segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

16ª Prova do Ano : 6ª Meia Maratona dos Descobrimentos

A melhor equipa presente (o que é que foi? para mim é!)

Caçado pelo Nelson Barreiros, na ida
...e na volta

...e pela Fernanda Silva



6ª Meia Maratona dos Descobrimentos. Então não é que “descobri” que ir fazer a Prova sem ter feito qualquer treino desde a Maratona do Porto, provoca umas dores nas pernas do caneco,  no dia seguinte!? Mas fui lá. Parti de trás, fui fazendo a coisa com calma e até deu para aumentar o ritmo nos últimos 7 Km (desde o Rossio).
Estava uma bela manhã para correr. Um bocadito de frio, mas nada de especial.
Fiz o tempo líquido de 1,52,24 e 1,54,13 à chegada (líquido), 1552º de 2640 à chegada e 35º de 73 do escalão.
Gosto muito deste prova, até porque ela ocupa a data e o cenário da antiga Maratona de Lisboa que tantas vezes corri e me deixa saudades.
Todos os resultados aqui.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

15ª Maratona do Porto 2018


Aos 2,40  lá vem ele, a arrastar as pernas. E ainda faltavam 2Km...

15ª Prova do Ano : 15ª Maratona do Porto

Parece que estava a adivinhar o regresso do "otchenta e otcho"
Oh p'ra mim e o Capela a mostrar respeito aos quenianos...



Os deuses, às vezes são lixados e não respeitam o trabalho de quem tem sido exemplar naquilo que faz. Ao invés de premiarem o mérito, castigam-no com crueldade, aproveitando-se de uma vulnerabilidade corajosamente assumida por uma Organização com “O” dos  grandes, ao longo das 15 edições da Maratona do Porto.

