sábado, 31 de dezembro de 2016

14ª Prova do Ano: 9ª S. Silvestre de Lisboa


Desta vez, realizou-se de manhã. O dia esteve perfeito (um bocadinho de frio, que rapidamente desapareceu, quer pelo efeito do sol, quer pelo efeito do calor gerado pela corrida).
Receava que a prova feita há apenas 12 horas, não me permitisse grande desempenho, mas a verdade é que voltei a surpreender-me ao fazer um tempo líquido de 48,26, menos um minuto e tal que nos Olivais.
Esta S. Silvestre, a cargo da HMS é de uma grandeza enorme, com 6280 atletas à chegada. Porém, quanto a mim, perdeu muito do seu encanto por deixar de ter como cenário as iluminações de Natal, principalmente na Avenida da Liberdade, totalmente preenchida por gente a correr, quer a subir, quer a descer. De resto, nada a apontar a uma organização experiente e com provas de competência já dadas e que reafirmou o seu saber em todos os parâmetros de avaliação. Parabéns ao Hugo Sousa e a toda a sua extraordinária equipa que, depois desta, ainda foi tratar da S. Silvestre da Amadora, a mais antiga de Portugal que eu, vergonhosamente, ainda nunca fiz. Talvez em 2017.
9 Edições, 9 presenças! Sinto-me com sorte e honrado por me manter totalista em Lisboa.
Todos os resultados aqui.

13ª Prova do ano : 28ª S. Silvestre dos Olivais

Com o Luis Ferreira e o Ricardo Leitão
Em andamento com o Nuno S. Marques e o Ricardo




Tinha de marcar presença numa daquelas provas que faz parte do meu calendário "obrigatório", S. Silvestre dos Olivais, na sua 28ª edição.
Sem ser aquela prova das multidões, apresenta, mesmo assim, mais de 1500 atletas à chegada . Como é sabido, é conhecida pelo desnível que tem os eu percurso e, consequentemente, pouco recomendada para quem pretende obter recordes pessoais.
Fiz a prova calmamente e, no final, obtive um tempo inferior aos 50 minutos, o que me deixou bastante satisfeito.
Tenho pena, que os resultados publicados não contenham o tempo oficial e o tempo de chip, considerando apenas o primeiro. Não costumo prestar muito atenção a isso, mas quando está em causa o facto de me situar nos "sub-50", não tenho como provar que a minha marca ainda me permite estar nessa "elite". Todos os resultados aqui.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

3 minutos certinhos

Dizem os "estudos" que a partir de determinada idade, os tempos que se consegue fazer ao correr uma distância, vão aumentando não sei quantos segundos por quilómetro, em cada ano que passa.
Sem ser minha intenção, contrariar o que quer que seja, vejo que o tempo que fiz na Meia dos Descobrimentos em 2016, foi inferior em 3 minutos (tempo de chip) em relação de 2015. É óbvio que não sou excepção, mas, de certeza, um dos vários    factores que aponto a seguir, poderão explicar o "fenómeno":
1- Será que em 2015 "fui na ronha" para vir com esta conversa em 2016 ?
2- Será que este ano estava mais bem preparado ? (Falso, pois este tem sido um dos anos em que menos tenho corrido).
3- Terá sido a chuva, que durante mais de metade do percurso,  nunca deixou que entrasse em "sobreaquecimento" ?
4- Será que (e esta é a melhor de todas) ainda tenho margem de progressão ? (Vá, podem rir, que não me parece mal).






domingo, 4 de dezembro de 2016

12ª Prova do Ano – Meia Maratona dos Descobrimentos



Com o Ricardinho, habituado a "pára-quedas", deu jeito.


