domingo, 31 de março de 2013

O Trilho e o "dilúvio"




Não era uma ribeira, era um caminho 


A ponte, na Praia da Samarra
Que lindo é viver no campo! Que linda é a Primavera! Que lindo é correr no campo, na Primavera!
Este foi o mote para que tivéssemos posto mãos à obra, com a organização do 1º Trilho das Lampas, em 4 de Maio de 2013, dando a conhecer uma parte do Parque Natural Sintra-Cascais, ao longo da Ribeira da Samarra.
Escolhido e ensaiado o percurso, pareceu-nos que estavam reunidos todos os elementos que lhe estavam na génese e, para satisfazer a curiosidade de muitos, agendámos um reconhecimento aberto a quem quisesse aderir. O dia aprazado era o de hoje, Domingo de Páscoa, pela “fresquinha”.
Apesar da chuva diluviana na noite da véspera,  dos 32 que disseram que vinham, apareceram 36 ( e ainda faltaram alguns, eheh), indiferentes aos efeitos que a meteorologia provocava no caminho, pois as fotos e filmes até aqui revelados, despertava o gosto de querer ver ,ao vivo, toda aquela realidade do  Trilho.
8 da manhã! A chuva vem com força. Estava na hora da partida e todos estariam mais ou menos conscientes do que os esperava: os caminhos davam lugar a ribeiras, a terra firme passava a lama, a chuva escondia a paisagem,  as águas cristalinas vinham barrentas e em vez de nos darem pelos tornozelos (ou vá que fosse  pelos joelhos) dava-nos pela cintura e a corrente era forte...
“…Que mortes, que perigos, que tormentas / que crueldades nele experimentas! “ Assim nos diria o Velho do Restelo, se nos visse partir para enfrentar tais condições.
Mas fomos.  Usámos o engenho de transformar a ansiedade em diversão e os perigos em aventuras que, uma vez passadas, elevaram o ego de cada um ao estatuto de “quase herói”. De “Extreme” .
Cada um terá o seu ponto de vista do que se passou,  um relato diferente para fazer.  Algumas imagens captadas poderão dizer muito, os relatos também.  Mas só quem participou e  viveu estas emoções, tem na devida conta o que foi esta manhã pascal. No dia 4 de Maio, esperamos que as condições sejam mais suaves, mas se não forem (e muitos assim o desejam!) apenas precisamos de ”limar umas arestas”  e o evento será ainda mais apetecível.
Da nossa parte, queremos agradecer, do fundo do coração,  a todos os que nos visitaram (e também aos que, por qualquer razão, não puderam vir) e nos acompanharam na grande aventura, em que se transformou este reconhecimento do Trilho das Lampas. Bem hajam.

sábado, 30 de março de 2013

O Sr. Arquitecto




Partindo do pressuposto que tudo o que é publicado no fb é do domínio público, não cometerei qualquer abuso, ao trazer para este blogue, uma interessante discussão. Digo “interessante” porque o comentário que lhe deu origem era, para mim, inimaginável, ainda para mais vindo de quem veio.
Começo este apontamento com a informação de que esta foto é do arquivo de José Regalo e retirada do seu mural do facebook . 
Trata-se de uma foto, que não deixa de causar alguma nostalgia e merece, sem a menor dúvida, uma legenda adequada. Aceitam-se propostas. Arrisco algumas : “Saudades” . “No tempo em que tínhamos campeões”,  “Destes já não se fabricam”…e tantas outras , ao sabor da sensibilidade ou imaginação de cada um. Quem diz, “legenda” diz “comentários”.  

Mas agora, vejam esta “pérola” que arranjaram para “colar” à imagem :

Agora é a treta das caminhadas que está na moda... "corre-se" alegremente a 6 minutos o Km e ganha-se sempre medalha no final... E acham que todos são campeões...

Como não podia deixar de ser, por mais que desejasse a cordialidade , PASSEI-ME .
Se tiverem paciência, convido-vos a ler o desenrolar da discussão e, muitos, tal como eu, ficarão incrédulos com o que disse um “ex-alto responsável da FPA”.

