quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

S. Silvestre dos Olivais - 30.Dez.


A 200 m da meta (foto do Joaquim Adelino)

Cá para mim, estava um frio de rachar, mas Olivais aguardava-nos para a sua 26ª S.Silvestre, Prova com que, desde há uns bons anos, tenho encerrado o meu ano de corridas.

Desta vez houve algumas inovações, em minha opinião, para pior, ainda que haja muito boas razões para que se tenha mexido naquilo que estava bem:
-Alteração do percurso;                                 
-Encurtamento para 8800m;
-Partida e chegada em locais diferentes;
-Kit de corredor com uma t-shirt e uma agenda em espanhol;
-Zero brindes à chegada (bem, sempre havia uma garrafinha de água gelada para quem estivesse com calor).

Cheguei ao final com o tempo líquido de 41,38, que, comparado com os 48,58 de Lisboa, não deixou de ser um progresso, pois acho que não demoraria mais de 7 minutos a fazer os 1200 metros que esta prova teve a menos. Os resultados completos estão em http://www.xistarca.pt/PublicDocs/SS_Olivais.pdf.

5ª S. Silvestre Pirata de Monsanto-26.Dez.


Monsanto, a terra das noites mágicas, voltou a acolher a “pirataria” que respondeu, em massa, ao anúncio da 5ª  S.Silvestre Pirata, realizada no dia 26.
Foram quase 400 convivas com o gosto comum pela Corrida, que ali estiveram em saudável confraternização. Como a experiência é quem mais ensina, os “piratas-mor” (sim, porque não se pode falar em Organização, por uma questão de responsabilidade, que obviamente, cabia a cada um de nós ) estiveram atentos ao que foram observando das últimas edições. E pensaram:
- O percurso vai estar assinalado com reflectores;
- O pessoal que vai fazer os 17 sai meia hora antes dos que vão fazer apenas 10, para que cheguem sensivelmente à mesma hora;
-À frente de cada grupo irá um marcador de ritmo para que nos mantenhamos agrupados ao longo de todo o percurso. Atrás irá um “vassoura” atento.
- Se, mesmo assim, o pelotão esticar muito, haverá 3 rotundas para reagrupamento.
- O caldinho verde vai chegar para todos.

Para além da amizade, a solidariedade também marca presença neste evento e assim, foi feita recolha de bens para apoio aos sem-abrigo, que encheram uma carrinha.

A Associação do Alto do Moinho, com as suas excelentes condições, mais uma vez, foi o local deste fantástico convívio que, assim o esperamos, possa repetir-se por muitos anos. Por mim, só uma forte razão me impedirá de lá estar. Parabéns a todos (aos que se "chatearam" mais com isto e àqueles que marcaram presença. Muito obrigado.

6ª S. Silvestre de Lisboa- 27.Dez

Com o pessoal amigo dos RunLovers


A certificação

Mesmo sem treinos, tinha que marcar presença na 6ª S. Silvestre de Lisboa, nem que fosse para me manter totalista e poder desfrutar de um passeio de 10 Km pelas principais vias da baixa iluminada. Entrei na porta sub-50, pois apresentei o comprovativo de resultados anteriores na distância. Quem não o fez, entrou nos sub-60, que só partiria algum tempo depois  (1 minuto, creio).
Colocar 10 mil pessoas ali na Av. Da Liberdade é obra! E um espectáculo enorme! Não era fazer uma grande marca que me animava, mas a contemplação de toda aquela gente em movimento. Está de parabéns, mais uma vez, a HMS por este tremendo evento, cujas imagens que foram divulgadas, testemunham de forma impressionante.
No final, vim a saber que fiz o tempo líquido de 48,58, com 4,58/Km. Muito sinceramente, contava passar dos 52’. Gostei disto, mas sobretudo, gostei de fazer parte do espectáculo.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Alguém... sessenta?




Pelas ruas de Lisboa iluminada,na passada 3ª Feira, eram, talvez, meia centena de amigos que, gorro de pai-natal na cabeça e com muita alegria, correram pelas ruas da cidade decorada de luz, pelas sempre vistosas ornamentações natalícias. Foram 10 Km de puro prazer, numa feliz  iniciativa desportivo-turístico-solidária que não deixa ninguém indiferente. Um gorro por um brinquedo para a Casa do Gaiato. Parabéns aos promotores liderados pela Goreti Silva que registou muitos destes fantásticos momentos. 
Não haveria melhor maneira de gastar os "últimos cartuchos" antes de entrar nos 60.