Entrou Dezembro, o mês doze de um ano que, para mim, foi parco em corridas. Houve muitas, é certo, mas não para mim, que reduzi a minha participação a umas quantas clássicas que têm feito parte do meu calendário habitual.
A Meia Maratona dos Descobrimentos é uma dessas provas, a que só faltei em 2015.
Apesar do temporal que convidava mais a ficar em casa do que a expor-me ao incómodo de enfrentar os elementos, lá fui, com o Ricardinho, até ao Restelo. Equipados com guarda-chuva, ainda deu para irmos tomar um cafezinho e um chá (que o café “inerva” o Ricardinho) ao mesmo tempo que esperávamos pelo dorsal que, gente amiga havia levantado de véspera.
As coisas pareciam estar cronometradas para que fosse mínimo o tempo de espera na partida, debaixo da chuva tão intensa e desagradável. Só fomos para lá, mesmo em cima da hora.
Parti mesmo de trás, pois nem tinha reparado que o meu dorsal só me dava acesso ao lugar reservado aos pouco dotados. E era isso mesmo que eu queria. Ainda encontro por ali alguns amigos, João Lima, Isa, Vitor, Catita e, ao sinal, arrancámos no sentido de Algés, onde havia um primeiro retorno, por volta dos 2,5Km.
Partir de trás é bom. Tudo parece que é mais fácil, sem pressas. Mas mesmo assim,  quando dei por isso, até estava a andar muito abaixo dos 5m/Km. Calma aí! Calma que a coisa tem de dar até aos 21, sem que precise de me arrastar.  Mas sentia-me bem a levar com a chuva na cara (e no corpo todo) e pisando as inúmeras poças de água que se iam formando, a direito, sem estar cá com desvios, pois nada havia a poupar, que os ténis já estavam ensopados.
Cais do Sodré, Praça do Comércio, retorno em Santa Apolónia e vejo que vou ganhando algum terreno a atletas meus conhecidos. Pára de chover enquanto dava a volta ao Rossio, por volta dos 13,5Km. O andamento continuava em alta, abaixo dos 5m/km, o que me começava a causar alguma admiração, tendo em conta a experiência recente da Meia da Nazaré ( a última prova que fiz ). Vai um gel. Aos 15, passa-me o António Belo e aguentei-me perto de dele, sem esforçar muito, sabendo que era uma boa oportunidade para seguir uma passada experiente e de boa qualidade. Reparo, afinal, que estava a abrandar e resolvi ir para a frente. Olha o Fernando Celestino (!),  impensável chegar-me a ele, a menos que ele viesse com algum problema. Passei-o. Ele veio comigo por cerca de 200 metros. Ficou para trás. Mau! E eu a andar a 4,45. Aos 20, aparece-me, de novo, o Fernando, que já tinha recuperado do mau bocado que atravessou. Mas não reagi, pois ele apenas foi para o lugar dele.  Praça do Império, Museu da Marinha. Lá estava a meta : O cronómetro indicava 1,46,10, mas o meu tempo de chip foi de 1,43,49 ! Menos 12 minutos que na Nazaré !

Tendo em conta que, no final, não apresentei grandes sinais de grande cansaço, fiquei muito satisfeito com o meu desempenho. E nada de ter pena de poder ter feito melhor e não o fazer. Mas um sessentão fica vaidoso por ter chegado à meta em boas condições e com uma marca que me permite figurar na 1ª metade da tabela (1036º ;15º do Escalão). Chegaram ao fim 2612 corredores. Todos os resultados aqui.

domingo, 20 de novembro de 2016

VIII Treino Nocturno de S. João das Lampas


O todo...

...E as partes (I)

(II)

(III)

(IV)

Com o grande Hélio Samuel (que ofereceu esta super-bolacha para ser leiloada)
E que foi "arrematada" pelos Salamandrecos, aqui representados pelo seu presidente, António Pedro.

“… E quando virem que os vossos companheiros vão depressa de mais, abrandem e esperem pelos de trás!” 
Quem é que se iria lembrar de dar um conselho tão óbvio como este ?
Enfim, as Lampas têm destas coisas. Mas sem saber como, têm o "condão" de ter muita gente amiga (mais de 100) no seu seio sempre que se lança para o ar um evento de Corrida, quer seja competitivo, quer seja de pura recreação e convívio.
A cada um dos que já se pronunciaram sobre a experiência que viveram no passado dia 18, quer pessoalmente, quer na forma de comentário escrito, quero agradecer a vossa simpatia na apreciação que fizeram.
Queremos agradecer também àqueles (as) que, mesmo sem poder correr, estiveram connosco, enriquecendo o evento com a sua presença.
Vão também os nossos agradecimentos muito especiais para :
- A Sociedade Recreativa, Desportiva e Familiar de S. João das Lampas, por estar sempre pronta e de braços abertos para acolher as nossas iniciativas;
-Ao Orlando e Leonor Duarte, por terem tido, mais uma vez, um papel importantíssimo na excelente foto-reportagem com que se mostra e perpetua esta iniciativa;
-Às nossas amigas, Cristina Ferreira, Ana Maria Grácio, Maria José Duarte, Ana Leitão e Arminda Soares que, informadas praticamente, em cima da hora, estiveram presentes para confeccionar uma sopinha que tantos elogios recebeu.
 - A todos os que colaboraram nas ofertas  solidárias a distribuir pelas famílias carenciadas da Freguesia de S. João das Lampas e Terrugem.

