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domingo, 18 de abril de 2010

Nem Corrida do Metro, Nem Corrida do Benfica, nem Corrida do Moinho da Maré.

Hoje “Corri para Caminhar”.

Depois da iniciativa do Limpar Portugal, decorrida no dia 20 de Março, o grupo em que eu tive o prazer de me integrar, propôs a realização de caminhadas, ao longo de trilhos que nos podem proporcionar paisagens bonitas, mas que só são acessíveis, para quem se dispõe a deixar longe os carros e se meta campos a dentro, percorrendo trilhos, subindo montes, descendo vales, cruzando riachos. E a 1ª dessas caminhadas estava agendada para hoje.

O dia amanheceu com cara de poucos amigos mas, combinado é combinado e, às nove da manhã, lá estava eu, junto à Praia da Samarra (local de chegada) com a carrinha da Junta de Freguesia de S. João das Lampas, que tinha aderido à iniciativa, para transportar os caminhantes à Praia do Magoito (local de partida). Deixei aí o pessoal e trouxe a carrinha para o Arneiro dos Marinheiros.Fui então correndo, ao encontro do grupo, usando um trajecto, o mais perpendicular possível, ao traçado dos caminheiros. Seriam cerca de 5,5 Km, o total do percurso ao longo das arribas. Quando me juntei a eles, já tinham passado a enseado do Giribete (Gilbeto, para alguns) e, com muito agrado, pus-me a passo, partilhando de um tipo de experiências que a corrida não dá tempo de sentir.

Eram 12 os participantes que, passo a passo, “redesenharam” o perfil da costa rochosa basáltica, que caracteriza o litoral sintrense. Pouco haverá para dizer sobre este excelente passeio, pois nada do que se diga retrata o que cada um sentiu durante as quase duas horas que ele durou.

Direi apenas que, nesta altura da Primavera, com a temperatura amena, (mesmo com a ameaça de chuva) com os campos verdes e salpicados pelo colorido das flores, quando a água ainda vai correndo nas ribeiras, é a altura ideal para este tipo de iniciativas. Chegados à Praia da Samarra, perspectivámos o próximo passeio e regressei a correr, até ao Arneiro. Foi assim esta manhã de Domingo, que me deixou fã destas coisas.

Ficam algumas fotos para tentar "convencer" mais gente a aderir ao próximo passeio pela zona, que decorrerá no início de Maio.






Prontos para a partida...




Ei-los que partem




O "contorno" perfeito (não é o que parece)






Apreciando as "virtudes" do pepino selvagem



descendo...




subindo...




escorregando...

"Pavimento escorregadio - e não sinalizado"
25% dos caminheiros "testaram-no" :1º Teresa;2º Júlio;3º António






E pronto. Objectivo à vista. Só falta descer



No regresso (já vinha só) , o campo florido...


...e a cascata

segunda-feira, 12 de abril de 2010

28 Corrida dos Sinos - uma curiosidade

Assim era o meu "carrilhão" em 2008

Ao visitar o site oficial da 28ª Corrida dos Sinos, na História da Prova, encontrei lá uma foto que me era familiar. Então não é que lá estava “o meu carrilhão”, que publiquei aqui no “cidadão” na edição do ano passado da Corrida dos Sinos?
Tinha, então, pegado na minha “colecção” e pu-la em cima do muro do quintal, para ver se os conseguia juntar numa única imagem. Saiu assim. Mas fico feliz por ter merecido o reparo da Organização. Quanto ao muro por pintar… olhem…não liguem ; (é mesmo relaxaria de quem se vai pôr a correr nos tempos livres que arranja e deixa as coisas de casa por fazer), mas, ao mesmo tempo, sempre dá um ar mais “Séc.XVIII” ao assunto, eheheh.
E se os sinos "deixaram" de ter som, que tenham, ao menos, côr.

28ª Corrida dos Sinos - Mafra




2010, o Ano do “Sino Amarelo”

