terça-feira, 7 de março de 2017

domingo, 5 de março de 2017

Prova nº 4 - I Terrugem Trail


Na Aldeia de Broas


A caminho dos Moinhos do Lima

Apenas na 6ª Feira, com a especial deferência da Organização, me decidi a participar nesta 1ª Edição do Terrugem Trail, afinal, uma organização vizinha do Trilho das Lampas, que põe a descoberto uma grande fatia do território a sudeste  do TL. Optei pelos 25 Km (que afinal viriam a ser 27), pois havia também um trilho curto de 10 Km.
Partida dada, às 9h e rapidamente nos embrenhámos nos caminhos cheios de poças de água da intensa chuva das vésperas. Mas isso já seria de esperar, mas tinha como contrapartida, as ribeiras cheias, e o som agradável da água a correr, enquanto também nós corríamos nas margens. Volta e meia, atravessávamos em pontes de madeira, de cimento e até, a vau,  com a água acima do joelho e com corrente forte, beneficiando nós da ajuda de uma corda para melhor garantir o equilíbrio. (Video aqui, com a minha travessia aos 4 minutos).
Para "chatear" havia subidas íngremes que, mesmo a passo, custavam a fazer. A 1ª delas conduzia-nos à afamada aldeia em ruínas de Broas (aqui para nós, só la vi as ruínas de uma casa com os respectivos anexos. Mas se dizem que é aldeia, é porque haverá por lá outras casas mais escondidas e que não vi). Adiante. Descida para Almorquim, entrada na localidade pelo asfalto e saída, novamente por caminhos velhos, até às imediações dos Moinhos do Lima, que contornámos, na direcção de Carvalhal. Vinha um colega em sentido contrário. Não tinha visto a divisão dos 10 Km (colocada por volta dos 5Km e só agora, com perto de 14, é que se apercebeu. Ainda o tentámos convencer a seguir em frente, pois teria de percorrer muito menos, mas o rapaz estava decidido. Não lhe gabo a sorte de fazer mais do que 25, quando apenas queria fazer 10. Mas ele ia bem disposto e isso é que interessava.
A atmosfera por volta desta altura, começava a vir impregnada de umas "fragrâncias" bovinas e vi logo que deveríamos andar perto da vacaria do Carvalhal. (Aí estamos quites, amigos da Terrugem, que no Trilho das Lampas, também temos de passar perto de uma suinicultura, cujo "smell" não fica nada atrás deste).
Aldeia do Funchal onde havia o 2º abastecimento. Novamente planalto dos Moinhos, passagem à Quinta dos Bons Cheiros (turismo Rural), entrada no asfalto e viragem para a zona de Faião. Placa a dizer que faltavam 10Km. Entrámos numa zona "remexida" de fresco, com as obras de saneamento dos SMAS, que deixou a passagem numa espécie de mousse. Novamente, descida em serpentina, até ao rio e agora, contra a corrente. Esperava-nos  uma subida tramada, até Alcolombal. Não me pareceu tão grande quanto a outra, mas para quem já estava com mais de 23Km, era obra. Chegado à aldeia pensei: "estou em casa. Agora falta pouco para a meta e é tudo asfalto". Afinal não. Tínhamos ainda de fazer um arco em caminho velho. Desmoralizei quando vejo uma placa a dizer que faltava 1km ! Ainda 1Km ? Mais um bocadinho a passo e ...lá recuperei a corrida, para chegar à meta a correr.
3,20,01 . Fiquei em 70º dos 100 e qualquer coisa que terminaram. Resultados completos aqui.
Agora, o que dizer sobre a Prova?
-Preço de inscrição acessível;
-Percurso bem sinalizado com fita e placas amarelas cravadas no chão, informando da aproximação de estrada ou de perigo e com setas para indicar o sentido da prova. (Pena faltar uma seta destas por volta dos 17Km, quando se deixava o estradão para entrar num terreno privado, mas temos de reconhecer a falta de atenção, que nos levou a fazer uns metros a mais, mas isso também faz parte, basta lembrar o João Oliveira que, na Transpirineia (860Km) fez 30 Km enganado, eheh);
-Bons abastecimentos;
-Sistema de apresentação dos resultados bom, mas, a menos que eu ainda não tenha visto bem, não permite a obtenção do diploma;
- Mecanismo "anti-batota" - Vale o facto do pessoal dos trilhos não ter tradição de enganar as organizações, porque locais havia em que seria muito fácil atalhar, encurtando uns km, principalmente para os da zona. Caso a próxima edição repita o percurso, seria prudente evitar o "chico-espertismo" que anda sempre "de nariz no ar" à espera de oportunidade.
Em suma, estamos perante uma 1ª edição que se pode considerar, de sucesso, estando a Organização da ABIT, de parabéns, demonstrando que a malta das bicicletas está perfeitamente apta a lidar com os pedestres. Venha a 2ª Edição.




