sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O freguês que se segue ...



Debatida esta questão,
De Cascais e dos seus VINTE,
-Sempre com elevação-
Passou-se à fase seguinte.

Já de tanto esmiuçado

Quase até à exaustão
Alguém mais empertigado
Resolveu pôr um travão:
-“Basta! Não quero ouvir mais
Que isto já não adianta
Que estes VINTE de Cascais
Não são uma prova santa!”
E resolveu dar de sola
Indo para outra paragem
Quando chega o da graçola:
“-Então faz boa viagem!”
Começa a coisa a “azedar”,
E já quase a ficar preta
Com a conversa a resvalar
P’rà valeta!
Por isso, será melhor
P’ra acabar este “poema”
Discutir com, o mesmo amor
Outro tema.

Um grande obrigado a todos os amigos que contribuíram para o debate.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Quando uns não querem...





Galera, é o seguinte :
Acabaram-se os VINTE!
Esta, aqui, em Cascais,
Não vais correr mais
Que, agora, na zona  
Só Meia Maratona.

Se os VINTE em Cascais
Chegaram ao fim
VINTE não há mais
Sem ser em Almeirim.

Mas faço um reparo
Só aqui pr’à gente:
Os VINTE é que é raro.
A MEIA é frequente.

Vai ser um festim
Com sopa e bom vinho
Que, agora, Almeirim
Impera sozinho.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Réquiem pelos 20 Km de Cascais






"O mundo é composto de mudança 
Tomando sempre novas qualidades..." (dizia o LVC)
Mas quando isso é à conta de "matança"
Talvez não houvesse necessidade. (digo eu)

Soube, hoje, que os 20 Km de Cascais, uma das clássicas do nosso calendário se finou, para dar lugar a uma nova prova, a Montepio Meia Maratona de Cascais!
Com todo o respeito por quem tem  legitimidade para tomar estas decisões, custa-me que não tenham sido ponderadas (ou, se foram, não transparece) as implicações que daí adviriam.
Os 20 Km de Cascais tinham atrás de si um historial próprio de mais de 30 anos. Passam, agora, a ser, apenas, o "percursor" da novel Meia Maratona de Cascais. A Vila deixa, assim, de ter uma das raras provas de 20 Km para passar a ter mais uma das já tantas meias maratonas que vamos tendo por aí. A singularidade dá lugar à trivialidade.
Se se pretendia que ali houvesse uma meia maratona... nada contra...pois que se fizesse! Mas isso não teria de implicar, necessariamente, a extinção de uma clássica com o prestígio que todos lhe reconheciam.
"Doutos varões darão razões subidas" para o sucedido, mas temo que não sejam suficientemente entendidas pelos milhares de fãs que os 20 Km de Cascais granjearam ao longo de décadas. Fica a dúvida se o sentimento de perda não irá prevalecer sobre o sentimento de conquista.
Desejo à competentíssima equipa da HMS Sports as maiores felicidades para organizar esta nova prova, mas não lhe consigo dar os parabéns por esta decisão.


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O Relógio "Invicto"


Palmas para a Maratona do Porto

A Maratona do Porto está aí. A 13ª. Soube hoje que foi reconhecida pela European Athletics Quality Road Race como Prova de CINCO ESTRELAS, um honroso galardão para a Runporto que,  fazendo sempre o seu trabalho com muita competência, soube, com paciência, esperar pelo justo reconhecimento internacional. Eu, por ter acreditado, desde a primeira hora, no êxito desta Maratona e por ter participado em todas as edições, ponho-me à boleia, para também eu me sentir bastante orgulhoso pela distinção. Parabéns, RunPorto, por teres colocado a Cidade e o País, na Rota das Maratonas de Excelência.
Cheguei a casa e fui rever as medalhas. E contá-las. Algumas, por terem estado mal acondicionadas, oxidaram nalgumas partes. Mas fiz, numa composição um bocado naíff, um estranho relógio, em que o ponteiro das horas está pronto para a 2ª volta. Dia 6 de Novembro será o dia.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

"Eu e o meu quadro"



Andava há tempos (desde Novembro de 2013) para actualizar o meu quadro das maratonas. Está feito. Nele constam todas as maratonas e ultra-maratonas que fiz desde 1983. Antes que perca o papel, fica aqui no blogue. Só queria era ter saúde para continuar a preenchê-lo. Uma de cada vez.

