sábado, 18 de fevereiro de 2017

Não te passam cartão? Não te preocupes!



Tens um cartão de crédito, cuja anuidade te foi sendo debitada pelo banco emissor. O cartão está prestes a caducar e enviam-te um novo, acompanhado de uma cartinha onde de te dizem, entre outras coisas, que : "antes de começar a utilizar o cartão, deverá proceder à sua ativação, num prazo de 60 dias”.
(O destaque em negrito é do próprio banco).
Como chegaste à conclusão que, praticamente, não utilizas o dito cartão, não precisas de estar com despesas e não o activas, considerando que o caso está encerrado.
Engano teu. Não o activas tu, activa-o o banco, sem te dar cavaco e tu, que, por acaso até tinhas precisado do cartão, não o utilizaste porque não tinhas feito o que te tinham dito para fazer.
Vais verificar a tua conta: lá está o débito da anuidade, mais o respectivo selo! Vais ver depois a informação sobre o estado do cartão : activo! ("ativo", na escrita da moda).
Ficas surpreendido e vais ao balcão pedir esclarecimento. Resposta : a regra é assim.
Dizes que isso não é sério e que o texto da carta que acompanhava o cartão deveria ser diferente.
Dão-te razão, mas não podem fazer nada. Podes cancelar, mas o que te foi debitado, foi debitado. Só para o próximo semestre!
E a vontade de usares bons modos vai-se toda embora! E nem precisas de ir pedir aos teus amigos para te ajudarem a arranjar um nome adequado a quem te vai ao bolso sem a tua autorização. Mas ai de ti que o digas, que corres o risco de ser processado por difamação. Quando uma verdade é expressa por um nome feio, perante a justiça, o que conta é o nome feio. E aí lixas-te.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Um abraço à Analice







Sem medos percorreste o duro asfalto
Em léguas infinitas, decidida;
Por lama, pedra, areia desmedida…
Muito passaste tu, sem sobressalto.

A íngreme ladeira, o planalto,
A vista deslumbrante aparecida,
O respirar, o exaltar a vida,
O domínio do Mundo, lá do alto.

Cá em baixo, porém, o que se via
É que a tua irradiante simpatia
Criou milhares de amigos no pelotão

Nunca faltou quem, a correr te visse
E te gritasse “Força, ANALICE”

E te passasse a ter no coração.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Prova nº 2 : 5ª Corrida da Fonte da Pipa - Torres Vedras



É sempre suspeito falar de uma prova organizada por amigos, mas a verdade é que foi a primeira vez que estive na Corrida da Fonte da Pipa, em Torres Vedras, numa brilhante organização da Casa do Benfica local. Vim de lá com uma vontade enorme de recomendar àqueles que confiam em mim, participar nesta excelente prova. Teve pouca gente, sim. Mas quem perdeu foi os que não estiveram lá.
Disputada num ambiente que exalta a ruralidade da região, tem muitas semelhanças com a "menina dos meus olhos" que é a MMSJL, com uma diferença : enquanto a paisagem agrícola, nas Lampas é de abandono ou, quando muito, de vegetação natural, aqui, é de uma agricultura rendida aos tempos modernos, em que a produtividade dos solos não é a fingir. Muitos hectares de vinhas e pomares, todos certinhos que, quando lá passámos, nos lembrávamos do quão agradável seria uma "chinchada", se a prova fosse na altura das colheitas. Mas, como não se pode ser tudo, havia que desfrutar daqueles 12,3 Km com umas subidas na parte inicial, das descidas correspondentes  e, depois, de um trajecto plano, a partir da Azenha das Flores até final ( e eu a reservar-me para uma subida que nunca apareceu...).
Tudo esteve perfeito.
Cheguei cedo a Torres, de boleia com o meu filho. Tomei um cafezinho na Casa do Benfica, dois dedos de conversa com o meu amigo Nelson Mota, encarregue de entregar dorsais. Conheci e estive alguns minutos a conversar com o João Paulo Félix, que se propõe, em Agosto, fazer - a correr - o percurso da E.N.2 entre Chaves e Faro (setecentos e tal Km!!!!!). Gostei da troca de ideias e vou ficar a torcer para que seja bem sucedido.
Rapidamente vai chegando a hora. Toca o telefone. Era o Ricardinho e o Luis Ferreira, que tinham levantado o dorsal e não me viram. Encaminhá-mo-nos para o local da partida, umas fotos e...pronto. O resto foi correr calmamente, desfrutando do prazer daquele exercício mágico e das paisagens que só os campos abertos nos permitem.
Sem qualquer tipo de favorecimento, esta é uma Prova que recomendo vivamente.
Quanto aos resultados, podem ser vistos aqui.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