E vão 15

Mas vamos começar pelo principio.
Às 9;00, tudo a postos para ser dado o tiro de partida junto ao “Sealife”. As velhas glórias da Corrida, Fernando Mamede e Paulo Guerra apontavam para o ar, a pistola que haveria de dar o sinal que poria em marcha toda aquela multidão que, de um momento para o outro, tinha enchido aquela avenida. Por ser totalista da Prova, (eu e mais vinte) a organização brindou-nos com a prerrogativa de nos posicionarmos bem lá na frente, junto dos candidatos à vitória.
PUM ! Aí vamos nós. Como não queria ser estorvo para ninguém, havia que dar à perna e, na Rotunda do Queijo, olho para o relógio. Ia a 4,45/Km, eheh, onde é que vais, pa?! Vá, toca a encostar à esquerda na subida da Boavista e deixar passar aqueles que aguentariam um ritmo que, para mim, seria suicida em poucos quilómetros. Era preciso encontrar uma passada confortável. Pareceu-me encontrar a passada certa, folgada, como convinha. Mais uma espreitadela para o relógio: 5,00/Km ! Mas o que é isto ? Passo o km 3, o 4, o 5 e eu a pensar que estava a abrandar e, afinal, continuava abaixo dos 5,15.E pensei: “ou vou bater o meu record de há muitos anos, ou darei um estoiro de todo o tamanho.” À Meia Maratona ainda estava a andar abaixo dos 5,30 e, estranhamente, continuava a sentir-me bem. Ia mais próximo do balão das 3,30H do que do das 3,45H. Afurada e retorno, onde me vou cruzando com vários amigos que se espantavam de me ver ali. E eu também. A qualquer momento, a coisa podia quebrar. Na ponte D. Luis, por volta dos 29, pareceu-me sentir alguns sinais, mas estava a manter o ritmo.
Faço o último retorno, por volta dos 31 Km. Agora era sempre em frente até à rotunda da Anémona. A entrada no Túnel da Ribeira (33Km) é sempre um momento esperado. É um ponto estratégico do percurso e a Organização sabe disso.  Lá estava o “homem da marreta” de um lado e do outro, passavam vídeos motivadores, mostrando a espantosa ponta final do Kipchoe na Maratona de Berlim. Claro que era para rir. Mas tinha de optar e, entre a “marreta” e o Kipchoe, imaginei-me a correr ao lado deste para fugir daquele. Aos 34 vejo-me a ser ultrapassado por um grupo numeroso de atletas. E outro. Mau sinal. Estava a andar a 6,00´/Km! Era óbvio que o balão das 3,45 estava também a passar. Bruxo! E o da marreta também. Tentei reagir, mas não deu. Teria de me dar por satisfeito se não baixasse muito dos 6/km, pois esta era a parte penosa. Vão passando alguns e eu vou passando outros (menos). Na rotunda da Anémona, começo a sentir algo no estômago. Mau,mau. Era bom que aguentasse até cortar a meta que estava a 500m. Não deu. Lá tive de encostar, nauseado e parei cerca de um minuto. A chuva aumentou muito de intensidade. Lá recupero a corrida, e entro no Queimódromo para pisar a passadeira vermelha. As majoretes, protegidas com impermeáveis, lá iam abanando os pompons com alegria e o speaker também não se cansava de incentivar os atletas naqueles últimos metros. Gestos de vitória para a fotografia e o cronómetro a marcar 3,50,23. Mais umas náuseas (que ainda tinham ficado por sair) e os jovens da Cruz  Vermelha, atentos, a oferecerem-me um saco para vomitar. Agradeci, mas dispensei, pois eram vómitos que não tinham conteúdo. Foi rápida a recuperação. Medalha ao peito, capa pelos ombros, fui beber uma cervejinha que soube pela vida.
A intempérie acentuava-se e vejo elementos da organização aflitos para segurarem as tendas e os chapéus que o vento ameaçava levar. Junto aos guarda-roupas, vi que havia alguma confusão e com muita pena, não era possível ficar ali sentado um bocadinho, a descontrair, como sempre tem acontecido. Sem grandes perdas de tempo, encaminho-me para o autocarro que me levaria ao hotel, para tomar um banho e fazer o checkout.
Recebo por SMS, uma mensagem de felicitações a dizer: “A Vitalis e a Runporto dão-lhe os parabéns por terminar a Maratona do Porto de 2018. Class.Provisória:3.50.23 .Pos.2022. Vitalis, água oficial das maratonas”. Como diria o outro: “- Porreiro,pá.” Menos 2 minutos que em 2017, que já tinha considerado bom. (Todos os resultados aqui.)
Infelizmente, vim a confirmar depois, que a tal confusão junto aos guarda-roupas, tinha vindo a revelar-se bastante mais grave do que aquilo que me tinha parecido, pois muitos atletas estavam em hipotermia e as mantas térmicas tinham-se acabado cedo; as mochilas dos atletas, além de não estarem ordenadas como é costume, estavam encharcadas, o que gerou também alguma indignação.
O pedido de desculpas público, que o Director da Prova, Jorge Teixeira apresentou, logo de seguida, revela a humildade que as grandes organizações devem ter quando falham. Estou certo de que ninguém, mais do que ele - como perfeccionista que é naquilo em que se empenha- lamenta  o sucedido. É verdade que a Organização estava avisada de que iria chover e por isso custa a crer que tenha sido por aí que “deu o flanco” para ser atacada.
Entendo, no entanto, que a Runporto, pelo que já fez pela Corrida e por ter conseguido elevar a Maratona do Porto ao mais alto patamar competitivo do Mundo, ao assumir que falhou onde não devia, merece uma segunda oportunidade àqueles que ficaram mal impressionados com este incidente.
PARABÉNS, RUNPORTO. Mesmo sem ter conseguido a excelência, porque as condições climatéricas pesaram. Correr a Maratona do Porto, ao longo de um cenário fabuloso, em que os atletas se sentiram deslumbrados e sempre acompanhados é um privilégio enorme. E que ninguém tenha dúvidas que a falha deste ano não voltará a repetir-se, pois é muito mais fácil a um organizador de maratonas organizar um guarda-roupa, do que a um organizador de guarda-roupa organizar uma maratona como a do Porto.
A 16ª Edição está já marcada para 3 de Novembro de 2019. Quero lá estar de novo. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Prova nº 14 de 2018 - Maratona de Lisboa



Com o Nuno Marques à espera da partida

Armado em valentão

No Alto da Boa Viagem, apanhado pelo Nelson Barreiros


E depois acabas com esta carinha...

