segunda-feira, 6 de junho de 2011

1ª Corrida de Santo António -Lisboa


Quem correu pôde ganhar
Um prémio de cheiro rico
A seguir fomos votar
Corremos com o manjerico.




sexta-feira, 3 de junho de 2011

Raide Pirata, no 10º Treino Lunar



Já os apanho...
No convívio, com o Vitor Veloso
(fotos de Paulo Pires e Luis Parro)

Esta coisa dos Treinos Lunares faz tempo que andava a mexer comigo e, quando estamos a um mês e meio do Raide, achei que não podia esperar mais e era chegada a altura de meter pés ao caminho até à Caparica, onde estava projectado um Raide-Nocturno Pirata de 30 Km, Costa-Lagoa-Costa.

Como não estava inscrito e eram quase 19h, ainda avisei a Organização (Luís Parro) que, se o trânsito ajudasse, estaria lá por volta das 20. Amavelmente dispuseram-se a aguardar pela minha chegada, mas logo que vi o congestionamento na ponte, perdi a esperança de chegar a horas e comuniquei para que partissem sem mim.

Estacionei junto do local da partida da Meia da Areia e, às 20,20 comecei a correr. Sem relógio, sem mochila, sem cinto… como se fosse fazer um treino de uma horita.

O sol ainda espertava e lá muito ao longe avistava o local do retorno. Até lá, muita areia tinha para pisar. Não estava nos planos alcançar os raiders que, pelas minhas contas, teriam saído meia hora antes, mas quando faço uma primeira avaliação da passada, fiquei com a sensação e que ia num bom ritmo. Comparo com as pegadas que via no chão. Em cada 8 passos ganhava 1! Eh lá!!! Escolho outra, mais esguia e faço novas medições: Em cada 5 perdia 1, eheh. Comecei então a ver que não era possível o grupo ir junto com tamanha diferença. O piso estava óptimo: lisinho, plano e compacto. Só as marcas deixadas pelos rodados dos tractores da faina pesqueira é que estragavam a regularidade do piso. À minha direita estava o mar, recuado pela maré que estava no seu ponto máximo; à minha esquerda uma duna habilmente esculpida pela natureza que só não registei por não ter máquina. Eram kms de uma espécie de estalactites/estalagmites encostadas à parede, onde a incidência da luz criava um efeito lindíssimo. Não conhecia aquilo, que ali está há milhares de anos e não longe de casa.

O sol ia caindo e eu não fazia ideia de quantos km tinha feito nem há quanto tempo corria. Mas sabia-me bem correr assim, livre. Cruzo-me com um companheiro que trazia dorsal, mas que terá feito a viragem muito antes do ponto combinado. Dali a um bom bocado, lá vinham mais dois, mas do grosso do pelotão nem sinais. Ia tomando pontos de referência à distância, mas a passagem desses pontos não me pareciam fazer aproximar da ponta que buscava. Esta era uma sensação igual à que mais nos toca no Raide: vamos cobrindo a distância e não nos vemos a aproximar da meta.

Às tantas, comecei a notar o piso mais inclinado, de areia mais solta e pensei em ir pela parte superior que era mais plana. Estava a aproximar-me da última grande curva. A noite já estava instalada. Apercebi-me disso porque ao longe via algumas luzinhas oscilantes a aproximar-se e convenci-me que seriam os mais velozes do grupo. Eu ia por cima e eles vinham por baixo, próxima da linha que era alcançada pela água. Cruzo-me com eles, cumprimento-os e continuo à espera de encontrar alguém conhecido e com um andamento mais próximo do meu, pois aquele seria para aguentar apenas 100m.

A areia, aqui era mesmo ao jeito de Melides. Afundava e o cansaço crescia. Lá vem outro grupo. Este trazia o Tiago e mais atrás vinham mais alguns. Pensei em virar, acompanhava o Tiago um bocadinho e ia esperando pelos outros. Afinal foi o Tiago que me acompanhou a mim, afrouxando e os outros…foram-se. Não o via desde Sevilha e ele contou-me das suas últimas aventuras : pouca coisa. Desde Fevereiro, “só” fez os 100Km de Mérida, os 101 de Ronda e o MIUT (Madeira Island Ultra Trail ), pelo que ainda estava a “desinflamar os músculos” e só tinha começado esta pirataria na Fonte da Telha.