RUNning Magazine (nº 17) de Fevereiro



Foi agradável a conversa que tive com a Rute Barbedo, a jornalista da Running Magazine. E o tempo passou depressa.
Falar de mim sem falar na Meia Maratona de S. João das Lampas e no Trilho das Lampas é impossível, ainda por cima, para uma revista sobre Corrida.
Mas sinto-me honrado por se terem lembrado de mim para ocupar 2 páginas da publicação que já começou a ser distribuída.
Muito obrigado RUNning Magazine.

domingo, 29 de janeiro de 2017

1ª Prova de 2017 - Corrida Fim da Europa






É sempre com um sentimento especial que regresso à Serra, para percorrer esta prova cujo slogan lhe encaixa na perfeição : "Dificilmente haverá prova mais bonita". E sem estar a exagerar.
É a prova que, há vários anos, me serve de pontapé de saída das corridas do ano.
1.31.29. Mas isso interessa pouco, comparado com tudo o resto. Uma grande organização, que está de parabéns, pois fez um trabalho brilhante, numa prova com uma logística bastante difícil a exigir uma boa coordenação. Há aspectos que gostaria de abordar que poderiam explicar alguns aspectos que têm merecido algumas observações, mas preciso, primeiro, informar-me.

sábado, 7 de janeiro de 2017

O Treino dos Reis


À partida, junto à Fonte Mourisca

Com o Paulo Neves, num dia que lhe é especial

Com o Palácio da Pena iluminado

Com o "culpado" Nuno S.Marques

"Gente coisa é outra fina" - Nos Seteais

A convite do pessoal amigo dos Run Lovers, lá fui participar no Treino dos Reis, em Sintra. Confesso que o “apetite” era pouco,  mas senti que lhes devia a minha presença. E fui. Ainda bem que fui.
20, 30h, Volta do Duche, Fonte Mourisca. Ali se reuniram 26 convivas, que iriam ser dirigidos pelo Run Lovers – Mor,  Nuno Sentieiro Marques, que já tinha idealizado o traçado a percorrer. Feita a foto de grupo, lá nos encaminhámos para a Vila Velha, Rampa da Pena acima.
Todos conhecem a mística da Serra de Sintra, que, na escuridão da noite, assume outra intensidade que nos domina. O que vemos é negro, mas sabemos que é o verde que nos envolve. O verde e o espírito de amizade. Não havia pressas. Fiquei na cauda do grupo, que ia subindo, e conversando sobre uma hipotética prova a introduzir no nosso panorama das corridas.
Paragens aqui, paragens ali e o reagrupamento ia-se fazendo.
Quase sem darmos por isso, tínhamos feito uma volta de cerca de 11 Km.
À nossa espera, estava um reconfortante  repasto, com bolo-rei, bolo-rainha, broas castelar, chocolates, ginjinha, vinho do Porto e outras coisas, a animar ainda mais um grupo que já se sentia feliz pelo treino magnífico que acabara de fazer, passando por locais idílicos escondidos na serra.
Obrigado, amigos “corredores apaixonados”, por me terem proporcionado participar neste vosso convívio em ambiente tão agradável.  Um excelente presente de reis.

Grande abraço a todos.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Retalhos da vida de um "corredor"



Está feita mais uma "manta" com os dorsais de 2016. Ficou curta. Se tapo o pescoço, descobrem-se-me os pés.
Ficou assim composta:  2 Maratonas ( Lisboa e Porto); 3 Meias ( 21 da Eco-Maratona Lisboa, Nazaré, Descobrimentos); 1 de 20 Km (Cascais); 1 de 16,7 Km (Fim da Europa) 3 de 15 Km (Sinos, 1º de Maio, Fogueiras); 4 de 10 Km (Stº António, Tagarro, S.S. Olivais e S.S.Lisboa).
Embora satisfeito com o que fiz, fica-me uma certa tristeza por ter deixado de ser totalista nalgumas clássicas : UMA, UTNLO, Meia Maratona na Areia. Mas algum dia tinha de ser.
Mas continuo totalista na Maratona do Porto (13 edições); Lisboa Rock´n´Roll (4 edições); Corrida de Santo António (6 Edições); S. Silvestre de Lisboa (9 edições). Até ver, que a eternidade é coisa que ainda "não me assiste".