sábado, 28 de maio de 2011

O eclipse dos seguidores


Estava todo contente com os meus 120 seguidores que, orgulhosamente exibia na minha barra lateral, e que era sinal de que, pelo menos nalgum momento, o “cidadão” despertou o interesse ou a bondade de mais de uma centena de amigos.

Há uns dias, porém, sem que eu tivesse percebido porquê, “desapareceram” do sítio onde estavam! Todos!

Fui ver a informação: “você tem 121 seguidores!” - Cadê eles? pergunto.

Fui ver melhor: “O seu blogue pode ter 100 seguidores!”

Ou seja: já tinha ultrapassado a tolerância em 20 e quando entrou o 21º …terá sido a gota de água e “eclipsaram-se” todos.

E agora? - Pergunto eu, do alto da minha ignorância.

Haverá alguma forma de recuperá-los? E porquê este "tecto" de 100?

sábado, 21 de maio de 2011

Meias... hesitações


Queria eu estar nos Palácios
Onde faz tempo não vou
E queria estar lá no Douro
Que o mundo maravilhou…
(Relevada está a cena
que tantos desidratou).
Queria correr em ambas
Mas a decisão tardou
E quando fui reparar
O raio do prazo expirou.


Sem "bilhete" validado
Para correr legalmente
Vejo o caso mal parado
E acho que estou condenado
A um domingo deprimente.


Poderia, em escapadela,
Dar um salto à palaciana
Mas sem dorsal na farpela,
Depois da grande novela
É coisa quase profana.


Ainda pensei: “- se eu levar
De casa água fresquinha!?
Para ninguém me acusar
De andar por lá a gastar
A água que não é minha!


-Hum..Se calhar…é melhor não!
Correrei num qualquer canto
E não cometo infracção,
Pois sem ter pago inscrição
Farei o papel de “santo”.


 

terça-feira, 17 de maio de 2011

3ª Meia Maratona na Areia


Quero começar por felicitar a Organização pelo excelente trabalho realizado, apesar das dificuldades criadas pelo vento. Muitos Parabéns, pois o que possa ter corrido menos bem – refiro-me à ventania e à dificuldade de progressão nos km próximos do retorno - não é da responsabilidade da Organização.

O filme do Jorge Serrazina é um excelente documentário deste grande evento, que teve, à chegada, mais de 350 atletas.

Já foi dito - e eu reforço – que o que torna esta prova especial é a imprevisibilidade das condições. De que servirá, antecipar ou atrasar 30 minutos, ou estar atento às previsões meteorológicas ou à amplitude das marés? Tudo isso será falível e só na hora poderemos “ajuizar” se tivemos a sorte de encontrar um “tapete” ou um “amassador” como superfície de corrida.

Esta prova – e basta sermos um bocadinho observadores – tem uma logística complicada e, por mais que seja o empenho do pessoal da Organização e dos voluntários (que foi notório), torna-se imprescindível a colaboração dos atletas, não no sentido de terem que ajudar a Organização, mas simplesmente, não complicando o seu trabalho (!!!). Com o vento que estava, as garrafas vazias eram arrastadas para a água, tornando difícil a sua recolha. Nada custaria levar a garrafa na mão até conseguir depositá-la em segurança. É uma questão de consciência e de sentido ecológico, mas devemos todos pensar que, comportamentos “javardolas” podem fazer perigar futuras autorizações.

Quanto àqueles que se vangloriam por terem ludibriado a Organização, participando sem “comparticipar” são de lamentar e merecedores de fortes reparos. Não dignificam as provas a que ninguém os obriga a ir. Se acham cara a inscrição, se acham que é cedo ou tarde de mais, que correr na areia é muito difícil…o que é que lá vão fazer? Não deixa também de ser uma inconsciência correr com dorsal trocado, principalmente se se corre para os lugares premiados. O trabalho suplementar que é dado à Organização é gigantesco, se se pretender que os resultados reflictam a verdade desportiva. Para além do trabalho, acarreta um indesejável atraso na sua publicação.

Infelizmente, há ainda no pelotão, quem tenha um longo caminho a percorrer, para saber estar na Corrida.

Por último, tenho alguns amigos na simpática equipa dos Run4Fun e fiquei surpreendido pelo que li ao ver que o nome desta equipa (cujos nobres princípios já foram referidos e constam do respectivo Blogue) é arrastado pelo comportamento infeliz de um dos seus elementos, que deveria ser objecto de uma medida disciplinar e de reflexão interna ao invés de surgir na praça pública por tristes razões.

