Quem me conhece sabe que eu me sinto bem é onde possa ouvir e falar (ou escrever) de Corrida. Este blogue tem esse princípio como razão principal da sua existência. No entanto, porque outro tipo de preocupações tem ocupado os meus dias, deixei passar duas grandes Provas sem fazer qualquer apontamento sobre elas:
A 6ª Maratona do Porto e a 35ª Meia Maratona da Nazaré.
Por razões diferentes, são das que maior significado têm para mim.
A Maratona do Porto, porque a acompanho desde a 1ª Edição e tenho sentido uma alegria imensa em constatar que o seu crescimento se alicerça em bases bastante sólidas e que fará dela a maior Maratona Portuguesa nos próximos dois anos, pois o seu percurso, numa paisagem espectacular com o Douro ora à esquerda ora à direita, como cenário de sonho e com uma Organização que tem vindo a dar provas de que sabe estar ao mais alto nível. Corri sem relógio (porque me esqueci) mas reparei que estando atento ao “relógio biológico” sem a pressão do “contador de minutos e segundos” me permitiu fazer uma corrida mais descontraída. Acabei por sentir a quebra na mesma (aos 33km), mas os 2 últimos quilómetros fi-los num ritmo bastante aceitável, tendo terminado abaixo das 3,29 o que não considero muito mau, mas o mais importante de tudo é que adorei participar nesta Maratona de que me honro ser totalista.
A Meia da Nazaré representa, para mim, uma visita ao “santuário” das Provas de Estrada. Muitas atingiram grande “pujança” mas hoje apenas existem na memória de quem as correu. Mas Nazaré mantém-se. Sem dar passos maiores do que a perna, sustentando-se no forte querer da sua gente e na fidelidade de muitas centenas de corredores que vêem esta Meia como eu vejo: lugar de visita anual obrigatória, num “ritual purificador”do entusiasmo pela Corrida. Uma Organização que mantém incutida nesta Prova uma aura que não se consegue bem explicar, mas que nos atrai, está de parabéns e merece o reconhecimento de todos os amantes da Corrida. A Prova que fiz (1,42 ou próximo disso) não é relevante. O que é relevante é que lá estive e retirei dela um enorme prazer, que me faz querer voltar.
Aproxima-se a Maratona de Lisboa (6 de Dezembro) e um Encontro Especial em Grândola (12 de Dezembro), de que falarei no meu próximo apontamento.
A par dos deveres de cidadania, o intenso gosto pelo desporto pedestre. Sou um gajo que tem a mania do desporto e que desde os tempos do PREC pratica a Corrida, tendo feito uma incursão pelo Triatlo e que tem preferência pelas longas distâncias. Não corro nada de jeito, mas gosto disto, pronto... ...Ah, e escrevo de acordo com a grafia correCta.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
6ª Maratona do Porto /35ª Meia M da Nazaré
domingo, 1 de novembro de 2009
Um Brinde à RUNPORTO

Tudo começa
Quando o marasmo tropeça
Na ideia da corrida
Na ideia da corrida
Com o exercício,
Endorfinas, trazem vício
De correr todos os dias
De correr todos os dias
E o bem estar
Vai começando a alastrar
Em crescente movimento
Em crescente movimento
Nesta cidade
Seja qual for a idade
Há corrida em pensamento
Há corrida em pensamento.
Viva a RunPorto
De gente genial
Faz com o Desporto
Um novo Portugal
E aqui no Porto
Correr ou caminhar
Traz mais conforto
E quem andar torto
Vai-se endireitar
Na primavera
A “Mulher” já está a espera
Mas o “Pai” tem o seu dia
Mas o “Pai” tem o seu dia
Começa o Verão
E nas “Festas de S.João”
A Corrida é que é festeira
A Corrida é que é festeira
Mas quando outona
Vem a “Meia Maratona”
E a “Maratona Inteira”
E a “Maratona Inteira”
A” S.Silvestre”
Termina o ano pedestre
Numa Cidade com vida
Na Cidade da Corrida
Viva a RunPorto
De gente genial
Faz com o Desporto
Um novo Portugal
E aqui no Porto
Correr ou caminhar
Traz mais conforto
E quem andar torto
Vai-se endireitar
Tchim-Tchim !!!