Caros amigos, o que fazemos são coisas simples e se apenas com a simplicidade (com o que ela tem de virtuoso e de descuido), conseguimos ter-vos do nosso lado, sentimo-nos uns felizardos e entusiasmados a repetir este tipo de experiências.

Muito obrigado a todos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O filme da 13ª Meia Maratona do Porto

Imagens fabulosas da Grande Maratona de Portugal.

Actualização do quadro

Em termos de maratonas, 2016 está aviado. Só fiz duas. Esperemos que 2017 seja melhor.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

11ª Prova do ano : 42ª Meia Maratona da Nazaré





Depois de uma semana a Voltaren
(Sequelas da invicta maratona)
Não podia faltar àquela a quem
Mais deve quem mais meias colecciona:
- Nazaré, a primeira , ainda tem
Uma envolvência tal que me emociona:
A terra, o mar, a gente, a nostalgia…
E sinto as emoções que antes sentia.

Dizem que já não é o que era. Já não atrai milhares; já não gasta milhares;já não tem vedetas. Mas Nazaré está lá, com a mesma beleza turística, com a mesma simpatia de gente, com o mesmo espírito organizativo, a dar a mesma atenção aos visitantes corredores. O "mal" não estará na Nazaré.
Nos tempos que correm, assiste-se a uma "pulverização" de provas no território português, em datas coincidentes, proporcionando uma oferta muito variada a quem quiser ir fazer a sua corridita de fim-de-semana. Para uma grande parte da gente que corre, as opções baseiam-se em tudo menos em história. Escolhem uma prova e está feito. Vão correr.
Mas para aqueles que estão mais ligados às origens da Corrida para Todos nunca conseguirão esquecer a Nazaré, como a grande Prova Portuguesa, a única que arrastava multidões e aquela que enchia páginas de jornais. Quem esteve nessas edições, não consegue desligar-se do verdadeiro significado desta Meia Maratona. Eu, pelo menos, não consigo. Devo-lhe, por isso, um grande respeito e, só se não puder mesmo, é que falto. Tenho tido sorte e, das 42 edições realizadas, terei falhado, talvez, meia dúzia de vezes. Eu sei que é mau sinal (estou a ficar demasiado cota), mas pelo menos os cotas como eu, entenderão o que pretendo dizer.
Quero dar os parabéns à organização por continuarem com total entrega a este projecto quarentão, sem se deixar desanimar pela redução do número de atletas. Gostei particularmente do momento em que foi homenageado o Senhor da Pastelaria Batel, que desde a 1ª hora esteve ligado à Meia da Nazaré, oferecendo as saborosíssimas broas de mel que nos oferecem à chegada.
Continuas a ser a "Mãe", Nazaré. Há valores (de lealdade e reconhecimento) que nunca se deviam perder.
Quanto à minha prova, não foi má de todo: 1,55. 427º classificado. Por curiosidade fui ver a marca que tinha feito quando lá fui a 1ª vez, na 4ª edição, em 1978: 1,23,31 - 426º classificado. A piada disto é que, entre uma e outra, só perdi um lugar.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

10ª Prova do ano : 13ª Maratona do Porto


"Ser totalista é ter na alma a chama imensa..."


Com dois ícones: o criador da Prova, Jorge Teixeira, e uma das suas mais activas colaboradoras e também totalista, Conceição Grare
No princípio, tudo bem. (Foto J.Margarido)
Na Ponte D. Luiz (Já bufava) (Foto Zé Lopes)
A 200 m da meta (foto C.Lopes) já depois da "tormenta"

