quarta-feira, 29 de julho de 2009

terça-feira, 28 de julho de 2009

U.M.A. Corrida "Infinitamente" longa, linda e irresistível





Uma brisa suave e fresquinha vinda da frente, temperava os efeitos escaldantes do sol que dava nas costas.
A um ritmo crescente, demos por nós a fazer 6,05/Km, o que excedia largamente as previsões e nos fazia recear vir a “pagar a factura” lá mais para a frente. Abrandámos e fomos “segurando a coisa” nos 6,30-6,45/km . É que o piso era bom e a tentação de responder ao facilitismo era grande. Passa a Rute com o Luís Parro quando estavam percorridos cerca de 10 Km . Vinham bastante bem e rapidamente “desapareceram”.
Fui ver o que se passava com a mochila. Não descobri a anomalia, mas a água que tinha já era pouca. Numa das Praias lá estava o Zen a incentivar a malta… e que bem sabe uma palavrinha de apoio. Também o meu colega de equipa, André Quarenta, me foi dar uma “forcinha” ( e até nos tirou uma foto).
Perto dos 28km, o João começou a ficar para trás. No abastecimento (28,50Km) apenas aceitei uma garrafa de água, pois na outra mão levava uma de Isostar. Seria suficiente. Vou ao tubo para um golinho de água e… só bolhas. Tou feito! E eu que só trouxe uma garrafa! Estava condenado a poupá-la.
Noto que nos vamos aproximando do Luís Parro, que, entretanto já vinha sozinho, e passámo-lo durante uma “paragem para libertação de líquidos”.
À medida que a distância ia sendo percorrida, notava-se a necessidade de apelar cada vez mais à concentração. Olhos em frente, a pala do chapéu, fazia-me pensar que me aproximava de qualquer coisa por onde passaria por baixo. Levantava a cabeça e era apenas o céu que me tapava. Do lado esquerdo, o mar, calmo e suave, convidava a uma banhoca. Não podia ser. Diz o Jorge : - Olha, já estamos a andar a mais de 7,30! Eu bem te dizia que, há bocado íamos muito depressa!
Fizemos umas continhas: se mantivéssemos assim, chegaríamos dentro das 5h, o que não era nada mau. O importante era ir resistindo à tentação de nos pormos a passo, dizia eu.
Só o facto de estar a pôr essa hipótese, já era indicador de que poderia claudicar. Na altura, o Adelino tinha-se juntado a mim e ao Jorge e eu fiquei impressionado com a sua prestação, pois as várias vezes que ele se tinha aproximado e deixado ficar para trás, fazia-me pensar que estaria a desgastar-se em demasia. Mas não! Grande Adelino, ele aí estava para as curvas, quando já passava dos 35km.
De repente, “trau”! um impulso qualquer descontrolado, pôs-me a passo! Ui… doía-me tudo: as ancas, os joelhos, os tornozelos… Não conseguia andar. E, nestas coisas, andar a passo pode compensar, desde que se consiga andar rápido. Como era possível? Se a correr, embora lento, ia bem, sem qualquer tipo de dor, como é que a marcha me era tão desagradável? Arrependi-me de me ter posto a passo, mas não encontrava ânimo para recomeçar a correr. Vêm depois umas náuseas. Atentos, aparecem logo elementos da organização, em moto-4, perguntando-me se era preciso alguma coisa, se estava tudo bem. -Não, obrigado. Já passa! –disse eu! –Então dê cá o lixo, escusa de ir carregado! – Nem tinha reparado que andava com duas garrafas vazias nas mãos.
Vou à mochila buscar uma peça de fruta e depois outra e vou andando e comendo. Vários são os atletas que passam por mim: José Martins, Luís Parro e outros. Passa também o António Almeida : -“Vamos embora, Fernando !Neste passinho assim …curto, acha que não consegue!? “-Ainda não, António! Siga,siga, que eu, já recomeço!”
Não sabia quantas eram as curvas que faltavam para avistar a Meta, mas sabia que faltariam, talvez, 3Km. Deixa cá experimentar a correr novamente: Em cerca de 50 metros, encontrei o ritmo e parecia-me que ia bem. Pensei logo que devia ter recomeçado há mais tempo, mas pronto. Recupero algumas posições entretanto perdidas, volto a passar pelo António e, lá longe, avisto o pórtico amarelo da Meta. O objectivo estava à vista! Agora nada me faria parar. O ânimo regressa e acho, até que aumentei o andamento, chegando ao final com 5,24!
O prémio, os Parabéns, a descompressão naquela tenda “abençoada” onde tabuleiros com melão, melancia, uva, faziam as delícias daquela gente que “tão mal tinha tratado o corpo” naquelas últimas horas. Misteriosamente, a glória de chegar, mesmo que ainda doridos pelo esforço, sublima-nos para uma dimensão diferente. Quanto mais difícil o caminho, mais saborosa é a vitória.
Cá por mim, já vão cinco! E só quando não puder mesmo é que não estarei lá.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