O dia de anos é um dia igual aos outros. Desta vez calhou-me a mim. E logo para mudar os dois dígitos do meu "conta-quilómetros". Atingi os 60 em 60 anos! Mas foi tudo muito mais depressa do que pensava. Sem dar por isso. Corri muitos kms em muitos anos. Corri contra o tempo. E fiquei sempre com a sensação de que ganhei. Uma vida a correr sem chegar a lado nenhum, pois o objectivo não estava na meta mas no percurso que fui fazendo.
Lembramo-nos mais do dia de anos, pelo facto de, a todo o momento, haver alguém que se lembra de nos felicitar por um dia que, sendo igual aos outros, marca mais uma volta nesta esfera que nos foi dada para habitar e para usufruir dela como pudermos.
Surpreendentemente, fui presenteado com mais de 300 mensagens de parabéns de gente amiga! 
A todos agradeço do fundo do coração. Muito obrigado. A vida faz muito mais sentido quando estamos rodeados por tantos amigos.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Meia Maratona dos Descobrimentos - "DNS"



A grande ACB. Custa ficar de fora...
Esta era uma daquelas que ainda era fácil ser-se totalista.  Infelizmente, as mesmas razões que me impediram de estar na Nazaré, impediram-me  de estar na Meia dos Descobrimentos na sua 2ª edição. Depois dos primeiros 10 meses do ano,  terem  sido fracotes em participações em provas, os últimos 2 estão a ser paupérrimos.   Vamos ver como estarei a nível das S. Silvestres, para fazer o balanço. Humm…cá pelas minhas contas, assim por alto, 2014 não foi nada famoso para esta espécie de corredor.  

sábado, 29 de novembro de 2014

Corrida do Centenário da Aviação Militar


O brevé já cá canta
Tinha que ser uma voltinha rápida, que estava quase na hora.
O concerto da Banda da Força Aérea

Com um terço da prova feito


E cá está a chegada. (Fotos do Duarte Andrade)

Para mim, o mês de Novembro foi, praticamente, de defeso. Fiz a Maratona do Porto, no início do mês  e a Corrida do Centenário da Aviação Militar, no fim. Pelo meio, apenas fiz metade do Treino Nocturno de S.J.Lampas. Para além disto, zero.

Tinha alguma expectativa quanto a esta prova : por ser perto, por ser num espaço que só conheço ao longe, por ter como cenário inúmeros aviões, por nos permitir visitar o Museu do Ar, por serem só 10 Km, por só custar 5 euros…

Ora, o que é que achei desta Prova?

Para começar, digo já que me merece nota bastante positiva, em que gostei de tudo e com pouquíssimos reparos a fazer que em nada beliscam a Prova, mas que,  tratando-se de uma 1ª edição não tem qualquer importância. Refiro-me à falta da marcação dos quilómetros, que a mim não fez qualquer diferença, pois corro sem relógio. O outro pormenor , o 1º que me saltou à vista e me fez doer a alma, foi o erro no horário escolhido para a actuação da Banda da Força Aérea, que ali esteve, supostamente para animar os momentos que antecedem a partida. A Banda da Força Aérea, dizem os entendidos, pertence à fina flor das bandas portuguesas e bem mereceria ter à sua volta um público numeroso, que sorvesse os fantásticos arranjos musicais que tocaram. Mesmo sem público, e demonstrando enorme profissionalismo, dedicaram igual empenho ao que faziam , sendo aplaudida por meia dúzia de pessoas. Maravilhosa a banda e que bonito seria que a sua actuação tivesse ocorrido nos 10 minutos que antecediam a partida. Em vez dos aplausos da tal meia dúzia de espectadores, teriam o de todos os corredores e caminheiros, que totalizavam mais de dois milhares. Um terrível erro de ”timing”,  que não permitiu a merecida valorização do excelente trabalho da Banda. Pus-me no lugar de cada um daqueles músicos e, confesso, senti-me mal. Mas a verdade é que, no horário escolhido, os corredores estavam ainda a levantar dorsais ou a equipar-se e quando ali chegaram, já a Banda se tinha retirado. Que não fique a ideia que o pessoal das corridas não sabe apreciar e valorizar a música, tanto mais que os trechos que foram tocados eram sobejamente conhecidos e seriam  importantíssimos para “encher o peito” dos que iam iniciar a corrida. Uma pena.

Quanto à minha prova, fi-la do princípio ao fim bem acompanhado pela fera do pelotão, o Tigre, a quem agradeço ter-se deixado ficar para trás, para fazermos juntos os 10 Km do percurso.  Corremos tranquilos e terminámos com um tempo a rondar os 50 minutos, bem melhor do que aquele que eu poderia esperar.