Luís Leite Agora é a treta das caminhadas que está na moda... "corre-se" alegremente a 6 minutos o Km e ganha-se sempre medalha no final... E acham que todos são campeões...
Fernando Andrade Caro Luis Leite esta sua afirmação, ainda por cima dita por um ex-dirigente da FPA, parece-me muito infeliz, para não dizer "deselegante". O "acham-se todos campeões" é você que o diz e menosprezar aqueles que caminham ou correm devagar é uma atitude, no mínimo, revoltante para os milhares de corredores de pelotão. A conversa não era comigo mas não me passou despercebida esta sua posição e por isso tomo a liberdade de comentar. Os contributos que deu para o Atletismo, com toda a certeza, estão nas antípodas desta sua declaração.
Luís Leite Assumo claramente esta posição, que tenho defendido de forma consistente há anos. Confunde-se desporto intencionalmente desporto a sério com brincadeira descomprometida. Vangloria-se a mediocridade. O que valem 6 minutos por Km? 15s nos 100m, 60cm em altura, 10m no dardo? E com esta demagogia tem-se destruído o meio-fundo português. Os quenianos riem-se destas estranhas lesmas... O nivelamento por baixo levado ao extremo. Os da fotografia é que eram atletas e campeões!
Fernando Andrade Existem níveis diferentes de encarar o desporto. Estar a querer metê-lo todo no mesmo saco e responsabilizar um pelo insucesso do outro, é que me parece demagógico. Porque fazem marcas fracas, não têm o direito de praticar?Ninguém que corra a 6m/Km tem pretensões de ser campeão. Que os quenianos se riam ou deixem de rir talvez esteja no fim da fila das nossas preocupações. Nunca as "estranhas lesmas" impediram o aparecimento de campeões como os da fotografia. E se se sente bem manter-se numa atitude de menosprezo pelos simples praticantes, pois que continue, assumidamente, como diz. Mas tenho que lhe dizer que fico feliz por não ver o seu nome nos órgãos da FPA.
António Sousa Caros Fernando e Luis, penso que ambos estão a referir-se a coisas diferentes e no meu entender ambos tem razão. Existe lugar para todos, cada um com o seu papel bem diferente no mundo do Running, não podemos é deixar que os menos avisados confundam as coisas, como acontece com muita frequência. Os milhares de participantes que semanalmente participam nas corridas pelo mundo fora são indispensáveis nesta industria, porque consomem running. os veteranos que participam em campeonatos de turismo desportivo, os deficientes que se sentem mais integrados na sociedade através do running, os militares, os sem abrigo, etc... todos tem campeonatos, todos ganham as suas medalhas mas nunca caiam na tentação demagógica das comparar com as obtidas nas verdadeiras grandes competições pelos verdadeiros atletas de Alto Rendimento!
Mário de Sousa Mas há muita gente que quer fazer esta confusão porque lhes interessa.
Fernando Andrade Caro António Sousa, ao dizeres que ambos temos razão e relendo o teu oportuno comentário. não vejo onde é que está a parte do Luís Leite, que é claramente contra a existência de" lesmas no pelotão" que fazem rir os quenianos. Dirigentes assim, não obrigado. E tu conheces-me e sabes que eu sou das pessoas mais pacíficas que há e que gosto de tentar encontrar pontos de vista comuns. Mas com fundamentalistas de causas que estão por provar, não vejo como.
António Sousa E já agora, por favor, não cometam o erro de me "misturarem" com alguns dos ATLETAS que estão na foto, esses corriam a serio, eu apenas tive o privilegio de falar com eles... 
António Sousa
 Amigo Fernando Andrade, não pode ser fundamentalista na leitura dos comentários do Luis Leite, tente perceber o que ele quis dizer, ou que eu penso que ele quis dizer. todos que andamos aqui à muitos anos e tivemos não só o privilegio de assistir a tantos momentos extraordinários protagonizados pelas gerações de 80 a 2000, como conviver de perto com esses campeões, sentimos uma enorme tristeza pelo definhar do meio-fundo português.
