A par dos deveres de cidadania, o intenso gosto pelo desporto pedestre. Sou um gajo que tem a mania do desporto e que desde os tempos do PREC pratica a Corrida, tendo feito uma incursão pelo Triatlo e que tem preferência pelas longas distâncias. Não corro nada de jeito, mas gosto disto, pronto... ...Ah, e escrevo de acordo com a grafia correCta.
sexta-feira, 6 de julho de 2018
Montepio Sintra Trail X-Treme ? (Ui,ui...)
Acenaram-me e...bastou. Acho que perdi a cabeça. Lá vou eu para um desafio em que a fé é pouca, mas a curiosidade é muita. São 31,2 Km com um desnível acumulado de respeito (1650m !) na Serra de Sintra. É o Montepio Sintra Trail X-Treme, para os amigos o STE.
Pasmado fiquei eu quando recebo um mail, onde está lá tudo,tudo sobre a Prova, num pormenorizado "Guia do Atleta" feito com um profissionalismo de se lhe tirar o chapéu e que retira todas as dúvidas. Só não corre por nós! Dêem-lhe uma espreitadela e digam lá se não estamos perante o supra-sumo de uma organização de topo, ou não fossem os seus principais responsáveis, doutos varões do Trail Nacional e Internacional com quem todos temos muito a aprender.
Vou lá sim senhor. Corro ou caminho o que puder, desfruto dos trilhos da serra verde e dos cheiros que dela saem e deleito-me com as paisagens e vou observar e aprender com quem sabe. Dão-me 5,30h para fazer aquilo. Se as "cruzes" aguentarem o sobe-e-desce, talvez esse tempo dê. Se não der, não há crise, mas estou esperançado que vai ser uma manhã muito bem passada. Uma coisa é certa: quer termine quer desista, não terei êxito nem fracasso. O prazer em participar, esse é que espero seja enorme, na razão directa do empeno que me espera.
terça-feira, 3 de julho de 2018
11ª Prova de 2018 – 39ª Corrida das Fogueiras
![]() |
| Cheguei ! Obrigado pela foto, Armindo Santos. |
Peniche
é daquelas que não posso perder, pois sou freguês desde os primórdios, quando a
Corrida ainda só tinha 12 Km. Tenho pena de não ter os registos de todas as
minhas participações, mas ainda não perdi a esperança de os encontrar, nem que
tenha de ir à Torre do Tombo da Corrida, espiolhar o que para lá consta em meu
nome.
Começo
a tornar-me numa personagem irritante, por dizer que estive 3 semanas sem
treinar nada (e numa delas, a curtir uma gripe). Contudo, a esta Prova, pelo
seu estatuto, não poderia faltar, pois ainda não arrumei as sapatilhas.
Cheguei
a Peniche, muito a tempo de ver o Portugal-Uruguai, no grande ecran que foi
colocado na praça central da cidade.
Ao
intervalo, encontro alguns amigos do CCD Tranquilidade e fomos até ao local da
partida onde, pacientemente, o nosso amigo Tam Afonso, distribuía os dorsais
pelas nossos atletas. Os dorsais e o novo equipamento que, não é para me gabar,
até acho bonito. Uma vénia especial para o Afonso, que sacrificou o jogo, para
ficar à espera da malta da equipa. O espírito de missão à frente da emoção de
um jogo de futebol, mesmo que do Campeonato do Mundo. Obrigado Afonso.
Terminado
o jogo do nosso desalento, em que perdemos por 2-1 e fomos impedidos de passar
aos 4ºs de final, rapidamente se esfumou a enorme concentração humana naquele
local, com o chamado “melão” e sorrisos amarelos e ouvia-se: “Vamos mas é
correr”! Ora aí está! Nem mais.
Uns
minutos de aquecimento e encaminhámo-nos para a zona da partida. Desta vez, e
por falta de indicarmos “credenciais”, fomos brindados com a pulseira azul, ou
seja, a dos fundos. Da equipa, estava eu, o Virgílio, o Nuno Sabino e a Paula.
21,30H.
