sábado, 29 de novembro de 2014

Corrida do Centenário da Aviação Militar


O brevé já cá canta
Tinha que ser uma voltinha rápida, que estava quase na hora.
O concerto da Banda da Força Aérea

Com um terço da prova feito


E cá está a chegada. (Fotos do Duarte Andrade)

Para mim, o mês de Novembro foi, praticamente, de defeso. Fiz a Maratona do Porto, no início do mês  e a Corrida do Centenário da Aviação Militar, no fim. Pelo meio, apenas fiz metade do Treino Nocturno de S.J.Lampas. Para além disto, zero.

Tinha alguma expectativa quanto a esta prova : por ser perto, por ser num espaço que só conheço ao longe, por ter como cenário inúmeros aviões, por nos permitir visitar o Museu do Ar, por serem só 10 Km, por só custar 5 euros…

Ora, o que é que achei desta Prova?

Para começar, digo já que me merece nota bastante positiva, em que gostei de tudo e com pouquíssimos reparos a fazer que em nada beliscam a Prova, mas que,  tratando-se de uma 1ª edição não tem qualquer importância. Refiro-me à falta da marcação dos quilómetros, que a mim não fez qualquer diferença, pois corro sem relógio. O outro pormenor , o 1º que me saltou à vista e me fez doer a alma, foi o erro no horário escolhido para a actuação da Banda da Força Aérea, que ali esteve, supostamente para animar os momentos que antecedem a partida. A Banda da Força Aérea, dizem os entendidos, pertence à fina flor das bandas portuguesas e bem mereceria ter à sua volta um público numeroso, que sorvesse os fantásticos arranjos musicais que tocaram. Mesmo sem público, e demonstrando enorme profissionalismo, dedicaram igual empenho ao que faziam , sendo aplaudida por meia dúzia de pessoas. Maravilhosa a banda e que bonito seria que a sua actuação tivesse ocorrido nos 10 minutos que antecediam a partida. Em vez dos aplausos da tal meia dúzia de espectadores, teriam o de todos os corredores e caminheiros, que totalizavam mais de dois milhares. Um terrível erro de ”timing”,  que não permitiu a merecida valorização do excelente trabalho da Banda. Pus-me no lugar de cada um daqueles músicos e, confesso, senti-me mal. Mas a verdade é que, no horário escolhido, os corredores estavam ainda a levantar dorsais ou a equipar-se e quando ali chegaram, já a Banda se tinha retirado. Que não fique a ideia que o pessoal das corridas não sabe apreciar e valorizar a música, tanto mais que os trechos que foram tocados eram sobejamente conhecidos e seriam  importantíssimos para “encher o peito” dos que iam iniciar a corrida. Uma pena.

Quanto à minha prova, fi-la do princípio ao fim bem acompanhado pela fera do pelotão, o Tigre, a quem agradeço ter-se deixado ficar para trás, para fazermos juntos os 10 Km do percurso.  Corremos tranquilos e terminámos com um tempo a rondar os 50 minutos, bem melhor do que aquele que eu poderia esperar.

Para terminar quero deixar os meus parabéns à Organização pelo excelente trabalho realizado, fazendo votos para que a próxima não seja só daqui a mais 100 anos. 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

VI Treino Nocturno da S.J.Lampas



Pois é, meus amigos. Cá estamos para receber todos aqueles que pretendam ter uma outra visão da MMSJL. Esperemos que tudo corra bem porque todos aqueles que nos dão a honra de nos acompanhar nesta noite de invernia (mais de uma centena) bem o merecem. O chá e a  sopinha já estão ao lume...

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

XI Maratona do Porto, a Maratona!

 Entre esta...
foto obtida Fernanda Silva, quando faltavam 192m!!!

 ...e esta, decorreram 10 anos. 

E vão ONZE! Cada uma com a sua história, ou melhor, cada uma com tantas histórias quantos aqueles que nela participaram.