Fernando Andrade Oh Sousa, o Arq. Luis Leite assumiu tudo o que disse e sublinhou claramente que a massificação da Corrida era prejudicial ao aparecimento de novos campeões como os da foto. Era até demagógico! Achincalhou as pessoas que fazem caminhadas... Eu gostava muito de encontrar aqui um fio de convergência com o pensamento dele, mas não dá. Pois que passe muito bem a fazer campeões como ele saberá, mas não venha dizer que, se não conseguir, a culpa é dos coxos. De qualquer forma, amigo Sousa, agradeço-te o esforço de conciliação. Abraço.
Fernando Andrade Oh Sousa, o Arq. Luis Leite assumiu tudo o que disse e sublinhou claramente que a massificação da Corrida era prejudicial ao aparecimento de novos campeões como os da foto.Era até demagógico! Achincalhou as pessoas que fazem caminhadas... Eu gostava muito de encontrar aqui um fio de convergência com o pensamento dele, mas não dá. Pois que passe muito bem a fazer campeões como ele saberá, mas não venha dizer que, se não conseguir, a culpa é dos coxos. De qualquer forma, amigo Sousa, agradeço-te o esforço de conciliação.Abraço.
Luís Leite Eu não achincalhei ninguém. Apenas argumentei que as caminhadas e a corrida lenta não têm qualquer valor desportivo. Valem tanto como uma dúzia de amigalhaços se juntarem para jogar à bola (não Futebol) num descampado, muda aos 5, acaba aos 10. Entretêm-se e fazem algo de que gostam. Não tem problema nenhum. Antes pelo contrário. São futebolistas? Não. O que eu acho profundamente errado é existirem empresas públicas ou autarquias que gastam milhões com a malta que se diverte em eventos sem valor desportivo e com quenianos que nada têm a ver com aquilo. E com o verdadeiro Atletismo federado, nada. Se forem empresas privadas, nada contra. É como se no Estoril Open pudessem participar tipos que não acertam com a raquete na bola, juntamente com jogadores do top-ten mundial. Eu nem sou contra eventos folclóricos. Entendo apenas que são populistas e demagógicos se neles for gasto dinheiro dos nossos impostos. E não compreendo a valorização que é dada ao "correr devagarinho" ou vender dorsais de competição e entregar medalhas a quem vai fazer uma "mini-maratona" (paradoxo demagógico) a caminhar. Comparada com o desinteresse por aqueles que são verdadeiros grandes atletas. Quais são os heróis? Este país tem vindo a nivelar por baixo, com a fundamentação igualitária. Somos todos iguais. Mas há uns que são mais iguais que os outros. E não me venham com a treta da "inclusão social". Toda a gente pode fazer as actividades que quiser se assim o entender. E a prova é que os deficientes e os veteranos ganham mais medalhas que os profissionais nas grandes competições internacionais. Algo vai mal no reino da Dinamarca.
José Figueiredo As pessoas das caminhadas e corridas em passeio, fazem-no para se divertirem e conviverem, em vez de estarem na tasca.l Não sei porque serão eles a ter a culpa de não haver mais atletas de topo.Meia dúzia de amigalhaços vão fazer uma perninha a jogar ténis, como é evidente não temos jogadores de topo, por causa deles. Vamos estar todos sossegadinhos, para ver se aparecem esses atletas de alto gabarito.
José Figueiredo à certos indivíduos que melhor seria estarem calados.
Luís Leite José Figueiredo: eu nunca culpei ninguém por se querer divertir a fazer o que quer que seja. O que eu escrevi e já defendi em palestras é que a massificação da corrida lenta não tem trazido quaisquer vantagens para a modalidade Atletismo, já que os rankings estão cada vez piores. Repito: não tenho nada contra quem corre devagarinho ou anda a pé, antes pelo contrário. Na 2ª metade dos anos 70, houve uma estrondosa massificação desportiva no meio-fundo português, após as primeiras medalhas do Carlos Lopes. No Estádio Nacional, tínhamos 5 ou 6 séries de 1500m em que dezenas de atletas faziam menos de 4 minutos. Muitas vezes, tinham que se fazer 2 séries de 5000m e 10.000m e quase todos corriam para menos de 14:30 e 30:00 minutos. Isso sim, era desporto a sério. Agora, as pessoas mais jovens não estão para isso. Mantenho que correr a 6 minutos o Km não vale nada desportivamente.
