terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Lenga-lenga para o meu amigo Zé Carlos


O que se segue só faz sentido depois de se ler o excelente texto do Zé Carlos Melo, sobre o último Trilhos do Sicó-Conímbriga, no blog dos Run4Fun.


Depois da conquista

Da Andaluzia

Está pronto p’ra outra

Ao sétimo dia.



Não estaria só

Pois ele sabia

Que lá p´lo Sicó

Mais de mil havia.



Faltava-lhe o jeito

-Era o que dizia-

P’ra correr em trilhos

Como gostaria:



Pisar pedras soltas

Enquanto descia,

E saltar os ramos

De árvores que via



Trepar, só a quatro

Melhor não fazia

E só compensava

P’las vistas que via.



P’ra descer correndo

Sem a garantia

Que um apoio mal feito

Um pé não partia.



Pensou que se optasse

P’los 21 que havia

Sobrava-lhe tempo

Não se fartaria.



Foi assim que fez

Conforme previa

E agora era esperar

Quem ainda corria



Mas ficar à espera

ele não sabia

Vai ao seu encontro

Fazer companhia



“Piscina a piscina”

Até se esquecia

Não dever andar

de barriga vazia.



Somava “piscinas”

Nem se apercebia

Que correra o dobro

Do que competia.





Começa a tropeçar

Tal como temia

Vem o coxear

Pára a correria.



Por fim a banhoca

Que o retemperaria

E o calmo sossego

Que ele já merecia.



E eis que no balneário

Quando se despia

O bom do Zé Carlos

No chão se estendia



É hipoglicémia

-O que se dizia-

Mas rapidamente

Ele acordaria.



Mas diz-me, agora, Zé Carlos

Que uma dúvida me atormenta

Se trinta e oito… era muito

Vais fazer mais de quarenta !!!???



Rufam tambores

Ran-pa-ta-plan

Vivó Zé Carlos

E os Run4Fun

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Um cidadão com 4 anos

Imagem "gamada"
O cidadão faz hoje 4 aninhos. Devia ser uma data a comemorar com festa. Mas não. Hoje é um daqueles dias de tédio, em que não apetece correr nem me apetece escrever. Falhei aos Trilhos do Sicó – Conímbriga, que tão boas recordações me deixou, no ano passado. Talvez venha daí a apatia em que me encontro.


Mas um ano mais de blogue, sempre merecerá umas palavrinhas, por breves que sejam. Tratou-se de um ano em que, a par da pausa mais prolongada em matéria de escrita, se assistiu ao “record” de visualizações (443), quase que duplicando o anterior (260). Isso no dia do Treino Fim da Europa, em 29 de Janeiro. Foi este o tema que mais interesse despertou nos leitores amigos do Cidadão de Corrida, a quem estou bastante reconhecido.

Atingidas as 76000 visualizações, gostaria muito que, daqui a um ano, chegasse às 100 mil. Para isso, meus amigos, é essencial que vos traga matéria que justifique a vossa sempre agradável visita. Da minha parte, vou tentar, mas tenho de aprender a lidar melhor com os momentos da treta como aquele que estou a viver.

Vim aqui, mesmo, para assinalar o dia e para agradecer a todos a atenção que me têm dado. Aqui vai o meu abraço. E um brinde, porra…. Tchim,tchim!!!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

28ª Maratona de Sevilha

Com o Nuno Tempera, Nuno Marques, Álvaro Pinto e Cristina Marques Caldeira
(que não vieram para "conjurar", mas para correr a 28ª Maratona de Sevilha)
Para além de ser fácil, chegar-se a Sevilha, há que ter em conta que o acréscimo que, felizmente, se tem verificado no número de maratonistas em Portugal, tem repercussões em Sevilha e faz com que nos sintamos em casa quando ali vamos correr a Maratona. Numa contagem um bocado apressada nas folhas dos resultados, reparei que havia mais de 230 portugueses chegados à meta! Ora, este número, seria, até há poucos anos, o número de portugueses a terminar uma maratona em Portugal.

Desta vez, como tem acontecido nos últimos anos, viajei no autocarro do Mundo da Corrida. É prático e sai barato, se compararmos com a viagem feita em viatura própria, como acontecia dantes. Por outro lado, vai-se rodeado de amigos da Corrida, com quem se partilham experiências e o tempo passa melhor.

