domingo, 29 de novembro de 2009

O pregão


Dei comigo a pensar que, se a minha vida dependesse do meu jeito para as vendas, estava bem tramado.
Ontem, enquanto fazia o meu treino possível (com a Maratona de Lisboa no horizonte, daqui a uma semana) pus-me a pensar na forma como deveria “promover” as Melíadas e então, vários foram os slogans que me vieram à cabeça.
O primeiro foi o
“Bem vindos ao mundo encantado dos brinquedos...”
mas isso era ser “macaquinho de imitação” e já tenho “processos que me cheguem”.
Então, optei pelo “pregão” que, ainda que plagiado, já não está sujeito aos direitos registados por marcas poderosas. Tipo
“ Aproveitem a oportunidade! Amanhã já não há!” ou
“ Cá está o homem das Melíadas ! Não é por 50, nem 30 nem 20...mas apenas por 17 euros, não deixe de adquirir um exemplar desta extraordinária obra!” ou ainda:
“Vem aí o Natal! Ofereça um livro que ainda não foi visto em nenhuma livraria do Mundo!”
Depois, caí em mim e senti-me um “sem abrigo” lançado no mundo editorial e então, para condizer com tal “indigência” lembrei-me do apelo ao lado misericordioso das pessoas e outro slogan me surgiu :
“Auxiliai um pobre escriba... tenha a bondade!”

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Melíadas


O título é, talvez, descarado. Obviamente brincadeira. Mas a sua escolha pretende, ao mesmo tempo que fala de quem se "meteu" numa aventura em que se buscava "o incerto e incógnito perigo" que representava uma ultra-maratona ao longo de 43km de praia (em 2005 pensava-se que eram 45km), procura estabelecer um paralelo com algumas passagens da epopeia e levar os leitores a interessar-se por recordar a grandiosidade do "peito lusitano" que, há mais de 400 anos, nos foi genialmente narrada.
Nascidas, de forma avulsa, no forum do Mundo da Corrida (inicialmente no Atletas.net), as Melíadas foram surgindo de comentários que alimentavam o tópico que veio a revelar-se o mais participado do forum, ao longo de 4 anos. As reacções eram estimulantes e iam ditando a sequência.
Porém, nunca pensei que as estrofes pudessem vir a ser reunidas da forma que foram e, associadas a uma excelente selecção de fotos, vieram a constituir um conjunto que acabo por não saber se é um livro com fotografias ou se é um álbum com texto.
Serei suspeito para dizer que se tratou de uma boa simbiose. Já sei que haverá algumas estrofes mais conseguidas que outras, umas piadas que poderão não passar de graçolas de gosto duvidoso. Será o leitor que ajuizará de tudo isto. E eu cá estarei para ouvir as palmas ou os assobios. Eu e o Mundo da Corrida, que achou que era boa ideia fazer-se este trabalho.
No próximo dia 12 de Dezembro, no Auditório Municipal de Grândola, durante o IV Encontro do Mundo da Corrida, será feita a apresentação das "Melíadas" . O "Edil", que tão "massacrado" foi na "estória" cedeu-nos as instalações e apoiou esta publicação por entender que ela constitui um bom veículo de promoção da Ultra Maratona Atlântica (´tadinho do meu Raid!!!) e daquela extraordinária costa alentejana que vai de Melides a Tróia.
Àqueles que tiverem curiosidade de saber o que vem a ser "isto" ( agora é a abominável parte comercial ...) podem, por 17,00€ (ou 18,50€, se depois de 12 de Dezembro) comunicar o seu interesse neste verdadeiro "bestseller", que até é prefaciado pelo "Edil".
Fico, então, a contar convosco.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

6ª Maratona do Porto /35ª Meia M da Nazaré

ACB na Maratona do Porto

Na 35ª Meia da Nazaré


Quem me conhece sabe que eu me sinto bem é onde possa ouvir e falar (ou escrever) de Corrida. Este blogue tem esse princípio como razão principal da sua existência. No entanto, porque outro tipo de preocupações tem ocupado os meus dias, deixei passar duas grandes Provas sem fazer qualquer apontamento sobre elas:

A 6ª Maratona do Porto e a 35ª Meia Maratona da Nazaré.

Por razões diferentes, são das que maior significado têm para mim.

