A minha Lista de blogues

sábado, 29 de maio de 2010

Erros meus...







Erros meus, má fortuna e tempo quente
Em minha perdição se conjuraram,
P’los erros, os atletas que pagaram,
Já nem sequer, me q’riam ver à frente.

De tudo ouvi. E tenho tão presente
O som ruim dos nomes que chamaram
Que as duras mágoas com que me deixaram
Não permitem jamais ficar contente.

Errei e provoquei sofridas cenas
E sem poder valer em tais momentos
Fui vendo o meu trabalho arruinado.

Estou agora a cumprir as ímpias penas
Que é castigo bem forte o vil tormento
De querer servir bem e ser vaiado.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Desta água não beberei?


Peço desculpa pelo trocadilho do título, se calhar, de mau gosto, mas vou mesmo falar da Meia Maratona do Douro Vinhateiro, pois o tema, embora largamente discutido, não se encontra esgotado. E quando digo que não se encontra esgotado não é que não seja claro que o que se passou foi uma falha gravíssima da organização. Há unanimidade nessa análise e toda a indignação sentida é plenamente justificada, se bem que a utilização de certas expressões pudessem ter sido evitadas, pois extravazam o nosso habitual vocabulário pacífico. Mas também essas acabam por se aceitar quando proferidas a quente, numa situação de debilidade física e emocional causada precisamente por um desequilíbrio hídrico da exclusiva responsabilidade da organização.

Quem lá esteve e sentiu na pele o problema terá muita dificuldade em compreender esta negligência grosseira – que só por sorte não teve consequências graves - por mais desculpas que a Organização apresente, por mais reembolsos que a Organização faça, por mais benesses que a Organização conceda. Sentirem-se enganados e tratados levianamente numa prova tão intensamente promovida, apela pouco ao espírito de benevolência de cada um dos milhares de participantes.

Como é que foi possível acontecer uma coisa destas?
Passemos, agora, para o lado da organização.
“Quanto maior a nau, maior a tormenta” e, pessoalmente, pareceu-me que o crescimento “explosivo” desta Meia Maratona exigiria um “traquejo” organizacional na mesma proporção. Houve uma dinâmica promocional a merecer nota de excelente, e, talvez, algum deslumbramento pelo sucesso alcançado nessa área, que retirou as atenções dos aspectos técnicos básicos. A parte difícil da organização foi conseguida; a parte fácil, mas determinante, não! E isso é o que custa mais a “engolir”.

E agora?

Houve, concerteza, organizadores de provas que vestiram a pele de atletas e estiveram no Douro, como é o caso do Jorge Teixeira, que esteve lá e fez um interessante comentário no “Correr por Prazer” e onde muitos outros participantes também desabafaram. Por norma, os organizadores são cautelosos nas críticas, pois sabem que uma prova depende de muitos sectores e de muitas cabeças e se uma falha, por mais simples que seja a tarefa, pode marcar o insucesso de um trabalho em que houve grande empenho e dedicação. E todos os organizadores estão sujeitos a que “entre areia na engrenagem”, a menos que deixem de se meter nestas coisas.

Todas as provas que vão criando historial, têm edições que correm bem, outras menos bem. Algumas mesmo mal.

A Meia Maratona do Douro Vinhateiro sofreu um revés. Seria uma pena que não se conjugassem esforços visando a sua reabilitação. Será à organização que competirá dar os primeiros passos e recuperar a confiança dos que gostam de correr, proporcionando-lhes um prazer acrescido, correndo numa região tão bonita.

Como na selecção de futebol, também aqui tenho um “feeling”que a 6ª Edição da MMDV irá colmatar as falhas cometidas e surpreender, pela positiva, os que lhe derem uma segunda oportunidade. É tão fácil corrigir o que falhou!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A tomboladeira



Tenho uma tomboladeira,
Instrumento de escanção
P’ra me recordar da asneira
Desta Meia Vinhateira,
No lugar de um medalhão.

Tenho uma tomboladeira
Que só me lembra da mágoa
De uma corrida à torreira,
Com sede e sem ter maneira
De arranjar um pingo de água.

