda” nesse peito.


domingo, 17 de maio de 2009

A Parábola

O nosso subconsciente faz coisas do arco-da-velha! Mistura tudo : a actutalidade, a memória, a ficção, retirando-lhe os limites temporo-espaciais que nos balizam o comportamento e o nosso entendimento do mundo.

Talvez “levado” pela recente visita do papa à Terra Santa, pelos resultados da Maratona Carlos Lopes , por um certo “endeuzamento” dos meus amigos que foram paticipar nos 101Km de Ronda (para quem envio um forte abraço pelo sucesso alcançado) e pelas “manifs” que vão acontecendo por todo o lado, tive um sonho (não!não é como o do outro!) .

Estava eu no meio da multidão, nas terras da Galileia, tentando chegar próximo do “orador”, vestido de branco, que todos escutavam com atenção. Alguém queria barrar-me o caminho, quando o “orador”, iluminado por uma “ intensa luz dourada” se mostrou com o rosto do Carlos Lopes e disse de forma eloquente:

-“Deixai vir a mim os pobres de pernas, que será deles o reino das corridas” !

Eu sei que era o subconsciente a trabalhar, mas "enfiei logo a carapuça"! Agora digam-me : - Acham que estou a “bater” bem?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

101 Km de Ronda

Aos meus amigos que neste fim de semana vão participar nesta duríssima Prova


Maratonas e raides são” pevides”
P’ra gente que tem peito e pernas de aço
(Eu ,que p’ra mim, a areia de Melides
É a maior façanha por que passo!)
Mas Ronda, meus amigos, p’ra onde ides,
Sem temer a distância nem cansaço,
Dar-vos-á as insígnias merecidas
Quais notáveis brasões em vossas vidas.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Maratona Carlos Lopes :"Vet.3 - o vencedor é..."

Mais uma foto da chegada (José Gaspar AMMA)

Oh gente de pouca fé !!!
Quantos de vós terão acreditado que este vosso servo, um dia, iria subir ao pódio? Ainda por cima numa maratona que decidiu fazer 3 dias antes, como se sentisse o apelo da glória !


Por nem eu próprio ter acreditado, tive o castigo merecido de não ter saboreado momento tão efémero, pois, no final, haveria de ser chamado ao lugar mais alto do estrado, quando da consagração dos veteranos 3.

Muitos chegaram antes de mim, mas a idade esteve a meu favor. Uns ( a maioria ) eram mais jovens e tiveram uma classificação à parte; outros, por serem mais velhos (menos) também tiveram outra classificação. Dos que sobraram, sem que o soubesse, eu fui o que cheguei com menos tempo de prova (3,33,21), sendo o 58º dos 128 que chegaram.

Fiquei contente com a notícia que só hoje recebi, mas não dei saltos de contentamento porque algo vai mal no Reino da Maratona para que estas coisas aconteçam.

domingo, 10 de maio de 2009

Maratona Carlos Lopes

A chegada (Foto de José Gaspar-AMMA)