Luís Leite Se o indivíduo que devia estar calado sou eu, você errou, porque eu escrevi, não falei. E já agora, já ouviu falar no verbo HAVER? Não? Não tem culpa, certamente. Você ou é analfabeto funcional do antes do 25 de Abril ou pertence a uma geração que andou na escola pública depois do 25 de Abril. A geração da Escola de Massas e do facilitismo. Desculpe dizer-lhe isto, mas você não tem nível para argumentar comigo. Boa Páscoa.
José Manuel Conceição Que pena certas pessoas com tanta sabedoria acerca de métodos de treino não incentivarem os jovens preguiçosos.
Luís Jesus Olhar para esta foto é recordar com alegria momentos inesquecíveis
Neste dia ganhou o Domingos, Guerra foi segundo e eu terceiro.
Obrigado Zé Regalo por este momento de lembrança.
Não posso deixar de vos dizer que me sinto triste pelos comentários anteriores ao meu. Sou amigo dos comentaristas anteriores com o qual me identifico em vários pontos.
Em primeiro acho que se faz alguma confusão na interpretação nas palavras do Arquitecto Luís Leite (que muito da sua vida deu ao nosso atletismo). Dizer e comparar alguém que pratica desporto com um simples praticante de atividade física…. é no meu entender completamente errado. No meu leigo entender e de acordo com o que foi dito pelo Arquitecto, nunca foi que a corrida de rua e sua massificação, era prejudicial ao aparecimento de campeões. Podemos verificar isso mesmo, olhando ao nº de atletas Campões Internacionais que começaram em provas de estrada e depois captados para a pista. Este facto não pode jamais ser confundido com NINIS MARATONAS ou algo do género, caminhadas e afins. Tudo o que é caminhar e correr algumas vezes por semana, não pode ser considerado desporto, nem agora nem nunca. É neste ponto que o Arquitecto desde á muito bate e que muitos tentam deturpar as suas palavras. As MINIS, CAMINHADAS e atividades relacionadas com a corrida, foram das melhores ideias para colocar as pessoas a viver melhor…desde já os meus parabéns a todos os organizadores e participantes. Eu neste momento faço parte deste maravilhoso grupo de milhares de pessoas que caminham e correm ao fim do dia…. Até me podia chamar desportista…. mas, era uma mentira pegada …sei o que é ser desportista, e é tudo quase parecido, mas não é a mesma coisa. Fernando, tu, tal como muitos até podem pensar que o Arquitecto está contra estas coisas de MINIS ou Caminhadas, mas eu penso que não, está contra isso sim, é que tentem passar a mensagem que caminhar ou correr de vez em quando é desporto. Sobre este projeto Nacional de Marcha e Corrida, devo dizer em primeiro lugar que tirei essa ação de formação na faculdade no Porto. Fui um dos primeiros atletas de alta competição a ir ao Porto. Os meus parabéns ao Dr. Paulo Colaço pelo êxito desta campanha, por ter colocado milhares de pessoas a caminhar e a correr pela primeira vez. Acredito que se este projeto não tivesse o logo da F.P. Atletismo, não teria o mesmo impacto, pois muitas portas estariam ainda hoje fechadas. Contudo aproveito para dizer que o mesmo logo deixa de fazer sentido, pois em nada este projeto pode ser considerado desportivo. O DESPORTO É COMPETIÇÃO. (F.P. Atletismo - O Desporto é uma atividade Física, regulamentada, de carácter individual ou colectiva, cuja finalidade é vencer lealmente em competição). A atividade física está associada à boa saúde mental, ao bom humor, a uma menor depressão e ansiedade. Aumenta assim a sensação de bem-estar. Só que não sabe o significado das frases anteriores, pode dizer algumas coisas menos boas para a modalidade e tentar arranjar intriga onde deveria existir harmonia. Não posso deixar de dizer e agradecer ao Paulo Colaço pelo empenho neste projeto, que acima de tudo, é o seu projeto para o bem estar dos todos os portugueses. Agradecer publicamente ao Arquitecto Luís Leite pelo que deu ao atletismo e ao amor e tempo que a ele ainda dedica. Por fim dizer ao António Sousa que apesar de diferentes valores que a nossa equipa tinha, tu eras um dos nossos elementos, quem um dia representou a nossa seleção não se pode sentir menos atleta que qualquer outro (um abraço). A todos os desportistas, caminheiros, atletas de fim de semana, uma boa Páscoa.