Para terminar quero deixar os meus parabéns à Organização pelo excelente trabalho realizado, fazendo votos para que a próxima não seja só daqui a mais 100 anos. 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

VI Treino Nocturno da S.J.Lampas



Pois é, meus amigos. Cá estamos para receber todos aqueles que pretendam ter uma outra visão da MMSJL. Esperemos que tudo corra bem porque todos aqueles que nos dão a honra de nos acompanhar nesta noite de invernia (mais de uma centena) bem o merecem. O chá e a  sopinha já estão ao lume...

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

XI Maratona do Porto, a Maratona!

 Entre esta...
foto obtida Fernanda Silva, quando faltavam 192m!!!

 ...e esta, decorreram 10 anos. 

E vão ONZE! Cada uma com a sua história, ou melhor, cada uma com tantas histórias quantos aqueles que nela participaram.

Sobre a Prova que fiz, tenho pouco que contar. Uma enorme constipação que me afectou nas vésperas aconselhava-me a ficar em casa e não a gastar as poucas resistências que tinha naquele grande desafio que é correr uma maratona. Mas esta não era uma maratona qualquer. Nenhuma é! Mas esta merece-me um carinho muito especial e mereceria também que, mesmo debilitado, contasse comigo para percorrer aqueles maravilhosos 42 km que a Cidade do Porto e o Douro tinham preparados para os cinco mil (!!!) que se inscreveram na 11ª Edição da Maratona do Porto. A grande verdade, porém, é que esta Maratona me fazia muito mais falta a mim do que eu a ela! Fazia-me falta assistir à concretização de um sonho em que uma equipa altamente competente e batalhadora sempre acreditou desde que se lançou neste projecto.

Dez anos depois, eis um resultado inimaginável para muitos mas não para a Runporto.com que teve a feliz ideia de dotar a Invicta de uma Maratona que se equiparasse às grandes provas mundiais: não lhe faltava um percurso enquadrado num cenário de grande beleza natural e histórica; não lhe faltava vontade; não lhe faltava o crer nas suas capacidades organizativas. Havia só que trabalhar nesse sentido, acreditando sempre.

Mais tarde ou mais cedo, os resultados apareceriam. Ei-los.

4042 corredores puderam sentir aquele ”gostinho” tão especial e carregado de emoção, que é passar a linha da meta, numa envolvência digna de um grande momento: a grande passadeira colorida, o pórtico, o cronómetro, o som, os fotógrafos, os aplausos e os incentivos para aqueles metros finais. A Medalha.

Ter sido um destes 4042 encheu-me de vaidade, tal como ter sido um dos 317 que deram o “pontapé de saída” há 10 anos, na 1ª Edição. Nessa altura, a qualidade da Prova já lá estava. Pena foi que tivesse sido aproveitada por poucos (mas poucos mais maratonistas havia).

2 de Novembro de 2014, “…le jour de gloire est arrivé!”.  Não encontro palavras com que possa felicitar condignamente esta extraordinária equipa da Runporto a quem toda a “comunidade” da Corrida muito deve pelo que tem feito em prol da modalidade, tornando-a popular, interessante (numa primeira fase) e apaixonante (na fase seguinte). O “País Desportivo” ganhou outra dimensão. Muito obrigado, Runporto,  por nos apresentarem provas de tão grande qualidade.

Por ter a certeza que foram muitos aqueles que fizeram a Maratona pela 1ª vez, gostava de lhes dar os parabéns, porque sei que entraram num mundo em que o “ser-se capaz” é a norma. Lembrei-me –e com isto  termino este primeiro apontamento - de vos trazer um texto que fiz após a 1ª Edição, que dedico aos que adquiriram agora a elevada condição de MARATONISTA:

O Meu Herói,

Porto. 17 de Outubro de 2004.

Após quase 6 horas de corrida, chega à meta o Maurício. Poucos se lembrarão do nome dos primeiros a chegar, mas o Maurício, que só tinha feito duas provas na vida, ficou famoso ao concluir a 1ª Maratona do Porto. Isto, porque, para além de um acompanhamento exclusivo na 2ª metade da Prova, teve a sua aventura narrada a preceito por Joaquim Almeida, através de uma história bem contada – porque vivida – por um homem conhecedor do esforço de longas distâncias que, ao mesmo tempo que ia vigiando os sinais do esforçado atleta, ia-o também incentivando nesta aventura, insurgindo-se até com aqueles que apelavam à sua desistência. A sua chegada, ao cabo de 5 horas e meia,  foi celebrada com abraços emocionados de ambos com o dinâmico Director da Prova, Jorge Teixeira. Tinham conseguido. Tinham todas as razões para sentir o alívio do dever cumprido.

