terça-feira, 31 de dezembro de 2013

25ª S.Silvestre dos Olivais

Apanhado pelo Fábio Pio
(Já gozaram comigo pela combinação do laranja com o roxo. Na verdade só me preocupei em esconder as orelhas do frio e, sendo de noite... estou perdoado, não estou?)
Aos meus sogros

À amizade (Com Tiago, Luis, Nelson, Ricardinho e Chico, companheiros das Lampas, nesta última jornada do ano)

Se, dois dias antes tinha dedicado a S.Silvestre de Lisboa a uma pessoa querida, esta S. Silvestre dos Olivais também tinha destinatário: meu sogro e grande amigo que, após longos meses de agonia,  iria a enterrar no dia seguinte. Uma infausta sequência, numa quadra que, por tradição, é de festa. Mas, pelas mesmas razões, lá fui.
Juntei-me a um grupo de amigos e rumámos aos Olivais.
A  Prova?  Bem, a Prova  (com grande parte do percurso nova) foi feita com calma e terminei com o tempo de 48,50 (T.Chip) e 49.04 oficiais. Resultados Aqui.


S. Silvestre de Lisboa

Com o meu amigo Nuno Marques, 5 minutos antes da partida.

Apesar das condições físicas e anímicas estarem em baixo, entendi por bem participar na 6ª S. Silvestre de Lisboa. Afinal, quando se “respira” Corrida, uma constipação não passa de um mal menor e, vendo bem as coisas, poderia também, com essa participação, homenagear uma pessoa muito querida (minha sogra), que nos deixou e fora a enterrar na véspera.
Com uma organização de alto nível e envolvendo gigantescos meios, esta S. Silvestre de Lisboa é um dos grandes eventos desportivos do País, pois ter  8000 pessoas a correr nas ruas de Lisboa, decoradas com belíssimas iluminações de Natal, constitui um espectáculo desportivo inesquecível.
Mas, lá está, quanto maior a nau, maior a tormenta e houve aspectos que foram descurados e logo aproveitados pelos “caçadores de deslizes”. Refiro-me ao caso do “guarda-roupa” cujo funcionamento deixou muito a desejar. Já escrevi noutro local (FB) sobre o assunto, mas houve, nisto, uma certa ingenuidade quer por parte da Organização, quer por parte dos atletas.  Como é que a Organização poderia assegurar serviço eficiente de guarda-roupa a 8000 pessoas (vá que fossem 4000 a utilizá-lo) sabendo-se que, numa prova de apenas 10000 metros, durante meia hora chegam, no mesmo segundo, atletas às dezenas e todos quererão o seu saquinho com a roupa? E como é que os atletas não previram essa incapacidade e arriscaram ?  Enfim… ter-se-ia evitado uma mancha numa Corrida de Excelência.
Quanto à prova que fiz, como disse, apenas pretendia participar e, como tal, fiquei-me por uns modestos 49,48 (T.chip) ou seja, 50,15 oficiais. Resultados Aqui. Infelizmente não fiquei com foto de chegada, mas cheguei com toda esta gente:  http://videos.sapo.pt/rvvPwUdLlswOAvb3dMSB



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

" O Medalheiro"


As artes plásticas nunca foram o meu forte. Aliás, ainda está para descobrir qualquer coisa em que eu possa ser forte, mas tentei.
Perguntaram-me pelas medalhas da Maratona do Porto, onde é que as guardava? Pensei logo que tinha uma grande oportunidade para “brilhar”. Fui à caixinha das medalhas e… tirei uma, tirei duas, tirei três, tirei quatro, tirei cinco, (estou a ser chato)…tirei dez, “diz à tua mãe que te lave os pés…” (quem não se lembra desta lenga-lenga para determinar quem é que tinha que correr atrás dos outros?).
Pois muito bem, aqui estão os honrosos testemunhos das minhas participações na melhor Maratona de Portugal.

Que a minha falta de jeito seja entendida por boa vontade e com a imagem assim obtida quero desejar a todos os meus amigos e amigas umas boas Corridas de S. Silvestre e apresentar os meus votos  sinceros de FESTAS FELIZES e que saibamos fazer de 2014, apesar dos maus agouros,  um ano melhor do que aquele que está quase a terminar. 

domingo, 8 de dezembro de 2013

Meia Maratona dos Descobrimentos


Foto do incansável Carlos Lopes, que registou este e centenas de outros momentos, ao longo do percurso.
Obrigado, Carlos

Meia Maratona dos Descobrimentos. Gostei do nome, tanto que tem partida e chegada junto à jóia manuelina que é o Mosteiro dos Jerónimos,  de onde saíram as naus que nos foram espalhando pelo Mundo. Gostei da data que, se não tivesse sido preterida pelos novos “donos” , seria a da 28ª Maratona de Lisboa, já interiorizada no calendário dos maratonistas. Gostei do percurso, com uma volta pelo Restelo e Algés e ida e volta a Santa Apolónia. Gostei da Prova que fiz.
Parti  cá de trás, optando por fazer uma prova despreocupada, como, aliás, vem sendo o meu procedimento habitual, principalmente quando sei que os meus treinos têm ficado muito aquém do que deviam. É que, com frio, a frequência e qualidade dos meus treinos andam muito por baixo. A propósito, hoje estava uma manhã gelada e ainda mais gelada na zona ribeirinha, onde uma enorme nuvem se estendia pelas margens do rio, tornando a atmosfera ainda mais fria.
Fui desenvolvendo o meu ritmo a partir dos 5 Km, calmamente, de trás para a frente. Na ida, o frio gélido, dava-nos de frente, ainda que não houvesse praticamente vento. No retorno, é que se notou, pois deixámos de sentir aquele desconforto. Mas a verdade é que as mãos nunca aqueceram.  Cheguei  à meta. O cronómetro marcava 1,41,37, a que corresponde um tempo de chip de 1, 40,25 (704º).

Na última Meia que tinha feito, precisamente a da Nazaré, demorei mais 2 minutos! Nada mau.

A organização, esteve a cargo da Xistarca e, pelo que pude observar, esteve em muito bom nível.


sábado, 7 de dezembro de 2013

"As Árvores Morrem de Pé"





Distante e perdida na serra, juntamente com meia dúzia de irmãs, fomos encontrá-la assim, ao caír de um dia soalheiro de Dezembro. Estava velha e seca.  Mas continuava ali, no sítio que sempre foi o dela, à espera que alguém se acercasse. Acercámo-nos, guiados por um amigo que a conhecia bem, e contemplámo-la e ouvimos o que ela nos disse, sem serem precisos sons, sem serem precisos outros sinais para além daquela aura que nos transporta no tempo.  Falava das mágoas de quem foi abandonada, depois de ter sido, anos a fio, fonte de rendimento e símbolo de vitalidade e de respeito.  
Fazia muitos anos que as mãos que cuidavam dela deixaram de o poder fazer e a diáspora da prole, em busca de uma vida mais próspera (?), ditou o abandono  daquele hectare de barranco. Mas não o seu esquecimento.

Sem folhas, sem cortiça… sem vida, a sua silhueta, embora triste, continua a romper o céu da Serra do Caldeirão. De pé. A velha árvore permanece de pé.

Isto, no dia em que Mandela nos deixou.