Começa a prova. O Nuno e o Virgílio, que são de outro campeonato, não
conseguiam progredir e à conta disso, consegui ir com eles no 1º km. Só no 1º
Km! Depois, foram à sua vida e eu à minha. A Paula já tinha entendido seguir
uma passada mais confortável e não se preocupou com as pressas.
Consegui
manter um andamento na casa dos 5,10/Km o que me pareceu francamente bom para o
momento actual.
Durante
o percurso ainda caiu uma chuvinha, coisa pouca, que até deu para refrescar.
Terminei com 1,18,09 (1,20,50) no 1530º lugar da geral (em 3054) e 50º do
escalão (em 108). Todos os resultados aqui.
A
Organização continua em grande nível, sendo uma das grandes referências da
Corrida Popular em Portugal. Para ela e para todos os colaboradores, vão os
meus Parabéns muito sinceros.
Porque
é que acham que eu não gosto de faltar à Corrida das Fogueiras ?
Ah, e já quando ia procurar um sítio para comer uma bifana, antes de voltar para casa, encontro o Jorge Pereira e o Álvaro Pinto que se preparavam para jantar. Calhou que nem ginjas. Juntei-me a eles e prolongámos a festa por mais uns agradáveis minutos.
segunda-feira, 4 de junho de 2018
A Tal, do gostinho especial .
Aí está ela, a 42ª Meia Maratona de S. João das Lampas. Cá estaremos a aguardar a vossa presença.
Toda a informação aqui.
Como sou vosso amigo, aconselho a que não deixem escapar o período de inscrição mais económico, que vai até 20 de Junho.
A novidade que vos trazemos é a "Meia Rampa", com 13 km e o regresso da Caminhada, de 9 Km (mas em percurso de trilho). Vai ser giro.
Vá lá, escolham a distância e toca a inscrever.
domingo, 3 de junho de 2018
10ª Prova do Ano : Corrida de Santo António -Lisboa
Mais uma edição da Corrida de Santo António e, mais uma vez, marquei presença, continuando a ser totalista. O Diploma acima relata tudo o que havia para dizer em termos do desempenho cá do rapaz. Há, no entanto, em relação a 2017, a particularidade de ter partido na porta certa: sub-50.
Gosto muito desta prova, pela excelente organização que tem e pela animação que promove nos meses que a antecedem, sabendo manter as atenções em torno dela. E o facto de estar incluída nas Festas da Cidade, proporcionam uma excelente oportunidade para que se vá cedo e se dê uma voltinha pelo centro. Fui pela Rua Augusta e surpreendi-me com a quantidade de artistas de rua que lhe dão vida e prendem as atenções dos transeuntes. Na praça do Comércio, ainda tive tempo para assistir a dois ou três clássicos soberbamente interpretados por uma orquestra sinfónica ao sério. Mas infelizmente, as centenas de cadeiras colocadas à frente do palco estavam... vazias, não porque as pessoas se alheassem do concerto, mas porque preferiam estar cá atrás, de pé, junto à estátua.
Grande momento.
Regresso ao Rossio, junto-me ao pessoal da minha equipa, a Tranquilidade, tirámos a foro da praxe junto ao Teatro D. Maria e pronto, há que ir para a zona da partida e esperar pelo momento, rodeado por amigos, como os da foto acima, Cristina, Nuno Marques e João Lima.
Após a prova, assisti à cerimónia do pódio, depois de ter tomado uma cervejinha na zona dos convidados! Sim, porque ter sido o autor de uma das quadras do manjerico, deu-me o privilégio de aceder àquele espaço (ai, que isto, se calhar, não era para se dizer).
Chego a casa e vejo que o meu amigo Nuno Cabeça já tinha partilhado a quadra que acompanhava o seu manjerico. Obrigado, Nuno.
Fiquei satisfeito. Deixo apenas uma nota negativa, que nada tem a ver com a organização, que teve o cuidado de disponibilizar sanitários em número suficiente (talvez 20), mas com a "atmosfera" do Rossio. Bem sei que há quem não tenha escrúpulos e mije em qualquer lado, principalmente se a coberto da noite, mas também não é menos verdade que não há sanitários públicos por ali, ou então não estão devidamente sinalizados. E as aflições surgem, acabando por contaminar o ar que respiramos enquanto apreciamos a beleza da cidade de sinal tão contrário.