O Maurício, de Penafiel, ficou-me na memória, como o grande herói da jornada: a sua estreia na distância fica associada à estreia da Maratona na Cidade do Porto. Uma estreia sofrida, mas que ilustra bem a fibra com que se fazem as pessoas persistentes. Ele sabia que na Maratona todos eram vencedores e que nada teria o sabor da grande vitória que era chegar ao fim. Parabéns, Maurício.



terça-feira, 7 de outubro de 2014

Cheguei!!!



A minha chegada


Aqui só estávamos 9. Mas éramos muitos mais e tornou-se difícil reunir nos instantes que antecederam a partida na 2ª Rock’n’Roll Maratona de Lisboa. Ou porque não havia máquina fotográfica, ou porque uns tinham ido ao WC, ou porque outros já se encontravam “dissolvidos” no meio dos quase 4 mil que se concentraram junto ao Hipódromo de Cascais. Era daqui que saía toda aquela gente, que, depois de uma voltinha pela Vila, se lançava Marginal fora, em busca da Meta instalada a 42 Km dali, no Parque das Nações.

Tenho dito isto muitas vezes, que cada maratona tem a sua história. Mas também têm muito de comum : todas têm a mesma distância, procuramos gerir bem a nossa passada e a dada altura ficamos cansados. Em suma, é isto que nos acontece. Sempre. O segredo está em retardar ao máximo o aparecimento desse maldito cansaço.
Agora, vou tentar preparar-me para que na próxima, no Porto, faça melhor figura.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

2ª Rock'n'Roll Maratona de Lisboa








A Maratona tem destas coisas: umas vezes corre bem, outras mal. Mas corremos sempre. Prepararmo-nos bem não é garantia que tudo vá sair conforme o esperado, mas se nos prepararmos mal, de certezinha, que aquilo não pode correr bem. Apesar de tudo, há que ter a noção de utilizar um andamento adequado logo de início, para retardar ao máximo, o aparecimento da fadiga e o “estrago” ser o menor possível.
Ontem, sabia que muito dificilmente poderia apontar para uma marca inferior a 4h. No entanto, há sempre aquela ideia que levamos tudo controladinho e a passagem à meia, com 1,56, era um bom indício, pois sentia-me bem. Aos 30km, porém, começo a baixar de ritmo e a aperceber-me que a confiança se tinha ido toda embora e a única coisa que tinha a fazer, era deixar-me ir, penosamente, até à meta, ainda por cima, na zona menos atractiva do percurso.
Mas vamos ao início:
Impressionante o número de pessoas que se concentraram junto ao hipódromo de Cascais, de onde iria partir a Rock’n’Roll Maratona de Lisboa. Com quase 4 mil atletas, foi uma primeira grande surpresa! Alguns problemas no som, apenas resolvidos no preciso momento da partida, talvez tenham retirado algum do brilho inicial na animação que tão grande concentração humana justificaria.
Tudo em marcha. Coloquei-me cá atrás e já o relógio do pórtico marcava 2,30’ quando por lá passei. Tanta gente! Utilizámos alguma parte do percurso dos 20Km de Cascais, antes de nos lançarmos Marginal fora, até Lisboa.
Desta vez havia mesmo bandas ao vivo fazendo jus à designação da Prova e logo aos 5Km, mais coisa menos coisa, já se ouvia “It’s rainning men, aleluia…”  e eu, aproveitando a música para me moralizar, transformo-lhe a letra: “I’m a running man, aleluia…” e levo-a comigo até aparecer a banda seguinte que cantava qualquer coisa dos Xutos. Depois  “Foram Cravos, Foram Rosas”, Pinck Floyd , etc e foi ao som do “Let´s Twist Again” que entrei na Praça do Comércio para ir dar a voltinha aos Restauradores. Apesar da música ser incentivadora, acho que foi aqui que me fui abaixo das canetas.
Estação do Rossio e Restauradores: recebo o estímulo da grande campeã Chantalle Xchervelle e do amigo Vítor Veloso (este em funções de controlador), mas a coisa estava por pouco. Passa por mim, o Tigre a lembrar que no ano passado, por aquela altura, fez a mesma “gracinha”. À chegada a Stª Apolónia e notando que estava a reduzir muito o andamento, achei melhor fazer uma paragem, à boa maneira dos Trilhos, em que o tempo conta pouco (excepto para os “prós”). Bebo calmamente a água e dou uns passos, para me pôr novamente a correr. Lá vem a malta da Meia (que tinha partido 2 horas depois de nós) e, nos últimos 8 quilómetros corremos lado a lado. Agora era aguentar. Meia para a esquerda, Maratona para a direita. O almejado pórtico a marcar 4.06.55, registando o chip 4.04.29. No ar, o som contagiante dos UHF, mas tinha que me vir embora.
Estava feita mais uma Maratona, que não me deixou muito satisfeito, mas não tenho que me queixar a não ser de mim mesmo, que não me preparei adequadamente. Que me sirva de 1º grande treino para a Maratona do Porto.
Quanto à Organização, gostei muito. Subiu muitos “furos” em relação à do ano passado. Só não gosto das “misturas” da Meia com a Maratona, nos últimos quilómetros, não que cause confusões, pois tudo estava bem controlado, mas há diferenças de ritmo que andam constantemente “a bater” na nossa mente, tipo :” este vai fresco, é da Meia” ou “este vai de rastos, é da Maratona”, sem que tenha que ser necessariamente assim.
Muito bonita, a Medalha - e pesadinha - com as cores do circuito “Rock n’ Roll”, a merecer destaque na minha colecção.





