sexta-feira, 19 de setembro de 2014

38ªMMSJL - Reflexões







Fotos que falam por si (de Miguel Baptista , AMMA, Leonor Duarte, e Domingos Fernandes)



Agora, mais calmamente, gostaria de deixar algumas respostas a comentários sobre a 38ª Meia Maratona de S. João das Lampas. Felizmente, na sua generalidade, foram comentários bons ou muito bons, que nos ajudam a prosseguir com a nossa entrega a esta Meia quase quarentona. Houve também comentários com alguma crítica construtiva, que também agradecemos e é, particularmente a esses que pretendo dirigir-me neste apontamento.

1-               T-shirt dada no início ou no fim da Prova ? Tem sido uma questão bastante debatida. Por tradição, temo-la dado no final, constituindo o prémio de “finisher”. Tem, no entanto, vários inconvenientes, que se repetem, ano após ano e que, por mais que expliquemos essas razões, há sempre quem não se convença e, mesmo sem finalizar a prova, faça questão de a receber, porque pagaram a inscrição e a ela têm direito. Não pensamos assim. Achamos que pagar a inscrição é pagar um direito a participar na Prova. Não é a mesma coisa que ir às compras. Por outro lado, era a t-shirt o único prémio que tínhamos para dar aos atletas. Então que fosse no final. Desta vez tínhamos medalhas. Logo, entendemos que poderíamos dar as t-shirts juntamente com os dorsais, ficando as medalhas para os que finalizassem a prova.
2-               Anarquia na entrega dos prémios – Esta achamos forte. Sabemos que não foi perfeita, mas dizerem-nos que “não deveríamos ceder a pressões para sermos rápidos na cerimónia, devendo esperar pelo último a chegar à meta, para não haver escalões “partidos”, não é uma afirmação bem pensada. E passo a explicar porquê. A cerimónia, salvo algum atraso involuntário, inicia-se por norma, às 19,30H, ou seja, 2,30 após o tiro da partida que é também o tempo limite para a chegada do último atleta. Não foi por pressão de ninguém, pois estava definido. Acontece que não notámos que, na listagem inicial dos atletas do pódio, não reparámos que o escalão F-50 não estava ainda completa e, por distracção, foram chamadas ao pódio as que constavam. Lamentamos, obviamente, mas logo que alertados, procedemos à correcção do erro e voltámos a chamar todas as atletas, embora só tenham comparecido algumas.
3-               Não afixação dos resultados. Esta sim, entendemo-la como a mais pertinente das críticas e que está directamente relacionada com a anterior. Foi uma falha que seria muito fácil evitar e, humildemente, temos que carregar com a culpa de o não termos feito. Por vezes a hierarquização dos problemas, faz com que se descure alguns dos mais simples.
4-               Morosidade na cerimónia de entrega dos prémios – Também aceitamos esta crítica e entendemos que poderemos encurtá-la substancialmente. Basta que em vez de premiarmos 5, passemos a premiar apenas 3 de cada escalão.

Para a esmagadora maioria, trata-se de pormenores que pouco ou nada contam para a avaliação geral do evento. E mesmo para os que tiveram a frontalidade de os apontar, acreditamos que o fizeram com a melhor das intenções. Poderíamos “ouvir e calar” ou ignorar, mas como sempre temos dito, para que haja empatia entre ambas as partes, se ouvirmos, temos mais probabilidades de sermos ouvidos. A todos estamos muito gratos por terem escolhido participar na 38ªMMSJL e a todos queremos deixar a promessa que faremos o nosso melhor para que na 39ª possamos voltar a contar convosco.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A Importância da Rosa

A grande vencedora Chantal Xhervelle

A lendária Analice Silva (foto de Leonor Duarte)
O Nellson "Kèfrô?" (foto de Atletismo News)

(Foto de Atletismo News)


Sim, eram rosas. Rosas com que mãos amigas se picaram para lhes retirar os espinhos. Rosas que, de surpresa,  passavam para as mãos das meninas que tinham, em esforço, desfilado pelo  asfalto das Lampas, ao longo de 21 duros quilómetros. Rosas que as acompanhariam naqueles metros finais, tornando mais triunfal e alegre cada uma dessas chegadas. Era um símbolo, bem sabemos. Não passava disso. Um símbolo que cada uma entenderia à sua maneira, mas que pretendia chegar, onde as palavras não chegavam num momento de glória. PARABÉNS.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

10 Km de Tagarro


Com o Nelson, a Alexandra e o Francisco (Os ACBs presentes)


O agradável convívio no final (Com o Catita, Fernanda e Luis Parro, Manuela Folgado e João Maia)

Com o meu amigo e grande atleta ( e um dos homenageados) João Marques


Tagarro acordou, após ter estado em coma durante 16 anos. Mas acordou bem disposto, sorrindo para toda a gente que o visitou e sem ter esquecido absolutamente nada da grandeza que outrora exibia, quando era um dos expoentes máximos da Corrida de Estrada em Portugal.
Se a princípio, eu procurava arranjar uma desculpa para lá não ir (muito trabalho com a organização da 38ªMMSJL, por exemplo)  agora dou-me por muito satisfeito por  alinhar nestes 10 Km.
E os cuidados para que tudo corresse bem, notaram-se logo à chegada, onde grupos de voluntários tinham a missão específica de orientar o estacionamento, rentabilizando ao máximo o espaço existente para o efeito.  Duas simpáticas meninas distribuíam um folheto com informações úteis para os atletas que iam chegando.
Voluntários aqui, voluntários ali, todos de t-shirt laranja, ocupavam os seus postos, ora nos dorsais, ora na entrega dos sacos (e que sacos!??, contendo lembranças que testemunhavam bem o quanto tinham em consideração a nossa presença), ora nos cruzamentos, ora na colocação de baias, ora nos pontos de som com música de animação. 
Estes 10Km de Tagarro, compostos por duas voltas de 5 e que percorrem as estreitas e pitorescas artérias da localidade , também incluem as rectas da Estrada de e para Alcoentre, apresentam alguns desníveis suaves e curvas angulosas que o tornam pouco favorável a quem vai à procura de fazer grandes tempos. Mas o principal da Corrida não está nos grandes tempos que se fazem, mas sim no convívio que ela proporciona, quer durante quer após a Prova; na empatia que se gera entre os atletas e a organização. Isso foi plenamente conseguido.
Sentimos que fomos tratados principescamente e ao sairmos de Tagarro invade-nos a sensação de termos sido uns privilegiados, pois foram menos de 3 centenas aqueles que descobriram (ou reencontraram) este tesouro.

À fabulosa organização, quero expressar a minha gratidão por todo o carinho recebido nesta importante jornada e dar-lhe os parabéns mais que merecidos pelo enorme sucesso alcançado.