(Quadro editado: faltava-me incluir Sevilha 2014, o que já foi feito. Obrigado pelo reparo, João Lima)

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Ainda a Rock'n'Roll Maratona de Lisboa 2016



Vai um gajo até Cascais
Com as pernas a tremer
Porque padece de mais
Deste vício de correr.

E sem treinos,  bem sabia
Que  esta espécie de atleta,
Muito tempo gastaria
Para chegar lá à meta

À meta tão desejada
Por ser palco de emoções.
Separava-nos a estrada
Até ao Parque das Nações.

Vitória!!! Lá consegui
Cumprir mais uma empreitada
Se alguma coisa sofri
Hoje não lembro de nada.

Mas depois, veio  a arrelia
Que me afectou muito mais:
O carro em que voltaria
Tinha ficado em Cascais.

Metro, transbordo, comboio
Mais o tempo que os aguarde
Sem ter qualquer outro apoio…
Almoço às cinco da tarde.

Para ganhar uma medalha
Há muita coisa que falha.
Mas mesmo assim vale a pena
Que isto é uma "g'anda cena"!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

9ª Prova do Ano - Rock´n´Roll Maratona de Lisboa "À minha maneira"







Era a 4ª Edição da Maratona Rock ‘n’Roll em terras de Fado. Tinha também de ser a minha 4ª participação apesar de, como tantas vezes aconteceu, não me sentir preparado para cumprir a distância num tempo decente. Mas aí, aplico o plano B e a coisa resulta, que é escolher um andamento adaptado à preparação e ir progredindo com a confiança possível. Apontei para cerca de 4,30h e acabei por escapar às 4,21 por um mísero segundo : 4,20,59.Resultados aqui.
Mas vamos a umas palavritas.
Tudo começou com a hesitação de onde deveria deixar o carro. No Parque das Nações ou em Cascais. E era tal a hesitação, que, pelo caminho, ainda não sabia para onde ir: No Parque das Nações, a viagem para Cascais no metro e comboio poderia sofrer atrasos que poderia comprometer a partida e o pior que nos pode acontecer é passar por grande ansiedade nos minutos que antecedem a Prova. Para ir para Cascais, teria, depois, um penoso regresso no comboio e uma chegada tardia a casa. Ponderadas as soluções, optei pela última e, pelo menos, não houve stress nesta altura. Estaciono onde encontrei lugar e encaminhei-me para o hipódromo, onde estava programada a Partida e onde decorria já um animado aquecimento.
A partida estava bem organizada: camiões para transportar os sacos dos atletas (que iam logo ordenados, para se tornar fácil e rápida a entrega, no final), muitos sanitários (mas sempre insuficientes para a procura, pois o pessoal “ataca” todo ao mesmo tempo) com portas de entrada para a zona de partida, de acordo com os tempos expectáveis e declarados quando da inscrição ( e com o cumprimento rigoroso garantido por seguranças ). Aguardei poucos minutos, enquanto ia conversando com o meu amigo José Magro, até que é dado o sinal da partida. Demorei 3 minutos a passar pelo pórtico.
A voltinha por Cascais, antes de apanhar a Marginal e lá vamos nós rumo ao Parque das Nações. O tempo estava bom, talvez a temperatura fosse até mais alta do que o desejável e teria sido bom levar chapéu na cabeça, mas eu não levei. À saída de Cascais passo pelo marca-passo das 4,30 sem, no entanto, me deixar entusiasmar. Não queria baixar dos 5,30/Km sendo que a ideia inicial era manter-me pelos 6, mas ia muito bem, sem revelar esforço e deixei-me ir andando naquele ritmo.