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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

"Acordo" discordante


Na minha descrença em relação ao desacordo ortográfico,  ainda vou tentando encontrar, entre os seus defensores, alguns argumentos sérios que tornem razoável a necessidade da sua aplicação. Mas nada de esclarecedor tenho vislumbrado por aí. Dizem que é obrigatório aplicá-lo nas escolas, porque aquela resolução tal e coiso assim o determina, o mesmo acontecendo às outras instituições públicas. Ao mesmo tempo, vamos sendo bombardeados nas televisões e nos jornais (salvo honrosas excepções) com as palavras mutiladas porque agora é assim que deve ser. Ninguém diz porque é que tem que ser assim, pois são muito mais fortes as razões para que fosse da outra forma.
Depois, há uma outra questão que cada vez assume maior importância. É que os incautos que cederam à chantagem, não querem agora reconhecer que se precipitaram ao não usar o seu sentido crítico ou aprofundado as consequências da sua opção. Como tal, não querem estar sós e tentam aliciar os resistentes, com o mesmo argumento de que “é obrigatório por lei”.
Para muita gente,  pode até ser difícil admitir que cometeu  uma asneira e, como tal, não pretende voltar atrás, por achar que a sua dignidade, o seu orgulho, podem sair feridos. Só que, para além de estarem a  engrossar os números  com que justificam a aplicação do AO90, estão a empobrecer  uma língua secular, de regras bem definidas e internacionalmente credível. 
Para concluir, confesso que não sei tanto quanto gostava de saber sobre a Língua Pátria, mas merecem-me muito mais confiança as vozes de quem sabe bastante - e não foi ouvido – do que as  daqueles que a troco de interesses tão mal explicados (e de exemplo duvidoso),  nos querem  impor regras que adulteram o que nos foi ensinado e impede  os que vêm a seguir de aceder ao mesmo conhecimento.  Não. Não me parece que esses “mandantes” estejam legitimados para isso. 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Alegria na Serra d'Arga



Não estive na Serra d’ Arga, mas o meu amigo João Meixedo – o Ilustrador de Conceitos, esteve.
E do que nos relatou no FB, comentei com uma graçola, que aqui reproduzo :


Correu p’la Serra d’Arga esplendorosa
Mostrando o seu vigor pelas montanhas
Em companhia alegre e bem gostosa
De gente que é capaz de iguais façanhas.

Subiu penedos, mergulhou nos rios
Escarpas acima, abaixo e ofegando
Sorrindo sempre, face ao desafio
Que passo a passo ia conquistando.

Ei-lo na meta. Só sinais de leveza
E dá uma ajudinha, coisa bela,
Mas sem dar conta, a alucinação!

Tomou por um penedo a frágil mesa
E seguro, saltou p’ra cima dela,
Esbardalha-se e vai com o queixo ao chão

…Da ajuda a quem ganhou a Bad Water
Só sobrou para ele a “bad table”.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

38ªMMSJL - Reflexões







Fotos que falam por si (de Miguel Baptista , AMMA, Leonor Duarte, e Domingos Fernandes)



Agora, mais calmamente, gostaria de deixar algumas respostas a comentários sobre a 38ª Meia Maratona de S. João das Lampas. Felizmente, na sua generalidade, foram comentários bons ou muito bons, que nos ajudam a prosseguir com a nossa entrega a esta Meia quase quarentona. Houve também comentários com alguma crítica construtiva, que também agradecemos e é, particularmente a esses que pretendo dirigir-me neste apontamento.