uma das coisa que mais gosto, é de poder dar a minha corridita e passar por grupos de amigos a correr ou caminhar, quando andava a treinar só, por vezes sentia tristeza e um vazio... bem vindos a todos, claro que se algum tiver jeito, sempre pode virar atleta.
Luis Domingos É no mínimo, estranho, estragar os post`s dos outros. Esta discussão. dos lentos e dos rápidos, não faz sentido. Há segmentos diferentes no Mundo da corrida. Há desporto para a saúde, desporto de Lazer, desporto pelo desporto, desporto de iniciação, desporto jovem, desporto de manutenção (veteranos), que infelizmente no nosso País querem é competir como se fossem séniores. Há espaço para todos, ninguém prejudica ninguém. Todos temos uma coisa em comum. QUEREMOS VIVER. E mostrar porque estamos vivos. Agora deixem as pessoas serem felizes. Aqui temos quatro situações diferentes Atletas de Alta competição. daqueles de Jogos Olimpicos (Fernando Couto, Juvenal Ribeiro, José Regalo, Manuel Matias, António Pinto, Joaquim Pinheiro, António Sousa (recordista da hora e tenho o prazer de ter sido eu a assinalar esse feito), Paulo Guerra e Luís Jesus). Um Ex Atleta de Alta Competição: e que não anda nessas loucuras dos MASTERS: Rafael Marques. DoisAtletas de Manutenção e q. também não entram em competição doentia dos veteranos: Reinaldo Gomes e Luís Barroso. E o José João, que chegou a fazer horas e 40 á Maratona, correu comigo na Maratona de Almeirim em 1985. Com um nìvel Médio. Portanto se neste grupo há 4 segmentos distintos, imagine-se num universo de 100 corredores. Amigos há espaço para todos, compete a cada um saber qual o seu lugar no panorama do atletismo.
Fernando Andrade " Agora é a treta das caminhadas que está na moda... "corre-se" alegremente a 6 minutos o Km e ganha-se sempre medalha no final... E acham que todos são campeões..." Quem disse isto, não acredito que tenha sido por uma força de expressão, tanto que logo a seguir tem o cuidado de "assumir" orgulhosamente essas afirmações "colorindo-as" até com imagens dos quenianos a rirem-se da nossa lentidão. Quem disse isto, feliz ou infelizmente, tem formação e experiência no dirigismo do Atletismo. Quem disse isto, gozou claramente com os caminheiros, referindo provocatoriamente, que se sentiam campeões por receberem uma medalha no final. Quem disse isto, e sem mostrar um mínimo de arrependimento por tê-lo feito, está-se nas tintas para a massificação do desporto (se entenderem que "desporto" é uma palavra forte demais para o jogging, não me choca que surja uma outra, mas sempre ouvi falar em desporto de competição e desporto de manutenção). Quem meteu tudo no mesmo saco não fui eu. E peço desculpa por ter utilizado este espaço "estragando-o", como diz o Luis Domingos, mas senti-me atingido pelo sarcasmo do arquitecto. Como estou "em casa alheia", não armo aqui mais discussão, mas porque se trata de um tema que me diz muito, irei dar-lhe continuidade noutro local. CaroLuís Jesus , desculpa o mau jeito, mas tu, como disseste, conheces bem ambos os lados da questão e, por muito que queiras apaziguar os ânimos, não consegues ver nas palavras do Sr. Arq. outra coisa que não seja prepotência e desprezo pelos praticantes. Fui.
José Figueiredo Vocês não acham que estão a dar muita importância, a um insignificante senhor. Ou estão impressionados por se dizer arq. Cursos superiores hoje em dia à muitos.

