Hoje, ao fim do dia, fui até à praia, para fazer 30m de corrida ligeira na areia. Já só estavam por ali dois ou três pescadores, pelo que todo aquele espaço estava por minha conta. O mar estava agitado, mas na vazante e tinha alisado toda a areia, que também estava compacta. Para ser franco, preferia que ela estivesse solta para melhor adaptação às condições do Raide. Assim, corri em condições privilegiadas e, diga-se, muito agradáveis.
Estava eu a correr há 10 minutos, avisto, a cerca de 50m, uma bola branca, muito perfeitinha, sozinha, na areia, como que a convidar-me para ir a “dar uns toques” até ao fim da praia e voltar. Pensei duas coisas: que seria a bola de um miúdo que o mar “pensou” em devolver quando ele já lá não estava, ou uma bóia que se tivesse soltado de uma rede de pesca. Qualquer das hipóteses serviria as minhas intenções, se bem que a 1ª fosse mais a meu contento. Fui-me aproximando e continuava a não tirar conclusões sobre a natureza do material de que era feita a bola. – Bom – pensei – se for uma bóia, também tem que ser leve. Deve ser qualquer coisa tipo poliuretano. Vai, chuta!!!
-“FÔ**?*?*?*?!!!!!-SE!!*!*!*!*!*”- Até vi estrelas! A bola andou meio metro e eu fiquei a saltitar sobre a perna esquerda com o dedo grande do pé direito a receber o efeito terrível do impacto. Outra vez o pé direito!
Continuei a correr, mas já não sentia grande prazer nisso, pois o rolamento do pé já não era normal, pois tinha que defender o dedo afectado. De regresso, trouxe comigo a maldita bola, só para ver o peso que tinha: 3,5Kg ! Que tal?
O dedo está um bocadinho arroxeado e muito dorido quando o pressiono. Estive a pôr gelo, mas dou comigo outra vez a dizer : mau Maria, mau Maria!
Não sei se vou poder correr nos próximos dias, mas estou a pensar seriamente em não voltar a treinar até ao dia do Raide. Ao menos assim, se me acontecer mais alguma, que seja em prova.
Mas que esta foi “muita estúpida!...” foi.