...para ganhar o "vil metal"


Mais uma maratona concluída. E vão 81, se considerarmos as incursões pelas ultras mais “levezinhas” na distância. Cada uma tem uma estória que, se não for registada na altura própria, acabará por se confundir com a de outras, principalmente quando o arquivo da memória vai dando sinais de falência. Mas vamos ao que interessa. Maratona de Lisboa- 2018.
A Protecção Civil, com a aproximação do Leslie, transformou a véspera da prova num dia de incertezas. A realização da prova estava em causa, pois se o efeito da intempérie causasse perturbação no percurso e pusesse em causa a segurança dos atletas, não haveria maratona para ninguém. Mas um desvio para norte do rumo da tempestade, para sorte de uns e azar de outros (e para estes vai o meu abraço solidário)  permitiu que a Maratona se desenrolasse em condições atmosféricas óptimas (ou perto disso), embora uma hora mais tarde que o inicialmente programado.
Fui de boleia com o Nuno Marques até Cascais. O nosso amigo Ventura Saraiva, em missão de reportagem, também foi connosco e a Cristina Caldeira, mulher do Nuno, levaria, depois, o Carro para Lisboa. Chegámos bem a tempo e pudemos cumprimentar vários amigos e tirar umas fotos antes de nos posicionarmos no sector de mais de 4h.
A táctica estava desenhada: iniciar a prova com um ritmo bem contido, a rondar os 6´/km para terminar com 4,15 -4,20. Fácil. O Nuno tinha outro esquema: arrancar com o que pudesse, mesmo sabendo que a parte final seria penosa.
Do Hipódromo ao Guincho, sentia-se algum vento contra, mas nada de especial, principalmente para quem vai ao abrigo dos que vão à nossa frente, eheh. Quando dou por mim, passados 5 Km, o Nuno ainda ia ali. Fui ver, eu é que ia rápido. Estava a andar a cerca de 5,20. É sempre a mesma coisa. Acho que vou bem e que não ganharia nada em ir mais devagar. À saída de Cascais (14km) e entrada na Marginal resolvo abrandar, antes que os sinais começassem a aparecer. “ Lembrei-me” de um xixi. Não era grande a vontade, mas tive o azar de me lembrar e essa ideia nunca mais me largava, até que encontrei um arbusto mais a jeito e fiquei aliviado não da bexiga, mas da “tola”. Retomo o andamento e passo a Meia com o relógio a indicar 1,57. Boa! O marca-passo das 4h ainda vinha atrás. Novo incómodo: tripa! Ainda pensei que também fosse psicológico, mas não. Vejo uma casa de banho e pensei que a solução estava ali, só que, um dos que iam à minha frente, estava a passar pelo mesmo e foi usá-la. Bem, há que continuar, meio encolhido. Perto da Praia da Torre, do lado oposto, vi um canavial atrás de um murete. Tem que ser. Atravesso a outra faixa, e salto o murete rumo às canas. Ao saltar, toco com a cabeça numa cana que estava apontada para baixo. Não liguei e faço o que tinha para fazer, quando vejo, à minha frente, sangue a pingar abundantemente no chão. Mau. A garrafinha de água (que sempre levo até ao próximo abastecimento) deu-me jeito, pois fez de maleta de primeiros socorros.
Subir o Alto da Boa Viagem não estava nos planos, pois costumamos evitá-lo indo pelo paredão, a zona onde se desfraldam as bandeiras de vários países presentes em prova. Mas lá subi aquilo, com a agradável surpresa do incentivo do amigo Nelson Barreiros, que até captou esse momento. Obrigado Nelson.
Aos 30 resolvo parar no abastecimento e emborcar powerade à bruta. Claro que 500m depois estava nauseado e tive de me pôr a passo. Acho que foi aí que comecei a sentir o objectivo em perigo. Ando uns metros e recomeço, mas num passo muito mais fraquinho que até então. E fui vendo a malta passar, sem grande hipótese (ou, pelo menos, vontade) de reagir.
Cais do Sodré, 40Km. Está quase. O que eu gostava de chegar ali leve e desempenado! Mas tive de me contentar em atravessar aquela zona, como se cada sapatilha pesasse 50 kg. Bem queria agradecer o incentivo que o público ia dando, mas o que conseguia fazer não passava de um esgar de mal-agradecido que escondia com um leve aceno de braços.
Entro na Praça do Comércio e contorno-a pelo lado ocidental, Rua da Conceição (comum ao pessoal da Meia Maratona) e, finalmente a Rua Augusta com o seu arco imponente a anteceder o pórtico da chegada, onde o relógio registava 4;15 (ou coisa parecida). Mas o tempo líquido foi de 4,13,50. Nada mau. O “sacana” do Nuno tirou-me 10 minutos. Mas estas contas vão-se ajustar, digo eu. 
Estava feita mais uma Maratona de que sou totalista e que foi um bom teste para a que vem aí a 4 de Novembro : a 15ª Maratona do Porto. Venha ela.  

