A minha Lista de blogues

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

12H#Be Active

 



8 H em ponto. O 1º grupo estava a postos para arrancar. E eu estava lá, dorsal 167, com a camisola azul de "O tanas é que não corro". Lateralmente, as baias asseguravam a distância de segurança. Na fila, havia placas assinalando onde cada um devia ficar. Os 1ºs da fila deixavam a máscara nos caixotes ali colocados para o efeito e partiam. Os 2ºs, alguns segundos depois faziam o mesmo e por aí fora até se esgotar o grupo das 8h. Éramos uns 20. A seguir viriam outros, que aguardariam por serem mais 20, antes da zona das baias, para serem chamados para os corredores de partida logo que atingido esse número. A coordenação estava perfeita. A maior acumulação de pessoas era a que a foto documenta e por breves instantes. Duas voltas de 5 Kms e, ao terminar, davam-nos um saco com uma garrafa de água e uma maçã. E uma nova máscara para usarmos enquanto estávamos por ali e cada um ia à sua vida.
Estava bem organizada ? Sim, excelentemente organizada.
Satisfez? eh pá...não. Bem sei que é o possível nas condições existentes mas, saí dali com a sensação de ter estado numa prova com "meia dúzia de gatos" quando, na verdade, estiveram lá milhares. É a injustiça de termos de fingir que somos poucos. 
Mas, pronto, está feita a 1ª prova (com dorsal) depois que a Covid veio exigir de nós comportamentos a que não estávamos habituados.

 


quinta-feira, 24 de setembro de 2020

M.Maratona S.J.Lampas -2020 "O Tanas é que não corro"


 

 

 


 


 




 







 

 
19.SET.2020
 
Era o dia dela e ela não podia ir para a rua! Ao cabo de 43 anos estaria, assim, condenada a deixar um "buraco" no calendário. Sempre pensámos que quando isso acontecesse, seria por falta de aparecer quem lhe dessa continuidade. Mas não. Quando tudo o que era corrida parou, também a MMSJL teria de parar, neste ano fatídico de 2020. Eis que se junta um grupo de amigos que, por força das circunstâncias, tinha de ser reduzido e adoptaram o lema "O TANAS É QUE NÃO CORRO" numa manifestação de inconformismo e de respeito pelo longo historial da Meia Maratona de S. João das Lampas. Não temos dúvidas que seríamos 20 vezes mais, tantos são os que nos querem bem e que tudo fazemos para retribuir, mas, aí o inconformismo já daria lugar à desobediência o que é contrário à nossa forma de estar no desporto e na vida. "O tanas é que não corro" só quis demonstrar que, mesmo confinados procurando respeitar as regras, poderíamos marcar presença na MMSJL ajudando a que não fosse interrompida. Foi o que fizemos. A todos os que estiveram presentes a correr, apoiando de bicicleta, a fotografar e a filmar, que deixaram transparecer uma certa felicidade por viverem este momento, queremos deixar um agradecimento muito sincero, pois fizeram que acontecesse mais uma edição, ainda que sem número, da nossa/vossa Meia. Muito obrigado a todos. Bem hajam.
Seguir-se-ão os magníficos registos do Orlando Duarte, da Iris Maurício, Nuno Marques e outros, que ajudam a perpetuar este dia.

 


terça-feira, 15 de setembro de 2020

Correr por Prazer - Corrida Virtual

 

 




“Vá lá, tens de correr e tens de correr!” – disse-me o Vitor. –“escolhe a distância e inscreve-te na Corrida Virtual do Correr por Prazer.”

Ora, nem que fosse para fazer jus ao modo como gosto de estar na Corrida, lá fui. Inscrevi-me nos 10 Km. (Os que me conhecem sabem que quando há uma corrida grande, nunca me inscrevo numa pequena, mas… calma, que tenho outros planos já para o próximo Sábado, em que quero fazer duas em uma. Já conto).

Já tinha ensaiado um percurso de 10 Km, para a Corrida do Santo António e para a do S. João, de maneira que não precisei de pensar muito: Sábado à tarde, relógio no pulso, em funcionamento, telemóvel na bolsa e ele aí vai.  A palavra de ordem e motivacional (como se faz na maratona), era : “- A correr por prazer, ai que bom que é…” – e, assim,  ia cantarolando ao ritmo da passada, sem esforçar mais do que devia, numa interpretação correcta do que ia dizendo. Por volta dos 6Km, olhei para o relógio e o mostrador tinha-se “virado” para as horas. Mau, queres ver…!? Chego a casa, desligo e, quando quis ver o resultado, “diz-me” ele: “-deve recarregar! “. Pronto, pensei, andei a correr p’ró boneco”!  E, logo a seguir: - “correr p‘ró boneco? Mas afinal, andavas ou não a correr por prazer? Esta está feita e já ninguém ta tira”. E lá me convenci que, independentemente do registo, tinha feito uma agradável corrida. E marquei presença na iniciativa que me foi proposta pelo meu amigo Vitor Dias.

