Acabo de ficar meio aparvalhado, agora, ao fim da tarde, pelas
razões contrárias às que me levaram a ficar também aparvalhado, hoje de manhã.
Estava eu a pensar nas palavras mais apropriadas para tentar
fazer um pequeno relato sobre a grande Corrida de S. João, do Porto, em que tive
o privilégio de participar , e estava até com dificuldades em adjectivar a grandiosidade do evento, com uma Organização
altamente profissional, que o soube
realizar na perfeição, dando à cidade do Porto mais uma Prova de “grande envergadura” a que cada vez mais pessoas vão aderindo,
ganhando o hábito da Corrida. Não foram apenas os corredores que o afirmavam
mas também os patrocinadores , que procuram
sempre que os eventos que apoiam sejam do agrado de todos. O estado de espírito era, na generalidade, de grande satisfação.
Ora, antes de iniciar o escrito, lembrei-me de espreitar o
facebook. Não é que… dei logo com
afirmações - de quem não esteve lá (!) - mas que não perdeu tempo a denegrir e a ironizar
a Organização, pelo facto de ter convidado figuras públicas que, sem serem
atletas, contribuem, sem a menor dúvida, para facilitar a mediatização do evento!
A organização tem toda a legitimidade
para convidar quem bem entender, objectivando uma maior visibilidade do trabalho produzido. E quando passamos a vida a queixar-mo-nos da
pouca atenção que a comunicação social tem dado à nossa modalidade, conseguirá
alguém perceber que venham agora criticar a estratégia adoptada pela
Organização!?
Que me perdoem aqueles que se pronunciaram ridicularizando
os convites da Organização e a estratégia seguida (e se não me perdoarem,
mantenho o que disse), mas fará algum sentido levantar este tipo de questão, se
não for apenas pelo detestável clima de ” guerra Lisboa-Porto”, que alguns
gostam de alimentar?! Isso não é bom para a modalidade. Cada um dos que gostam da
Corrida, fará muito mais por ela, se a promoveram da forma que melhor a
entendem. Podem até nem elogiar o trabalho dos outros, mas não precisam vir, de
forma gratuita, agarrar-se a pormenores (que são opções legítimas de quem
trabalha no duro para apresentar uma Prova ao mais elevado nível) para
achincalhar quem tem dado o seu melhor e que tem revelado a maior competência
na matéria.
Obviamente que, as questões pessoais que eventualmente
existam, não devem ser transferidas para o campo desportivo.
Que cada um faça o seu melhor e… está tudo bem.