O facto de a Federação de Atletismo Espanhola ter considerado Sevilha como a melhor maratona de Espanha, premeia, com justiça, todos aqueles que se têm empenhado em fazê-la crescer sem que tenha perdido qualidades.

Em Espanha, para além desta maratona, apenas conheço as de Madrid e de Badajoz. Confesso que achava que Madrid, em número de participantes, qualidade organizativa, feira do corredor, apoio popular e animação de rua, era superior a Sevilha. Porém, tem perdido alguns pontos na minha apreciação, nomeadamente com a inclusão de uma prova de 10Km em simultâneo (para ter mais gente?) que lhe retira a genuinidade. Também a animação de rua tem sido reduzida, tal como em Sevilha), mas tem uma altimetria menos propícia a grandes marcas numa prova de Maratona. Em Sevilha os corredores são pessoas, enquanto que em Madrid são números.

Bom…mas isso sou eu já a fazer comparações que ninguém me encomendou. Poderei fazê-las noutra altura, mas o que quero dizer é que, presentemente, Sevilha merece o título. Parabéns.

Dizia eu que, estamos ali rodeados de portugueses, alguns que são habitués daquela Prova, outros que vão experimentar e ficam, desde logo, fregueses. Há uma magia qualquer que cativa as pessoas e não me espanta que, no próximo ano, em vez de 230 sejam 500 os tugas que rumarão à Andaluzia.

Depois da Maratona, à saída do Estádio, encontro amigos com quem, há poucas semanas, tinha dividido algumas das preocupações do Treino Fim da Europa: o Nuno Marques, a Cristina Marques Caldeira, o Nuno Tempera, o Álvaro Pinto como se tivéssemos transferido para ali o “gabinete de crise” dos “conjurados/realizados”. Dizia-me o N.Tempera que ficou um bocadinho traumatizado com a maratona, que ainda não estava bem preparado para a distância e que tão depressa não se metia noutra. Isto foi o que ele disse a seguir à prova. Hoje já escreveu em vários sítios que se sente encantado com a experiência! Foi só deixar pousar a poeira, eheh. Ganda Nuno, a Maratona é um Mundo onde quem lá entra não tem vontade nenhuma de sair. O Vídeo da minha chegada, aqui, aos 3,45,05.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

28ª Maratona de Sevilha


Se eu juntasse tudo o que já escrevi sobre as minhas várias participações (13) nesta maratona, daria um enorme relambório, que muito poucos teriam paciência para ler. Além disso, muito do conteúdo soaria a repetido, não por vontade, mas porque a cidade é a mesma, a distância a percorrer, também, o encantamento, idem idem.


Numa altura em que se vai assistindo aos efeitos da mão pesada da troika, este ano, Sevilha, quanto a mim, deu alguns sinais de resistência. Sacrificou a contratação de atletas de elite, capazes de tempos invejáveis, mas não descuidou um tratamento de “proximidade” com os atletas de pelotão. Aumentou a participação, com um novo record de atletas chegados (4349) com a particularidade de não se terem classificado todos os que excederam o tempo oficial de 5h. Aqui, a meu ver, a organização não esteve bem, apesar de tal medida vir contemplada no regulamento, mas também em anos anteriores vinha e não se aplicou com o mesmo rigor. É que foram ainda muitos, aqueles que completaram a prova para além do tempo limite e que, apesar da medalha ao peito, não figuram na classificação. Outra coisa que acho ter sido desnecessária, foi o atraso da hora da partida das 9 para as 9,30! Em meu entender, isso só serviu para complicar a hora do almoço, mas talvez haja alguma vantagem que não consigo vislumbrar. Voto no regresso às 9h.

Mas, adiante. A entrega dos dorsais e do kit do corredor esteve bastante bem orientada, conseguindo-se resolver em poucos minutos, ao contrário do que acontecia dantes. A taxa de inscrição (21€) continua a ser uma das mais baixas que por aí se praticam, e, diga-se, que esta Prova tem tudo para justificar uma taxa equivalente a muitas que oferecem menos condições. Mas ainda bem que assim é.

Continuarei, enquanto puder, a marcar presença nesta Maratona em que, cada vez mais portugueses participam, sendo inclusive aquela que é escolhida para a estreia de muitos na distância. Está de parabéns a Organização.

