quinta-feira, 15 de setembro de 2011

"Estórias" da 35ª MMSJL - IV


Em 2010, a faixa funcionou (aqui com Helena Sampaio)

... até o "Joel" teve direito a faixa


Em 2011 Anabela Tavares (e Carlos Silva) "deram" com a faixa dobradinha na base do pilar à sua esquerda...
As nossas desculpas.
A Faixa

Desde que temos o pórtico, temos tido também a correspondente faixa de chegada para ser cortada pelo primeiro homem e pela primeira mulher.


Mas, por azar (para não dizer “descuido”) quase sempre, quando ela é precisa, andamos, numa lufa-lufa à procura dela para que alguém, no momento próprio, a estenda junto à meta, para que o vencedor e a vencedora, a possam levar à frente do peito, enquanto os seus braços dão largas à alegria da vitória.


Isso, desta vez, não havia de acontecer. A faixa andou sempre a acompanhar o pórtico e ficou apoiada junto a um dos pilares, à espera dos dois principais momentos de glória, que simbolizariam todos os 421 momentos idênticos.

E tão à vontade ficámos, em relação à questão, que chega o 1º e a 1ª e ninguém se lembrou de a utilizar !!!!

Quando já era tarde de mais é que o meu filho me disse :

-Então, ninguém pôs a faixa?

-Ooops. – Custou-me ter de “engolir” , pois esta era das poucas vezes em que sabíamos onde é que ela estava.











“Estórias” da 35ª MMSJL (III)


O Pórtico

É pequena a “portinhola”, mas pesa que se farta. Como é instalada no local onde passam os atletas em pelotão compacto, cerca de 100 metros após a partida, só pode ser montada depois de todos os atletas deixarem S. João das Lampas, rumo à sequência de descidas, subidas e curvas ao longo de mais 20 Km que estão ainda por fazer.

A “portinhola” lá estava recuada para não impedir a passagem dos atletas, mas preparada e já apoiada numa máquina que a deveria colocar no sítio indicado. Quando pudesse ser.

A minha função era andar por ali, sem fazer nada, a ver o que poderia estar em falta.

-Eh pá! Quem é que vai buscar as melancias!? – ouvi eu.

-Vou já tratar disso – respondi .

Agarro numa carrinha e lá vou eu à Sociedade, buscar os alguidares e tabuleiros, já preparados para a trazer para a grande tenda amarela da Câmara Municipal de Sintra.

Ao passar pela meta, fazem-me sinal, apontando para o pulso, que estava na hora de se montar o pórtico, pois havia ainda que lhe aplicar o cronómetro e era preciso testá-lo. E isso demoraria algum tempo.

-OK. Já trato disso - respondi também.

Descarregada a melancia (e os primeiros atletas da mini, não lhe chegaram a ver a cor, mas ela estava ali à descrição) procuro o Luís ou o Rogério, que eram os únicos que sabiam operar com a máquina. Que é deles? Tinham ido para os abastecimentos como é costume, esquecendo-se por completo que as pessoas que em anos anteriores cumpriam essa função, este ano não estavam. E agora? Perguntava a toda a gente se sabia trabalhar com a máquina e todos diziam que não. Já só faltava usar a aparelhagem sonora, mas isso daria muita bandeira. E o tempo a passar…

Ali perto, o Tomé viu passar o Almêda, um amigo nosso que trabalhou numa oficina de reparações daquelas máquinas e ele, ao ser abordado, respondeu prontamente que sim, pelo que o caso ficaria resolvido.

O problema é que o Almêda, àquela hora já devia de ter emborcado meia dúzia de wiskis , o que se notou logo que a máquina se começou a movimentar. Cigarrinho ao canto da boca e com os olhos semi-cerrados para se protegerem da fumaça, lá vai conduzindo a máquina carregando o pórtico para a meta.

-Oh “Almêda”, mais para a esquerda! É muuuuito!, mais um bocadinho para a direita! Nããão!~Páaaaaara.Vá, recua mais um bocadinho! Tá bom! Levanta agora só um bocadinho. Chega,cheega,cheeeega! Deixa-te estar quieto – dizia-lhe o Tó Zé.

Enquanto o Tomé e o Samuel tratavam de fixar o relógio à estrutura, o “Almêda” já estava quase a dormir, com as mãos nos manípulos da máquina, à espera de novas ordens mas eles preferiam fazer mais um esforço de alongamento do corpo para executar a tarefa, do que pedir ao Almêda para ajustar melhor a máquina.

Estava a chegar a hora e fui buscar um escadote porque a máquina tinha que sair dali.

Só mais uns segundos, dizia o Samuel que estava a acertar o cronómetro.

Vou então arrumar o escadote e o Almêda lá foi pôr a máquina onde a tinha ido buscar.

Logo a seguir estendeu-se a passadeira e colocaram-se os vasos lateralmente, para permitir aos atletas terminarem a prova com alguma dignidade. Alívio.

Cinco minutos depois, aproximava-se o carro da polícia. Vinha aí o primeiro.



