sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Cabecinha Marchadora...



Foi um gosto ver esta menina entre as sete magníficas que se agruparam na frente a meio da Prova dos 20 Km Marcha nos JO do Rio: 3 chinesas, 1 mexicana, 1 italiana, 1 brasileira e 1 portuguesa, precisamente a Ana Cabecinha.
E que bem que ela se aguentou, mantendo-se firme naquele ritmo diabólico e retardando ao máximo o abrandamento. No final, um honroso 6º lugar, à frente da brasileira. Parece que foi o melhor resultado de sempre de uma marchadora portuguesa em Jogos Olímpicos. ORGULHO. Obrigado Ana Cabecinha.
Eis as  e as medalhadas "diplomadas".

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Nelson, o Grande




Vai: - um –dois – três… e passa os dezassete!
E a pressaga agoirenta se calou.
Temos, de novo o Nelson, que comete
Um salto próximo dos que já saltou.
Quem na sua carreira se intromete
Dizendo que o vigor já se acabou,
Seguramente tem ideias turvas

Porque o Nelson “está aí para as curvas”.

K1 -1000



Não quiseram os deuses que subisses
Aqueles degraus mágicos da glória,
Te enchesses de emoção e lá ouvisses
“A voz que há-de guiar-te à vitória”
Mas nós sabemos que, sem tacanhices,
Tu já ganhaste o teu lugar na história,
Porque estando entre os grandes se acalenta
E faz real o sonho de um Pimenta.  


domingo, 14 de agosto de 2016

A Sara e a Jéssica no Rio

foto: Lusa


Também sou dos que ficaram decepcionados com a prestação da Sara e da Jéssica Augusto e que já antes achara mal que a Filomena Costa não tivesse ido aos JO. Bastaria que uma das 3 seleccionadas fosse aos 10 mil e haveria lugar para a Filomena na Maratona (digo eu...). Porém não partilho da opinião dos que dizem que a Sara simulou que estava em condições. A Sara, pelas alegrias que já nos deu, pelo empenho que sempre dedicou à modalidade e pela seriedade e humildade a que nos habituou, não merece tantos "assobios" vindos de muitos dos que a aplaudiram vivamente nos últimos Campeonatos Europeus. Os atletas nem sempre correspondem às suas e às nossas expectativas. É uma das características de se ser humano. Dos atletas, que podem não conseguir fazer o que querem, e dos apoiantes, que podem não ser suficientemente tolerantes quando as coisas não lhes correm como o esperado. Mas não acho bonito que uma participação menos feliz,ponha em dúvida quem já deu provas mais do que suficientes ,que tem mérito para nos representar ao mais alto nível.
E tenho a certeza que, de todos nós, quem ficou mais chateado foi a Sara. E a Jéssica também.
Temos é de saber merecer as alegrias que elas nos dão.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Sem palavras





P’ra tecer elogios, só gagejo
Perante o feito enorme desta malta.
Tolhe-se-me a voz e então fraquejo
Na  palavra, que é coisa que me falta.
P’ra se fazer justiça,  o meu desejo
É ver os vossos nomes na ribalta
Pois quem nos causa assim admiração

É muito mais que um simples campeão. 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Transpyrenea





João Oliveira

Paulo Caparica Grelha

Jorge Serrazina

João Colaço


A estes grandes vultos do ultra-trail português e mundial

Há um verbo novo:
“transpirinear”
Que poucos, num povo
Podem conjugar.

Palmilhar com gana
O "pescoço da Ibéria"
Mais de uma semana
É coisa bem séria

"- Quase 900 (Km!)
Do Creus à Biscaia
Muitos os tormentos
Espero não dar raia

E disse baixinho:
“Se errar, que se f…”
Pus-me ao caminho
Fiz aquela merda toda."


Parabéns Ultracampeões.

sábado, 30 de julho de 2016

UMA 2016

Com o Rei das Areias, Joaquim Antunes
Com os amigos RunLovers

Apanhado pelo André Noronha, ao Km 5,5 -Aberta Nova



Fiz uma pausa na UMA, interrompendo uma sequência de que tanto me orgulhava. Desde 2005, sempre percorri o areal imenso, entre Melides e Tróia.
Mas não consegui resistir ao chamamento e, embora deixasse de ser totalista não deixei de estar em todas e, na companhia do meu filho, o Duarte, lá madrugámos para ir até Melides, dispostos a ver a partida e acompanhar, na medida do possível, o desenrolar da Prova, incentivando o pessoal amigo e tirando umas fotos (com telemóvel, pois a máquina fotográfica, ao contrário do que pensávamos, tinha a bateria descarregada).
Senti algo estranho, quando, em Melides, via os atletas a apetrecharem-se para a grande jornada e eu ali, a servir de espectador, a apreciar a descontracção dos que já eram experientes e a ansiedade ou nervosismo dos estreantes.
Fica, assim, a faltar-me um relato na minha "colecção". O de 2016. Mas fica uma nota: hei-de voltar em 2017.