quarta-feira, 1 de março de 2017

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Um "cidadão" com 9 anos



Só para que fique registado, o Cidadão de Corrida completa hoje 9 anos. Apesar de nem sempre "estar ligado", vai aguentando a luta contra outros meios de comunicação mais rápidos. Mas muitas das vezes, acabo por utilizar esses "outros meios" para vos  chamar para aqui. Sei que não é muito correcto mas, de outra forma, muitos já se teriam esquecido do pobre cidadão. 9 anos! Festejei (sem me lembrar) na Meia Maratona de Cascais e agora vou beber um copo à vossa saúde. Tchim-tchim.

Prova nº 3 - 1ª Montepio Meia Maratona de Cascais




Com o Luis Miguel à chegada (foto Nuno S. Marques)










Ela estava lá em Cascais. Ninguém a viu, mas sentiu-se a sua forte presença e todos a aplaudiram. Todos mostraram o enorme respeito que tinham por ela.
A enorme mole humana que se posicionava para percorrer os 21,197 metros da Montepio Meia Maratona de Cascais aguardava pelo tiro da partida, quando se ouve o locutor de serviço pronunciar o seu nome, numa breve homenagem à sua figura e ao que ela representava para a Corrida Popular.  Um minuto de silêncio respeitado integralmente por 3 mil pessoas, como nunca me lembro de ter visto. Semblantes carregados em que era difícil evitar o brilho nos olhos, foi um minuto intenso,  que só as gaivotas ignoravam, mas cujo esvoaçar sobre nós, ajudava a sentir a presença dela. Seguiu-se um estrondoso aplauso e lá partimos.
Parti de cá de trás, demorando quase 3 minutos a passar a linha de partida e  já estava perto dos 7km, quando ultrapassei o marca-passo dos 6m/km.
O vento não soprava, o mar não mexia e o céu manteve-se encoberto, só abrindo quando estava a chegar ao Guincho.
Parecia haver ali “mãozinha” e pelo caminho, ia ensaiando um poema, com versos soltos que mais tarde acabei por  ligar :

Já te obedece o mar, a temperatura
Já dás sinal de ti, lá de onde estás
E transmites a mais tranquila paz
Aos que tinham por ti grande ternura.

Por cá tu preferiste a aventura
Dos grandes feitos que foste capaz
Dos que só mesmo pouca gente  faz
E tu os enfrentavas, quão segura!

Transformaste em amor a amargura
De maus tratos, quiçá, de côdea dura
De tempos que deixaste para trás.

Tu, que eras a bondade da mais pura
(Grande de mais para a tua estatura)
Partiste, mas nunca nos deixarás.

Em suma, foram 21km corridos muito mais com o pensamento do que com as pernas. Obrigado pela companhia, Analice.

A organização da HMS, como é seu timbre, está de parabéns pelo grande evento que fez nesta 1ª Edição da Montepio Meia Maratona de Cascais.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Analice



“- Hei-de correr até quando Deus quiser.” - Dizias tantas vezes.
Deus não quis que corresses mais! Mas nós queríamos, Analice.
Que esta Grande Corrida que agora iniciaste, te dê Paz, pois nesta passagem, em que tivemos o privilégio de te acompanhar e de te admirar, deixaste as tuas marcas. As marcas da amizade, da grandeza humana, do bem querer, da perseverança, da simplicidade.
O que a humanidade tem de bom, tu tinhas.

Até sempre, querida Analice.