Aproveitei-me da luz do seu frontal, pois já não se via bem o caminho e o luar não havia meios de aparecer (só depois é que vim a saber que estes treinos também eram na Lua Nova, como era o caso).

Junto a nós, com um bom andamento, aparecem o Nuno Alexandre e o Vítor Veloso e vou com eles enquanto o Tiago ficou na Fonte da Telha.

Atrás de nós …só o escuro da noite e à frente, a iluminação pública da Costa e um néon de um bar de praia que demorámos muito a chegar lá.

Quando dou por mim, vejo que tanto o Nuno como o Vítor, tinham ficado para trás, acusando algum desgaste (pudera!… os 2km de areia terrível que me terão faltado para chegar à Lagoa e outros 2 para cá, deixaram-lhes mossa) .

Comecei a notar o erro de não ter levado água, mas, entretanto, estava no ponto de partida. Eram 22,50, o que quer dizer que corri durante 2,30h. Grande treino.

Lá estava o Orlando Duarte rodeado dos que já tinham chegado e dos que tinham feito uma corrida mais moderada. Ofereceu-me coca-cola: gluca-gluca-gluca, ah!!! Não bebia coca-cola p’raí há 3 anos, quando circulou um e-mail a dizer que o formaldeído que entra na sua composição, dissolve o cálcio dos ossos e favorece a osteoporose. E como eu já andava queixoso, tinha que me acautelar (ainda que se tratasse daqueles boatos que se difundem). Obrigado Orlando. Soube-me pela vida.

A brisa que corria, sabia bem, mas o melhor era ir ao carro trocar de roupa. Quando regresso já mais alguns tinham chegado: Paulo Pires, Alex, o Melo, o Nuno…

Do Parro, não havia sinais e o tempo ia passando. Já lhe sendo conhecida a sua paixão pelas pescarias, não custaria adivinhar a causa do atraso. Lá aparece ele radiante, com a mochila cheia de cavalas que conseguiu junto dos pescadores desembarcados ao longo do areal por onde íamos passando.

Era chegado o momento da confraternização, da partilha petiscando alegremente daquilo que cada um levava. Cada um –vírgula – pois eu, com a pressa, nem tive tempo de preparar nada, mas não foi por isso que, meio envergonhadamente, deixei de provar dos vários sabores divinais que ali se apresentaram. Obrigado amigos. Para a próxima levo uns croquetezinhos à maneira (que é das poucas coisas que sei fazer (e é a copiar pela receita !…) e umas bejecas, para me redimir .

Até houve lugar ao bolo comemorativo e a champanhe!

Foi um treino daqueles que ficam registados a letras de ouro no nosso diário.

Mesmo sem ter tido a possibilidade de entrar no grupo desde o início, gostei mesmo muito de ter participado e fico com uma vontade enorme de repetir.


Parabéns ao Paulo Pires e Luís Parro por esta excelente “pirataria lunar”.








sábado, 28 de maio de 2011

O eclipse dos seguidores


Estava todo contente com os meus 120 seguidores que, orgulhosamente exibia na minha barra lateral, e que era sinal de que, pelo menos nalgum momento, o “cidadão” despertou o interesse ou a bondade de mais de uma centena de amigos.

Há uns dias, porém, sem que eu tivesse percebido porquê, “desapareceram” do sítio onde estavam! Todos!

Fui ver a informação: “você tem 121 seguidores!” - Cadê eles? pergunto.

Fui ver melhor: “O seu blogue pode ter 100 seguidores!”

Ou seja: já tinha ultrapassado a tolerância em 20 e quando entrou o 21º …terá sido a gota de água e “eclipsaram-se” todos.

