quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O Cartaz


Às Rampas,
Às Rampas,
Trinta e Cinco já cá cantam!
Às Rampas,
Às Rampas
E ainda há os que se espantam...
Mas o melhor é experimentar !

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A nossa Bandeira

Fotos colocadas pelo Orlando Duarte no forum O Mundo da Corrida

Obrigado Carlos Sá, por teres exibido orgulho pátrio em vez de mágoa, mas...

…O favor com que mais se acende o engenho
Não to dá a Pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e da rudeza
De uma austera apagada e vil tristeza.

(In Os Lusíadas C.X) ... sempre actual




terça-feira, 30 de agosto de 2011

É "galo"

Vir aqui dizer que Barcelos tem galo, é fazer figura de parvo porque não há, neste País, quem o não saiba.


Mas se disser que, depois desta grande aventura que foi o Monte Branco - o top do ultratrail mundial - Barcelos tem dois homens no top-20 desta grande Prova (Carlos Sá -5º e João Gonçalves-20º) já constitui novidade para muita gente. Gente que gostaria de saber que os portugueses são capazes de proezas que apenas estão ao alcance de muito poucos. Uma prova com mais de 2000 à partida e mais de 50% deles se vêem obrigados a abandonar, dá bem a ideia da dificuldade de tão grande empresa. Mas infelizmente, nada se disse nos órgãos de comunicação generalistas, capazes de fazes chegar a notícia às massas. Nem dos 7 portugueses que a concluíram ( e que grande vitória isso constitui!) nem dos 2 notáveis de Barcelos que acima referi.

Não fosse o nosso amigo Orlando Duarte, ter estado atento, na Net, ao desenrolar da Prova e ir comentando no Mundo da Corrida, o conhecimento ficaria restrito a um número muito limitado de pessoas, na razão inversa da sua importância. Pena é que a sua “emissão” não tenha sido suficientemente captada por quem pudesse amplificá-la.

Por isso e pela forma como foi tratado o assunto em termos mediáticos, se disser agora que Barcelos tem “galo” , já virá a propósito, mas o Trail, em Portugal, também o tem.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O saco da discórdia

Tenho para mim – e, se calhar, erradamente – que o valor da taxa de inscrição numa prova se destina a assegurar o direito de participar e, assim, habilitar-se aos prémios em disputa, consoante o desempenho de cada um. Há prémios escalonados para os que melhor se classificarem e há também os chamados prémios de participação, que são para todos.


Bem sei que as grandes provas dão o chamado kit do corredor no acto do levantamento do dorsal, isto é, o corredor recebe logo aquilo que lhe está destinado independentemente de correr ou de terminar ou não a prova. Bastou inscrever-se. A Organização entendeu que isso seria o bastante.

Talvez contrariando a corrente dominante, acho que isto está mal.

Está mal porque o que o atleta paga é o direito de participar na prova. Não está a comprar os prémios, cujo valor é – no meu entendimento - indissociável da conclusão da prova. Poderá haver quem diga que isso não são prémios, são apenas símbolos da prova. Sim… mas isso implicará que haja outras coisas (prémios?) à chegada.

Mas se a Organização não for dessas que podem oferecer muitas coisas, terá ou não o direito de escolher o momento que entender mais adequado para entregar aquilo que conseguiu ?

É que existem corredores que não distinguem o poderio financeiro de grandes Organizações, da pacatez de meios de pequenas Organizações e então, mesmo tendo desistido da prova, criam embaraços, exigindo aos colaboradores aquilo que estava destinado apenas aos que finalizassem.

-“Paguei a inscrição, tenho direito ao saco!” – e dali, da zona de chegada, não arredam pé enquanto não for satisfeita a exigência.

Há quem perceba este ponto de vista, mas a mim… custa-me a encaixar.

E tudo isto por causa da moda (que já é antiga, bem sei) de dar o saco com o dorsal.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cinquenta

Durante (e após) o UTNLO realizado no passado dia 13, houve alguém que me “pôs” a fazer contas sobre o número de maratonas e ultramaratonas que eu tinha no meu curriculum. Consultei um quadro que tinha feito há uns 3 anos e tratei de o actualizar. Sabia que, em termos de maratonas já tinha passado das 40, mas ao juntar as ultras, dou com o bonito número de 50(!). Estão todas aí.
Agora não pensem é que eu já aprendi a correr uma maratona como ela deve ser corrida, não só pelos segredos da distância, mas também por “problemas de aprendizagem” do corredor.

 
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Viagem à 8ª Maratona do Porto

Um dos dois autocarros que nos transportaram em 2010
Mais uma vez a Organização da Maratona do Porto irá colocar à disposição dos maratonistas da zona sul, transporte de ida e volta em autocarro, ao preço simbólico de 10 €, como aliás, tem sucedido nos últimos anos. Trata-se de uma medida que se aplaude e cuja importância é reconhecida por todos, revelando que a Organização não se preocupa “apenas” com a Prova, mas também com aqueles que poderão ter alguma dificuldade na deslocação.

Convido todos aqueles que querem tomar contacto com uma Maratona de grande gabarito, (que foi crescendo e, em 7 edições se transformou na melhor e mais participada de Portugal), que aproveitem a oportunidade e testemunhem tudo o que faz da Maratona do Porto a que melhor qualidade apresenta, onde cada pormenor é pensado em favor da satisfação do atleta, que sente toda uma envolvência simpática e familiar.

As reservas podem ser feitas em http://mariasemfrionemcasa.blogspot.com/ e convém que sejam feitas com a maior brevidade possível. Eu vou já tratar disso.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

UTNLO - Foi "canja"


Ele tinha acabado a sua esforçada prova e entra, triunfante, no terreiro da chegada. A sua satisfação era grande, pois tinha conseguido concluir aquilo a que se tinha proposto. Queria comer de tudo o que estava em cima da mesa… mas primeiro  teria que acalmar aquele frenesim que sentia no bucho. Acalmou e vai direitinho ao caldeirão da canja que fumegava de quentinha, num saboroso contraste com o frio da roupa molhada. Pediu só meia tigela, ainda pouco confiante no sucesso de tão apetecida refeição. Delícia! Foi pedir mais e foi sentar-se calmamente no murete de pedra, apreciando o agradável sabor de cada colherada. Terminou e continuou sentado ali no mesmo sítio, refazendo mentalmente algumas passagens desta aventura. Notou que a nitidez das coisas lhe fugia, mas não se assustou, pois seria mais um episódio fugaz justificado pelo esforço. Mas desta vez, estava a demorar a passar. Fechou os olhos, para mostrar que tinha tudo sob controlo, mas só voltou a abri-los quando foi acordado por gente amiga. Foi então que viu que estava deitado no chão! Achou estranho, mas levantou-se com uma enorme sensação de bem estar, como se tivesse acabado de dormir uma boa soneca. Mas viu logo que tinha causado a preocupação de quem o rodeava e, sem querer, estava a ser protagonista de outro “espectáculo”. Pelo seu pé, é conduzido para um local onde o acomodassem melhor, deitando-o e cobrindo-o com uma manta, com as pernas mais altas que a cabeça, para que a gravidade favorecesse um maior afluxo de sangue à “cabeça com pouco juízo”! E aí esteve alguns minutos a recuperar. Troca a camisola molhada por uma seca, toma um chá quentinho, agradece os cuidados, despede-se e vai embora.

Começou a sentir saudades logo que saiu do castelo .

Vá-se lá explicar estas coisas!