Longa Vida à RunPorto
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
II Corrida das Terras do Grande Lago

Com o Joaquim Adelino, no final
Vim com o Zé Magro até aos 7km (foto C.Fonseca)O dia começou…ainda era noite (g’anda trocadilho)! Não sabendo bem o caminho, tinha de ir cedo, pois o Joaquim Adelino estava à minha espera em Santa Iria da Azóia, às 5 da manhã.
Depois de chegarmos, demos uma volta pela vila (que ainda dormia) à procura do jardim que era a nossa referência e, quando demos por nós, já estávamos junto ao castelo “guardado” pelo D. Nuno Álvares Pereira montando o seu cavalo.
Precisávamos de comer qualquer coisa, mas o único café que estava aberto (que tivéssemos visto) era o da bomba da gasolina. Reconfortado o estômago, fomos até ao tal jardim, que, entretanto, já tínhamos descoberto.
Começámos aí a ver as primeiras movimentações de companheiros da corrida, já equipadinhos e despachados, que estavam à espera que um outro café abrisse para matarem o jejum.
Levantámos os dorsais e preparámo-nos para apanhar um dos autocarros que nos haveria de levar até ao lado nascente da Barragem,onde iria ser dada a partida.
Não andava bem dos intestinos, o que causava um desconforto enorme.
O tempo estava óptimo, embora prometesse que ia aquecer, quando foi dado o tiro da partida. Fazia-me uma certa pena ver que tão poucos atletas tivessem optado por esta prova. Na minha óptica, perdeu quem não esteve lá!
O Nuno Romão tomou a dianteira e foi ganhando avanço sem ninguém se aproximasse dele. Claro que isso lhe permitiu gerir a vantagem e chegou a Portel com grande avanço.
Gostei desta Prova, apesar do ondulado do percurso, com subidas intermináveis, seguidas de descidas menos “intermináveis”, pois a cota de Portel está mais elevada que a do Alqueva.
Talvez devido às minhas “aflições” não senti a liberdade na Corrida, que costumo sentir, pois o facto de correr numa estrada ladeada por rails e atrás destes, vedações com arame farpado, aumentavam a minha ansiedade ao antecipar a mais que certa “vontade de libertar conteúdos”. Fui procurando controlar o andamento, mas sempre com um olho na cerca, até que aos 12, mais coisa menos coisa, lá encontrei uma passagem secreta para o “alívio”.
Aos 20 paro no abastecimento, por algum tempo, tomando 2 isostar, banana e água. Sabia que podia ser “perigoso” mas tinha que arriscar. Acho que me fez bem, pois nos últimos 2 km, ganhei umas 6 posições, tendo chegado com 2,15,23 .
Quanto à apreciação que faço da Prova, é positiva : Boas condições para o acolhimento dos atletas; transporte para o local da partida; bons abastecimentos; Km marcados; um final com bastante espaço para descontrair; massagistas q.b. (talvez a prova com o maior “rácio” de massagista por atleta); não vi problemas com o trânsito; o almoço-convívio em que não pude estar presente mas que é muito importante, os fotodiplomas disponíveis em 48h.
De menos positivo talvez seja mesmo o percurso ao longo de uma via rápida, não que haja problemas com o trânsito (que é pouco e a estrada é larga) mas porque quando se fala em correr no Alentejo, interiorizamos que correremos na planície, num espaço amplo, com uma árvore aqui e ali e podemos ser surpreendidos por correr numa “pista vedada” que começa numa povoação e acaba noutra. Entre uma e outra, se não fosse o calor humano das e dos colaboradores dos abastecimentos, teríamos percorrido um deserto de asfalto, onde os únicos olhos que nos fitavam eram os dos agentes da GNR que estavam nos cruzamentos.