A Maratona do Porto, porque a acompanho desde a 1ª Edição e tenho sentido uma alegria imensa em constatar que o seu crescimento se alicerça em bases bastante sólidas e que fará dela a maior Maratona Portuguesa nos próximos dois anos, pois o seu percurso, numa paisagem espectacular com o Douro ora à esquerda ora à direita, como cenário de sonho e com uma Organização que tem vindo a dar provas de que sabe estar ao mais alto nível. Corri sem relógio (porque me esqueci) mas reparei que estando atento ao “relógio biológico” sem a pressão do “contador de minutos e segundos” me permitiu fazer uma corrida mais descontraída. Acabei por sentir a quebra na mesma (aos 33km), mas os 2 últimos quilómetros fi-los num ritmo bastante aceitável, tendo terminado abaixo das 3,29 o que não considero muito mau, mas o mais importante de tudo é que adorei participar nesta Maratona de que me honro ser totalista.

A Meia da Nazaré representa, para mim, uma visita ao “santuário” das Provas de Estrada. Muitas atingiram grande “pujança” mas hoje apenas existem na memória de quem as correu. Mas Nazaré mantém-se. Sem dar passos maiores do que a perna, sustentando-se no forte querer da sua gente e na fidelidade de muitas centenas de corredores que vêem esta Meia como eu vejo: lugar de visita anual obrigatória, num “ritual purificador”do entusiasmo pela Corrida. Uma Organização que mantém incutida nesta Prova uma aura que não se consegue bem explicar, mas que nos atrai, está de parabéns e merece o reconhecimento de todos os amantes da Corrida. A Prova que fiz (1,42 ou próximo disso) não é relevante. O que é relevante é que lá estive e retirei dela um enorme prazer, que me faz querer voltar.

Aproxima-se a Maratona de Lisboa (6 de Dezembro) e um Encontro Especial em Grândola (12 de Dezembro), de que falarei no meu próximo apontamento.

domingo, 1 de novembro de 2009

Um Brinde à RUNPORTO






Tudo começa
Quando o marasmo tropeça
Na ideia da corrida
Na ideia da corrida
Com o exercício,
Endorfinas, trazem vício
De correr todos os dias
De correr todos os dias
E o bem estar
Vai começando a alastrar
Em crescente movimento
Em crescente movimento
Nesta cidade
Seja qual for a idade
Há corrida em pensamento
Há corrida em pensamento.

Viva a RunPorto
De gente genial
Faz com o Desporto
Um novo Portugal
E aqui no Porto
Correr ou caminhar
Traz mais conforto
E quem andar torto
Vai-se endireitar

Na primavera
A “Mulher” já está a espera
Mas o “Pai” tem o seu dia
Mas o “Pai” tem o seu dia
Começa o Verão
E nas “Festas de S.João”
A Corrida é que é festeira
A Corrida é que é festeira
Mas quando outona
Vem a “Meia Maratona”
E a “Maratona Inteira”
E a “Maratona Inteira”
A” S.Silvestre”
Termina o ano pedestre
Numa Cidade com vida
Na Cidade da Corrida

Viva a RunPorto
De gente genial
Faz com o Desporto
Um novo Portugal
E aqui no Porto
Correr ou caminhar
Traz mais conforto
E quem andar torto
Vai-se endireitar

Tchim-Tchim !!!
Longa Vida à RunPorto

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

II Corrida das Terras do Grande Lago




Com o Joaquim Adelino, no final




Vim com o Zé Magro até aos 7km (foto C.Fonseca)



O dia começou…ainda era noite (g’anda trocadilho)! Não sabendo bem o caminho, tinha de ir cedo, pois o Joaquim Adelino estava à minha espera em Santa Iria da Azóia, às 5 da manhã.
Depois de chegarmos, demos uma volta pela vila (que ainda dormia) à procura do jardim que era a nossa referência e, quando demos por nós, já estávamos junto ao castelo “guardado” pelo D. Nuno Álvares Pereira montando o seu cavalo.
Precisávamos de comer qualquer coisa, mas o único café que estava aberto (que tivéssemos visto) era o da bomba da gasolina. Reconfortado o estômago, fomos até ao tal jardim, que, entretanto, já tínhamos descoberto.
Começámos aí a ver as primeiras movimentações de companheiros da corrida, já equipadinhos e despachados, que estavam à espera que um outro café abrisse para matarem o jejum.
Levantámos os dorsais e preparámo-nos para apanhar um dos autocarros que nos haveria de levar até ao lado nascente da Barragem,onde iria ser dada a partida.
Não andava bem dos intestinos, o que causava um desconforto enorme.
O tempo estava óptimo, embora prometesse que ia aquecer, quando foi dado o tiro da partida. Fazia-me uma certa pena ver que tão poucos atletas tivessem optado por esta prova. Na minha óptica, perdeu quem não esteve lá!
O Nuno Romão tomou a dianteira e foi ganhando avanço sem ninguém se aproximasse dele. Claro que isso lhe permitiu gerir a vantagem e chegou a Portel com grande avanço.