Quanto à minha Prova, foi feita dentro das minhas expectativas. Sabia que não tinha treinado bem, que tinha estado constipado na semana que a antecedeu, por isso, não poderia apontar para grande marca. Entre 3,45 e 3,50 já me deixava satisfeito. Mas, como sempre, a grande avaliação seria feita à passagem da Meia.

Estava um dia limpo, sem vento, mas um bocadinho fresco. Entregue o saco da roupa, lá fomos para o aquecimento (pouco, pois teríamos tempo de aquecer ao longo da prova). Estava, na altura, com o Pedro Burguette e o Valter Cunha, meus amigos e colegas da ACB, que esteve representada por nós mais o Carlos Fonseca. Parecia que estávamos em Portugal, tantos eram os atletas portugueses com que nos íamos cruzando.

Dado o tiro da partida, a enorme avalanche humana , bem compacta, é “vomitada” pelo túnel sul do estádio, onde se ouvia o arrepiante som das vozes dos atletas a marcar o ritmo das passadas no chão. Um efeito bonito e moralizador para a empreitada que estava a iniciar-se.

Por volta dos 4Km encontro o Luis Parro e o Paulo Pires, com quem andei alguns kms, num passo confortável, mas que me “assustou” quando soube que o balão das 3,30 ainda vinha atrás de nós. O Paulo dizia que era o balão que estava mal e isso, de certa forma, tranquilizou-me. Mas ainda no Parque de Alamillo, uma árvore “chamou” por mim e disse ao Paulo para seguir que já o apanhava. É o apanhas…! O balão das 3,30 é que, entretanto, me apanhou e eu nem sequer tentei vir com ele e assisti, sem preocupação, ao seu afastamento lá para a frente. Por volta dos 12Km deixei de o ver.

Levava comigo 3 geis. Muitas vezes tenho chegado com eles ao final sem lhes tocar, por receio que me caiam mal no estômago. Mas também acontecia que só tomava o primeiro gel após os 23 /24 Km. Desta vez pensei em tomar o 1º entre os 10 e os 15, mesmo antes de sentir qualquer decréscimo nas forças, pois assim, iria adaptando o estômago. Também achei melhor não tomá-lo todo de uma vez, mas aos poucos, durante 1 ou 2 km. Gostei da forma como reagi. Passei à Meia com 1,48 e não me pareceu ir muito mal embora esse tempo fosse demasiado rápido. Ah… só aí soube a que ritmo ia, pois não levava relógio. Vi que não poderia aguentar-me por muito mais tempo. Havia que reduzir ligeiramente, por vontade própria, para não ter de reduzir por já não poder.

Por volta dos 27Km passa o Pedro Amorim e pouco depois a Graça Roldão. Eu continuei num ritmo mais “maneirinho” a tentar preparar-me para aquela enorme recta dos 30Km, que acabei por passar bem. Em dificuldade vinha o José Neto (que estava constipado) e veio mais devagar. Agora era ir gerindo a coisa para chegar bem ao fim. Ao contrário do que já me tem acontecido noutras vezes, nunca tive aquela vontade irresistível de me pôr a passo. Mantive-me em prova sempre e acho que os 2 últimos km foram mais rápidos. Entro no estádio e aquela meia volta já é de consagração. Avisto o relógio do pórtico, que estava quase a passar para as 3,45. Não valia a pena sprintar para que o 4 não fosse substituído pelo 5. Chego rodeado por vários corredores e sou creditado com o tempo de 3,45,16, sendo o meu tempo real de 3,44,36.

Com uma marca aquém da que desejaria mas bem melhor da que estava à espera nas actuais circunstâncias, sinto-me feliz por ter podido concluir mais uma edição desta excelente, fantástica e apelativa Maratona de Sevilha.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

28ª Maratón Ciudad de Sevilla

Depois de ter passado o mês de Janeiro a falar no recente Treino Fim da Europa  - recente, mas de boa memória - vou, agora virar as atenções para a 28ª Maratona Cidade de Sevilha, que vai ter lugar no próximo dia 19 do corrente.
É uma má altura, pois nas últimas duas semanas andei constipado, com tosse ( e ainda não estou bom).
Mas como é preciso algum treino para enfrentar a distância, hoje, a custo, lá fui correr 45 minutos. O objectivo será terminar a prova . E não levo relógio, para não sentir qualquer pressão.