Por mim, pode a Prova continuar como está, que eu voltarei com todo o gosto, mas considero que aquela zona terá condições para que se tire melhor partido delas… e não deixará de ser Corrida nas Terras do Grande Lago.
Quero, por último, felicitar a Organização pelo excelente trabalho que fez e que bem merecia ter tido uma participação mais a condizer.
De menos positivo talvez seja mesmo o percurso ao longo de uma via rápida, não que haja problemas com o trânsito (que é pouco e a estrada é larga) mas porque quando se fala em correr no Alentejo, interiorizamos que correremos na planície, num espaço amplo, com uma árvore aqui e ali e podemos ser surpreendidos por correr numa “pista vedada” que começa numa povoação e acaba noutra. Entre uma e outra, se não fosse o calor humano das e dos colaboradores dos abastecimentos, teríamos percorrido um deserto de asfalto, onde os únicos olhos que nos fitavam eram os dos agentes da GNR que estavam nos cruzamentos.
Por mim, pode a Prova continuar como está, que eu voltarei com todo o gosto, mas considero que aquela zona terá condições para que se tire melhor partido delas… e não deixará de ser Corrida nas Terras do Grande Lago.
Quero, por último, felicitar a Organização pelo excelente trabalho que fez e que bem merecia ter tido uma participação mais a condizer.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Meia Maratona da Ponte Vasco da Gama
... e que vai estar no Porto com 30 Maratonistas
Este post era para ter sido feito há quase 3 semanas! Não o fiz logo e depois ...esqueci-me. Mas por ser o registo de uma prova em que, apesar do tempo de espera que exige, gosto de estar presente, venho tarde mas venho.
Estive na Ponte Vasco da Gama no passado dia 4 de Outubro. Tenho várias testemunhas que o podem confirmar, menos a que daria mais crédito (ou talvez não!) que era aparecer na classificação! É que esqueci-me de colocar o chip! Outra vez ?!?! dirão. Já me tinha acontecido em Mafra e agora voltei a cometer a mesma asneira. Paciência. Corri só com o dorsal mas apenas com o meu próprio controlo. Demorei 1,42 depois de atravessar um período crítico entre os 10 e os 15km . No Porto, no último Domingo, a coisa foi melhor, embora ainda aquém do que eu conto poder fazer, com 1,39,20 (menos 1’ que o tempo oficial). A diferença é que no Porto também corri só com o dorsal e... chegou para ser classificado. Essa é uma das grandes vantagens do Dag System que a RunPorto, em boa hora, adoptou, pondo de lado os "dois componentes" que apelam a uma maior... "concentração" ao equipar.
Estive na Ponte Vasco da Gama no passado dia 4 de Outubro. Tenho várias testemunhas que o podem confirmar, menos a que daria mais crédito (ou talvez não!) que era aparecer na classificação! É que esqueci-me de colocar o chip! Outra vez ?!?! dirão. Já me tinha acontecido em Mafra e agora voltei a cometer a mesma asneira. Paciência. Corri só com o dorsal mas apenas com o meu próprio controlo. Demorei 1,42 depois de atravessar um período crítico entre os 10 e os 15km . No Porto, no último Domingo, a coisa foi melhor, embora ainda aquém do que eu conto poder fazer, com 1,39,20 (menos 1’ que o tempo oficial). A diferença é que no Porto também corri só com o dorsal e... chegou para ser classificado. Essa é uma das grandes vantagens do Dag System que a RunPorto, em boa hora, adoptou, pondo de lado os "dois componentes" que apelam a uma maior... "concentração" ao equipar.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Corrida do Grande Lago

Ainda antes da 6ª Edição da Maratona do Porto tenho a Corrida do Grande Lago para fazer no próximo Domingo. Serão 25 km que se encaixam bem no âmbito da preparação para 8 de Novembro. Acho que existem por ali atractivos naturais irresistíveis. É mais uma das provas para se fazer desfrutando do ar, do percurso, da paisagem. Quem quiser que vá depressa, que eu quero "beber" a Corrida descansado .
terça-feira, 20 de outubro de 2009
3ª Meia Maratona Sportzone e II Meeting Blogger
A Corrida...
