quarta-feira, 20 de maio de 2009

101 Km de Ronda

Foto de O Mundo da Corrida (com as anotações do Tiago- do que mais ri) revelando a disposição reinante




A esse peito ilustre “centunero”
De heróicos companheiros da corrida;
Aos brilhantes relatos que com esmero
Nos falam da aventura desmedida;
Gostava eu que a “cítara de Homero”
Ou que a “canora tuba” conhecida,
Tributo lhe prestassem por tal feito
E que gravassem “Ronda” nesse peito.


domingo, 17 de maio de 2009

A Parábola

O nosso subconsciente faz coisas do arco-da-velha! Mistura tudo : a actutalidade, a memória, a ficção, retirando-lhe os limites temporo-espaciais que nos balizam o comportamento e o nosso entendimento do mundo.

Talvez “levado” pela recente visita do papa à Terra Santa, pelos resultados da Maratona Carlos Lopes , por um certo “endeuzamento” dos meus amigos que foram paticipar nos 101Km de Ronda (para quem envio um forte abraço pelo sucesso alcançado) e pelas “manifs” que vão acontecendo por todo o lado, tive um sonho (não!não é como o do outro!) .

Estava eu no meio da multidão, nas terras da Galileia, tentando chegar próximo do “orador”, vestido de branco, que todos escutavam com atenção. Alguém queria barrar-me o caminho, quando o “orador”, iluminado por uma “ intensa luz dourada” se mostrou com o rosto do Carlos Lopes e disse de forma eloquente:

-“Deixai vir a mim os pobres de pernas, que será deles o reino das corridas” !

Eu sei que era o subconsciente a trabalhar, mas "enfiei logo a carapuça"! Agora digam-me : - Acham que estou a “bater” bem?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

101 Km de Ronda

Aos meus amigos que neste fim de semana vão participar nesta duríssima Prova


Maratonas e raides são” pevides”
P’ra gente que tem peito e pernas de aço
(Eu ,que p’ra mim, a areia de Melides
É a maior façanha por que passo!)
Mas Ronda, meus amigos, p’ra onde ides,
Sem temer a distância nem cansaço,
Dar-vos-á as insígnias merecidas
Quais notáveis brasões em vossas vidas.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Maratona Carlos Lopes :"Vet.3 - o vencedor é..."

Mais uma foto da chegada (José Gaspar AMMA)

Oh gente de pouca fé !!!
Quantos de vós terão acreditado que este vosso servo, um dia, iria subir ao pódio? Ainda por cima numa maratona que decidiu fazer 3 dias antes, como se sentisse o apelo da glória !


Por nem eu próprio ter acreditado, tive o castigo merecido de não ter saboreado momento tão efémero, pois, no final, haveria de ser chamado ao lugar mais alto do estrado, quando da consagração dos veteranos 3.

Muitos chegaram antes de mim, mas a idade esteve a meu favor. Uns ( a maioria ) eram mais jovens e tiveram uma classificação à parte; outros, por serem mais velhos (menos) também tiveram outra classificação. Dos que sobraram, sem que o soubesse, eu fui o que cheguei com menos tempo de prova (3,33,21), sendo o 58º dos 128 que chegaram.

Fiquei contente com a notícia que só hoje recebi, mas não dei saltos de contentamento porque algo vai mal no Reino da Maratona para que estas coisas aconteçam.

domingo, 10 de maio de 2009

Maratona Carlos Lopes

A chegada (Foto de José Gaspar-AMMA)