Ora aí está uma boa forma de concluir.




sexta-feira, 29 de março de 2013

Constância 2013... "por um canudo"

Foto de 2009, quando participei no GP Constância
integrado no grupo que correu em homenagem à Margarette

Amanhã vai ser o Grande Prémio da Páscoa, em Constância. Uma Corrida onde gosto muito de marcar presença mas este ano, não vai dar. Lembro-me que no ano passado fiquei "danado" por terem cancelado a prova. Este ano, realiza-se e eu não vou. E como não posso ir, rebusco no baú- para avivar a memória-  o que terei dito noutros anos, a propósito de Constância.
Encontrei isto, que foi publicado no Forum do Mundo da Corrida, em 2007, da primeira vez que lá fui ao Grande Prémio da Páscoa. A brincadeira tinha sido com o nome actual e antigo desta simpática vila e era assim:


É p’ró trapo encharcado !

Buscando por caminhos de ignorância
Aquela por quem tudo se derrete
Já temia não encontrar Constância
Achando que ia ficar pelo Punhete

Disse-me, a rir, um velho bem disposto:
-Constância é já aqui! Que raio de enganos...
Mas se quereis o Punhete e tendes gosto
Precisais de recuar quinhentos anos.

Par’ceu-me ter ficado esclarecido
Que uma tal toponímia, no presente
Soaria, confusa ao nosso ouvido
Numa terra em que tudo é boa gente.

Seria punhetense o Luis Vaz ?
Caricato gentílico este, o seu
Ele que tinha fama de rapaz
A quem tanta donzela o amor deu.

Mas, Constância, com teu ar sedutor,
Guardarei o teu perfume, a tua essência
Clamo por teus encantos, teu pudor,
Serás Punhete só na tua ausência.


Então ?!!
Esses arremeços ?! 

terça-feira, 26 de março de 2013

Mini-Trilho das Lampas




Mesmo em versão "Mini" dá para passar por aqui


O enorme entusiasmo gerado à volta deste 1º Trilho das Lampas, despertou a curiosidade de muita gente, que nos aborda perguntando se se trata de uma prova competitiva ou de uma simples caminhada .
É certo que para a maioria, o espírito do Trilho é mais lúdico do que competitivo, mas neste caso, trata-se de uma competição, que cada um irá encarar como bem entender. Porém, o facto de se tratar de um percurso com cerca de 18Km torná-lo-á desaconselhável para quem não esteja ainda fisicamente preparado para estas distâncias e que, apesar disso, gosta de fazer as suas caminhadas “purificadoras do corpo e da mente”.
Pensando nisso, decidimos considerar, em simultâneo com o Trilho, uma prova não competitiva: O “Mini-Trilho das Lampas”, com uma distância de cerca de 6km, que percorre a parte inicial e a final da prova principal. Claro que haverá pontos interessantes da paisagem, que não poderão ser visitados, mas esse é o preço a pagar pelo encurtamento da distância para um terço.
Quanto à inscrição, já falaremos.

domingo, 24 de março de 2013

23ª Meia Maratona de Lisboa EDP

Antes da partida com o Nuno e a Cristina, um dos casais mais simpáticos dos Run4Fun
Para vos poupar um bocadinho do meu assunto do dia (do mês) -para não dizer "sornice", que é o 1º Trilho das Lampas, falo-vos da 23ª Meia Maratona de Lisboa que hoje se realizou e em que, mais uma vez marquei  presença.  Poucas foram as vezes que faltei, mas irei tentar reunir os testemunhos que me permitam, no futuro, falar com segurança.