Parti lá de trás, juntamente com a maioria do pessoal dos “Cyber Runners”. Demorei apenas um minuto a passar pela linha do tempo e cedo apanhei o ritmo (até mais do que devia) até que por volta dos 5km, me passa o Paiva e me chama a atenção, pois ele ia para 1,35 e para mim, 1,40 era bem bom (representava menos 2’ que o tempo feito na Ponte Vasco da Gama, 15 dias antes!). Era mesmo de abrandar.
Todo aquele belo cenário fazia-me pensar que estava a correr a Maratona do Porto, afinal, com excepção da “ponta” do retorno na Afurada, todo ele vai ser percorrido no próximo dia 8, integrando metade da prova raínha .
Terminei com 1,39,40 (tempo líquido).
Gostei muito da Prova, o que não é de admirar, pois o padrão de qualidade das Provas da RunPorto já tem “pouca margem de progressão” naquilo que é humanamente possível. Questões de pormenor haverá sempre, mas não foram da responsabilidade da Organização e que nem me atrevo a referi-las.
Nota máxima para esta 3ª Meia Maratona Sportzone, que consegue juntar os “monstros” do atletismo mundial, com os modestíssimos corredores de pelotão, de forma a que ambos saiam da Prova com a sensação de que foram muito bem tratados.
Quanto aos resultados, já toda a gente sabe, mas vale a pena revê-los .
...e a Patuscada
Depois da banhoca (num ginásio "altamente") , não deu para apanhar o barco para a Afurada (parece que havia uma avaria ), pelo que fomos de carro até ao Patilhão, o restaurante designado. Sentados os comensais, o Miguel Paiva, fez a apresentação dos bloggers presentes, pois havia alguns que eu ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer pessoalmente. E foi com grande satisfação que alarguei o meu leque de conhecimentos. É espantoso como a net nos proporciona caminhos na comunicação impensáveis há uns anos atrás.
Oportuna foi a apresentação do livro do Vitor Dias “Correr por Prazer”, que estará disponível na Expo Maratona. Uma leitura que, obviamente, se recomenda, ou não fosse ele um estudioso dos muitos temas que compõem o nosso universo da Corrida.
Muito provavelmente, o III Meeting irá realizar-se na zona de Lisboa. Já se perfilam alguns candidatos, mas aceitam-se sugestões para que o nosso “comité” se pronuncie.
Finalmente, é da maior justiça, que deixe aqui um agradecimento especial aos nossos anfitriões, João Meixedo e Miguel Paiva, pelo trabalhão que tiveram para nos proporcionar este espectacular encontro na margem esquerda do Douro.
Parti lá de trás, juntamente com a maioria do pessoal dos “Cyber Runners”. Demorei apenas um minuto a passar pela linha do tempo e cedo apanhei o ritmo (até mais do que devia) até que por volta dos 5km, me passa o Paiva e me chama a atenção, pois ele ia para 1,35 e para mim, 1,40 era bem bom (representava menos 2’ que o tempo feito na Ponte Vasco da Gama, 15 dias antes!). Era mesmo de abrandar.
Todo aquele belo cenário fazia-me pensar que estava a correr a Maratona do Porto, afinal, com excepção da “ponta” do retorno na Afurada, todo ele vai ser percorrido no próximo dia 8, integrando metade da prova raínha .
Terminei com 1,39,40 (tempo líquido).
Gostei muito da Prova, o que não é de admirar, pois o padrão de qualidade das Provas da RunPorto já tem “pouca margem de progressão” naquilo que é humanamente possível. Questões de pormenor haverá sempre, mas não foram da responsabilidade da Organização e que nem me atrevo a referi-las.
Nota máxima para esta 3ª Meia Maratona Sportzone, que consegue juntar os “monstros” do atletismo mundial, com os modestíssimos corredores de pelotão, de forma a que ambos saiam da Prova com a sensação de que foram muito bem tratados.
Quanto aos resultados, já toda a gente sabe, mas vale a pena revê-los .