E agora? - Pergunto eu, do alto da minha ignorância.

Haverá alguma forma de recuperá-los? E porquê este "tecto" de 100?

sábado, 21 de maio de 2011

Meias... hesitações


Queria eu estar nos Palácios
Onde faz tempo não vou
E queria estar lá no Douro
Que o mundo maravilhou…
(Relevada está a cena
que tantos desidratou).
Queria correr em ambas
Mas a decisão tardou
E quando fui reparar
O raio do prazo expirou.


Sem "bilhete" validado
Para correr legalmente
Vejo o caso mal parado
E acho que estou condenado
A um domingo deprimente.


Poderia, em escapadela,
Dar um salto à palaciana
Mas sem dorsal na farpela,
Depois da grande novela
É coisa quase profana.


Ainda pensei: “- se eu levar
De casa água fresquinha!?
Para ninguém me acusar
De andar por lá a gastar
A água que não é minha!


-Hum..Se calhar…é melhor não!
Correrei num qualquer canto
E não cometo infracção,
Pois sem ter pago inscrição
Farei o papel de “santo”.


 

terça-feira, 17 de maio de 2011

3ª Meia Maratona na Areia


Quero começar por felicitar a Organização pelo excelente trabalho realizado, apesar das dificuldades criadas pelo vento. Muitos Parabéns, pois o que possa ter corrido menos bem – refiro-me à ventania e à dificuldade de progressão nos km próximos do retorno - não é da responsabilidade da Organização.

O filme do Jorge Serrazina é um excelente documentário deste grande evento, que teve, à chegada, mais de 350 atletas.

Já foi dito - e eu reforço – que o que torna esta prova especial é a imprevisibilidade das condições. De que servirá, antecipar ou atrasar 30 minutos, ou estar atento às previsões meteorológicas ou à amplitude das marés? Tudo isso será falível e só na hora poderemos “ajuizar” se tivemos a sorte de encontrar um “tapete” ou um “amassador” como superfície de corrida.

Esta prova – e basta sermos um bocadinho observadores – tem uma logística complicada e, por mais que seja o empenho do pessoal da Organização e dos voluntários (que foi notório), torna-se imprescindível a colaboração dos atletas, não no sentido de terem que ajudar a Organização, mas simplesmente, não complicando o seu trabalho (!!!). Com o vento que estava, as garrafas vazias eram arrastadas para a água, tornando difícil a sua recolha. Nada custaria levar a garrafa na mão até conseguir depositá-la em segurança. É uma questão de consciência e de sentido ecológico, mas devemos todos pensar que, comportamentos “javardolas” podem fazer perigar futuras autorizações.

Quanto àqueles que se vangloriam por terem ludibriado a Organização, participando sem “comparticipar” são de lamentar e merecedores de fortes reparos. Não dignificam as provas a que ninguém os obriga a ir. Se acham cara a inscrição, se acham que é cedo ou tarde de mais, que correr na areia é muito difícil…o que é que lá vão fazer? Não deixa também de ser uma inconsciência correr com dorsal trocado, principalmente se se corre para os lugares premiados. O trabalho suplementar que é dado à Organização é gigantesco, se se pretender que os resultados reflictam a verdade desportiva. Para além do trabalho, acarreta um indesejável atraso na sua publicação.

Infelizmente, há ainda no pelotão, quem tenha um longo caminho a percorrer, para saber estar na Corrida.

Por último, tenho alguns amigos na simpática equipa dos Run4Fun e fiquei surpreendido pelo que li ao ver que o nome desta equipa (cujos nobres princípios já foram referidos e constam do respectivo Blogue) é arrastado pelo comportamento infeliz de um dos seus elementos, que deveria ser objecto de uma medida disciplinar e de reflexão interna ao invés de surgir na praça pública por tristes razões.

Quanto à minha prova - aqui estão os resultados -, escapei às 2h: fiz 1,59,30, mais 17minutos que no ano passado, mas considero que correu bem na mesma. 3 edições, 3 presenças! Sinto-me com sorte por ter tido essa possibilidade. Venha a próxima.