O céu límpido, a maré vazia, as águas paradas que reflectiam o sol num cenário bastante bonito e apelativo e que nos era permitido usufruir ao longo de quase todo o percurso onde, a espaços, havia uma banda a tocar, pois era uma Maratona do Circuito Rock’n’Roll. E eu lá ia fazendo a Maratona “à minha maneira”, como cantava o rapaz, quando passei por volta dos 10Km.
Entrámos no Passeio Marítimo, evitando assim a respeitável subida ao Alto da Boa Viagem. Bandeiras de vários países eram agitadas por rapazes e raparigas que não se cansavam de nos apoiar. Obrigado juventude.
Cruz Quebrada: Meia Maratona – Achei que estava na altura de tomar um gel para ver se não me ia abaixo. Tomei metade e guardei a outra. Se é verdade que o gel às vezes funciona, noutras tem o efeito contrário: ficou-me a pesar no estômago e eu a ver que aquele desconforto não havia meios de passar. Aos 25, decisão estratégica e voluntária : caminhar até readquirir a vontade. Aos 26, ele aí vai novamente. Sol de pouca dura. Da Praça do Comércio ao retorno na Estação do Rossio (dos 31 aos 32)  novamente a passear. Corro até ao abastecimento de Santa Apolónia e aí faço uma pequena pausa e recomeço. Vejo que estou com um bom ritmo e a ganhar muitas posições. Porém, aos 39, de forma súbita, vêm-me náuseas. Logo agora, que vinha tão bem. Nova paragem, a última. Só tinha de enfrentar os 3 km finais e pronto, poderia entrar, mais uma vez, no arco do triunfo. Assim aconteceu.  Apesar das paragens  (que não foram apenas fruto da pouca preparação, mas de condicionantes imprevisíveis da própria Maratona) senti uma certa alegria por ter feito a 1ª Maratona do Ano.
Numa apreciação ligeira da Prova, devo dizer que gosto dela. Porém, a saída de Cascais para terminar em Lisboa constitui um problema complicado. Ou se tem de madrugar para deixar o carro no Oriente, ou então, depois da Prova, se se tem de ir buscá-lo a Cascais é certo e sabido que quem mora na zona onde eu moro, tem o almoço só lá para as 16,30. Por outro lado, nestas condições, as marcas que os atletas obtiverem não são homologáveis. De outra coisa que não gosto, mas a organização aí não pode fazer nada a não ser tomar fortes medidas repressoras, é de ver nos abastecimentos, principalmente os que têm fruta, cascas atiradas para o asfalto, precisamente por onde tantos ainda têm de passar correndo o risco de escorregar e escorregar mesmo. Custaria muito atirá-las, pelo menos, para a berma, já que transportá-las 20 metros até ao caixote "poderia fazer perder muito tempo"? E que dizer das embalagens de gel, dadas às dúzias, para ficarem espalhadas pelo caminho sem ser usadas? E as garrafas de isotónico quase cheias, atiradas fora, quando havia copos com a quantidade certa? E as trocas de dorsais que continuam a ser uma má prática corrente, que gera problemas sérios de classificações, com prejuízos para os atletas honestos?
Bem sei que as pessoas que têm a paciência de ler estas linhas, não são as que praticam estes lamentáveis actos, mas como são os que sentem mais vergonha por eles acontecerem, limito-me a registá-los enquanto se continua a aguardar que mudem as mentalidades dos prevaricadores ou então, que a mão pesada da Organização se faça sentir. Mas aí, todos ficarão aborrecidos por ficarem sujeitos a um maior controlo. Sei que é muito difícil, mas se tiver que ser, que seja.