A par dos deveres de cidadania, o intenso gosto pelo desporto pedestre. Sou um gajo que tem a mania do desporto e que desde os tempos do PREC pratica a Corrida, tendo feito uma incursão pelo Triatlo e que tem preferência pelas longas distâncias. Não corro nada de jeito, mas gosto disto, pronto... ...Ah, e escrevo de acordo com a grafia correCta.
sábado, 30 de maio de 2009
A minha final da "Champions"
Quando a "Champions" domina as atenções
Da vã idolatria de uma bola
Ponho-me em fuga; sinto as emoções
Com que a natura tanto me consola.
Por caminhos libertos de alcatrões
Que o progresso voraz arrasa e imola
Lá vou gozando a minha própria farra
E assistir ao ocaso na Samarra.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Fotodiploma da Meia Maratona na Areia
Eis o fotodiploma que a Organização da 1ª Meia Maratona na Areia disponibilizou a todos os atletas que concluiram a esta excelente Prova. A rapidez com que isso foi feito, dá ainda mais uns pontos à qualidade do evento. Estão todos em:
http://www.associacaomundodacorrida.com/DiplomasMeiaAreia.htm
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Eu, espectador ?!

Eu até gosto de futebol e hoje, já daqui a pouco, vai disputar-se a final dos Campeões Europeus entre o Manchester United e o Barcelona.
São demasiados milhões que estão envolvidos naquilo que por mais habilidosos que sejam os jogadores, não passa de um jogo ! E isso faz-me mudar a “agulha” das atenções.
Vou vestir uns calções e uma t-shirt, calçar uns tenis e aproveitar este final de tarde quente, para ir dar uma corridinha até à Praia da Samarra. Ida e volta será coisa para cerca de 10km em piso de trail. Viro as costas ao “desporto-rei” ( para os desportistas de sofá ) em troca com o “desporto-real” que eu próprio posso fazer. Tirarei daí muito mais prazer e, de certeza, mais benefício. Quero lá saber quem vai ser o campeão europeu, quando os media intoxicam a opinião pública com tanto futebol e não passam cartão à nossa Corrida!..
São demasiados milhões que estão envolvidos naquilo que por mais habilidosos que sejam os jogadores, não passa de um jogo ! E isso faz-me mudar a “agulha” das atenções.
Vou vestir uns calções e uma t-shirt, calçar uns tenis e aproveitar este final de tarde quente, para ir dar uma corridinha até à Praia da Samarra. Ida e volta será coisa para cerca de 10km em piso de trail. Viro as costas ao “desporto-rei” ( para os desportistas de sofá ) em troca com o “desporto-real” que eu próprio posso fazer. Tirarei daí muito mais prazer e, de certeza, mais benefício. Quero lá saber quem vai ser o campeão europeu, quando os media intoxicam a opinião pública com tanto futebol e não passam cartão à nossa Corrida!..
domingo, 24 de maio de 2009
1ª Meia Maratona na Areia
No final, com o António Almeida e a sua Vitória (foto da Isabel)
Gostei bastante desta Prova e tudo parece ter estado de feição visando o sucesso: o tempo encoberto (com uma ligeira brisa, mais notada após o retorno), boa participação (para uma primeira edição), um piso excelente (que fez lembrar o Raide, pelo cenário, mas em versão “passadeira vermelha”).
Desde a chegada até que vim embora tive o privilégio de rever muitos amigos ( da blogosfera, do forum e do pelotão) e só por isso já teria valido a pena ter ido até à Caparica, neste dia.
Sorte têm aqueles que residindo ali pertinho, podem treinar durante todo o ano, naquelas supercondições.
A Organização esteve muito bem e gostei de ver a disponibilidade de muitos dos ultramaratonistas de Ronda, em pontos-chave da Prova (abastecimentos, controlo do retorno e chegada).
Sabe bem correr na praia, com a areia lisinha e compacta, onde a progressão se torna fácil e onde a maresia , o murmúrio das ondas e a fantástica paisagem nos envolvem e nos dão uma enorme sensação de liberdade. Vamos correndo, correndo, ao ritmo que o prazer permite e voltamos depois ao ponto de partida, cumprindo os 21095m da Meia Maratona.