A 13ª Maratona do Porto realizou-se no passado dia 6 do corrente.
Bem sei que ainda não disse nada, mas a verdade é que ainda não parei de pensar nela. E para não estar com rodeios, porque senão ainda não é desta, aqui vai:
Partida. Procurei controlar o andamento, pois sabia que não estava preparado, mas aguentei-me até aos 39 Km. A partir daí, passou o marcador das 4h e desmoralizei um bocadinho, ao mesmo tempo que comecei a sentir dores nos gémeos. No abastecimento dos 40 Km parei e pus-me a caminhar até aos 41. Com a ajuda psicológica do locutor que aí estava, recomeço a corrida e terminei com 4, 12.
Isso é o que resume a minha participação que, no fundo, será aquilo que menos interessa. 
Por outro lado, falar do que é objectivo, passados dez dias da prova, já outros o fizeram e bem. E não quero copiar ou repetir o que já foi dito. Do que li, nada era negativo. Antes pelo contrário, foram abundantes os merecidos louvores a uma Organização primorosa  Na verdade, a Maratona do Porto já nasceu grande. A Organização sabia que a tinha feito grande. Mas soube esperar, acrescentando aqui e ali, aqueles detalhes que fazem as diferenças, melhorando sempre onde já se pensava não poder melhorar, tratando os atletas como gostariam de ser tratados. Hoje é o que todos viram.

A RunPorto tem nas mãos uma aposta de grande envergadura internacional que nada fica a dever ao que de melhor se faz no mundo. Parabéns ao Jorge Teixeira e a toda a sua fabulosa equipa. Que sorte tenho eu em poder continuar totalista desta Maratona. 
A minha 75ª ficou, assim, registada em vídeo, em vários pontos do percurso e à chegada.  

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O freguês que se segue ...



Debatida esta questão,
De Cascais e dos seus VINTE,
-Sempre com elevação-
Passou-se à fase seguinte.

Já de tanto esmiuçado

Quase até à exaustão
Alguém mais empertigado
Resolveu pôr um travão:
-“Basta! Não quero ouvir mais
Que isto já não adianta
Que estes VINTE de Cascais
Não são uma prova santa!”
E resolveu dar de sola
Indo para outra paragem
Quando chega o da graçola:
“-Então faz boa viagem!”
Começa a coisa a “azedar”,
E já quase a ficar preta
Com a conversa a resvalar
P’rà valeta!
Por isso, será melhor
P’ra acabar este “poema”
Discutir com, o mesmo amor
Outro tema.

Um grande obrigado a todos os amigos que contribuíram para o debate.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Quando uns não querem...





Galera, é o seguinte :
Acabaram-se os VINTE!
Esta, aqui, em Cascais,
Não vais correr mais
Que, agora, na zona  
Só Meia Maratona.

Se os VINTE em Cascais
Chegaram ao fim
VINTE não há mais
Sem ser em Almeirim.

Mas faço um reparo
Só aqui pr’à gente:
Os VINTE é que é raro.
A MEIA é frequente.

Vai ser um festim
Com sopa e bom vinho
Que, agora, Almeirim
Impera sozinho.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Réquiem pelos 20 Km de Cascais






"O mundo é composto de mudança 
Tomando sempre novas qualidades..." (dizia o LVC)
Mas quando isso é à conta de "matança"
Talvez não houvesse necessidade. (digo eu)

Soube, hoje, que os 20 Km de Cascais, uma das clássicas do nosso calendário se finou, para dar lugar a uma nova prova, a Montepio Meia Maratona de Cascais!
Com todo o respeito por quem tem  legitimidade para tomar estas decisões, custa-me que não tenham sido ponderadas (ou, se foram, não transparece) as implicações que daí adviriam.
Os 20 Km de Cascais tinham atrás de si um historial próprio de mais de 30 anos. Passam, agora, a ser, apenas, o "percursor" da novel Meia Maratona de Cascais. A Vila deixa, assim, de ter uma das raras provas de 20 Km para passar a ter mais uma das já tantas meias maratonas que vamos tendo por aí. A singularidade dá lugar à trivialidade.
Se se pretendia que ali houvesse uma meia maratona... nada contra...pois que se fizesse! Mas isso não teria de implicar, necessariamente, a extinção de uma clássica com o prestígio que todos lhe reconheciam.
"Doutos varões darão razões subidas" para o sucedido, mas temo que não sejam suficientemente entendidas pelos milhares de fãs que os 20 Km de Cascais granjearam ao longo de décadas. Fica a dúvida se o sentimento de perda não irá prevalecer sobre o sentimento de conquista.
Desejo à competentíssima equipa da HMS Sports as maiores felicidades para organizar esta nova prova, mas não lhe consigo dar os parabéns por esta decisão.