A majestade desta prova é inquestionável. E não é só explicada pelo “chamariz” que a ponte representa, nem pelo facto de se registar uma muito maior consciência da necessidade de fazer exercício físico,mas porque é uma Prova que consegue dar a resposta adequada à multidão. Dizem que eram à volta de 40.000, dos quais, mais de 8.000 terminaram a Meia Maratona. É difícil manter tanta gente orientada pela mesma “batuta”. É preciso muita competência, planificação, muitos meios humanos, técnicos, financeiros. Apesar disso, há sempre alguém que acha que não foi dada a devida atenção a este ou àquele pormenor, o que não retira brilho à grandeza da Prova.
Embora habituado à pacatez da aldeia, gosto de estar envolvido no bulício : ir cedinho, juntar-me à rapaziada da minha equipa - a ACB, apanhar o autocarro para a outra banda e…”secar” 1,30h pelo tiro da partida.  Valeu que sempre se encontra  um amigo ou outro , mas que também rapidamente nos perdemos deles. Uma partida muito bem controlada, em que a multidão,  na última meia hora, ia avançando uns metros em cada 5 minutos, até que fosse dada ordem para avançar tabuleiro fora. Demorei pouco mais de 30 segundos a passar a linha da partida.
Tinha em mente o que o meu amigo e colega de equipa Carlos Fonseca tinha dito pouco tempo antes: que iria começar e prova com calma e, la mais para a frente, então, se pudesse, apressava o passo.  Porque não fazer o mesmo? Lá marquei um andamento que me pareceu aceitável e “sustentável”. Passei aos 5 com 23,15 e mesmo assim tinha a sensação de ter que abrandar. Na renovada Av. Ribeira das Naus, passa o balão da 1,45, que era levado pelo meu amigo Carlos Lopes, que me convidou a segui-lo, mas vi que não era aconselhável. Fui-me desmoralizando sem saber porquê e o resultado foi uma passagem aos 10, na casa dos 48 minutos.  Vejo-me a ser ultrapassado por muitos corredores que, habitualmente ficam atrás de mim. “Jogando” psicologicamente, vou tentando criar algum ânimo, para justificar a lentidão com que seguia : “O importante é correr conforme posso, para que possa correr mais”, “ Se não tirar prazer da Corrida, não vale a pena andar aqui”… coisas assim. 15Km: 1,16,30 !  Há alguns kms que vinha sentindo algum desconforto na bexiga. Nada de grande força, mas mesmo assim, desconfortável. Comecei a relacionar isso com a quebra de rendimento e, aos 16, encontro um local a jeito e vou “aliviar”.  Em boa hora o fiz. Ao retomar a corrida, marco um ritmo novo, mas fácil. Vejo que aquela ida ao Dafundo estava a ser um sucesso: tanta gente que fui passando e sentia-me confiante que, após o retorno , conseguiria manter. E consegui.  O cronómetro da meta marcava 1,46,32, quando cheguei.  “Responsabilizo” a falta de arbustos ao longo do percurso, por um “segundo fôlego” tão tardio. Ainda assim, fiquei feliz com a prestação.
Todas as classificações em
http://www.meiamaratonadelisboa.com/classificacoes/classificacoes-2013/

sábado, 23 de março de 2013

Entre o grande planalto...



Entre o grande planalto  "lampião"...

E a praia "samarrenta" pequenina...

Muitas terras verdinhas, ali estão...

E ribeiras com água cristalina.
É por aí que muitos correrão...
Numa paisagem tida por "divina"...

E a Meia das Lampas ganha um "filho"
Também com o nome Lampas, mas em Trilho.












sexta-feira, 22 de março de 2013

O Cartaz

De entre as inúmeras opções possíveis, entendeu o "juri" que esta reunia alguns dos melhores elementos visuais deste 1º Trilho das Lampas. Não pretendemos mostrá-los todos, evidentemente, porque o "pleno" só será alcançado pelos participantes. A visão será apenas um dos sentidos envolvidos nesta aventura pelas entranhas do Parque Natural Sintra-Cascais, na sua zona mais periférica. Mas outras sensações serão despertadas. Viaja-se no tempo. Contacta-se com a história, com o seu património milenar, com os velhos moinhos, com as ribeiras e azenhas. Com os campos, com o mar. Ora por caminhos estreitos e pedregosos, ora por estradões mais largos; ora pelo arvoredo junto às linha de água, onde se ouvem as rãs e o murmúrio das ribeiras, ora pelos planaltos de onde tudo a vista alcança. À luz clara do sol, no crepúsculo, na noite.
Serão 18 Km de contacto com a natureza. 18 Km de prazer num cenário que nos convida a voltar.

quarta-feira, 20 de março de 2013

O Trilho e as Regras




1º Trilho das Lampas /4.Mai.2013

Regulamento

1-Organização

O 1º Trilho das Lampas é uma prova pedestre percorrida em trilhos, organizada pelo Meia Maratona de S. João das Lampas-Grupo de Dinamização Desportiva em parceria com a Sociedade Recreativa, Desportiva e Familiar de S. João das Lampas.