Demorei 1,42,25 (tempo real), sem me ter esforçado muito, confesso.
Penso que esta Prova tem todas as possibilidade de singrar no calendário, mas não sei ainda quais os “estragos” que tenha feito na Meia dos Palácios que também hoje teve lugar. Futuramente, ambas as organizações deverão reunir para consertar as datas sem que nenhuma delas (nem os atletas) saia prejudicada.
Em conclusão: pelo que observei, esta Prova tem uma excelente nota, pois apenas vi dois pontos menos bons : Os depósitos para as garrafas (conforme já foi dito) colocados a cinco metros do sítio onde elas eram dadas ( o que favorecia aqueles que não se importam de as atirar para a areia em qualquer sítio) e a marcação dos Km não estar bem visível (confesso que só vi as placas dos 5,10,15 e 21, mas disseram-me que as outras também lá estavam). Qualquer destes factores são muito fáceis de corrigir, pelo que não comprometem nada o sucesso desta 1ª Edição da Meia Maratona na Areia.
O que ela teve de bom “esmaga” estas pequenas ninharias, pelo que esta Organização do Mundo da Corrida está de Parabéns por nos ter proporcionado uma Prova com características especiais que oferece uma excelente alternativa a quem busca a diferença.
Desde a chegada até que vim embora tive o privilégio de rever muitos amigos ( da blogosfera, do forum e do pelotão) e só por isso já teria valido a pena ter ido até à Caparica, neste dia.
Sorte têm aqueles que residindo ali pertinho, podem treinar durante todo o ano, naquelas supercondições.
A Organização esteve muito bem e gostei de ver a disponibilidade de muitos dos ultramaratonistas de Ronda, em pontos-chave da Prova (abastecimentos, controlo do retorno e chegada).
Sabe bem correr na praia, com a areia lisinha e compacta, onde a progressão se torna fácil e onde a maresia , o murmúrio das ondas e a fantástica paisagem nos envolvem e nos dão uma enorme sensação de liberdade. Vamos correndo, correndo, ao ritmo que o prazer permite e voltamos depois ao ponto de partida, cumprindo os 21095m da Meia Maratona.
Demorei 1,42,25 (tempo real), sem me ter esforçado muito, confesso.
Penso que esta Prova tem todas as possibilidade de singrar no calendário, mas não sei ainda quais os “estragos” que tenha feito na Meia dos Palácios que também hoje teve lugar. Futuramente, ambas as organizações deverão reunir para consertar as datas sem que nenhuma delas (nem os atletas) saia prejudicada.
Em conclusão: pelo que observei, esta Prova tem uma excelente nota, pois apenas vi dois pontos menos bons : Os depósitos para as garrafas (conforme já foi dito) colocados a cinco metros do sítio onde elas eram dadas ( o que favorecia aqueles que não se importam de as atirar para a areia em qualquer sítio) e a marcação dos Km não estar bem visível (confesso que só vi as placas dos 5,10,15 e 21, mas disseram-me que as outras também lá estavam). Qualquer destes factores são muito fáceis de corrigir, pelo que não comprometem nada o sucesso desta 1ª Edição da Meia Maratona na Areia.
O que ela teve de bom “esmaga” estas pequenas ninharias, pelo que esta Organização do Mundo da Corrida está de Parabéns por nos ter proporcionado uma Prova com características especiais que oferece uma excelente alternativa a quem busca a diferença.
Resultados em http://www.associacaomundodacorrida.com/eventos/corridapraia/GeralMeiaAreia.pdf
sábado, 23 de maio de 2009
Levar a Corrida a bom Porto

Começo a ter dificuldade em não me repetir nas palavras, quando me quero referir às Corridas da Cidade do Porto. É que as palavras são muito mais limitadas do que a grandeza dos eventos que ali têm tido lugar. Estes, cada ano surgem com nova “pujança” com uma participação crescente, com uma credibilidade inquestionável; aquelas continuam a ser as mesmas, por mais adjectivos superlativos que lhes “colemos”.
Mas o que nunca é de mais dizer é que, graças à profissional, competentíssima e dinâmica acção da RunPorto, a Invicta, durante a última década, passou a apresentar um leque de provas para todos os gostos, ao longo do ano. A Corrida passou a ser vista de uma forma bem mais popular e o exemplo vai-se estendendo pelo País fora, contribuindo de forma contagiante, para que a população lusa adquira o “saudável vício de correr”.