Vi-me aflito para estar às 7 da matina no Parque das Nações, para apanhar a boleia com malta da minha equipa, para o Estoril. À continha, mas lá consegui! Só que a pressa fez com que não tivesse trocado de sapatos conforme era minha intensão.
Estoril. Via-se pouca gente e faltava cerca de 20 minutos para o começo da “Bike Marathon” (gostava mais de um nome mais a condizer com a nossa língua, mas a globalização “obrigou” a ceder nestas coisas. E noutras também.). Dá-se o encontro com o resto do pessoal da ACB e assiste-se à partida dos ciclistas. Não sei quantos eram, mas vi logo que seriam muito mais que os “apeados”. A foto de família e... os desejos de boa prova a todos.
Do pessoal dos blogues, o primeiro que encontrei foi o Luis Mota, que me falou da merecida homenagem ao grande campeão olímpico e que era pena não haver mais gente nesta prova. Depois, finalmente, tive o grato prazer de conhecer pessoalmente o nosso amigo António Bento “Tartaruga”, que estava acompanhado do Nuno Kabeça e do Carlos Ferreira e ficámos por ali a conversar um bocadinho, quando surge o José Capela todo satisfeito pelo rácio dos atletas da sua terra (7) em relação ao total dos maratonistas presentes.
É dado o tiro da partida. Saímos do Casino do Estoril e fomos dar uma voltinha a Cascais, para tomarmos a direcção do Parque das Nações.
As condições climatéricas não podiam estar melhores : céu encoberto (ameaçando até chuva miudinha, que não chegou a cair) e a ligeira brisa que soprava, vinha mesmo a calhar, pois era a favor da corrida. A paisagem, soberba.
O percurso tinha algumas subidas ligeiras, mas que eram compensadas com descidas. A parte pior do traçado estava na parte final, com um empedrado de 5 ou 6 km.
Da minha prova, digo que saí com alguma cautela, mas o facto de ver um trio da ACB à minha frente (Tam Afonso, Rui Silva e Nuno Coelho) fez com que passados 5 ou 6 km, me fosse aproximando e acabámos por formar um quarteto que durou até à Meia Maratona (1,42). Tempo “demolidor” para que eu me pudesse aguentar nas canetas. A partir daí, pensei que seria “suicida” continuar naquele andamento e resolvi fazer uma prova mais moderada. Sei que é feio registar um split assim, mas não havia remédio. A 2ª Meia teria de ser feita muito mais lentamente.
A partir dos 25, talvez, tive a juda preciosa dos irmãos João e Jorge Serra (que tinham feito a prova de bicicleta) oferecendo gatorade, nas alturas em que mais precisávamos. Foi um acompanhamento precioso, que não podia passar sem registar e agradecer.
Aquela parte final, no empedrado do Parque das Nações é que foi “tramada”. Os ténis, que, como disse, não eram para fazer a prova, começaram a fazer-me bolhas e a marcha começava a tornar-se dolorosa. Mesmo assim, ainda acabei por ganhar algumas posições (5 ou 6) nos últimos km. Termino com 1,33, 15.
À chegada recebo a t-sirt e a medalha das mãos da Rosa Mota, com uma palavra de felicitações e, logo a seguir o nosso colega Nuno Espírito Santo cumpria a promessa feita (pasteis de nata para todos-da equipa,claro está) se conseguisse fazer menos de 3h! E não é que fez 2,55?! Parabéns Nuno.
Havia tenda de massagem, mas não me apeteceu aguardar por cinco pessoas que estavam á minha frente.
Quanto à apreciação que faço desta Maratona, como em todas as outras, há aspectos positivos e outros negativos. Dos positivos destaco a beleza do percurso, a simpatia dos colaboradores, dos meios colocados à disposição dos corredores (cronometragem com tempos reais, transporte do Parque das Nações para a Partida, guarda-roupa) tenda de massagem. Dos negativos, para além do silêncio na divulgação daquilo que teria de ser profusamente noticiado (o caso do transporte era muito importante que todos soubessem) e de um site sem actualização da informação, trouxe alguma insatisfação.
Mas o pior de todos foi a falta de km marcados! Havia o 1º, o 3º, 5º e depois só de 5 em 5km! Nunca o relógio me fez tão pouca falta numa maratona! Relativamente aos abastecimentos, sendo tão poucos atletas, não teria sido complicado (principalmente na 2ª parte da Prova) fazê-los com 2,5km de intervalo.
Gostei de fazer a Prova (ou não fosse ela uma Maratona) mas é urgente que se limem arestas e se trabalhe convictamente na sua promoção.

Maratona Carlos Lopes

No princípio "era o verbo" quando conheci pessoalmente o António Bento (Tartaruga)

Aos 20km ainda ia bem com os meus amigos da ACB

Já no maldito empedrado. E a meta ali ao lado, mas faltavam ainda 4km


Finalmente, a satisfação da chegada








Maratona Carlos Lopes

Esta foto ficou horrível.
É da falta de discernimento!
Tenho de a substituir, mas o que eu queria era mostrar-vos o dorsal e a medalha.Nítidos !

Venho aqui só para dizer que consegui acabar mais uma. Yeeeesss!
O relato fica para depois, que agora tenho de ir descansar um bocadinho. Ainda não sairam os resultados oficiais, mas sei que fiz a prova na casa das 3,33. E duas bolhas à direita e uma à esquerda. Depois conto.