Vi-me aflito para estar às 7 da matina no Parque das Nações, para apanhar a boleia com malta da minha equipa, para o Estoril. À continha, mas lá consegui! Só que a pressa fez com que não tivesse trocado de sapatos conforme era minha intensão.
Estoril. Via-se pouca gente e faltava cerca de 20 minutos para o começo da “Bike Marathon” (gostava mais de um nome mais a condizer com a nossa língua, mas a globalização “obrigou” a ceder nestas coisas. E noutras também.). Dá-se o encontro com o resto do pessoal da ACB e assiste-se à partida dos ciclistas. Não sei quantos eram, mas vi logo que seriam muito mais que os “apeados”. A foto de família e... os desejos de boa prova a todos.
Do pessoal dos blogues, o primeiro que encontrei foi o Luis Mota, que me falou da merecida homenagem ao grande campeão olímpico e que era pena não haver mais gente nesta prova. Depois, finalmente, tive o grato prazer de conhecer pessoalmente o nosso amigo António Bento “Tartaruga”, que estava acompanhado do Nuno Kabeça e do Carlos Ferreira e ficámos por ali a conversar um bocadinho, quando surge o José Capela todo satisfeito pelo rácio dos atletas da sua terra (7) em relação ao total dos maratonistas presentes.
É dado o tiro da partida. Saímos do Casino do Estoril e fomos dar uma voltinha a Cascais, para tomarmos a direcção do Parque das Nações.
As condições climatéricas não podiam estar melhores : céu encoberto (ameaçando até chuva miudinha, que não chegou a cair) e a ligeira brisa que soprava, vinha mesmo a calhar, pois era a favor da corrida. A paisagem, soberba.
O percurso tinha algumas subidas ligeiras, mas que eram compensadas com descidas. A parte pior do traçado estava na parte final, com um empedrado de 5 ou 6 km.
Da minha prova, digo que saí com alguma cautela, mas o facto de ver um trio da ACB à minha frente (Tam Afonso, Rui Silva e Nuno Coelho) fez com que passados 5 ou 6 km, me fosse aproximando e acabámos por formar um quarteto que durou até à Meia Maratona (1,42). Tempo “demolidor” para que eu me pudesse aguentar nas canetas. A partir daí, pensei que seria “suicida” continuar naquele andamento e resolvi fazer uma prova mais moderada. Sei que é feio registar um split assim, mas não havia remédio. A 2ª Meia teria de ser feita muito mais lentamente.
A partir dos 25, talvez, tive a juda preciosa dos irmãos João e Jorge Serra (que tinham feito a prova de bicicleta) oferecendo gatorade, nas alturas em que mais precisávamos. Foi um acompanhamento precioso, que não podia passar sem registar e agradecer.
Aquela parte final, no empedrado do Parque das Nações é que foi “tramada”. Os ténis, que, como disse, não eram para fazer a prova, começaram a fazer-me bolhas e a marcha começava a tornar-se dolorosa. Mesmo assim, ainda acabei por ganhar algumas posições (5 ou 6) nos últimos km. Termino com 1,33, 15.
À chegada recebo a t-sirt e a medalha das mãos da Rosa Mota, com uma palavra de felicitações e, logo a seguir o nosso colega Nuno Espírito Santo cumpria a promessa feita (pasteis de nata para todos-da equipa,claro está) se conseguisse fazer menos de 3h! E não é que fez 2,55?! Parabéns Nuno.
Havia tenda de massagem, mas não me apeteceu aguardar por cinco pessoas que estavam á minha frente.
Quanto à apreciação que faço desta Maratona, como em todas as outras, há aspectos positivos e outros negativos. Dos positivos destaco a beleza do percurso, a simpatia dos colaboradores, dos meios colocados à disposição dos corredores (cronometragem com tempos reais, transporte do Parque das Nações para a Partida, guarda-roupa) tenda de massagem. Dos negativos, para além do silêncio na divulgação daquilo que teria de ser profusamente noticiado (o caso do transporte era muito importante que todos soubessem) e de um site sem actualização da informação, trouxe alguma insatisfação.
Mas o pior de todos foi a falta de km marcados! Havia o 1º, o 3º, 5º e depois só de 5 em 5km! Nunca o relógio me fez tão pouca falta numa maratona! Relativamente aos abastecimentos, sendo tão poucos atletas, não teria sido complicado (principalmente na 2ª parte da Prova) fazê-los com 2,5km de intervalo.
Gostei de fazer a Prova (ou não fosse ela uma Maratona) mas é urgente que se limem arestas e se trabalhe convictamente na sua promoção.

Maratona Carlos Lopes

No princípio "era o verbo" quando conheci pessoalmente o António Bento (Tartaruga)

Aos 20km ainda ia bem com os meus amigos da ACB

Já no maldito empedrado. E a meta ali ao lado, mas faltavam ainda 4km


Finalmente, a satisfação da chegada








Maratona Carlos Lopes

Esta foto ficou horrível.
É da falta de discernimento!
Tenho de a substituir, mas o que eu queria era mostrar-vos o dorsal e a medalha.Nítidos !