Gostei desta Prova, apesar do ondulado do percurso, com subidas intermináveis, seguidas de descidas menos “intermináveis”, pois a cota de Portel está mais elevada que a do Alqueva.

Talvez devido às minhas “aflições” não senti a liberdade na Corrida, que costumo sentir, pois o facto de correr numa estrada ladeada por rails e atrás destes, vedações com arame farpado, aumentavam a minha ansiedade ao antecipar a mais que certa “vontade de libertar conteúdos”. Fui procurando controlar o andamento, mas sempre com um olho na cerca, até que aos 12, mais coisa menos coisa, lá encontrei uma passagem secreta para o “alívio”.

Aos 20 paro no abastecimento, por algum tempo, tomando 2 isostar, banana e água. Sabia que podia ser “perigoso” mas tinha que arriscar. Acho que me fez bem, pois nos últimos 2 km, ganhei umas 6 posições, tendo chegado com 2,15,23 .

Quanto à apreciação que faço da Prova, é positiva : Boas condições para o acolhimento dos atletas; transporte para o local da partida; bons abastecimentos; Km marcados; um final com bastante espaço para descontrair; massagistas q.b. (talvez a prova com o maior “rácio” de massagista por atleta); não vi problemas com o trânsito; o almoço-convívio em que não pude estar presente mas que é muito importante, os fotodiplomas disponíveis em 48h.
De menos positivo talvez seja mesmo o percurso ao longo de uma via rápida, não que haja problemas com o trânsito (que é pouco e a estrada é larga) mas porque quando se fala em correr no Alentejo, interiorizamos que correremos na planície, num espaço amplo, com uma árvore aqui e ali e podemos ser surpreendidos por correr numa “pista vedada” que começa numa povoação e acaba noutra. Entre uma e outra, se não fosse o calor humano das e dos colaboradores dos abastecimentos, teríamos percorrido um deserto de asfalto, onde os únicos olhos que nos fitavam eram os dos agentes da GNR que estavam nos cruzamentos.
Por mim, pode a Prova continuar como está, que eu voltarei com todo o gosto, mas considero que aquela zona terá condições para que se tire melhor partido delas… e não deixará de ser Corrida nas Terras do Grande Lago.
Quero, por último, felicitar a Organização pelo excelente trabalho que fez e que bem merecia ter tido uma participação mais a condizer.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Meia Maratona da Ponte Vasco da Gama


A minha grande equipa da ACB, que estreou camisolas novas nesta Prova
... e que vai estar no Porto com 30 Maratonistas
Este post era para ter sido feito há quase 3 semanas! Não o fiz logo e depois ...esqueci-me. Mas por ser o registo de uma prova em que, apesar do tempo de espera que exige, gosto de estar presente, venho tarde mas venho.
Estive na Ponte Vasco da Gama no passado dia 4 de Outubro. Tenho várias testemunhas que o podem confirmar, menos a que daria mais crédito (ou talvez não!) que era aparecer na classificação! É que esqueci-me de colocar o chip! Outra vez ?!?! dirão. Já me tinha acontecido em Mafra e agora voltei a cometer a mesma asneira. Paciência. Corri só com o dorsal mas apenas com o meu próprio controlo. Demorei 1,42 depois de atravessar um período crítico entre os 10 e os 15km . No Porto, no último Domingo, a coisa foi melhor, embora ainda aquém do que eu conto poder fazer, com 1,39,20 (menos 1’ que o tempo oficial). A diferença é que no Porto também corri só com o dorsal e... chegou para ser classificado. Essa é uma das grandes vantagens do Dag System que a RunPorto, em boa hora, adoptou, pondo de lado os "dois componentes" que apelam a uma maior... "concentração" ao equipar.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Corrida do Grande Lago



Ainda antes da 6ª Edição da Maratona do Porto tenho a Corrida do Grande Lago para fazer no próximo Domingo. Serão 25 km que se encaixam bem no âmbito da preparação para 8 de Novembro. Acho que existem por ali atractivos naturais irresistíveis. É mais uma das provas para se fazer desfrutando do ar, do percurso, da paisagem. Quem quiser que vá depressa, que eu quero "beber" a Corrida descansado .