A Corrida dos Sinos, é uma das clássicas em que marquei presença mais vezes. Faz parte do meu “histórico” de corredor de pelotão, pois é uma corrida bonita, bem organizada, tendo o seu ponto alto no 1º retorno junto à fachada principal do Convento (agora Palácio) de Mafra, que nos “transporta” ao Século XVIII. Uma obra do Magnânimo, relíquia do nosso património, que até faz esquecer que muitos passaram muito para a pôr de pé.
Mas deixemo-nos de “lamúrias” e falemos da Corrida.
Desta vez, até porque tenho feito “umas coisitas”, pensei em seguir um ritmo um bocadito mais forçado, para testar a minha condição, apontando para uma marca na casa de 1,10.
O “tiro” da partida que se ouviu foi o som de uma sineta, dando sentido ao nome da Prova que, por razões a que não tive acesso, deixou de ter os carrilhões do vetusto convento, repicando à passagem dos atletas, como dantes acontecia. Talvez uma “caturrice” de quem acha que o “sagrado” do som dos sinos não deva contribuir para o “profano” de um evento desportivo. Hei-de, um dia, procurar esclarecer este caso.
Depois de um aquecimento de cerca de 15’ em que tive o prazer de me reencontrar com muitos amigos, posicionei-me próximo da linha da frente, pois sabia que, partindo de trás, a parte inicial da corrida seria muito compacta e de difícil progressão. Rapidamente comecei a correr e cedo deu para ver que muitos, vindos de trás, levavam uma passada que até me fazia confusão.
Sabia que após o retorno dos 8 km, o percurso seria a subir, pelo que tinha de dosear bem o esforço para não claudicar. Tempo de passagem aos 5Km 22,30. Era bom, mas sabia que não iria ser possível aguentar muito tempo, pelo que refreei um pouco. 10Km: 45,50! Afinal o “pouco” foi “muito”, pois 10”/km nota-se bastante. Comecei a fazer contas : ora…se fizer a 5’/km, são mais 25’! 25+46 = 1,11. Vou ter de me pôr a pau e…reagir. Km a Km olhava para o relógio e parecia-me que estava a conseguir, tendo, inclusive, aumentado o ritmo nos 3 últimos km. Terminei com 1,09,38 (1,09,30 t.real).
Gostei da minha prestação, que me fez crer que posso andar um bocadinho mais depressa. Mas é só se treinar, bem entendido.

P.S - O meu tempo foi de 1,09 ( e não 1,39. Foi o Miguel que me chamou a atenção. Esse era o tempo que eu gostava de fazer à Meia,eheheh)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

23º Grande Prémio de Constância


Faltavam vários, pois estava na hora da partida (foto de António Melro)





Subindo rio "abaixo" (foto de Isabel Almeida)

Constância é sedução. Desde a 1ª hora, que o seu fascínio me atrai. É irresistível o seu encanto, a sua história e tradição, o afã da sua gente para celebrar as festas da Páscoa e da Nª Srª da Boa Viagem. Constância, a “Vila Poema”, vale a pena.
E se eu já andava “de beicinho” por esta terra e pela sua corrida de 10Km, num percurso de ir e voltar, de rara beleza, na margem esquerda do Zêzere, passei a ter uma outra razão forte para não deixar de lá estar presente. Uma presença também simbólica, em solidariedade com a nossa amiga Ana Paula Pinto, do Blog Além Virtual, em homenagem à jovem Margarett, sua linda filha que, também ela, “ a fortuna não deixou durar muito”. Uma palavra de grande admiração pelo exemplo da Paula, para quem vai um grande beijinho.

Tinha pouca esperança de poder estar em Constância no passado Sábado, para participar no 23º Grande Prémio da Páscoa. Daí não me ter inscrito, pois não quis abusar do facilitismo que é dado pela Organização, proporcionando inscrições gratuitas, mesmo a quem não tem a certeza de estar presente.
Fui de boleia com o João Hébil e, lá chegado, enquanto conversava com um amigo, o João arranjou-me um dorsal, pelo que corri sob pseudónimo, sendo logo “avisado” que se tratava de um nome de um atleta de grandes marcas. Seu nome: “José Perfeito” do CALMA!
Claro que, com um nome destes (e ainda por cima os dorsais eram personalizados) me sentia um “figurão” numa Corrida que merecia mais respeito (mas não foi por mal) e dei comigo a “aparvalhar” :

Que “Perfeito” figurão
Em Constância correria
Se não fez a inscrição
Cada vez mais se sentia
Mais longe da “perfeição”. Ehehehe

Acabei com 45 minutos e 4 segundos e, como chovia, viemos directamente para o carro e, à “francesa”, viemos logo embora.
Deixo aqui um pedido de desculpas ao pessoal amigo com quem gostaria de ter confraternizado mais algum tempo, mas, desta vez não deu.
Quanto à organização da Prova, está de Parabéns. Não vi uma única falha (OK, não detectaram que o “Perfeito” era outro! ehehe) pelo que merece a nota máxima em todos os parâmetros e o “carimbo” de “PROVA RECOMENDADA”.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Trilhos do Pastor 2010 (II)