No dia seguinte, porém, olhei para o dorsal, que ainda lá estava, preguei-o na camisola, relógio com a bateria carregada no pulso, telemóvel na bolsa e ponho-me à estrada novamente. Escolhi outro percurso, também com 10 km e lá vou eu duplicar o prazer da Corrida. 57 minutos, foi quanto deu. Mas não mandei comprovativo nenhum. Nem vou mandar. Não vou aparecer na classificação? (E eu, ralado!) Apareço nos inscritos. O resto é cá comigo.  

Sábado, 19, vai ser a realidade virtual. Eu explico: Virtualmente, vou fazer a Meia Maratona do Porto Hyundai, no percurso real da Meia Maratona de S. João das Lampas, a “menina dos meus olhos” que desde 1977 nunca tinha sido interrompida, até que se instalou, entre nós, este bicho de um cabrão que não dá sinais de querer  ir embora!

 

terça-feira, 23 de junho de 2020

A Fantástica ÚNICA



Prontos
Aos 36. Olhem-me aquele mar !!!

Não foi uma prova qualquer. Esta foi ÚNICA

O Estado de Emergência em consequência da pandemia, reteve-me em casa, por completo. As saídas à rua, eram apenas para tratar da horta do quintal que, há anos, se tinha transformado em matagal. Corri apenas duas ou três vezes, quando tudo estava deserto  e, mesmo com o desconfinamento, não me sentia atraído pela Corrida.
Num dos últimos fins de tarde do mês de Maio recebo a chamada de um amigo: “- Fernando, como sabe, este ano, as maratonas não vão realizar-se, pelo que pensei em organizar a ÚNICA Maratona de 2020, no dia 20 de Junho, convidando apenas 20 amigos que é o máxima permitido por lei para ajuntamentos. Tudo dentro das regras. O percurso foi o que utilizámos na Maratona dos 100 amigos, em 2012, entre a Lagoa Azul e o Restelo.  Ainda tem 20 dias para treinar!”  Reacção óbvia: -Ehpah, mas eu tenho estado parado, como é que em 20 dias posso preparar-me para uma maratona ? “
Mas era uma Maratona, que é sempre aquela oportunidade que mexe com todo aquele que conhece as sensações dessa fascinante distância. Ficaria muito mal comigo se tivesse de dizer que não. Pedi-lhe 3 ou 4 dias para ver como é que reagiria a  treinos mais longos do que aquela meia hora que vinha fazendo uma ou duas vezes por semana.  Reagi  bem e confirmei a presença.
Chegado o dia 20, às 7 da manhã, compareceram 19 dos 20 convidados, a quem foi distribuída uma lindíssima t-shirt comemorativa, para usarmos durante o percurso e o chip para controlo electrónico da tempo.
Tudo a postos… Tiro da partida (tiro mesmo –pum!)  e pronto: eles aí vão: Quinta do Pisão, Pedra Amarela  (Ufa, que esta tinha de ser feita a andar, com excepção dos da frente, mais aventureiros e mais aptos). Começa, depois a descida para a Malveira da Serra e ganha-se algum ritmo, mas nada de entusiasmos.  Guincho, já com 13 km feitos. O vento ajudava qualquer coisa. Boca do Inferno. O calor já nos fazia escolher o lado da sombra.  Cascais.  Como é bom de ver, 19 corredores, para uma distância tão grande, obrigava a correr-se em solitário numa grande parte do trajecto, principalmente, quando faltava a confiança na preparação para nos pormos no ritmo de um colega para ter companhia. A partir de Cascais, altura em que passei pelo amigo António Coutinho fiz toda a prova sozinho, utilizando o paredão onde era possível e resistindo à tentação de ir ao banho num mar azulinho e calmíssimo, mas não à tentação de me pôr a passo.  Andava, corria, andava corria… e foi assim até aos 39Km,no Dafundo. A partir daí foi só andar até à meta e chegar em condições óptimas, tendo como queixas apenas um escaldão no pescoço e uma assadura nas virilhas. O relógio marcava 5 horas e 8 minutos de prova.
De salientar o apoio que sempre tivemos, quer fixo, nos abastecimentos e controlos de passagem, quer móvel, dando atenção a eventuais necessidades que tivéssemos.
Quanto à prova , sublinhe-se, foi um evento particular por convite, que consistiu num treino com a Organização de uma prova, que dispensava licenciamentos, pois não havia prémios, que dispensava policiamento, pois não implicava com o trânsito, que respeitou o ambiente, pois nada foi deitado para o chão, que respeitou as regras sanitárias definidas para os ajuntamentos.
No final, fiquei com a sensação de ter descoberto o “segredo” de como preparar uma maratona em 20 dias : “-Se não consegues correr, caminha. Desfruta da paisagem. Desfruta da distância. Sorve as sensações de completar a distância. Demores o tempo que demorares. Chega à meta com o sorriso de quem ganhou uma aposta que fez consigo mesmo”.
Quem sabe se o futuro das provas não passará por soluções deste tipo ?!
Por último, quero deixar um agradecimento muito especial ao amigo Luís Sousa por me ter proporcionado esta experiência ÚNICA e as merecidas felicitações a todos os companheiros de jornada, que deram corpo a tão feliz iniciativa. Bem Hajam.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