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

13ª Prova do ano : X UTNLO – Óbidos


Foto roubado ao Vitor Pinto

Com o Nuno Sabino, meu "salvador"

Com a Paula Simões e o Sérgio Andrade

A levantar o dorsal ( e o Miranda atento à papelada)




Esta é daquelas que não merece um texto, mas um livro.
Estive presente em todas e, só numa – a 8ª – não corri, limitando-me, com alguma tristeza, a assistir.
Não sabia, mas, com surpresa, fiquei a saber que esta 10ª edição seria a última da prova dos meus encantos. É que foi aqui que tive a minha 1ª experiência em provas de trail e que adorei. Lembro-me bem que ia com medo, tendo colocado como 1º objectivo nunca ficar sozinho, pelo risco de me perder, ou cair lá pela zona das arribas e não ter quem me ajudasse. Mas, ano após ano, as capacidades foram diminuindo, numa proporção idêntica ao aumento da experiência (ou mania) e…lá fui repetindo a graça. Sempre armado em campeão e optando pela maior distância, como se isso fosse sinal de robustez mesmo que os tempos miseráveis obtidos viessem dizer o contrário. Mas dava-me gozo concluir o desafio.
Esta 10ª Edição, seria mais uma. Mas quando soube que seria a última, fiquei com alguma tristeza, mas compreendi que os seus organizadores estavam com dificuldades em manter este figurino e já têm na calha um novo projecto que ajuda a aceitar melhor este “eclipse” do TNLO. Venha de lá esse novo projecto!
Não posso deixar de me sentir muito grato e reconhecido à Organização, por me terem atribuído o dorsal 1. Uma honra enorme, que me deixou sem palavras, pois a única coisa que fiz para o merecer, foi gostar desta Prova e dizer que gostava. Muito obrigado amigos do TNLO. Fico com uma dívida enorme para convosco.
Quanto à minha Prova, destaco dois pormenores que, por acaso, até se interligaram : o 1º foi notar que me tinha esquecido do telemóvel no carro, quando já estávamos a caminho do ponto da partida real. Pensei se deveria dispensá-lo, ou se seria melhor fazer um desvio, mesmo que isso me atrasasse a partida. À cautela, optei por ir buscá-lo, por uma questão de segurança. O 2º já vão ver qual foi.  É claro que já todos tinham partido, quando cheguei ao pórtico, mas ainda via os últimos e não precisava de pressa porque, houvessem pernas, tinha muitos quilómetros para integrar o grupo. O “vassoura” pôs-me à vontade, lembrando-me que o importante não é como se começa, mas como se acaba”. Grande verdade. Calmamente lá fui progredindo e, se calhar, entusiasmando-me mais do que o recomendado.
Anoiteceu. Liguei o frontal e a paisagem passou a ficar reduzida a um círculo. O resto era breu, interrompido por outros frontais que, uns mais perto, outros mais longe, davam o sinal de presença humana no meio do descampado.
Tinha eu corrido cerca de 22 km (pouco depois do ponto de separação dos percursos 23km e dos 43km), numa altura em que fiquei só, vejo-me completamente às escuras! O frontal tinha descarregado completamente, de forma súbita. E agora? Atrás de mim ainda esperei, mas não vi sinais de alguém que eu pudesse acompanhar e quem ia à minha frente, ainda que pudesse ter pernas para alcançar, não tinha luz e seria arriscado tropeçar (como aliás me aconteceu ainda de dia e fui ao chão). Não queria desistir, mas só quando aparecesse alguém, é que eu poderia prosseguir. Foi quando me lembrei do telemóvel, mas como nunca tinha usado a lanterna que tem incorporada, andei ali às aranhas, para a ligar. Mas lá consegui. Ah…este, como terão reparado, foi o 2º pormenor de que falei, que estava interligado com o 1º.  