1-               T-shirt dada no início ou no fim da Prova ? Tem sido uma questão bastante debatida. Por tradição, temo-la dado no final, constituindo o prémio de “finisher”. Tem, no entanto, vários inconvenientes, que se repetem, ano após ano e que, por mais que expliquemos essas razões, há sempre quem não se convença e, mesmo sem finalizar a prova, faça questão de a receber, porque pagaram a inscrição e a ela têm direito. Não pensamos assim. Achamos que pagar a inscrição é pagar um direito a participar na Prova. Não é a mesma coisa que ir às compras. Por outro lado, era a t-shirt o único prémio que tínhamos para dar aos atletas. Então que fosse no final. Desta vez tínhamos medalhas. Logo, entendemos que poderíamos dar as t-shirts juntamente com os dorsais, ficando as medalhas para os que finalizassem a prova.
2-               Anarquia na entrega dos prémios – Esta achamos forte. Sabemos que não foi perfeita, mas dizerem-nos que “não deveríamos ceder a pressões para sermos rápidos na cerimónia, devendo esperar pelo último a chegar à meta, para não haver escalões “partidos”, não é uma afirmação bem pensada. E passo a explicar porquê. A cerimónia, salvo algum atraso involuntário, inicia-se por norma, às 19,30H, ou seja, 2,30 após o tiro da partida que é também o tempo limite para a chegada do último atleta. Não foi por pressão de ninguém, pois estava definido. Acontece que não notámos que, na listagem inicial dos atletas do pódio, não reparámos que o escalão F-50 não estava ainda completa e, por distracção, foram chamadas ao pódio as que constavam. Lamentamos, obviamente, mas logo que alertados, procedemos à correcção do erro e voltámos a chamar todas as atletas, embora só tenham comparecido algumas.
3-               Não afixação dos resultados. Esta sim, entendemo-la como a mais pertinente das críticas e que está directamente relacionada com a anterior. Foi uma falha que seria muito fácil evitar e, humildemente, temos que carregar com a culpa de o não termos feito. Por vezes a hierarquização dos problemas, faz com que se descure alguns dos mais simples.
4-               Morosidade na cerimónia de entrega dos prémios – Também aceitamos esta crítica e entendemos que poderemos encurtá-la substancialmente. Basta que em vez de premiarmos 5, passemos a premiar apenas 3 de cada escalão.

Para a esmagadora maioria, trata-se de pormenores que pouco ou nada contam para a avaliação geral do evento. E mesmo para os que tiveram a frontalidade de os apontar, acreditamos que o fizeram com a melhor das intenções. Poderíamos “ouvir e calar” ou ignorar, mas como sempre temos dito, para que haja empatia entre ambas as partes, se ouvirmos, temos mais probabilidades de sermos ouvidos. A todos estamos muito gratos por terem escolhido participar na 38ªMMSJL e a todos queremos deixar a promessa que faremos o nosso melhor para que na 39ª possamos voltar a contar convosco.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A Importância da Rosa

A grande vencedora Chantal Xhervelle

A lendária Analice Silva (foto de Leonor Duarte)
O Nellson "Kèfrô?" (foto de Atletismo News)

(Foto de Atletismo News)


Sim, eram rosas. Rosas com que mãos amigas se picaram para lhes retirar os espinhos. Rosas que, de surpresa,  passavam para as mãos das meninas que tinham, em esforço, desfilado pelo  asfalto das Lampas, ao longo de 21 duros quilómetros. Rosas que as acompanhariam naqueles metros finais, tornando mais triunfal e alegre cada uma dessas chegadas. Era um símbolo, bem sabemos. Não passava disso. Um símbolo que cada uma entenderia à sua maneira, mas que pretendia chegar, onde as palavras não chegavam num momento de glória. PARABÉNS.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

10 Km de Tagarro


Com o Nelson, a Alexandra e o Francisco (Os ACBs presentes)


O agradável convívio no final (Com o Catita, Fernanda e Luis Parro, Manuela Folgado e João Maia)