Quanto à minha prova - aqui estão os resultados -, escapei às 2h: fiz 1,59,30, mais 17minutos que no ano passado, mas considero que correu bem na mesma. 3 edições, 3 presenças! Sinto-me com sorte por ter tido essa possibilidade. Venha a próxima.

Ao pessoal de O Mundo da Corrida, a quem não falta “o saber de experiência feito”, um grande abraço.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Luto na Maratona

Samuel Wanjiru :1986-2011
Ia eu para escrever algumas linhas sobre a III Edição da Meia Maratona na Areia, que ontem se realizou na Costa da Caparica, quando vejo na minha barra lateral que, quer o Carlos Castro, quer o João Lima, quer ainda o Rodrigo Silva (e vejo agora, Jorge Branco) traziam à estampa a surpreendente e trágica notícia da morte de Samuel Wanjiru! Perante isto, deixarei para mais tarde aquele propósito, pois este caso deixou-me verdadeiramente estupefacto.


É que o Samuel Wanjiru – a que me referi num texto que aqui trouxe em Agosto de 2008 (e publicado na Revista Spiridon) - era o meu ídolo da actualidade, quando apenas com 18 anos bateu o record mundial da Meia Maratona, o que, qual Galileu Galilei, veio provar o contrário da “verdade” instituída no nosso Pais, onde os juniores não podem correr a Meia Maratona.

O Samuel morreu. Fica assim interrompida, abruptamente e de forma irreparável, a carreira do atleta que, retirou o record olímpico a Carlos Lopes que durou 24 anos. Tantos quantos tinha o Samuel no fatídico dia de ontem.

A Maratona está de luto.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

30ª Corrida do 1º de Maio

O dia em que “ia apanhando porrada…”

Um sprint "maluco" com o meu colega F.Celestino

...e as "consequências"

Lá estive na celebração do 1º de Maio, com a opção da Corrida. Era a 30ª edição e esta é daquelas que faz parte do meu calendário de uma forma regular. 15Km, distância desta vez, devidamente aferida, com partida e chegada no interior do Estádio 1º de Maio, passando pelas principais artérias da capital, com metade do percurso a descer e a outra metade a subir.

Tudo ia bem. Numa passada mais ou menos controlada, sabia que tinha de guardar alguma reserva para subir a tenebrosa Almirante Reis.

Já na Av.da Igreja, a pouco mais de 1Km da meta, vejo lá à frente, um colega de equipa e reparo que, mesmo sem forçar, lhe vou ganhando terreno. Entramos na 1º de Janeiro e logo a seguir no Estádio. Continuava a ganhar-lhe terreno e vi que era o Fernando Celestino. Ao entrar na última curva da pista, estava ele a uns 20m, pensei:- “Bom… vou apressar para ver se chego junto com ele para a rubrica da nossa equipa, “De mão dada com…” onde se coleccionam imagens de chegada conjuntas. Rapidamente o apanhei e dei-lhe um incentivo. Ele reagiu e sprintou. Eu não quis ficar a trás, prolonguei o “forcing” e ultrapassámos um outro atleta, ele pela direita e eu pela esquerda. Sem querer, e já em cima da meta, dei um toque tangencial a este atleta que acabara de ultrapassar, que o irritou, mais pelo susto que pelo desequilíbrio.

Como era minha obrigação, pedi mil desculpas a este atleta:-“ ganhe lá isto à vontade, homem! Não é preciso é andar a empurrar os outros!”, disse-me ele.

-Tem toda a razão, meu amigo, mas isto foi apenas uma brincadeira entre mim e o meu colega, mas volto a pedir-lhe desculpa.

- Se é isso, peça uma pista só para vocês, pá !

A conversa acabou ali, pois se a ele faltava fair play, não lhe faltava a razão. E eu também já não podia fazer mais nada.
Com isto até me esqueci de ver o tempo real, mas como “bem mandado” que sou, deixo a promessa de que só voltarei a sprintar, quando tiver uma pista só p’ra mim.

Ora eu… que até nem sou de me meter em caldinhos…

Estás a ver no que é que deu a brincadeira, Celestino? Não te apanhei, mas ia "apanhando",eheh.