sábado, 20 de abril de 2019

Prova nº 5 - 20 Km da Marginal







Estive lá, sim senhor. Só tenho pena é de ter deixado escapar tantas das edições já realizadas, por pensar que era apenas a Estafeta Cascais-Lisboa. Estive lá em 2018 e, como acontece nas provas que gostamos, repeti em 2019.
Disputada debaixo de chuvisco e nevoeiro, saímos do Casino do Estoril e, marginal fora, só parámos frente aos Jerónimos, no mesmo local da chegada da Meia dos Descobrimentos.
Os resultados completos estão aqui.
A destacar na minha prestação ? Nada, a não ser uma indisposição nos primeiros kms, mas a coisa lá estabilizou e permitiu-me fazer uma 2ª parte com o mesmo tempo da 1ª, o que raramente acontece.
Venha a próxima. Sabem qual é ? Essa mesmo, a Maratona da Europa, em Aveiro, a 28 de Abril.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Prova nº 4 - 37ª Corrida dos Sinos




Armei-me em campeão e doseei mal a coisa. Não contei com o facto de apenas ter feito 12 km de treino, entre a Meia de Lisboa e esta Prova e, ainda por cima, com uma gripe no fim-de-semana desse intervalo.
Mas a verdade é que me abalancei a um ritmo que, pensava eu, seria razoável, mas logo aos 7 km vi que tinha de afrouxar. Até aí, ia abaixo dos 5,30´/Km, mas fiquei com "contas por pagar" no regresso.
Mas não foi mau de todo. O mais importante é que terminei mais uma edição de uma clássica que faz parte da minha vida de corredor, sentindo-me bem. Esteve um bocadinho de calor, mas nada de especial.
1,20,40 foi o tempo que me atribuíram, mas o tempo líquido que registei foi de 1,20,04. Posição 799º da geral e 58º do escalão.
E vivam os Amigos de Atletismo de Mafra por manterem esta Corrida dos Sinos, apesar de uma concorrência cada vez mais feroz, que lhe retira participantes: Assim, de repente estou a lembrar-me do Trilho de Belas, da Corrida de Árvore, da Corrida Sempre Mulher, para falar apenas das que são mais próximas.
Cabe a cada um escolher a prova em que quer participar. Eu escolhi como no tempo em que não havia para escolher e a Corrida dos Sinos, para mim, continua no topo das minhas preferidas.
Aqui estão os resultados completos e a excelente reportagem fotográfica do Armindo Santos

segunda-feira, 18 de março de 2019

Prova nº 3 – Meia Maratona de Lisboa


No retorno dos 7Km -C.Sodré

No retorno dos 17Km (foto do Nelson Barreiros)

Aos 19km (Algés) -Foto C.Lopes




Gosto muito de sossego, da calmaria do campo, da corrida por trilhos que nos fazem comungar com a Natureza e nos levam a saber valorizá-la cada vez mais. Mas ontem era o dia da “Corrida da Ponte”, aquela clássica com que se celebra a Corrida e se arrastam multidões, que se concentram ao lado do santuário do Cristo Rei, no Largo das Portagens. Senti-me um grão de areia e fiquei feliz por isso, mesmo gostando do sossego.
Para lá chegar, desta vez, não tive a comodidade de outros tempos, em que a minha equipa - Tranquilidade Atletismo Clube - fretava autocarros que nos iam deixar à outra banda. Mas foi fácil na mesma e a Festa começa logo nos autocarros da Carris que, uns após outros, nos levavam até à estação de Campolide, onde o comboio da Fertagus nos levava até ao Pragal. Sem nenhum aperto. Eram 9 horas, quando chegámos ao Pragal.
Grande animação havia por ali : malabaristas em andas, bandas a tocarem músicas divertidas que nos colocavam bem dispostos e vamo-nos encaminhando  para as portagens, a passo, calmamente. Um mar de gente passeava naquela estrada. Por sorte, no momento em que cheguei à ponte do Pragal, eram 9,30 quando encerraram ao trânsito o tabuleiro Norte-Sul e isso permitiu que se utilizasse o 2º acesso. Sem stresses, nem empurrões, fui andando e cumprimentando este e mais outro e outro… até que cheguei à “linha da frente”, composta por seguranças que protegiam a zona VIP da invasão da “ralé”. Esta linha, de 5 em 5 minutos, ia avançando, até que às 10,30 se tinha desfeito porque ia ser dado o tiro da partida.
Apenas 30 segundos foi o tempo que demorei a passar no tapete, podendo correr de imediato. Calhou-me ter de utilizar aquele quadriculado metálico da faixa interior do tabuleiro, que não é muito agradável, mas preferi isso a ter de mudar de direcção. “Deixa-te ir aqui”, pensei eu. Reparei que estava a andar a cerca de 4,40, o que seria sol de pouca dura, certamente, mas à chegada a Alcântara, trataria de me pôr no meu lugar. Passo aos 5 Km com 24,40. Acabou-se a bateria do relógio. Aos 10Km ia abaixo dos 50m! E eu a pensar que tinha abrandado. Depois, não sei que contas fiz –tinha apontado para 1,50 no final- e chego aos 20Km e levava 1,40! Como ???? E ainda mais extraordinário: chego-me ao pé do meu amigo Albísio Magalhães que me deixa sempre a milhas (bem sei que ele estava a reservar-se, mas mesmo assim, foi um acontecimento muitíssimo improvável). Última curva e a meta ali, com a passadeira vermelha a conduzir-nos até lá e o cronómetro a marcar 1,45,38 (o que dá um tempo de chip de 1,45,08). Resultados completos aqui.
No percurso havia vários pontos de animação musical, mas curioso mesmo foi terem passado por mim (uma vez aos 6Km, outra aos 10km) “carregadores de música” que, com ela bem alto, incentivavam os companheiros de corrida a marcarem o ritmo. Para mim, foi uma novidade que registo com agrado.
O dia estava excelente, mas trouxe à lembrança que, no ano passado, tivemos de partir de Sete Rios, perante a ameaça do furacão Leslye, que deixava a ponte insegura.
Mais uma edição cumprida e satisfeito por ter podido, mais um ano, participar nesta Grande Meia Maratona.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Lembrar Analice