2ª Edição Maratona da Europa-Aveiro : Assim, não.





DA DECISÃO TARDIA E...DECEPCIONANTE


Caro amigo Paulo Costa (Director da Prova), depois de termos estado tanto tempo a aguardar um comunicado, estávamos convictos de que esse tempo tinha valido a pena pois levaria a Organização a uma ponderação cuidada sobre o cancelamento ou o adiamento da data da 2ª Edição da Maratona da Europa, em que tive o gosto de participar em 2019 e já estava inscrito para 2020. Contra tudo o que seria de esperar, foi entendido transferir a prova para o mês de Outubro, 2 semanas após Lisboa e 2 semanas antes do Porto !!!O ano tem 12 meses e há 3 maratonas em Portugal (a Ecomaratona e a Maratona do Gerês tem características especiais, por isso não as coloquei no mesmo grupo). Se já é mau Lisboa e Porto tão juntas, que dizer de mais uma no mesmo espaço?. Sabemos todos e compreendemos que meio ano de 2020, em termos de corridas, já "voou", mas estamos a falar da mais carismática das provas: a Maratona. A Maratona da Europa veio ocupar um espaço perfeito no nosso calendário, sendo a nova Maratona da Primavera. Em minha modesta opinião, que ninguém pediu e que não conta para nada, saindo da Primavera (por não estarem ainda reunidas as condições para uma data mais próxima) deixa de fazer sentido realizá-la em 2020. Senão, vejamos: 1- É mau que se tenha sobreposto esta Maratona às 2 já consagradas de Lisboa e Porto, como disse acima; 2- É mau para todas, pois os atletas, a juntar à crise de falta de preparação para 3 maratonas, têm o problema económico que ainda não sabemos como irá reflectir-se daqui a 6 meses no nosso bolso;3- As organizações das corridas, principalmente tratando-se da respeitável maratona, deverão complementar-se pois servem o mesmo público, em vez de se castigarem e prejudicando todos . A lista iria por aí fora, mas só estes aspectos que referi, seriam bastantes para que, em nome de uma convivência sadia entre as organizações, a 2ª edição da Maratona da Europa-Aveiro se realizasse apenas em 2021, pois em 2020, por compreensíveis razões, não pôde realizar-se. A ser assim, eu, que já tinha apostado comigo mesmo que também seria totalista na Maratona da Europa-Aveiro, enquanto pudesse, tal como em Lisboa e Porto, vou ter de fazer a minha opção que, por motivos óbvios, vai ser fácil de tomar. Mas fico triste por ter tido esperança num comunicado que tardou e que aponta para a pior solução possível. Como dizia o poeta," Doutos varões darão razões subidas...". Só que, embora as admita, não estou a vê-las. Abraço.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