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O Relógio "Invicto"


Palmas para a Maratona do Porto

A Maratona do Porto está aí. A 13ª. Soube hoje que foi reconhecida pela European Athletics Quality Road Race como Prova de CINCO ESTRELAS, um honroso galardão para a Runporto que,  fazendo sempre o seu trabalho com muita competência, soube, com paciência, esperar pelo justo reconhecimento internacional. Eu, por ter acreditado, desde a primeira hora, no êxito desta Maratona e por ter participado em todas as edições, ponho-me à boleia, para também eu me sentir bastante orgulhoso pela distinção. Parabéns, RunPorto, por teres colocado a Cidade e o País, na Rota das Maratonas de Excelência.
Cheguei a casa e fui rever as medalhas. E contá-las. Algumas, por terem estado mal acondicionadas, oxidaram nalgumas partes. Mas fiz, numa composição um bocado naíff, um estranho relógio, em que o ponteiro das horas está pronto para a 2ª volta. Dia 6 de Novembro será o dia.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

"Eu e o meu quadro"



Andava há tempos (desde Novembro de 2013) para actualizar o meu quadro das maratonas. Está feito. Nele constam todas as maratonas e ultra-maratonas que fiz desde 1983. Antes que perca o papel, fica aqui no blogue. Só queria era ter saúde para continuar a preenchê-lo. Uma de cada vez.

(Quadro editado: faltava-me incluir Sevilha 2014, o que já foi feito. Obrigado pelo reparo, João Lima)

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Ainda a Rock'n'Roll Maratona de Lisboa 2016



Vai um gajo até Cascais
Com as pernas a tremer
Porque padece de mais
Deste vício de correr.

E sem treinos,  bem sabia
Que  esta espécie de atleta,
Muito tempo gastaria
Para chegar lá à meta

À meta tão desejada
Por ser palco de emoções.
Separava-nos a estrada
Até ao Parque das Nações.

Vitória!!! Lá consegui
Cumprir mais uma empreitada
Se alguma coisa sofri
Hoje não lembro de nada.

Mas depois, veio  a arrelia
Que me afectou muito mais:
O carro em que voltaria
Tinha ficado em Cascais.

Metro, transbordo, comboio
Mais o tempo que os aguarde
Sem ter qualquer outro apoio…
Almoço às cinco da tarde.

Para ganhar uma medalha
Há muita coisa que falha.
Mas mesmo assim vale a pena
Que isto é uma "g'anda cena"!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

9ª Prova do Ano - Rock´n´Roll Maratona de Lisboa "À minha maneira"