Com o meu amigo e grande atleta ( e um dos homenageados) João Marques


Tagarro acordou, após ter estado em coma durante 16 anos. Mas acordou bem disposto, sorrindo para toda a gente que o visitou e sem ter esquecido absolutamente nada da grandeza que outrora exibia, quando era um dos expoentes máximos da Corrida de Estrada em Portugal.
Se a princípio, eu procurava arranjar uma desculpa para lá não ir (muito trabalho com a organização da 38ªMMSJL, por exemplo)  agora dou-me por muito satisfeito por  alinhar nestes 10 Km.
E os cuidados para que tudo corresse bem, notaram-se logo à chegada, onde grupos de voluntários tinham a missão específica de orientar o estacionamento, rentabilizando ao máximo o espaço existente para o efeito.  Duas simpáticas meninas distribuíam um folheto com informações úteis para os atletas que iam chegando.
Voluntários aqui, voluntários ali, todos de t-shirt laranja, ocupavam os seus postos, ora nos dorsais, ora na entrega dos sacos (e que sacos!??, contendo lembranças que testemunhavam bem o quanto tinham em consideração a nossa presença), ora nos cruzamentos, ora na colocação de baias, ora nos pontos de som com música de animação. 
Estes 10Km de Tagarro, compostos por duas voltas de 5 e que percorrem as estreitas e pitorescas artérias da localidade , também incluem as rectas da Estrada de e para Alcoentre, apresentam alguns desníveis suaves e curvas angulosas que o tornam pouco favorável a quem vai à procura de fazer grandes tempos. Mas o principal da Corrida não está nos grandes tempos que se fazem, mas sim no convívio que ela proporciona, quer durante quer após a Prova; na empatia que se gera entre os atletas e a organização. Isso foi plenamente conseguido.
Sentimos que fomos tratados principescamente e ao sairmos de Tagarro invade-nos a sensação de termos sido uns privilegiados, pois foram menos de 3 centenas aqueles que descobriram (ou reencontraram) este tesouro.

À fabulosa organização, quero expressar a minha gratidão por todo o carinho recebido nesta importante jornada e dar-lhe os parabéns mais que merecidos pelo enorme sucesso alcançado.

sábado, 16 de agosto de 2014

O Bronze de Jéssica





“Não posso. Assim é muito. Elas que vão!”                
Foi assim que pensou ainda cedinho
Deixando que o pequenino pelotão
Seguisse desalmado  o seu caminho.
Mas era firme a sua convicção
E  levaria a água ao seu moinho   
Pois  de  todas as sete lá da frente
Claudicariam umas, certamente.           

Prosseguindo em tranquila ligeireza
A pouco e pouco foi-se revelando
Aquilo que ela tinha por certeza.
E uma a uma foi ultrapassando
Sem nela se notar qualquer fraqueza.
Só lhe escaparam duas, que voando
Lhe ficaram com o ouro e com a prata

Mas bronze deste… é de ouro que se trata.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

VI UTNLO

Com o Nuno Sabino (Foto do Duarte Nuno)

Com o Carlos Fonseca (Foto da Paula Fonseca)

Descendo para o abastecimento do Km 34 (Foto do Duarte Nuno)





