Vi-me aflito para estar às 7 da matina no Parque das Nações, para apanhar a boleia com malta da minha equipa, para o Estoril. À continha, mas lá consegui! Só que a pressa fez com que não tivesse trocado de sapatos conforme era minha intensão.
Estoril. Via-se pouca gente e faltava cerca de 20 minutos para o começo da “Bike Marathon” (gostava mais de um nome mais a condizer com a nossa língua, mas a globalização “obrigou” a ceder nestas coisas. E noutras também.). Dá-se o encontro com o resto do pessoal da ACB e assiste-se à partida dos ciclistas. Não sei quantos eram, mas vi logo que seriam muito mais que os “apeados”. A foto de família e... os desejos de boa prova a todos.
Do pessoal dos blogues, o primeiro que encontrei foi o
Luis Mota, que me falou da merecida homenagem ao grande campeão olímpico e que era pena não haver mais gente nesta prova. Depois, finalmente, tive o grato prazer de conhecer pessoalmente o nosso amigo
António Bento “Tartaruga”, que estava acompanhado do
Nuno Kabeça e do Carlos Ferreira e ficámos por ali a conversar um bocadinho, quando surge o
José Capela todo satisfeito pelo rácio dos atletas da sua terra (7) em relação ao total dos maratonistas presentes.
É dado o tiro da partida. Saímos do Casino do Estoril e fomos dar uma voltinha a Cascais, para tomarmos a direcção do Parque das Nações.
As condições climatéricas não podiam estar melhores : céu encoberto (ameaçando até chuva miudinha, que não chegou a cair) e a ligeira brisa que soprava, vinha mesmo a calhar, pois era a favor da corrida. A paisagem, soberba.
O percurso tinha algumas subidas ligeiras, mas que eram compensadas com descidas. A parte pior do traçado estava na parte final, com um empedrado de 5 ou 6 km.
Da minha prova, digo que saí com alguma cautela, mas o facto de ver um trio da ACB à minha frente (Tam Afonso, Rui Silva e Nuno Coelho) fez com que passados 5 ou 6 km, me fosse aproximando e acabámos por formar um quarteto que durou até à Meia Maratona (1,42). Tempo “demolidor” para que eu me pudesse aguentar nas canetas. A partir daí, pensei que seria “suicida” continuar naquele andamento e resolvi fazer uma prova mais moderada. Sei que é feio registar um split assim, mas não havia remédio. A 2ª Meia teria de ser feita muito mais lentamente.
A partir dos 25, talvez, tive a juda preciosa dos irmãos João e Jorge Serra (que tinham feito a prova de bicicleta) oferecendo gatorade, nas alturas em que mais precisávamos. Foi um acompanhamento precioso, que não podia passar sem registar e agradecer.
Aquela parte final, no empedrado do Parque das Nações é que foi “tramada”. Os ténis, que, como disse, não eram para fazer a prova, começaram a fazer-me bolhas e a marcha começava a tornar-se dolorosa. Mesmo assim, ainda acabei por ganhar algumas posições (5 ou 6) nos últimos km. Termino com 1,33, 15.
À chegada recebo a t-sirt e a medalha das mãos da Rosa Mota, com uma palavra de felicitações e, logo a seguir o nosso colega Nuno Espírito Santo cumpria a promessa feita (pasteis de nata para todos-da equipa,claro está) se conseguisse fazer menos de 3h! E não é que fez 2,55?! Parabéns Nuno.
Havia tenda de massagem, mas não me apeteceu aguardar por cinco pessoas que estavam á minha frente.
Quanto à apreciação que faço desta Maratona, como em todas as outras, há aspectos positivos e outros negativos. Dos positivos destaco a beleza do percurso, a simpatia dos colaboradores, dos meios colocados à disposição dos corredores (cronometragem com tempos reais, transporte do Parque das Nações para a Partida, guarda-roupa) tenda de massagem. Dos negativos, para além do silêncio na divulgação daquilo que teria de ser profusamente noticiado (o caso do transporte era muito importante que todos soubessem) e de um site sem actualização da informação, trouxe alguma insatisfação.
Mas o pior de todos foi a falta de km marcados! Havia o 1º, o 3º, 5º e depois só de 5 em 5km! Nunca o relógio me fez tão pouca falta numa maratona! Relativamente aos abastecimentos, sendo tão poucos atletas, não teria sido complicado (principalmente na 2ª parte da Prova) fazê-los com 2,5km de intervalo.
Gostei de fazer a Prova (ou não fosse ela uma Maratona) mas é urgente que se limem arestas e se trabalhe convictamente na sua promoção.