3ª Prova do ano: IV Trail de Terrugem



Desta vez, levei à letra o velho slogan do final dos anos 70 : "O desporto à porta de casa". Por 2 razões: a 1ª é óbvia, a 2ª vim a saber depois e já vão perceber porquê.
Aqui mesmo ao lado, realizou-se a 4ª edição do Trail da Terrugem, com a distância longa (25 Km), curta (10Km) e Caminhada (10Km também). Claro que fui ao grande para me armar em bom e ver como é que a "máquina" se aguentava nestas andanças tão diferentes do asfalto. 
Gostei da Prova, pois faz-nos passar por sítios muito bonitos, pelo que considero o percurso bem escolhido. Porém, houve 2 ou 3 situações em que não sabíamos por onde ir, pois as marcações não estavam nos locais certos. A 1ª situação surge na separação do TL do TC. Em vez de estar na bifurcação, estavam a cerca de 50m gerando a dúvida. Considero que não é preciso muitas fitas, mas não podem faltar nos locais mais duvidosos. A outra, foi quase à chegada, entrando em Alcolombal, em que não havia fitas para a direita nem para a esquerda, obrigando-nos a andar cerca de 500 metros sem sabermos se íamos bem ou mal. 
Também não percebi a necessidade de serem dadas partidas separadas. Não eram assim tantos atletas e o que aconteceu foi que os atletas rápidos do trilho curto (que partiu depois) encontraram os obstáculos dos lentos do trilho longo. Se a partida fosse única, cada um encontraria o seu andamento rapidamente sem que esta situação se verificasse.
Bom, são apenas reparos que faço construtivamente e porque sei que os amigos da ABIT, que organizaram o evento, não levam a mal. Aliás, deveria ter começado por dar os parabéns por esta excelente prova que, espero, tenha uma longa vida. Por outro lado, quem tem "telhados de vidro" deve ter um bocadinho de tento na língua, porque quantas vezes os problemas que surgem não são da responsabilidade da organização!? Todos estamos sujeitos a essas contrariedades. 
Mas haverá algo melhor que andar despreocupadamente pelos campos, subindo e descendo as ladeiras, escorregando na lama, atravessar as ribeiras, contemplando as paisagens de sonho que vamos encontrando pelo caminho, pelos cabeços com as ruínas de velhos moinhos e das casas da aldeia de Broas... enfim, foram 3 horas e 15 minutos de deleite, caminhando ou correndo conforme a vontade e a força. Muito bom.
Ah, mas ainda não contei. Então não é que, pouco antes da partida, veio cumprimentar-me uma atleta que se apresentou e me deixou surpreendidíssimo. Era uma das melhores e mais promissoras atletas que eu "tinha" na altura do "Desporto à porta de casa" -lá está - (finais dos anos 70 /início dos anos 80) e que fazia mais de 30 anos que não a via. Fiquei feliz por saber que ela andava nos trilhos. E sabem que mais? Foi a 2ª classificada no Trilho Curto (e ganhou o seu escalão)! Grande Geninha. Parabéns e espero vermo-nos por aí mais vezes.
Eu? Bem, fiquei em 71º dos 118 que acabaram e 4º do escalão, entre 9, com o tempo de 3,15,16. Chegou para ficar satisfeito.
Todos os resultados Aqui.
Termino reforçando o meu incentivo sincero à malta da ABIT para que continue a apostar nesta magnífica prova. Parabéns por mais uma. Venha a próxima.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

2ª do Ano : 4ª Montepio Meia Maratona de Cascais







Faltam alguns (Cláudia, Francisco, Jorge, Celestino, Dina), nesta foto do Pedro Mestre

A chegar ao retorno

Já depois dos 20Km (foto do Nuno Marques)


Foto de Pedro Mestre

Foi uma manhã fantástica, esta de Domingo, 9 de Fevereiro de 2020, em que tive a oportunidade de correr pela 4ª vez, a Meia Maratona de Cascais, excelentemente organizada pela experiente equipa da HMS Sports.
O tempo estava de feição e todo o ambiente criado no centro da Vila, estava muito agradável, com música, tendas de patrocinadores, que iam fazendo ofertas aos atletas que iam chegando ao ponto de encontro de eleição. Reuniam-se as equipas, tiravam-se umas fotos, quem quisesse podia utilizar o bengaleiro, fazendo um pequeno aquecimento até à Cidadela onde havia uma tenda com simpáticas colaboradoras que guardavam os nossos “pertences” e nos davam uma pulseira com o número correspondente.. Tudo muito rápido e eficaz.
Parti da porta de +1,45, ou seja, o local à minha medida, que era o grupo de trás e demorei dois minutos e tal a passar a linha de partida. Calma que isto á para se ir fazendo. Só passei pelo marca-passo dos 6´/Km cerca dos 7 km, mas reparei que o meu andamento oscilava entre os 5,25 e os 5,45. Era mais ou menos isto que perspectivava. E pronto: fomos ao Guincho, retornámos e sempre aquele prazer de me cruzar com muita gente amiga.
Dei por mim, estava entre a Cidadela e a Meta, junto ao Hotel Baía, conseguindo cumprir a distância e feliz por não ter tido qualquer problema. OK, sei que foi devagar, mas isso já estava previsto.
O relógio marcava 1,58,46, o que equivalia a 1,56,19 (registado no chip), conforme certificado que aqui vos apresento. Fiquei em 1563º dos 2494 que chegaram e em 21º do escalão, entre 49. Todos os resultados podem ser vistos aqui
Esta Prova, juntamente com a S. Silvestre de Lisboa e da Corrida de Santo António, todas com a chancela "HMS Sports"  é daquelas que considero imperdíveis e por isso, mantenho-me totalista em todas elas. Quando me sinto bem tratado, só uma razão muito forte poderá impedir-me de estar presente. Parabéns HMS e seus colaboradores e uma saudação amiga a todos os que estiveram nesta 4ª Meia Maratona de Cascais. 
A próxima ? Vai ser no mato, no IV Trail da Terrugem, já no próximo Domingo.