Ora, se a HMS não tem nada a ver com isso, esta conversa não é para aqui chamada.
A HMS, já o tenho dito várias vezes, pertence à fina flor das organizações de provas e já não precisa de demonstrar o que quer que seja, para merecer a mais alta cotação. Parabéns, Hugo e toda a fantástica equipa de colaboradores.
Fiquei em 588º entre 2661 e em 10º entre 77 do meu escalão. Tou bom não tou? Os métodos do Cacau são infalíveis, eheh.
Resultados completos aqui.
terça-feira, 15 de maio de 2018
segunda-feira, 7 de maio de 2018
9ª Prova do Ano: Eco Maratona de Lisboa (Meia)
![]() |
| À chegada ao local (foto do meu amigo Nelson Barreiros) |
![]() |
| Com o grande João Paulo Félix, acabado de chegar da aventura Tróia-Sagres a correr (foto de Nelson Barreiros) |
Lisbon Ecomarathon ! Tratando-se
de um conceito que ultrapassa fronteiras, até aceito, a designação apesar do “formigueiro”
que me causam estes rótulos em território -por enquanto- português.
Embora inscrito inicialmente na Maratona, comecei a ver que
o melhor era virar a agulha para a Meia, para não me armar em parvo e acabar –se
acabasse – de gatas.
Estava um dia de Verão, com o céu limpo e uma temperatura
elevada, propícia a um bom escaldão, não fosse a refrescante sombrinha do
arvoredo de Monsanto.
No topo Norte do Parque Eduardo VII, a Maratona saíu às
8;30H com cerca de uma centena de atletas. A Meia, onde alinhei, uma hora
depois, com mais do dobro.
É uma prova difícil disputada maioritariamente em terreno de
terra batida e com desníveis por vezes acentuados, o que obriga a que os tempos
registados, sejam bastante superiores à media dos tempos das provas em estrada com
idêntica distância.
As marcações estavam feitas com placas amarelas bem visíveis
e colocadas estrategicamente. Não obstante, e infelizmente, os primeiros
atletas da maratona foram induzidos em erro não pelas placas, mas por indicação
errada de voluntários, o que os obrigou a fazer mais meia dúzia de Km, o que
leva a acautelar, de futuro, a idoneidade dos colaboradores, pois é sempre a
Organização que responde por estas situações que se lamentam. Numa tentativa de
remediar o mal, os atletas prejudicados foram compensados com um bónus de tempo
equivalente aos km em excesso. Mas é claro que uma coisa é fazer-se os
esperados 42 Km, outra é o fazer-se 50Km com a carga de desânimo que isso
implica. (Ia eu ao Km 7, quando passa por mim o João Faustino, que era um dos
candidatos à vitória na Maratona, lamentando-se de ter sido enganado no percurso).
Foi pena esta mancha, numa organização
que considero de grande qualidade, mas com um subaproveitamento das estruturas
e condições colocadas à disposição dos atletas. Nesse aspecto, estava ao nível
do melhor que se tem visto por aí. Gostei de ver um grupo de umas dezenas de
franceses, de Mèdoc, da tal maratona especial de Setembro, disputada no meio
dos vinhedos. Contagiante a sua boa disposição; o Marathon Man, que, durante o
percurso, ao longo de vários Km ia à minha frente, fazendo a reportagem,
comentando, filmando e entrevistando os atletas que estavam próximos. Destaque para os
abastecimentos, feitos por uma quantidade enorme de voluntários, que revelaram um cuidado
extremo na recolha das embalagens usados pelos atletas.
Há, no entanto, que reflectir sobre os motivos que não
atraíram os atletas para um evento deste gabarito.