UMA Corrida "Infinitamente" longa e... linda




O "bigode" deu-mo ele (J.Adelino)


O que me aguardava neste dia 26 de Julho, obrigava a que madrugasse, mesmo que tivesse dormido pouco e a véspera fosse um dia stressante.
Assim estava agendado, assim tive que cumprir a agenda.
Às 6 estava em Setúbal para apanhar o primeiro ferry, que nos levaria ao autocarro que estava à nossa espera para nos levar (e largar) em Melides.
Diga-se que não sobrou muito tempo, desde o momento da chegada do autocarro e o da partida dos atletas, mesmo tendo-se registado um atraso de 15 minutos.
Como tinha comido as minhas papas de nestum às 4,30, aproveitei para tomar um cafezinho e comer um bolo, numa das roulottes que se encontram perto do parque de estacionamento da Praia de Melides.
Encaminhámo-nos para o secretariado para levantar os dorsais e onde nos deram uma garrafa de água, uma barras de cereais, uns cubos de marmelada e uma peça de fruta, para levarmos. Dei por mim, faltavam 10 minutos! tranquilizou-me o aviso de que o tiro da partida seria adiado por 15 minutos. Apliquei protector solar nas zonas que achava mais propícias ao escaldão, o que foi feito um bocado às cegas, conforme testemunham as marcas que hoje tenho atrás dos joelhos.
Da minha equipa, a ACB, apenas a Rute estava presente e com ela troquei umas breves palavras de circunstância.
E foi assim, à pressa que, enchi o depósito da mochila, carreguei-a com as trapalhadas do costume (que podem fazer, mas que não fazem falta!) e pus também uma bolsa para levar a máquina fotográfica e o telelé.
Feito o brieffing habitual , fomos pela passadeira de madeira, para o areal onde estava definida a zona de partida. Encontrei aí o Corredor das Palavras e o Pára que não Pára, que já se admiravam de não me terem visto ainda. Podia lá ser?! A Susana e a Isabel tiraram-nos umas fotos para registar o momento e um repórter ficou surpreendido (e sem saber como dar continuidade à entrevista) com a resposta que o João Hébil lhe deu, quando lhe perguntou se estava preparado. Tinha-lhe dito que não! Alguém deu o tiro de partida e pusemo-nos calcar areia. Inconformado, o repórter, foi atrás do João, para lhe arrancar mais algumas palavras. Ainda nos rimos à conta disso.
Algo se passava com a minha mochila, pois eu sentia as costas todas molhadas. Como não tinha tido tempo de ter feito a verificação do equipamento, pensei logo que me tinha esquecido de ligar o tubo ao depósito, ou ter deixado a tampa por enroscar. Mas não liguei, até porque o fresquinho nas costas e nas “cruzes” me ia a saber bem.
Havia que ser cauteloso no ritmo da passada e na escolha do piso. Já se sabia que os primeiros quilómetros eram muito maus. Até onde foi possível, ainda seguimos pelos trilhos das moto-4 da Organização, pois ali, a areia já tinha sido calcada, cedendo menos à passada. Quando o João me vem com a conversa de que se pisarmos as pegadas dos outros, era melhor, respondi-lhe que isso obrigava a um ritmo diferente do nosso. - Que se lixe o nosso ritmo – diz-me ele- a gente adapta-se ! Resolvi experimentar. De facto, achei que a progressão era melhor, mas tinha um grande inconveniente: obrigava-nos a estar concentrados no sítio onde íamos pôr os pés e perdíamos, assim, uma das componentes mais atractivas da prova que é a paisagem. Bom, mas como isto seria coisa para poucos quilómetros…
No ano passado, havia um pescador que, por esta altura, exibia uma mensagem de estímulo escrita numa placa de madeira (“Já o fiz ! Só vos digo: Heróis”). Este ano, lá estava, presumo que fosse o mesmo, com uma placa dizendo :”Esta é só para os duros”. Mesmo sendo mentira, estas coisas fazem-nos sentir fortes.
Um trio de muitos Km (eu, O Jorge e o João)