Venho aqui só para dizer que consegui acabar mais uma. Yeeeesss!
O relato fica para depois, que agora tenho de ir descansar um bocadinho. Ainda não sairam os resultados oficiais, mas sei que fiz a prova na casa das 3,33. E duas bolhas à direita e uma à esquerda. Depois conto.

sábado, 9 de maio de 2009

Batoteiros na corrida

A propósito de irregularidades ocorridas na última Meia de Lisboa e que o Linda-a-Pastora S.Clube denunciou no último número da Revista Atletismo, surgiu um interessante debate no Forum do Mundo da Corrida. Lá fui “meter a minha colherada”:

De certeza que ninguém se sente feliz por ver na praça pública uma atitude indigna por parte de um “companheiro da nossa estrada” (expressão feliz, que é título do livro do José Man). Mas mais condenável que trazer o caso a público é que ele tenha ocorrido.
Não deve ser o mensageiro o “mau da fita”.
É verdade que há telhados de vidro e quem os tem, deverá ter o discernimento suficiente para não andar à pedrada.
Ver o erro e não o denunciar, como tem sido repetidamente dito, só serve para que continue a errar-se.
A atitude antidesportiva é tanto mais grave quanto mais prejuizo causar a terceiros e os terceiros terão todo o direito de denunciar as irregularidades da forma que entenderem, como forma dissuasora. Foi o que aconteceu neste caso. Pode não ter sido a solução ideal, mas com ela, o Linda-a-Pastora prestou um importante serviço à nossa comunidade. Sempre me causou uma certa impressão que as imagens dos media protejam a identidade de pessoas com comportamento anti-social. Dizem que é por causa dos direitos humanos. Direitos aplicados ao infractor mas que se esquecem a propósito da vítima.
Custa-me a “encaixar” porque haveria de proteger-se a identidade do prevaricador?
Quanto ao “castigo”, penso que já é bem pesado aquele que o atleta tem de enfrentar ao ser alvo do olhar dos companheiros, lembrando ao do lado : “- aquele é que é o gajo que correu com dois chips” : a vergonha pública.
O Pedro Lorvão terá todo o direito de se defender, pois nós só “ouvimos” ainda uma das partes. Se forem infundadas estas acusações, o mesmo espaço que as publicou terá o dever de as negar. Se forem verdadeiras, que ninguém saia “crucificado” por ter tido um comportamento errado, mas humildemente, ele deverá formular um pedido de desculpas público.
A família do atletismo, precisa de todos e tem uma grande capacidade de perdoar e dir-lhe-á :
-Vai, Pedro! E não voltes a pecar.

Revista Atletismo



Todos os que estão na modalidade, ainda que não sejam assinantes, conhecem a Revista Atletismo ( bem como o seu suplemento “Mundo da Corrida”), que tem a sua publicação no início de cada mês.

Confesso que há meses em que, se me escapa a oportunidade de a ler (ou folhear) quando ela me chega às mãos, passa o tempo e acabo por não lhe dar a atenção devida.

Não foi o caso do último número, todo ele cheio de matéria interessante, que prendeu a minha atenção e que por isso considero recomendável a leitura. Permito-me destacar :
-Os Editoriais do Prof. António Campos e do Director da Revista António Manuel Fernandes, sobre o “estatuto” que a Corrida está a ter na sociedade portuguesa; sobre o Momento Alto do nosso Atletismo com a Organização do Campeonato da Europa de Equipas em Leiria em Junho; Entrevista com a nossa maratonista do momento Marisa Barros, da autoria de António Flor e com a marchadora Ana Cabecinha, por Arons de Carvalho; o dossier técnico do Prof. João Abrantes e um artigo de opinião de António Nobre, “ A crise de valores no Atletismo”.
Surgem depois as reportagens sobre a 4ª Corrida do Benfica; Grande Prémio Rui Silva;Corrida do Metropolitano de Lisboa; 12Km de Salvaterra; Grande prémio da Páscoa de Constância (onde não foi esquecida a homenagem à Margarete, conforme texto que fiz na altura; Corrida dos Sinos; Grande Prémio Comendador Rui Nabeiro; Meia Maratona Patrimónios Mundiais-Vila Nova Foz Côa; Meia Maratona Cego do Maio, na Póvoa de Varzim.
Do correio dos Leitores, a denúncia oportuna do Linda-a-Pastora S.C., de um batoteiro na Meia de Lisboa e um “ tiroliroliro” a propósito da mesma Prova (hum…).
Manuel Sequeira escolheu para “Atleta de Pelotão a veterana da União de Tomar, Carolina Feliz e o Beja Atlético Clube, como Clube de Pelotão.
Vêm depois os conselhos técnicos de Yara Ochoa da Revista Contra Relógio (adaptada por Manuel Sequeira) em que são também entrevistadas algumas figuras conhecidas como é o caso da minha colega de equipa Tânia Machado, dos nossos amigos José Neves (O Zen dos Trilhos Míticos) Alexandre Beijinha (Organizador da Corrida do Mirante-Ota), Margarida Pinto, Sílvia Coelho e António Oliveira.
O “Site à Lupa”, rubrica com que o José Duarte “espia” a blogosfera, é dado destaque precisamente aos Trilhos Míticos e à Juventude Operária de Monte Abraão(JOMA).
Ainda um interessante artigo sobre a Hipotermia.
Finalmente, há uma incursão nas Corridas de Montanha, por António Matias; Triatlo, por António Manuel Fernandes e Orientação, a cargo do Joaquim Margarido, que tem o especial condão de “prender” o leitor aos seus textos.