No último Domingo, foi o estrondoso sucesso da Corrida da Mulher, com quase 15000 mulheres a participarem numa corrida solidária a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Não estive lá, mas sei de quem lá esteve e nos contou as emoções do que é estar por dentro de um pelotão “cor-de-rosa” e vi as imagens impressionantes de milhares de “glóbulos rosa”(mas sem “anemia”) a circularem nas “artérias” da cidade, levando-lhe vida.
Ao Jorge Teixeira e ao pessoal da RunPorto, embora com algum atraso, não queria passar sem expressar o meu contentamento pelo sucesso e dar um grande abraço de felicitações.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Até as pedras, Senhor !!!...
Em Setembro de 2007, após a 1ª "investida"

Estas imagens não serão estranhas de todo a quem conhece o percurso da Meia Maratona de S. João das Lampas (ao km 11,5 na "tenebrosa" descida de Monte Arroio para Bolelas).
A estrada que liga Bolelas a Monte Arroio ( uma das localidades mais altas da Freguesia de S. João das Lampas , é ladeada por velhas caleiras de pedra que conduzem, pela gravidade, a água sobrante do chafariz e lavadouro público, para as pequenas hortas ali existentes.
Tais caleiras, únicas do género na zona, executadas manualmente com muito cuidado e colocadas no local pela força braçal dos nossos antepassados, são testemunhos da importância da partilha da água desde tempos imemoriais. Actualmente continuam a ter a mesma utilidade pois são férteis os terrenos que irrigam e a pequena actividade agrícola familiar, com os tempos que correm, recupera a sua importância. Além disso, constitui um elemento pitoresco, rústico e emblemático daquelas localidades. Presume-se, por isso, que esteja classificado como património público pela CMS.
Acontece que, para nossa tristeza, alguém sem escrúpulos, pela calada da noite, tem vindo a furtar as ditas caleiras. Em 2007 “desapareceram” as primeiras (duas ou três) e na noite de 16 para 17 de Maio, “voaram” mais cinco! Também os capitéis (piramidais) de um dos portões não escaparam à ganância de quem, certamente, pretende comercializar bens alheios.
Claro que não pode haver um polícia em cada sítio onde há risco de furto, mas seria dissuasor destas práticas, a existência de uma atenção especial por parte das autoridades, à comercialização deste tipo de materiais “arrancados”, criminosamente, ao património que é de todos.
Se nada for feito, não custa adivinhar o que irá acontecer às caleiras que sobram.
A estrada que liga Bolelas a Monte Arroio ( uma das localidades mais altas da Freguesia de S. João das Lampas , é ladeada por velhas caleiras de pedra que conduzem, pela gravidade, a água sobrante do chafariz e lavadouro público, para as pequenas hortas ali existentes.
Tais caleiras, únicas do género na zona, executadas manualmente com muito cuidado e colocadas no local pela força braçal dos nossos antepassados, são testemunhos da importância da partilha da água desde tempos imemoriais. Actualmente continuam a ter a mesma utilidade pois são férteis os terrenos que irrigam e a pequena actividade agrícola familiar, com os tempos que correm, recupera a sua importância. Além disso, constitui um elemento pitoresco, rústico e emblemático daquelas localidades. Presume-se, por isso, que esteja classificado como património público pela CMS.
Acontece que, para nossa tristeza, alguém sem escrúpulos, pela calada da noite, tem vindo a furtar as ditas caleiras. Em 2007 “desapareceram” as primeiras (duas ou três) e na noite de 16 para 17 de Maio, “voaram” mais cinco! Também os capitéis (piramidais) de um dos portões não escaparam à ganância de quem, certamente, pretende comercializar bens alheios.
Claro que não pode haver um polícia em cada sítio onde há risco de furto, mas seria dissuasor destas práticas, a existência de uma atenção especial por parte das autoridades, à comercialização deste tipo de materiais “arrancados”, criminosamente, ao património que é de todos.
Se nada for feito, não custa adivinhar o que irá acontecer às caleiras que sobram.
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