A minha tomboladeira !
Hei-de tê-la sempre à mão.
Vou guardar na algibeira
Um amuleto de primeira
Símbolo de ...salvação.

terça-feira, 25 de maio de 2010

A "Balada do Douro"

Batem leve levemente
(P’ra não bater no ceguinho)
Mas se ninguém está contente
É porque, infelizmente
Fazem de nós “poucochinho”:

Vão correndo alegremente
Ao Douro disseram sim
Até que inesperadamente
Onde devia estar gente
Estava um vazio sem fim.

- Agua!Água! – não havia
E ao calor, e ao sol ardente,
Toda a gente que corria
Até miragens já via
De água inexistente.

-Talvez na curva a seguir
Surja a água desejada!
Só que me estava a iludir
Via era gente a cair
Mas água, não via nada.

Começa a indignação
E o desespero ameaça
Vai-se às pinguinhas do chão
Porque a desidratação
Pode acabar-nos com a raça.

E a malta foi combinando
E até se fez uma aposta :
-Vamo-nos aguentando
Que à chegada - eu é que mando -
Faz-se um cerco ao Paulo Costa.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

5ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro

Crucificar ou não crucificar ?

Oh Douro amigo que nos acolheste
No seio das tuas margens esplendorosas
Toda a água que havia, tu bebeste,
E deixaste as gargantas sequiosas.
Com esse gesto tu surpreendeste
Com desidratações tão perigosas…
Bem sei que nos dirás, cheio de carinho:
“-Pr’a que q’reis água, se podeis ter vinho?”


Agora a sério: sem querer desculpabilizar uma falha grave da organização, penso que o pior que se pode fazer é pôr de lado a participação nas futuras edições desta Prova.
É certo que não estive lá, pelo que não senti na pele a indignação que tem sido referida por tantos participantes. Mas se lá tivesse estado, acho que a minha postura seria a mesma.
Lembro que a Organização fez um trabalho exemplar em matéria promocional e na mobilização de recursos que lhes permitiu um orçamento invejável, o que é, sem dúvida, a parte mais difícil. Porém, nos aspectos ligados à montagem da prova aí houve aspectos negligenciados, de que a falta de água é o que maior gravidade assumiu. Também é verdade que a capacidade de tolerar os erros varia na razão inversa do grau de dificuldade do parâmetro em causa, ou seja, no que é simples, não se admite que se falhe. Mas, se quem lá foi este ano, não quiser lá voltar e se se lançar uma campanha negativa descredibilizando uma Organização, que falhou num ponto fácil de resolver, poder-se-á estar a aniquilar uma prova de uma região lindíssima que nunca é de mais dar a conhecer. Não dar a oportunidade de para que se reabilite a imagem da Prova também não é prestar um bom serviço à Corrida.
Por isso, meus amigos, todas as críticas que contribuam para melhorar têm, obviamente, um efeito positivo na Prova e a organização estará (deverá estar) atenta às sugestões apresentadas por quem vive e faz a Prova, que são os atletas.

domingo, 23 de maio de 2010

O IV Encontro Blogger




Seja a Vila Poema, pois então,
O palco dos blogueiros atletas.
Uma Vila de história e tradição
E onde viveu o maior dos poetas.
Aqui sob o comando do Romão
(Dos primeiros, aí, a cortar metas)
Virão dos vários pontos do País
Correr e Patuscar e...ser feliz.

terça-feira, 18 de maio de 2010

III Meeting Blogger

Com o Joaquim Adelino, lendo a mensagem do Prof. Mário Machado
Agora com a ajuda do Orlando Duarte ( para dar um bocadinho de descanso à Susana)

Novo amigo 1 -Joaquim Ferreira


Novo amigo 2 -Jorge Branco



Novo amigo 3 - Pedro Ferreira




e Nuno Romão - que assumiu as operações do IV Meeting Blogger, a realizar em Constância, no dia 23 de Abril de 2011
É verdade que eu tinha prometido falar do III Meeting blogger, no texto que antecede mas, como já terão reparado, coloquei-o no Corridas e Patuscadas e não vale a pena duplicar o palavreado. Deixo-vos umas fotos que também já foram vistas noutros sítios. Como as "notícias dos outros" também as fotos que vos mostro são em 2ª mão. E felizmente, há uma reportagem fotográfica de grande qualidade noutros blogues.
As Fotos aqui apresentadas são da Isabel Almeida que tem muitas mais.
E o Joaquim Ferreira, também.