...e a Patuscada
Depois da banhoca (num ginásio "altamente") , não deu para apanhar o barco para a Afurada (parece que havia uma avaria ), pelo que fomos de carro até ao Patilhão, o restaurante designado. Sentados os comensais, o Miguel Paiva, fez a apresentação dos bloggers presentes, pois havia alguns que eu ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer pessoalmente. E foi com grande satisfação que alarguei o meu leque de conhecimentos. É espantoso como a net nos proporciona caminhos na comunicação impensáveis há uns anos atrás.
Oportuna foi a apresentação do livro do Vitor Dias “Correr por Prazer”, que estará disponível na Expo Maratona. Uma leitura que, obviamente, se recomenda, ou não fosse ele um estudioso dos muitos temas que compõem o nosso universo da Corrida.
Muito provavelmente, o III Meeting irá realizar-se na zona de Lisboa. Já se perfilam alguns candidatos, mas aceitam-se sugestões para que o nosso “comité” se pronuncie.
Finalmente, é da maior justiça, que deixe aqui um agradecimento especial aos nossos anfitriões, João Meixedo e Miguel Paiva, pelo trabalhão que tiveram para nos proporcionar este espectacular encontro na margem esquerda do Douro.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
3ª Meia Maratona Sportzone
Das grandes Organizações da RunPorto, já conhecia a Maratona, a Corrida de S. Silvestre, a Corrida do Dia do Pai, a Corrida das Festas da Cidade. Faltava-me a Meia Maratona Sportzone e este ano, aproveitando a excelente ideia de se associar à Prova o II Meeting Blogger, achei que era de aproveitar. “Sacrifiquei” Ovar ( com muita pena minha, mas as finanças “controlam” muito as deslocações) e lá me “alistei” no “exército dos cyber runners” para me estrear na Prova.
Claro que estou feliz pela opção que tomei. É que o Porto, para mim, graças à simpatia e hospitalidade da sua gente e ao número de amigos que ali fui criando (sempre em torno das coisas da Corrida) é uma cidade que cada vez mais admiro e onde muito gosto de estar.
Na véspera, fui até à Expo, para recolher o dorsal e conversar um bocadinho. Lá estava o João Meixedo no controlo das operações relativas à participação da “cyber equipa” assessorado pelo bem disposto e simpático Francisco, o melhor guarda-redes que o dragão vai ter dentro de uma dúzia de anos e o Miguel Paiva (os mentores do Meeting). Encontrei também o Hugo Loureiro, grande criador da imagem das iniciativas RunPorto, o António Almeida e as suas meninas, o Tiago Teixeira, o Soares Pinto.
Depois de um agradável passeio pela beira do Douro, nesta fantástica tarde de Sábado, foi o regresso ao Hotel e aguardar pelo dia seguinte.
Logo pela manhã, o grande Haile (chamemos-lhe só assim, pois “enrolo” a lingua toda quando quero dizer “Gabrselassie”), estava na recepção vendo e divertindo-se com imagens do Youtube que mostravam um militar etíope, falando com grande veemência para uma multidão, sentada no chão. Sem que eu percebesse patavina do que estaria a ser dito, o Haile desmanchava-se a rir com as afirmações e possível “destempero” no linguajar do “general” .
Esperei que terminasse e abordei-o :
-Haile, may y take a photo with you? – perguntei-lhe eu no meu inglês de trazer por casa (e que, mesmo assim, teve de ser “ensaiado” enquanto ele ria do filme!). E... pelo sim, pelo não, mostrei-lhe a máquina que, de imediato passei ao Elísio Rios, a quem já tinha “encomendado” o serviço.
-Shure! – respondeu ele, sorrindo e pondo-se a jeito.
Naquele momento, senti-me noutra galáxia, ao ver que o maior maratonista de todos os tempos estava ali comigo, permitindo que registasse esse momento. E, depois ainda me agradeceu ! Aquilo que me tinham dito dele, confirmou-se : extremamente simpático, que sabe sorrir para as pessoas, como se conhecesse toda a gente. Bravo.
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