Era a 4ª Edição da Maratona Rock ‘n’Roll em terras de Fado. Tinha também de ser a minha 4ª participação apesar de, como tantas vezes aconteceu, não me sentir preparado para cumprir a distância num tempo decente. Mas aí, aplico o plano B e a coisa resulta, que é escolher um andamento adaptado à preparação e ir progredindo com a confiança possível. Apontei para cerca de 4,30h e acabei por escapar às 4,21 por um mísero segundo : 4,20,59.Resultados aqui.
Mas vamos a umas palavritas.
Tudo começou com a hesitação de onde deveria deixar o carro. No Parque das Nações ou em Cascais. E era tal a hesitação, que, pelo caminho, ainda não sabia para onde ir: No Parque das Nações, a viagem para Cascais no metro e comboio poderia sofrer atrasos que poderia comprometer a partida e o pior que nos pode acontecer é passar por grande ansiedade nos minutos que antecedem a Prova. Para ir para Cascais, teria, depois, um penoso regresso no comboio e uma chegada tardia a casa. Ponderadas as soluções, optei pela última e, pelo menos, não houve stress nesta altura. Estaciono onde encontrei lugar e encaminhei-me para o hipódromo, onde estava programada a Partida e onde decorria já um animado aquecimento.
A partida estava bem organizada: camiões para transportar os sacos dos atletas (que iam logo ordenados, para se tornar fácil e rápida a entrega, no final), muitos sanitários (mas sempre insuficientes para a procura, pois o pessoal “ataca” todo ao mesmo tempo) com portas de entrada para a zona de partida, de acordo com os tempos expectáveis e declarados quando da inscrição ( e com o cumprimento rigoroso garantido por seguranças ). Aguardei poucos minutos, enquanto ia conversando com o meu amigo José Magro, até que é dado o sinal da partida. Demorei 3 minutos a passar pelo pórtico.
A voltinha por Cascais, antes de apanhar a Marginal e lá vamos nós rumo ao Parque das Nações. O tempo estava bom, talvez a temperatura fosse até mais alta do que o desejável e teria sido bom levar chapéu na cabeça, mas eu não levei. À saída de Cascais passo pelo marca-passo das 4,30 sem, no entanto, me deixar entusiasmar. Não queria baixar dos 5,30/Km sendo que a ideia inicial era manter-me pelos 6, mas ia muito bem, sem revelar esforço e deixei-me ir andando naquele ritmo.
O céu límpido, a maré vazia, as águas paradas que reflectiam o sol num cenário bastante bonito e apelativo e que nos era permitido usufruir ao longo de quase todo o percurso onde, a espaços, havia uma banda a tocar, pois era uma Maratona do Circuito Rock’n’Roll. E eu lá ia fazendo a Maratona “à minha maneira”, como cantava o rapaz, quando passei por volta dos 10Km.
Entrámos no Passeio Marítimo, evitando assim a respeitável subida ao Alto da Boa Viagem. Bandeiras de vários países eram agitadas por rapazes e raparigas que não se cansavam de nos apoiar. Obrigado juventude.
Cruz Quebrada: Meia Maratona – Achei que estava na altura de tomar um gel para ver se não me ia abaixo. Tomei metade e guardei a outra. Se é verdade que o gel às vezes funciona, noutras tem o efeito contrário: ficou-me a pesar no estômago e eu a ver que aquele desconforto não havia meios de passar. Aos 25, decisão estratégica e voluntária : caminhar até readquirir a vontade. Aos 26, ele aí vai novamente. Sol de pouca dura. Da Praça do Comércio ao retorno na Estação do Rossio (dos 31 aos 32)  novamente a passear. Corro até ao abastecimento de Santa Apolónia e aí faço uma pequena pausa e recomeço. Vejo que estou com um bom ritmo e a ganhar muitas posições. Porém, aos 39, de forma súbita, vêm-me náuseas. Logo agora, que vinha tão bem. Nova paragem, a última. Só tinha de enfrentar os 3 km finais e pronto, poderia entrar, mais uma vez, no arco do triunfo. Assim aconteceu.  Apesar das paragens  (que não foram apenas fruto da pouca preparação, mas de condicionantes imprevisíveis da própria Maratona) senti uma certa alegria por ter feito a 1ª Maratona do Ano.
Numa apreciação ligeira da Prova, devo dizer que gosto dela. Porém, a saída de Cascais para terminar em Lisboa constitui um problema complicado. Ou se tem de madrugar para deixar o carro no Oriente, ou então, depois da Prova, se se tem de ir buscá-lo a Cascais é certo e sabido que quem mora na zona onde eu moro, tem o almoço só lá para as 16,30. Por outro lado, nestas condições, as marcas que os atletas obtiverem não são homologáveis. De outra coisa que não gosto, mas a organização aí não pode fazer nada a não ser tomar fortes medidas repressoras, é de ver nos abastecimentos, principalmente os que têm fruta, cascas atiradas para o asfalto, precisamente por onde tantos ainda têm de passar correndo o risco de escorregar e escorregar mesmo. Custaria muito atirá-las, pelo menos, para a berma, já que transportá-las 20 metros até ao caixote "poderia fazer perder muito tempo"? E que dizer das embalagens de gel, dadas às dúzias, para ficarem espalhadas pelo caminho sem ser usadas? E as garrafas de isotónico quase cheias, atiradas fora, quando havia copos com a quantidade certa? E as trocas de dorsais que continuam a ser uma má prática corrente, que gera problemas sérios de classificações, com prejuízos para os atletas honestos?
Bem sei que as pessoas que têm a paciência de ler estas linhas, não são as que praticam estes lamentáveis actos, mas como são os que sentem mais vergonha por eles acontecerem, limito-me a registá-los enquanto se continua a aguardar que mudem as mentalidades dos prevaricadores ou então, que a mão pesada da Organização se faça sentir. Mas aí, todos ficarão aborrecidos por ficarem sujeitos a um maior controlo. Sei que é muito difícil, mas se tiver que ser, que seja.