segunda-feira, 7 de setembro de 2015

10 Km de Tagarro-2015

Com Nelson Mota, Francisco Pereira e Ana Pípio

Nos metros finais
Estive em Tagarro e, mais uma vez, gostei de tudo. Ver uma aldeia mobilizada para a Festa da Corrida é qualquer coisa que nos enche o ego. Tudo estava pensado ao pormenor logo desde o estacionamento. Uma entrega de dorsais expedita e um “saco de prendas” fabuloso. Um livrinho da Prova fazendo justiça a quem a tornou possível  e…simpatia. Muita simpatia por parte dos muitos colaboradores que, nos diferentes postos, cumpriam a sua função. Muita juventude, a fazer acreditar que estamos perante um evento que, já tendo um passado de respeito, tem também a garantia de continuidade no futuro.
Foram duas voltas de légua, disputadas a alta temperatura, mas com 3 abastecimentos bem colocados, o que contribuiu para amenizar a canícula.
Terminada a prova, foi a ida ao carro trocar de roupa e ir um bocadinho até ao convívio no Largo da Igreja, onde havia folclore e animação da Bandinha dos Amigos da Música, enquanto se petiscava uma sandes de porco no espeto, um copo de bom vinho e uma fatia de melão. Juntando a isto, dois dedos de conversa com amigos e assistir à alegria contagiante da Manuela Machado, Madrinha da Prova, caiu a noite e nem dei por isso.
Era tempo da entrega dos prémios e, como, por norma,  é coisa em que não estou envolvido, assisti apenas à homenagem à Manuela Machado, felicitei com toda a justiça, o Director da Prova, Rui Vieira pelo enorme sucesso alcançado e regressei a casa.
Foi com tristeza que vim a saber que as classificações não saíram, impedindo uma normal entrega dos prémios, manchando a Prova mas não manchando a Organização, o que, infelizmente nem todos entendem.
Sendo certo que compete à Organização fazer as opções que considere mais correctas, no que respeita à contratação dos serviços técnicos, também é verdade que o sucesso do evento fica dependente da eficiência do serviço contratado. A opção foi Xistarca, empresa que tem atrás de si, um currículo de uma longa experiência que vem do tempo em que era a única empresa no País a prestar serviços de classificações nas Provas de atletismo. Muitas vezes ouvi ser criticada, coisa que não alimentei, achando até que, muitas vezes as críticas não eram justas.
Mas o que aconteceu em Tagarro, já não tem razões para existir nos dias de hoje. Falou-se em problemas com baterias mas essa justificação não tranquiliza ninguém, pois é dever de quem presta um serviço, estar preparado para essa eventualidade.
Não sei em que termos foi feito o contrato, nem isso é matéria que diga respeito ao comum dos corredores, mas quando ocorrências destas penalizam duramente uma Organização perfeita, faz-nos pensar quão dependentes estão de serviços alheios aqueles que se entregam de alma e coração a um projecto (e que tudo fizeram de forma irrepreensível), mas que acabam por ficar na mão de quem não sentiu a responsabilidade de fazer bem feito o que se tinha comprometido fazer.

Não sou muito de alimentar polémicas ou de “bater no ceguinho” mas desta vez vou dar uma valente assobiadela à Xistarca por não ter dado o brilho merecido à Organização destes 10Km de Tagarro.