Continuando, mais cedo que o esperado, deu para escolhermos uma rota mais perto da água, com a areia mais compacta. Passámos a 1ª bandeira (5,5Km) com 42,30, mais ou menos no mesmo tempo que na edição anterior, mas sentia que o tinha feito com mais facilidade. Na verdade, a maré estava bastante baixa e o mar calmo, pelo que a água não tinha tendência para “invadir” as rotas seguidas pelos atletas, a menos que se fosse muito distraído, o que, diga-se, era fácil acontecer . Dali para a frente, o piso iria ser cada vez melhor, permitindo correr a uma velocidade igual à de chão firme e regular. Assim houvesse pernas.
Passámos pelo Jorge Pereira, que dizia mal da vida por ter vindo pela areia seca até ali, sentindo-se desgastado, desnecessariamente, até se ter apercebido que estava a ser ultrapassado por todos. Viemos com ele até onde foi possível. Olhei para trás e vi que o Pára “não parava mesmo” e estava ali, a vinte ou trinta metros, juntando-se a nós por algum tempo.
.../...

U.M.A. Corrida "infinitamente" longa

(em imagens...por enquanto)
Na partida, com os amigos Joaquim Adelino e António Almeida (foto da Susana Adelino)
Olhei para trás: lá vinha o Adelino de t-shirt encarnada e bandeira nacional na cabeça
Eu, o Jorge Pereira e o João Hébil ( muitos foram os km que fizemos juntos )
O João e o Jorge. Pela frente...ui!
Quando a Rute Matos e Luis Parro nos ultrapassaram (por volta dos 10km)

O momento esperado (foto da Susana Adelino)


Mas vai haver mais fotos para recordar este dia .E isto merece uma boa estória.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

33ª Meia Maratona S.João das Lampas



Ai quantas vezes eu me lembro

Da antiga Meia de Setembro
Em que eu hei-de ficar à vossa espera .

quarta-feira, 22 de julho de 2009

UMA

em 2006




Se o pé se afunda na areia

E o sol abrasa o nariz

Quilómetros de tareia

Temos um raider feliz.



Um raider nunca se cansa

O ai

Por mais areia que pise

E quando o mar não amansa

O ai

Só se pede que a alise.



Com um chapéu na carola

O ai

E às costas uma mochila

P’ra evitar comer sola

O ai

E lá vão todos em fila



Se o pé se afunda na areia…





Eras um agora és UMA

O ai

Mas tu ficaste igualzinho

Quando a gente se acostuma

O ai

O Raide marca o caminho.



Ir de Melides a Tróia

O ai

É a corrida ideal

É mesmo uma g’anda nóia

O ai

Pancada de cento e tal.



Se o pé se afunda na areia

E o sol abrasa o nariz

Quilómetros de tareia

Temos um raider feliz.



tan-tan




segunda-feira, 13 de julho de 2009

Lorvão, o Condenado

É um caso de amor, o do Lorvão,
Que, por promessa feita à sua amada
(De alimentar os laços da união),
Não fariam corridas separadas.
Com a Júlia na Mini, a solidão
Que ele na Meia, tinha declarada,
Horas difíceis já se avizinhavam
P’ra mais de trinta mil que se apinhavam.

Mas fez-se luz, surgiu a solução
P’ra que estivessem juntos na partida:
É que sem tê-la ao lado, mão com mão
Podia, ao menos tê-la convertida
Num pedaço de plástico em botão
(Com a sua identidade definida)
Unido ao pé por um atacador
Mantendo, assim, a par, o seu amor.

Só que à chegada, estava alguém atento
Que o filme viu por vezes repetidas.
Ele chegou, por sinal, pouco lento
Mas dela ninguém viu as investidas.
Levanta-se a questão e o lamento
De se verem meninas destituídas
Do prémio justo, pois por caricato,
Estava a Júlia escondida num sapato.