Já foi há mais de uma semana, mais concretamente no dia 5 de Março, dia de Carnaval, mas não queria deixar de fazer o registo de uma jornada cheia de sentido e em que me sinto honrado por ter colaborado.
Foi uma manhã passada nos Trilhos das Lampas, que reuniu cerca de 130, uns a correr, outros a caminhar, todos acompanhados da memória de uma grande amiga, que há dois anos partiu, mas continua connosco: a Grande Analice.
Que continuemos por cá a correr. Por nós e por Ela.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Prova nº 2 – Meia Maratona de Cascais






 Sendo disputada, sempre, no Domingo de Carnaval, é num ambiente de boa disposição e folia que esta prova se disputa. É fácil sorrir por ali, quer enquanto se espera pelo início, quer durante o percurso.
A Montepio Meia Maratona de Cascais, sucessora dos tradicionalíssimos 20 Km de Cascais, com a organização a cargo da HMS e da sua fabulosa equipa, dá as garantias da qualidade que se desejam. Isso e mais aquele percurso até ao Guincho e volta, convida-me, irrecusavelmente, a estar lá no meio da multidão que corre.
Os resultados completos estão aqui, mas fiz 1,57,27- TC(1,59,50-TO) e classifiquei-me na 2ª metade :1332º entre 2113 chegados.  No escalão, (que estava errado) teria sido 22º entre 37.

Cascais é daquelas provas que sempre fizeram parte do meu roteiro de provas e só espero ter saúde e possibilidades de continuar a correr ali. Prova Recomendada.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Na Homenagem a António TOMÉ























Na Homenagem a António TOMÉ

Caros amigos
Feitos os agradecimentos pela vossa presença nesta confraternização em memória do nosso grande Amigo António Tomé, que apesar de não estar fisicamente entre nós, continua bem presente nos corações daqueles que o conheceram, como aquela pessoa pacata, que não gostava de dar nas vistas, que gostava pouco de falar, mas que passou a vida a agir. Enquanto uns diziam que era preciso fazer, ele fazia. As coisas apareciam feitas. E quantas vezes se cometia a injustiça de nem sequer se perguntar quem é que tinha sido que as fez. Mas todos sabiam. E o facto de se saber que havia um Tomé, acomodou-nos. 
Cada terra é o reflexo da vontade da sua gente e as colectividades expressam bem essa realidade. As colectividades serão mais dinâmicas quando as pessoas pensarem mais no colectivo do que em si mesmo. O Tomé era disso um excelente exemplo. Foi-o demais, há que dizê-lo. Para ele, o que importava era trabalhar em prol dos outros, sobretudo, em prol desta terra, S. João das Lampas. Quantas vezes ele se envergonhava perante o marasmo!? Quantas vezes ele espevitava os amigos para que S. João das Lampas fosse motivo de orgulho e não um mau exemplo em que todos se lamentam e ninguém avança. Não se lhe dizia que não, mas ninguém se entregava às causas como ele e era ele que tinha de se multiplicar para que se pensasse que toda a equipa trabalhou bem.
Sabia dar continuidade às coisas, colocando nelas um entusiasmo contagiante. Foi na Meia Maratona (sendo seu fundador), no Trilho, na Sociedade, na Marcha, na Festa da Srª da Saúde. E mais eventos houvera ele lá estaria.
Esta casa teve a sorte de o ter como sócio desde a sua adolescência e como director durante muitos e muitos anos, até ao fatídico 20 de Maio de 2017. Desde então ficou um tal vazio, que continua por preencher.

O Tomé era a simplicidade em pessoa; aquele amigo que todos queriam ter; aquele com quem sempre se podia contar; aquele que fazia o que era preciso ser feito; aquele que achava que só cumpria a sua obrigação. Tudo de forma desinteressada porque, para ele, o importante era que S. João das Lampas fosse uma boa referência, dando o mote das boas práticas.
Assolava-o uma preocupação, que dizia vezes sem conta e que acabou por levar consigo: “- é preciso trazer para esta casa a malta jovem porque se não, acaba tudo”. E nunca encontrámos a fórmula para convencer os jovens a vir e dizer-lhes que esta casa é para eles, para aquilo que eles entenderem que ela serve.
Tinha um grande defeito, o Tomé. Um enorme defeito: o de não pensar nele. Tudo estava primeiro que ele. E a nós, pesa-nos muito termos permitido que isso acontecesse. Por isso, todo o tributo que possamos prestar-lhe, em sua memória, será sempre pouco.
Terá algum propósito lembrar o que disse Saint –Exupéry:
Aqueles que passam por nós, não vão sós;
Não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si;
Levam um pouco de nós.
Mas as pessoas como o Tomé deixam muito de si e levam muito de nós.

Muito obrigado a todos.
A Direcção.
S. João das Lampas 17 de Fevereiro de 2019

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

O Tomé


Continuas sempre connosco, Tomé. Cada um à sua maneira, vai sentindo a tua ausência, mas chegou o momento para, em tua honra, nos juntarmos, prestarmos um pequeno tributo e brindarmos à sorte que tivemos em ter-te como aquele amigo com que sempre pudemos contar. Obrigado por tudo, Tomé.

http://cidadaodecorrida.blogspot.com/2017/05/e-agora-tome.html