Cá para mim, se tivesse alguma voz na Organização, faria dois
reparos, que valem o que valem:
- Que tal uma taxa de inscrição mais convidativa ? É que se não se pretende mexer na data –o que
é cada vez mais difícil – há que oferecer melhores condições que a concorrência
e a taxa de inscrição é o “cartão de visita” de qualquer prova. Pode até a
qualidade do serviço justificar uma inscrição elevada, mas não é esse o
principal factor que é procurado por quem só gosta de correr.
- A existência de uma Meia Maratona retira atletas da prova
principal (contra mim falo, que optei pelos 21). Quando muito, associado à
Maratona, poderia haver uma prova curta de 10 ou 15km. A visibilidade, não
devemos esquecer, está na prova principal, que não deve ser secundarizada pelas
provas acessórias.
Tudo o resto, enche as medidas dos mais exigentes, com nota
máxima: delimitação do espaço da zona de partida, forças de socorro e
segurança, massagem, sanitários, som ambiente e serviço de speaker de
qualidade, zona de descontracção com mesas, bancos corridos à sombra de enormes
chapéus de sol, onde nos refrescávamos com 1,2,3 ou 4 (como no meu caso) imperiais
Superbocks fresquinhas. Até pipocas havia por ali. Quem não esteve lá é que
perdeu. Pronto, falei (como agora se ouve).
Quanto à minha prova, foi assim:106º da Geral (entre 255) e
6º do escalão (em 7), o que quer dizer que os velhos andam a correr muito. Mas
está tudo aqui.
terça-feira, 1 de maio de 2018
8ª Prova do Ano : 37ª Corrida 1º de Maio-Lisboa
![]() |
| Passa por mim no Rossio... |
![]() |
| A 500m do final (foto Andreia Oliveira) |
Mais uma das clássicas da minha agenda: A Corrida 1º de Maio. 15 Km nas zonas nobres de Lisboa, por onde, em boa verdade, é uma pena que a Maratona não passe, mostrando à estranja o miolo da cidade. Mas é da Corrida 1º de Maio que vos quero dizer duas palavrinhas.
Tenho o péssimo hábito de não ligar aos regulamentos e fazer perguntas parvas quando se chega a hora. E começa logo aí, na hora da Prova. Vou à pressa a pensar que era às 9,00H e afinal era às 10,00H.
Mas fiquei contente, pois sempre deu para estar mais um bocadinho à conversa com amigos.
A saída e a chegada eram no Estádio 1º de Maio, um excelente local para grandes eventos.
O percurso foi o mesmo, à excepção da chegada que, em vez da entrada directa no estádio, obrigava a um pequeno acrescento, com retorno (para perfazer os 15 km?) mas o meu relógio acabou por registar 15.340m . Ou das outras vezes estava mal medido, ou desta tinha metros a mais. Isto já é ser má língua. Não liguem, pois a Corrida é que era importante, não era a distância nem o tempo gasto em percorrê-la.
Fiz uma prova como as outras: sem esforçar muito, procurando sempre uma passada confortável, sabendo que deveria reservar algumas energias para os últimos 5 Km que incluíam a temível Almirante Reis.
Fiz a prova em 1,15,33 (1,16,05 oficiais), classificando-me em 441º entre 1090 chegados, sendo o 22º do escalão entre 72. "Registos da treta", no dizer do "cronista do escárnio e maldizer" que, amiúde, sustenta a tese de que os coxos deste tipo já se julgam campeões e que nem fazem ideia do que é competir a sério, como era dantes. Registo da treta, digo-o eu e muitos outros com idênticos resultados, que não andam a fazer sombra a ninguém , com a legitimidade que nos assiste, sem precisar que nos venham dizer que estas marcas não têm valor. Eu sei. Nós sabemos.
Lembrei-me agora que, em miúdo, fui a casa de um amigo meu. Assim que cheguei à porta, a irmã dele, com a consciência e saber dos seus 3 ou 4 anos, vem ao meu encontro e diz-me :"-Eta casa na é tuia"! Sorri para ela, sem lhe negar o que afirmara e ela condescendeu e partilhou a casa por breves instantes.
Os resultados desta Corrida 1º de Maio, estão todos aqui.
Subscrever:
Mensagens (Atom)