Ao pessoal de O Mundo da Corrida, a quem não falta “o saber de experiência feito”, um grande abraço.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Luto na Maratona

Samuel Wanjiru :1986-2011
Ia eu para escrever algumas linhas sobre a III Edição da Meia Maratona na Areia, que ontem se realizou na Costa da Caparica, quando vejo na minha barra lateral que, quer o Carlos Castro, quer o João Lima, quer ainda o Rodrigo Silva (e vejo agora, Jorge Branco) traziam à estampa a surpreendente e trágica notícia da morte de Samuel Wanjiru! Perante isto, deixarei para mais tarde aquele propósito, pois este caso deixou-me verdadeiramente estupefacto.


É que o Samuel Wanjiru – a que me referi num texto que aqui trouxe em Agosto de 2008 (e publicado na Revista Spiridon) - era o meu ídolo da actualidade, quando apenas com 18 anos bateu o record mundial da Meia Maratona, o que, qual Galileu Galilei, veio provar o contrário da “verdade” instituída no nosso Pais, onde os juniores não podem correr a Meia Maratona.

O Samuel morreu. Fica assim interrompida, abruptamente e de forma irreparável, a carreira do atleta que, retirou o record olímpico a Carlos Lopes que durou 24 anos. Tantos quantos tinha o Samuel no fatídico dia de ontem.

A Maratona está de luto.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

30ª Corrida do 1º de Maio

O dia em que “ia apanhando porrada…”

Um sprint "maluco" com o meu colega F.Celestino

...e as "consequências"

Lá estive na celebração do 1º de Maio, com a opção da Corrida. Era a 30ª edição e esta é daquelas que faz parte do meu calendário de uma forma regular. 15Km, distância desta vez, devidamente aferida, com partida e chegada no interior do Estádio 1º de Maio, passando pelas principais artérias da capital, com metade do percurso a descer e a outra metade a subir.

Tudo ia bem. Numa passada mais ou menos controlada, sabia que tinha de guardar alguma reserva para subir a tenebrosa Almirante Reis.

Já na Av.da Igreja, a pouco mais de 1Km da meta, vejo lá à frente, um colega de equipa e reparo que, mesmo sem forçar, lhe vou ganhando terreno. Entramos na 1º de Janeiro e logo a seguir no Estádio. Continuava a ganhar-lhe terreno e vi que era o Fernando Celestino. Ao entrar na última curva da pista, estava ele a uns 20m, pensei:- “Bom… vou apressar para ver se chego junto com ele para a rubrica da nossa equipa, “De mão dada com…” onde se coleccionam imagens de chegada conjuntas. Rapidamente o apanhei e dei-lhe um incentivo. Ele reagiu e sprintou. Eu não quis ficar a trás, prolonguei o “forcing” e ultrapassámos um outro atleta, ele pela direita e eu pela esquerda. Sem querer, e já em cima da meta, dei um toque tangencial a este atleta que acabara de ultrapassar, que o irritou, mais pelo susto que pelo desequilíbrio.

Como era minha obrigação, pedi mil desculpas a este atleta:-“ ganhe lá isto à vontade, homem! Não é preciso é andar a empurrar os outros!”, disse-me ele.

-Tem toda a razão, meu amigo, mas isto foi apenas uma brincadeira entre mim e o meu colega, mas volto a pedir-lhe desculpa.

- Se é isso, peça uma pista só para vocês, pá !

A conversa acabou ali, pois se a ele faltava fair play, não lhe faltava a razão. E eu também já não podia fazer mais nada.
Com isto até me esqueci de ver o tempo real, mas como “bem mandado” que sou, deixo a promessa de que só voltarei a sprintar, quando tiver uma pista só p’ra mim.

Ora eu… que até nem sou de me meter em caldinhos…

Estás a ver no que é que deu a brincadeira, Celestino? Não te apanhei, mas ia "apanhando",eheh.