Ufff, estava a ver que não acabava o “sumário” desta edição da Revista Atletismo e fico a pensar o que me terá dado para me pôr a fazer isto ? Ora, se toda a gente lê a Revista, qual o interesse deste post? Olhem… foi o meu dia! Mas já que está…

...e eu que amanhã tenho uma maratona para fazer!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Maratona Carlos Lopes


Esta foi na Maratona de Lisboa-Dez.2008




Aproximando-se a data da Maratona Carlos Lopes, em Lisboa, dei por mim a pensar que, aproveitando a “embalagem” de Madrid, talvez não fosse completamente despropositado incluí-la na minha “lista”.

Bem sei que esta é a 5ª Edição e que por “embirração” da minha parte, nunca a fiz. Até disse coisas pouco simpáticas a propósito dela, mas que não vem ao caso relembrar.

Todos soubemos das dúvidas que pairaram acerca da realização da Prova, neste ano. Até a Organização se viu forçada a alterar a data, com pouco mais de um mês de antecedência, o que “caíu” muito mal aos atletas inscritos. A mim, sinceramente, não caíu mal, pois não estava inscrito nem tinha a menor ideia de o fazer.

Bom, mas como me sinto mais ou menos recuperado e nestes 10 dias tenho apenas feito treinos muito ligeiros (tirando a Corrida do 1º de Maio, que até “apertei” um bocadinho) sinto-me em condições para mais uma “gracinha”.

Aproveito, assim, a alteração da data. Por outro lado, reconheço que devo pagar a minha parte da dívida que os maratonistas portugueses têm para com o grande Carlos Lopes. Modestamente, pagarei com o meu suor e cansaço (até parece que vou fazer um sacrifício,eheheh), nesta prova feita em sua homenagem, no próximo Domingo, entre o Casino do Estoril e o Parque das Nações.

Da minha equipa, Açoreana Clube Banif, também estarão :

Arlindo Duarte
Francisco Pereira
Nuno Coelho
Nuno Espírito Santo
Paulo Torrão
Rui Silva
Rute Matos
Tam Afonso

E na Bike Marathon - 42.195 m :

João Santos
João Serra
Jorge Serra
Pedro Brandão




A todos desejo uma excelente Prova.

domingo, 3 de maio de 2009

32ª Maratona de Madrid-conclusão


Há coisas que, se não forem ditas na altura própria, vai-se perdendo o “entusiasmo” e muitas acabam por não ser ditas. Por isso, a minha apreciação da 32ª Maratona Popular de Madrid, feita exactamente há uma semana, perdeu a actualidade. Por outro lado, também o “deslumbrammento” que ela me proporcionou em participações anteriores, já não é o mesmo, mas a vontade de voltar, essa persiste.

Não queria passar sem dizer que se manteve o padrão de qualidade de anos anteriores, e, apesar da realização, na mesma data, da Maratona de Londres, conseguiu apresentar um número de corredores à chegada (8372) de fazer inveja às que se realizam Portugal .