“-É crime!” diz a malta com razão.
Onde está a verdade desportiva ?
Ao terrível exemplo do Lorvão
Haja quem tenha nele voz activa.
Estabeleça-se então uma sansão
Que de tais fraudes seja correctiva.
Não digo o vírus destas novas gripes
Que é castigo bastante um... par de chips.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Batoteiros na corrida

Num post de 9 de Maio, falei de “batoteiros” na corrida, numa alusão ao artigo publicado na Revista Atletismo, assinado pela Direcção do Linda-a-Pastora Sport Clube, em que o visado era o atleta Pedro Lorvão, que tinha corrido na Meia de Lisboa com dois chips (um seu e outro da sua mulher).
A atitude foi, sem sombra de dúvida, condenável, mas fico satisfeito por não ter “crucificado” o Pedro Lorvão (que eu não conheço), sem antes o ouvir.

No último número da Revista Atletismo, o atleta visado, num artigo intitulado “Correr por prazer não é batota”, numa atitude de grande humildade, que não posso deixar de sublinhar, pede desculpa pelo sucedido e explica-se da seguinte forma :

“-Em primeiro lugar peço desculpa à atleta em causa, Margarida Dionísio, pelos incómodos. O intuito de colocar o chip da minha esposa (Júlia Eusébio) na sapatilha (esquerda ou direita) não tinha objectivos monetários, nem “records” pessoais, nem prémios. Tal era impossível e nunca me passou pela cabeça que pudesse afectar outros atletas. Como ela estava inscrita na mini –nesta e noutras corridas que fazemos – resolvi colocar o chip delas numa das minhas sapatilhas.
Como o preço para participar na Meia-Maratona e na “Mini” é o mesmo, inscrevemo-nos os dois na Meia Maratona apesar dela ir apenas fazer a distância mais curta. Assim poderia partir junto de mim e fazermos o aquecimento em conjunto. Será justo estarmos cerca de duas horas à espera da prova em locais distintos e, muitas vezes, sem conhecer ninguém? Não deveria existir dois preços distintos para as provas ?
-Em segundo lugar jamais me calaria com o epíteto lançado no título da crónica da revista. “Batoteiro” não sou porque corro por prazer e não por dinheiro. É preciso não confundir o conceito de “prazer” tal como afirma o ponto 10 da carta – com a ganância do dinheiro oriundo das provas. Será que a atleta – a quem peço novamente desculpa – se não tivesse direito a prémio monetário, a direcção do seu clube faria este levantamento exaustivo? Será isto correr por prazer?
Prometo que tal não voltará a acontecer. “

Dito isto, louvo a atitude do Lorvão em reconhecer o seu erro, embora possa ficar no ar um certo “torcer de nariz” face à sua atitude que, para quem corre a Meia Maratona em 1,20, saberá que, em termos de participação feminina, tal marca sujeita-se a entrar nas atletas premiadas, logo, haveria consciência da “marosca”, mas pronto…

Não fui daqueles que condenou o Lorvão antes de o ouvir e isso faz-me ficar duplamente satisfeito. Considero que a explicação dada e sobretudo o pedido de desculpas, o “reabilitam” enquanto atleta tão necessário a este Mundo da Corrida. Digo eu, apenas para dar uma opinião que vale o que vale.

Volta Lorvão. Por mim, estás perdoado !

quinta-feira, 9 de julho de 2009

UMA, segundo F.Pessoa





Nas antigas notas de 2000$00 (acho que eram as de 2000$00) vinha impresso um curto poema de Fernando Pessoa que, arrisco a dizer, mais de 90% das pessoas não se terão dado conta.
Já nessa altura se falava n’ UMA, como se, por vontade divina, um dia, todo o planeta viesse a transformar-se nela.
Estou na brincadeira, claro está.
Quase todos o conhecem e chama-se

Caravela

Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce!
Deus quis que a Terra fosse toda UMA (...lá está!)
Que o mar unisse, já não separasse,
Sagrou-te e fez-te ao mar, cortando a espuma.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

U.M.A. 2009

Hoje à tarde, nas Docas (Tertúlia do Tejo), em Lisboa foi feita a apresentação à imprensa do Raide, ou seja, da UMA 2009, numa iniciativa da Câmara Municipal de Grândola, que se aplaude.

Na mesa estavam presentes o Senhor Presidente da Câmara, Carlos Beato, o Senhor Vereador do Pelouro do Desporto, Aníbal Cordeiro, o ultramaratonista Hélder Ferreira e o grande campeão olímpico, Carlos Lopes, que este ano, apadrinha a Prova.

Na assistência, diversos jornalistas e convidados.

Visionado o filme da última edição, o Senhor Presidente da Câmara enalteceu a importância desta Prova como veículo de promoção turística do litoral de Grândola, pois, segundo referiu, este encontra-se entre as 3 maiores areais do Mundo, depois da Califórnia e África do Sul.