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

"Estórias" da 35ª MMSJL - II

O Balde

É aqui que pára o Pára-Que-Não-Pára. Molha a cara e depois... "dispara"
 Tenho um amigo que não se calava, sempre que vinha à baila a Meia de S. João das Lampas. E dizia-me :


-Olha que eu, nestas edições todas que já houve, só terei faltado umas 4 ou 5 e sempre que lá vou, tenho que parar naquela fonte, aos 11,5Km e tomar uma banhoca, enchendo o chapéu de água para despejar pela cabeça abaixo. Ve lá se desta vez pões lá um balde!”

Receando que não fosse suficiente usar apenas a palavra, não tem mais nada, vai para o blogue e puxa para o corpo do texto, o mesmo tema, dizendo que já tinha combinado comigo, coiso e tal.

Nos blogues dos amigos, lá vinha o comentário dele, falando no balde!

Chegou o dia e pensei :- “se com o reboliço da preparação da prova, me esqueço de lá ir pôr o balde, estou feito!”

Vai daí, fui comprar um balde ( 1,22€!) , apliquei-lhe o logo da prova, enchi-o até meio, para não voar com o vento, fui lá pô-lo ainda antes do meio dia e tratei de o fotografar, (não fosse ele desaparecer e assim, ficava com o testemunho).

Parece que o balde ainda lá estava quando ele lá passou. Agora, sei que já "voou".

Não sei se mais alguém o usou, mas para a próxima, vou também pôr um balde na Fonte das Parreiras, em Odrinhas, exactamente ao Km 9. Talvez a moda pegue e, em vez dos abastecimentos oficiais (e dos chuveiros, que às vezes falham) passe a haver também os baldes oficiais da prova. Pelo menos 4 dá para pôr.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"Estórias" da 35ª MMSJL - I



Assim não, campeão!

Há “cenas que lixam” !
Quem fez a prova teve a oportunidade de verificar que os abastecimentos aos atletas eram feitos por gente jovem (que se prontificou a dar a sua colaboração em pontos estratégicos) em contraste com a provecta idade desta Meia Maratona.

É nessa gente que vemos a esperança da sua continuação e, como tal, devemos estimar essa juventude, fazendo com que sintam a importância desta Prova e dando sempre o seu melhor para que a sua qualidade não se perca. Esse é o dever da Organização, mas pensamos que seja também um dever dos atletas.

Mas surgem situações em que “os putos ficam lixados” e perdem muito do entusiasmo com que deveriam estar sempre animados. Vejamos esta :

No abastecimento dos 10Km, aproximava-se o primeiro atleta. Há logo um miúdo que diz : -“ Olha! Vem à frente um sportinguista. Este é cá dos meus. Deixem que eu dou-lhe a água!”.

Vai abrindo a garrafa, pensando facilitar a vida ao atleta e, solícito, oferece-lha.

-Está aberta, não quero! – foi a resposta.

OK, falta de higiene – terá pensado o miúdo, consciente de que podia ter-se precipitado.

Uns metros à frente, o atleta recebe uma garrafa fechada, abre-a e … deita-a pela cabeça abaixo, para se refrescar!!!

Olharam uns para os outros, franziram a testa e viram que a figura de um ídolo pode ser apenas uma aparência.

Estarei a ser indelicado ao contar esta passagem, mas entendo que os atletas (e os campeões têm ainda mais responsabilidade nisso) devem mostrar reconhecimento pelo trabalho voluntário de quem está ali para servi-los, com um sorriso. Por isso, acho que fiz o que devia.



domingo, 11 de setembro de 2011

35ª MEIA MARATONA DE S.JOÃO DAS LAMPAS

Carlos Silva (ao sprint com a "Safaneta")...


e Anabela Tavares
(ambos se estrearam a vencer) PARABÉNS A ELES E A TODOS OS OUTROS 
 Concluída que está a 35ª Meia Maratona de S. João das Lampas, podemos dizer que nos sentimos satisfeitos com os resultados obtidos, quer pelo número de participantes que continua a subir (com mais 10% que em 2010) atingindo os 421 a cortar a meta, quer ainda pela forma como a Prova se desenrolou.


Foram muitos os que vieram pela primeira vez, como é o caso dos vencedores Carlos Silva e Anabela Tavares que, embora reconhecendo a dureza do percurso, gostaram de correr esta Meia Maratona.

No final, foram muitos os elogios recebidos o que nos deixa com a sensação de missão cumprida. Queremos deixar aqui uma palavra de gratidão para com todos aqueles que contribuíram para mais este sucesso: atletas, população, entidades apoiantes, Bombeiros de Sintra e forças de segurança, nomeadamente a GNR que, numa atitude corajosa, impediu a entrada de viaturas no percurso, destinando-o apenas aos atletas.

Assim sendo, contamos com todos em 2012, com a promessa de que continuaremos a fazer o melhor que pudermos e que sabemos, para merecer a vossa visita.

Bem hajam.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O Cartaz


Às Rampas,
Às Rampas,
Trinta e Cinco já cá cantam!
Às Rampas,
Às Rampas
E ainda há os que se espantam...
Mas o melhor é experimentar !

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A nossa Bandeira

Fotos colocadas pelo Orlando Duarte no forum O Mundo da Corrida

Obrigado Carlos Sá, por teres exibido orgulho pátrio em vez de mágoa, mas...

…O favor com que mais se acende o engenho
Não to dá a Pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e da rudeza
De uma austera apagada e vil tristeza.

(In Os Lusíadas C.X) ... sempre actual