2-Percurso

A Prova terá a distância de cerca de 18Km, com piso bastante diversificado localizado ao longo da bacia hidrográfica da Ribeira da Samarra, uma das mais interessantes paisagens do Parque Natural Sijntra-Cascais , sendo que a partida e a chegada serão no Largo de S. João das Lampas.(Mapa anexo)

3-Data e Hora 

O tiro da partida será dado às 19,30H de Sábado, dia 4 de Maio de 2013 .

4-Inscrições:

As inscrições poderão ser feitas aqui : http://honoris.pt/inscricoes/trilholampas
e ao inscrever-se cada atleta compromete-se a aceitar e respeitar o presente regulamento.

5-Taxas de Inscrição:

Até 28 de Abril:         8,5€
De 29 de Abril a 2 de Maio : 12€

6-Escalões:
Serão considerados os seguintes escalões: os
Geral Masculina
Geral Feminina
M Sen. (Homens dos 20 aos 39)
F Sen. ( Mulheres dos 20 aos 39)
M 40    (Homens dos 40 aos 49)
F 40    (Mulheres dos 40 aos 49)
M 50    (Homens com mais de 50)
F 50    (Mulheres com mais de 50)
Obs. Contam as idades das/dos atletas no dia da Prova.
7-Prémios:
Haverá prémios para os 3 primeiros de cada escalão e lembranças para todos;
Será disponibilizado fotodiploma a todos os participantes

8-Desclassificações:
Será desclassificado todo aquele que fraudulentamente encurte o percurso,  ou que tenha um comportamento anti-desportivo e anti-ecológico.

9-Secretariado

Funcionará nas instalações da Sociedade Recreativa, podendo os dorsais serem levantados entre as 14,30 e as 19h.

10-Material Obrigatório:
Embora a prova tenha o seu início de dia, desenrolar-se-á, para muitos, de noite, pelo que é obrigatório que cada atleta seja portador de um frontal. Recomenda-se também o uso de calçado o mais anti-derrapante possível.

11-Seguro

Todos os participantes correctamente inscritos, se encontram cobertos por um seguro de acidentes pessoais;

12-Segurança

Haverá controlo de partida e de passagem. O percurso encontra-se identificado com fita balizadora e (material reflector nos últimos 10 Km). Haverá elementos da Organização/socorristas em vários pontos do percurso e estará de prevenção uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Sintra.

13-Abastecimentos

Haverá um abastecimento de líquidos por volta dos 4,5Km; um abastecimento de líquidos e sólidos, aos 10Km e um refrescamento com água da fonte de Catribana, aos 14Km. No final serão distribuídos líquidos e alguns alimentos, que serão posteriormente anunciados.

14-Casos Omissos

Os casos omissos serão resolvidos pela Organização que utilizará critérios de justiça e de imparcialidade.

S. João das Lampas, 19 de Março de 2013
O Director da Prova,
Fernando Andrade

terça-feira, 19 de março de 2013

1º Trilho das Lampas -Tons de verde





Partindo de onde parte a dura Meia
Que por ter tantas rampas ganhou fama,
Contornarão o Largo desta aldeia
E vão, depois p’ra o campo que os chama.
(O campo que agora ninguém semeia
E torna ainda maior o nosso drama).
Mas o verde lá está, viçoso e forte
Nesta terra que nos calhou em sorte.

segunda-feira, 18 de março de 2013

1º Trilho das Lampas - O Filme


Num sábado de Março, soalheiro
De "astrolábio" em punho e muita garra
Surge o grupo de 15 que primeiro
Fez o Trilho das Lampas à Samarra.
Fugindo ao negro asfalto, pelo ribeiro,
Por encostas de lama onde se esbarra
Tem-se verde em redor, cenário fino 
E soberbo caminho por destino 

segunda-feira, 11 de março de 2013

1º Trilho das Lampas - Uma pausa, um Poema





O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,
O Tejo tem grande navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
                                                                                                                         
Fernando Pessoa (Alberto Caeiro), in Guardador de Rebanhos

Ou melhor, o rio da minha aldeia, que é uma ribeira, faz pensar sim : No 1º Trilho das Lampas