Sendo também única no País, esta Prova tem todos as condições para captar o turismo desportivo, aliando as lindas paisagens à excelente gastronomia da região. Para se conseguir esse objectivo, era muito importante o papel de todos na sua divulgação além-fronteiras. O facto de "terem dado um saltinho" de Grândola até Lisboa para fazerem este encontro, já era um sinal deste propósito.

O Senhor Vereador sublinhou a importância da prova para o Concelho, acreditando que muito em breve iria ser alcançado o número de 400 ou 500 participantes, enaltecendo o excelente trabalho que os técnicos e colaboradores ligados à Divisão de Desporto e também o de muitos voluntários que esta Prova implica, têm vindo a fazer. Falou também da polémica alteração do nome, de Raide Pedestre para Ultra Maratona Atlântica, pois, compreendendo embora que pudesse não ter caído bem esta mudança, entenderam necessário ligar o nome da Prova ao Oceano Atlântico, pois o novo nome identificaria melhor a sua localização.

Helder Ferreira disse que só em 2008 conheceu esta Prova, depois de ter participado na Marathon des Sables (em que foi considerado atleta revelação) e ficou encantado com o percurso que considerou difícil, dada a inclinação que tem, mas como os ultramaratonistas são "um bocadinho masoquistas" acabam por transfomar essa dificuldade num enorme prazer. Acha que se deve mesmo apostar mais na divulgação, pois, como disse, já são várias edições e só há pouco é que soube da sua existência. Ficou encantado com a sua participação, não só pela beleza do percurso mas por observar a forma empenhada como as pessoas se envolviam na organização. Por outro lado, ao correr na praia tem-se sempre público o que raramente acontece nas corridas de estrada. Concluíu, agradecendo à Câmara o convite que lhe formulou para estar presente nesta apresentação, louvando-a pela iniciativa e deixando o apelo a todos os atletas que, mesmo que não estejam preparados para fazerem a Prova, vão, pelo menos, vê-la.

Finalmente, Carlos Lopes lembrou que já tinha assistido ao Melides-Troia, se bem que de forma discreta, e inteirou-se da dificuldade do piso, pois para se fazer uma prova destas (em areia e ainda por cima inclinada) implica fazer-se uma preparação em terreno idêntico. Lembrou o importante papel que cabe à comunicação social na divulgação, pois a bonita costa alentejana é algo que se deve dar a conhecer ao mundo inteiro e o trabalho que a Câmara tem feito nesse sentido, bem o merece.

Dada a palavra aos presentes, houve quem tivesse perguntado o porquê do sentido da Prova ser sempre Melides-Tróia, quando lhe parecia que o inverso (como chegou a ser feito nas primeiras edições) teria mais impacto na opinião pública e haveria um maior envolvimento da população de Melides.

O Senhor Vereador disse que a Câmara sempre tem sido aberta às boas sugestões e não excluía que isso viesse a acontecer. Até agora não podia ser porque a Praia de Melides estava a ser requalificada, o que estaria prestes a concluir-se. Porém, embora Tróia tenha um outro mediatismo enquanto lugar turístico, se se chegasse à conclusão que, tecnicamente seria melhor para todos, não veria qualquer problema em inverter o sentido da corrida.

O atleta Joaquim Antunes (grande Antunes!) lembrou que já fez a prova Troia-Melides 3 vezes e a verdade é que se torna muito mais difícil, pois a chegada na Melides, quando a fadiga dos atletas já é mais notória, a areia solta constitui um obstáculo muito difícil de ultrapassar. Se a areia solta estiver no início da prova, tudo se torna mais fácil.

Por último, o Senhor Presidente agradeceu a presença de todos, contando que no dia 26 de Julho se registe mais uma jornada de grande sucesso.

Não tenho dúvidas que vai ser!


quarta-feira, 1 de julho de 2009

RAIDE Melides-Troia 2009


Aí está o mês de Julho, o mês do RAIDE. Há quem se assuste com o nome, como as melgas em relação ao “venenoso spray”. Talvez por isso lhe tivessem “adocicado” o nome. Agora é UMA! Mas os seus encantos e as suas dificuldades permanecem iguaizinhos, chamando por nós.
E pergunto eu a todos os que gostam de correr (ou caminhar); que gostam do mar e de aventura : - Que receais ?