Óbidos, é para mim, uma vila especial. E logo que surgiu esta iniciativa de um trilho nocturno, na altura com 37 Km, não hesitei em alinhar.  Era uma experiência nova, nunca na vida tinha usado um frontal e tinha sempre presente que a possibilidade de me perder aconselhava a nunca me deixar ficar sozinho.  Ia sempre com isso em mente. Mas isso foi naquela 1ª Edição, tanto para a Organização, como para mim.  A verdade é que lhe tomei o gosto e nunca deixei de lá ir, mesmo com o bom senso a aconselhar que não fosse, por mor da UMA (outro dos meus “fraquinhos”) se disputar na  semana imediatamente anterior.
Desta vez, a inscrição foi difícil, pois a procura fez com que rapidamente esgotassem e, só depois de rateio, consegui inscrever-me juntamente com a minha equipa, ACB, que apenas apresentou 3  na linha de partida : Eu, o Nuno Sabino e o Carlos Fonseca.
Mais uma vez (depois da UMA)  contei com a disponibilidade do meu filho, Duarte, para me acompanhar e ter a paciência de esperar por mim ao longo de tantas horas e fazer umas fotos. Antes das 5 da tarde já estávamos em Óbidos. E foi bom chegar cedo, pois permitiu-nos levantar o dorsal sem enchente e ir depois, apreciar melhor o ambiente de uma vila histórica durante  o Mercado Medieval que estava a decorrer, com inúmeras pessoas trajadas à época a circularem e também o desfile de várias personagens que nos levavam aos Séc. XII –XIII.
Feitos os preparativos, encaminhámo-nos para o sítio do costume: o Jogo da Bola. Era aí que seria dada a partida simbólica e, não sei quantas horas depois, a chegada por aquela porta triunfal. Algumas fotos, umas palavras de aviso sobre as marcações, sempre importantes, principalmente quando se trata de uma prova nocturna.
Ainda havia alguma luz, quando saímos, percorrendo a vila em todo o comprimento, ao longo da Rua Direita até à porta principal do Castelo onde seria dada a partida oficial. Desta vez foi diferente, tomámos a direcção contrária àquela que era habitual . Com calma, sem pressas, porque a jornada iria ser longa e as “pilhas” ainda não tinham carregado bem, depois da UMA.
Embrenhados pelo bosque, atentos às marcações, enfrentando todo o tipo de piso, descendo, subindo, trepando, saltando, “trambolhando” ( duas vezes fui ao chão, mas sem me magoar em qualquer delas - felizmente). Retive uma frase de um companheiro que dizia para outro: -“O meu amigo aqui , nunca se perde; só tem que se lembrar que está no Planeta Terra! “ Boa.
A passagem pelos abastecimentos eram momentos de paragem obrigatória e, principalmente nos 3 últimos, eram autênticos banquetes, donde não havia qualquer vontade de sair. Ele era melancia, melão, tomate, laranja, ele era biscoitos, bolachinhas baunilha que eu adoro, frutos secos, batatas fritas, água, isotónica, coca-cola, eu sei lá, pois de certeza me escapou alguma coisa. Eu fixava-me na melancia e nas minhas bolachinhas preferidas. Bebia isotónico, reabastecia  uma das duas garrafas do  cinto (a outra nunca fez falta). Contra a vontade, mas tinha que ser, era preciso continuar.
Fui bem até aos 46 Km, mais ou menos, mas depois, as novas dificuldades que os últimos  quilómetros apresentaram, deixaram-me de rastos. Pensava que fosse só subir o castelo, mas antes disso, vieram umas surpresas demolidoras para quem já estava com a luz do óleo acesa.
Ouço um colega que ia à frente a gritar : CASTELO À VISTA!!!  Isso deu-me algum alento, mas quando também eu o avistei ele ainda estava tão loooonge…!
Km 50! Está quase, praticamente só falta subir o Castelo. Eu a pensar que já estava na base, aparece uma placa a dizer que faltava 1KM! Mau! Passagem de nível. Agora sim, começava a escalada que nos haveria de levar à escadaria de madeira e ao corredor que nos levava à “Porta da Traição” (aqui para nós, “traição” foram os últimos 3K! esta porta deveria ser a da glória ou do triunfo) e àquele desejado momento da consagração de mais um título. 8,04,30 !
Ali estava um excelente ambiente à nossa espera e uma mesa farta, sopa quentinha. Aquilo que me ouviam dizer era que” os últimos 3 Km foram arrasadores”. Virava-me para outro amigo: “livra, estes últimos 3 km foram arrasadores” e mais outro: “Eh pá…estes últimos 3 km foram demolidores”!!! E como achei que já não era capaz de dizer mais nada e o frio começava a apertar, despedi-me à francesa e disse ao meu filho, que pacientemente esperou por mim ( e foi ver a passagem nalguns pontos do percurso), para virmos andando até ao carro, para trocar de roupa. Eram quase 5,30h da matina, tempo de regressar a casa. 
E vão SEIS.


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Óbidos





“Já lhe obedece toda a Estremadura”…
Diz naquele padrão que a Vila ostenta,
Obedece-se ao perigo, à aventura,
Ao transpor das barreiras que se enfrenta.
E em noite chuvosa, noite escura,          
Afere-se o limite que se aguenta
Se ao rei, a “Estremadura lhe obedece”
Ao Trilho desta Vila se agradece.


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

UTNLO -Cheira bem, cheira a Lagoa


P’ra passar um braço da Lagoa
Toma lá, toma a palete
P’ra passar onde só passa quem voa
Toma lá, toma a palete

Noite escura, frontal na cabeça
Por riachos e canaviais
Só se espera que nada aconteça
Se não, Serrazina, não volto cá mais.

À volta da muralha pedregosa
À roda da lagoa de águas mansas
No Arelho com areia tão teimosa
Que mesmo que tu queiras não descansas

Corremos, caminhamos tantas horas
Por estradões, falésias e outros perigos
Tudo porque estas terras sedutoras
Dão vontade de sofrer tais castigos.

P’ra passar um braço da lagoa
Toma lá, toma a palete
P’ra passar onde só passa quem voa
Toma lá, toma a palete

Noite escura, frontal na cabeça
Por riachos e canaviais
Só se espera que nada aconteça

Se não, Serrazina, não volto cá mais.