Gosto de correr e gosto da natureza. Quando se proporciona juntar estes dois gostos, o resultado é extasiante. É essa a sensação que trago comigo, depois de ontem ter participado nos Trilhos do Pastor, no coração da Serra d’Aire.
Numa extensão de 28 km, o percurso, que incluía a passagem pelas profundezas calcárias das Grutas de Alvados, levou-nos por caminhos de terra batida, junto à base, entre veredas da floresta que ia sendo substituída por vegetação rasteira e agreste à medida que íamos subindo a serra e os caminhos deixavam de o ser para passarem a estreitos carris. O piso era só pedra e mais pedra, de arestas vivas, como que a dizer-nos para vermos onde púnhamos os pés. Havia “traço contínuo”, isto é, quando alguém mais lento ia na frente, criava-se uma fila de corredores, que não podiam ultrapassar. Também, ninguém fazia questão, pois nada como uma boa desculpa, para dar descanso ao pulmão e às pernas, até nos recompormos. Lá no alto, junto ao moinho, a mesa de um primeiro abastecimento. Parámos, refrescámo-nos e olhámos em volta. Por instantes, achamos que a montanha nos “alarga” a vista, torna-nos o horizonte mais distante, sentimos a dominar o mundo.
Havia que descer, com cuidado. Atravessar a Pia do Urso, pitoresca aldeia (em pedra, como não podia deixar de ser) recuperada, onde a rua era feita de curiosos mosaicos de troncos de árvore “às rodelas”.
A dada altura (cerca dos 18km) a descida era quase na vertical, não fossem uns zigue-zagues . Lá em baixo, a aldeia do Reguengo, onde estava mais um abastecimento, este mais rico, com laranja, banana, marmelada e, claro, água. Depois, vinha o “Buraco Roto” (estranhei o nome, pois se alguém conhecer um “buraco”! que o não seja…) que obrigava à escalada de uma escarpa virada a norte. Terrível! Depois, um miradouro e novamente uma descida, também em escarpa, mas aqui havia umas cordas, que nos davam alguma segurança. Outra vez a subir. Outra vez a descer. Andámos nisto, uns bocadinhos a andar outros a correr e às tantas estávamos a chegar.
O tempo esteve seguro e a temperatura agradável. Isso contribuiu muito para o êxito deste evento. À chegada havia laranja (boa laranja, que não fosse o receio de me “dar a volta”, não parava de as comer) e água com fartura. E música a dar ambiente. Depois, foi a banhoca e o almoço. Diziam que era feijoada, mas a mim calhou-me entrecosto com arroz de feijão.
Nunca reparo nas classificações, mas vi que foram rapidamente afixadas e que eu fiz o tempo de 3,07,23. Não digo que não pudesse ter feito um bocadinho menos, mas acho que se tivesse feito um bocadinho mais, teria retirado mais proveito desta Prova que quero repetir e aconselhar aos meus amigos.
Relativamente à Organização, penso que merece nota máxima, pois o percurso esteve muito bem assinalado (eu, que sou novato nestas coisas, nunca tive dúvida no caminho a seguir) e notou-se uma grande atenção dos organizadores para com os atletas. Só faço um pequeno reparo: deram-nos uma t-shirt, da Câmara da Batalha e um prato do Clube de Veteranos da Serra d’Aire ! Nada fazia referência à 2ª Edição dos Trilhos do Pastor!
Uma pedra com uma etiqueta simbolizaria, na perfeição, esta maravilhosa prova e constituiria um troféu, a guardar com o mesmo afecto, que dispendiosos brindes que outras organizações nos oferecem: “Eu estive na 2ª Edição dos Trilhos do Pastor -28.MAR.2010” .

domingo, 28 de março de 2010

Trilhos do Pastor

No alto da montanha

Pertinho lá do céu...

Trago-vos algumas fotos

Só p’ra vos deliciar

Com paisagens desta serra

onde andei a passear

Estava a gente a preparar-se
Para nos pormos andar
Eis o Nuno e o Adelino
E o Brito a acompanhar

Vi um “Tigre” que, prudente,

P’ra as suas forças poupar

Naquela colina íngreme

Achou por bem caminhar





Pelas encostas da serra
Tantos em fila a passar
Atenção a pôr o pé
Pra não ir a rebolar

Lá vem o António Almeida
Que já me estava a alcançar
Mas lá no alto da serra
Ficou parado a observar

Também lá vem a Susana
E o Luis a acompanhar
Que o trilho era tão estreito
Mal dava p'ra se passar



Ora agora tiro eu (ao Zé Magro)

Ora agora tiras tu (a mim)



Ouvimos o Presidente
Que pouco q’ria falar
E c’um chocalho na mão
Deu ordem p’ra se arrancar

Passámos dentro da gruta
Sem poder fotografar
Dentro das “tripas” da serra
Mas p’ra ver mais devagar

Por caminhos pedregosos
Com os arbustos a arranhar
Havia muito a correr,
Escarpas altas p’ra trepar

Se nos trilhos onde andámos
Há gado a pastorear
Só com ventosas nas patas
Lá se pode segurar.

E acho que já está na hora
De me pôr daqui a andar
Arranjem-me algum remédio
P'ra parar de aparvalhar

No alto da montanha
Quem dera lá morar...
Demorei 3,07,23

sexta-feira, 26 de março de 2010

Trilhos do Pastor 2010






Ora então lá vou eu a caminho dos Trilhos do Pastor !
Depois de uma semana completa sem treinar (vou ver se já a seguir ainda consigo ir correr uma horita) vou-me meter numa aventura, mais para "saborear" as paisagens que me dizem ser divinas, do que para competir. Só espero ter tempo e não me perder, pois tenho esperança de que haverá outros que também não se preocupam se a feijoada acabar.
Vamos, então, percorrer os Trilhos do "Portugal escondido" .