Telemóvel na mão, procurando as marcas reflectoras e o sítio onde punha os pés, fui andando ou correndo conforme podia. A terrível subida dos 25 km, foi feita à luz do telelé. Chegado ao abastecimento, onde pensei não encontrar atletas, pois estava muito atrasado, fico surpreendido por ainda lá estarem uns quantos. E a colaborar, estava lá o meu amigo e companheiro de equipa, Nuno Sabino, que pediu emprestado a um amigo que desistira naquele local, o seu frontal! Grande alívio.
Uma grande parte do percurso que restava, fi-lo na companhia do Herculano e da esposa, Elisa, que foram muito importantes, para não quebrar nos momentos menos bons que sempre aparecem.
Último abastecimento. Mais 8 km e já está. Mas estes km são “muita compriiiidos”! E depois havia ainda que subir a encosta norte para entrar no Castelo. A passo, claro está. E entro no anfiteatro que tinha como cenário a réplica da Porta da Traição. 7h;10m. Fui 135º da geral, de 152. Resultados completos.
Fui logo chamado ao pódio, pois acabara de ser (tal como em 2017) o 3º M60. Compreensivelmente, pois as pessoas têm mais que fazer, do que ficar à espera de quem “anda a passear”, o 1º (Manuel Victorino) e o 2º (Douglas Fry) já lá tinham estado e por isso, subi ao pódio sozinho. Contentíssimo, na mesma, recebi a medalha correspondente, acompanhada de uma garrafa de vinho “Gaeiras” especial.  
E pronto, faltava apenas que o estômago me autorizasse comer aquela sopinha divinal, o que consegui e me soube pela vida. Já não deu foi para comer uma fatia do bolo de anos do Orlando Duarte, pois eu já estava a começar a tremer de frio e ainda tinha de vir até ao carro que estava no outro extremo da Vila. Nesse trajecto, pela Rua Direita, deserta, lá venho eu, de andar novo, que não passou despercebido a um grupo de 5 ou 6 pessoas, que saiam de uma porta lateral. Passei, disse-lhes boa noite e depois ouvi um comentar para os restantes:  “ – Ouve, meu! Esta malta paga para correr 43 km!!!! Já viste o que é pagar para levar uma tareia destas!??Ainda se fosse para ir um concerto…para uma visita a qualquer coisa…um bom programa… entendia bem, mas isto!?!?”. Olhei para trás e, meio manco, pés e pernas sujos de lodo, garrafa de vinho numa mão e tigela na outra, dei sinal de que tinha ouvido o comentário e sorri.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Um abraço ao João Paulo





Ele não vai de modas, pensa assim:
-“Se gosto de correr, vamos, então,
Não importa a distância, que p’ra mim
Podem vir muitas léguas de alcatrão,
Que focado na meta, chego ao fim,
Pois não me falta determinação.
Sou o João Paulo Felix, vosso amigo
Que corre por prazer, não por castigo.

Corri Porto-Lisboa, vim feliz,
Corri também a Volta ao Ribatejo,
Medi a passo todo o meu País
Conforme era, de há muito, meu desejo.
E então, uma vez em Chaves, o que eu fiz
Foi vir por aí abaixo, por gracejo,
Até chegar a Faro (!) grande guerra!
E só parei por não haver mais terra.

Mas novo desafio surge na mente
(e sem que esteja a bater mal da mona)
Que é chegar a Faro, novamente
Mas desta vez, vindo de Barcelona!
Tanto quilómetro tenho pela frente
Mas vamos ver como isto funciona.
P´ra lá chegar, acho-me preparado
Ainda mais, com tanto amigo do meu lado.”

Força aí João Paulo. Vamos seguindo os teus passos.