Sobre a Prova que fiz, tenho pouco que contar. Uma enorme constipação que me afectou nas vésperas aconselhava-me a ficar em casa e não a gastar as poucas resistências que tinha naquele grande desafio que é correr uma maratona. Mas esta não era uma maratona qualquer. Nenhuma é! Mas esta merece-me um carinho muito especial e mereceria também que, mesmo debilitado, contasse comigo para percorrer aqueles maravilhosos 42 km que a Cidade do Porto e o Douro tinham preparados para os cinco mil (!!!) que se inscreveram na 11ª Edição da Maratona do Porto. A grande verdade, porém, é que esta Maratona me fazia muito mais falta a mim do que eu a ela! Fazia-me falta assistir à concretização de um sonho em que uma equipa altamente competente e batalhadora sempre acreditou desde que se lançou neste projecto.

Dez anos depois, eis um resultado inimaginável para muitos mas não para a Runporto.com que teve a feliz ideia de dotar a Invicta de uma Maratona que se equiparasse às grandes provas mundiais: não lhe faltava um percurso enquadrado num cenário de grande beleza natural e histórica; não lhe faltava vontade; não lhe faltava o crer nas suas capacidades organizativas. Havia só que trabalhar nesse sentido, acreditando sempre.

Mais tarde ou mais cedo, os resultados apareceriam. Ei-los.

4042 corredores puderam sentir aquele ”gostinho” tão especial e carregado de emoção, que é passar a linha da meta, numa envolvência digna de um grande momento: a grande passadeira colorida, o pórtico, o cronómetro, o som, os fotógrafos, os aplausos e os incentivos para aqueles metros finais. A Medalha.

Ter sido um destes 4042 encheu-me de vaidade, tal como ter sido um dos 317 que deram o “pontapé de saída” há 10 anos, na 1ª Edição. Nessa altura, a qualidade da Prova já lá estava. Pena foi que tivesse sido aproveitada por poucos (mas poucos mais maratonistas havia).

2 de Novembro de 2014, “…le jour de gloire est arrivé!”.  Não encontro palavras com que possa felicitar condignamente esta extraordinária equipa da Runporto a quem toda a “comunidade” da Corrida muito deve pelo que tem feito em prol da modalidade, tornando-a popular, interessante (numa primeira fase) e apaixonante (na fase seguinte). O “País Desportivo” ganhou outra dimensão. Muito obrigado, Runporto,  por nos apresentarem provas de tão grande qualidade.

Por ter a certeza que foram muitos aqueles que fizeram a Maratona pela 1ª vez, gostava de lhes dar os parabéns, porque sei que entraram num mundo em que o “ser-se capaz” é a norma. Lembrei-me –e com isto  termino este primeiro apontamento - de vos trazer um texto que fiz após a 1ª Edição, que dedico aos que adquiriram agora a elevada condição de MARATONISTA:

O Meu Herói,

Porto. 17 de Outubro de 2004.

Após quase 6 horas de corrida, chega à meta o Maurício. Poucos se lembrarão do nome dos primeiros a chegar, mas o Maurício, que só tinha feito duas provas na vida, ficou famoso ao concluir a 1ª Maratona do Porto. Isto, porque, para além de um acompanhamento exclusivo na 2ª metade da Prova, teve a sua aventura narrada a preceito por Joaquim Almeida, através de uma história bem contada – porque vivida – por um homem conhecedor do esforço de longas distâncias que, ao mesmo tempo que ia vigiando os sinais do esforçado atleta, ia-o também incentivando nesta aventura, insurgindo-se até com aqueles que apelavam à sua desistência. A sua chegada, ao cabo de 5 horas e meia,  foi celebrada com abraços emocionados de ambos com o dinâmico Director da Prova, Jorge Teixeira. Tinham conseguido. Tinham todas as razões para sentir o alívio do dever cumprido.

O Maurício, de Penafiel, ficou-me na memória, como o grande herói da jornada: a sua estreia na distância fica associada à estreia da Maratona na Cidade do Porto. Uma estreia sofrida, mas que ilustra bem a fibra com que se fazem as pessoas persistentes. Ele sabia que na Maratona todos eram vencedores e que nada teria o sabor da grande vitória que era chegar ao fim. Parabéns, Maurício.