Porém, registo com muito agrado, que a Maratona do Porto, que terá a sua 6ª Edição a 8 de Novembro (com a organização a cargo da RunPorto) tenha celebrado com a MAPOMA, um protocolo de colaboração que assegura vantagens mútuas. Marcar presença nas grandes maratonas da Europa é uma aposta da equipa liderada por Jorge Teixeira, que vai, a curto prazo, fazer com que a Maratona do Porto venha a colher os frutos de tão importante promoção. Não vemos idêntico trabalho nas outras maratonas que se realizam em Portugal, pelo que não me causará qualquer estranheza que a Maratona da Invicta, venha a ser, num futuro próximo, a mais participada do País.

Só se saberá que existimos se nos dermos a conhecer. Sabendo disso, a RunPorto lá estava na Expodeport, com o seu stand, distribuindo flyers e exibindo o vídeo da última edição, o que despertava a curiosidade dos visitantes. Grande presença, sim senhor.

Já que por cá ainda são poucos os que se atrevem a correr a distância da maratona, que venham da estranja mostrar que é fácil “domar a fera”.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

28ª Corrida Internacional 1º de Maio (II)



Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul

Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar

Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre depois do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar

Numa rua comprida
El-rei pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Venham ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu

Zeca Afonso

____________________
Isto foi para assinalar a data.

Para falar da Corrida é agora :

Não gosto de ser “má língua”, mas acho que esta Prova merece muito mais. Já no ano transacto teci algumas considerações sobre isto e não vislumbrei qualquer mudança (nem, obviamente, eu tinha a presunção de esperar que fizessem caso de mim). Não vi ninguém queixar-se, antes pelo contrário, só vi gente satisfeita e isso, no fundo, é o bastante
Mas o 1º de Maio é Festa! É ou não é? E o que é que se viu da Festa a não ser a boa disposição de quem ali confraternizava e um carro que no Estádio 1º de Maio lá emitia algumas cantigas alusivas à data ?
Quase já não há prova que não tenha a partida identificada com um pórtico insuflável, ou, pelo menos, uma faixa transversal . Havia apenas um traço marcado na estrada (que muita gente nem viu);
Os km ao longo do percurso, só os comecei a ver a partir do 8º (admito, no entanto, que tenha sido por distracção minha);
O encurtamento da distância tradicional (15km) para 14400m, -esta a falha mais grave- embora tendo sido comunicado previamente, não deixa de decepcionar os participantes. Bastaria terem compensado a volta à Praça do Comércio (interdita por causa das obras) por uma “chicane” qualquer ao longo do percurso. Pode dizer-se, com algum a propósito, que “em casa de ferreiro espeto de pau”. É que o Director da Corrida, de quem sou amigo e por quem tenho uma consideração especial, é o Presidente da CNEC, entidade que certifica as distâncias das Provas em Portugal. Não entendo porque terá sido considerado pouco importante a manutenção da distância.Uma prova com 28 anos de historial, merece ter nos seus anais, elementos que permitam aos participantes, comparar os seus tempos. Assim, não dá.Poderão dizer que esta era uma Corrida sem pretensões, só para o pessoal se distrair numa manhã desportiva. Sim, mas não são todas isso?!
À chegada havia cronometragem pelo chip, mas não vi o relógio indicando o tempo de prova. Deram-nos um saco com uma t-shirt, a medalha, uma garrafa de água e uma caneta (aqui, tudo bem).

Bem sei que os tempos são de crise, mas o que disse não me parece ser consequência disso.

Por mim, independentemente das críticas que fiz (que só pretendem ser construtivas) enquanto puder, virei sempre à Corrida do 1º de Maio, pois gosto muito de correr em Lisboa e este percurso é excelente. E se digo estas coisas é porque gostava que, no futuro, ninguém as dissesse .

28ª Corrida Internacional do 1º de Maio

Participei, esta manhã na 28ª Corrida do 1º de Maio, em Lisboa.
É uma prova que gosto de fazer, pelo ambiente que a envolve e pelo dia primaveril em que sempre tem calhado (pelo menos as edições que contaram comigo).

Chegaram ao fim oitocentos e tal atletas, tendo eu ficado na 218ª posição, com o tempo de 1.05.01 (menos 7 ou 8 segundos de tempo real).

Os resultados completos estão em :

http://www.revistaatletismo.com/Resultados/res_1maio09_geral.txt