sábado, 7 de janeiro de 2017

O Treino dos Reis


À partida, junto à Fonte Mourisca

Com o Paulo Neves, num dia que lhe é especial

Com o Palácio da Pena iluminado

Com o "culpado" Nuno S.Marques

"Gente coisa é outra fina" - Nos Seteais

A convite do pessoal amigo dos Run Lovers, lá fui participar no Treino dos Reis, em Sintra. Confesso que o “apetite” era pouco,  mas senti que lhes devia a minha presença. E fui. Ainda bem que fui.
20, 30h, Volta do Duche, Fonte Mourisca. Ali se reuniram 26 convivas, que iriam ser dirigidos pelo Run Lovers – Mor,  Nuno Sentieiro Marques, que já tinha idealizado o traçado a percorrer. Feita a foto de grupo, lá nos encaminhámos para a Vila Velha, Rampa da Pena acima.
Todos conhecem a mística da Serra de Sintra, que, na escuridão da noite, assume outra intensidade que nos domina. O que vemos é negro, mas sabemos que é o verde que nos envolve. O verde e o espírito de amizade. Não havia pressas. Fiquei na cauda do grupo, que ia subindo, e conversando sobre uma hipotética prova a introduzir no nosso panorama das corridas.
Paragens aqui, paragens ali e o reagrupamento ia-se fazendo.
Quase sem darmos por isso, tínhamos feito uma volta de cerca de 11 Km.
À nossa espera, estava um reconfortante  repasto, com bolo-rei, bolo-rainha, broas castelar, chocolates, ginjinha, vinho do Porto e outras coisas, a animar ainda mais um grupo que já se sentia feliz pelo treino magnífico que acabara de fazer, passando por locais idílicos escondidos na serra.
Obrigado, amigos “corredores apaixonados”, por me terem proporcionado participar neste vosso convívio em ambiente tão agradável.  Um excelente presente de reis.

Grande abraço a todos.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Retalhos da vida de um "corredor"



Está feita mais uma "manta" com os dorsais de 2016. Ficou curta. Se tapo o pescoço, descobrem-se-me os pés.
Ficou assim composta:  2 Maratonas ( Lisboa e Porto); 3 Meias ( 21 da Eco-Maratona Lisboa, Nazaré, Descobrimentos); 1 de 20 Km (Cascais); 1 de 16,7 Km (Fim da Europa) 3 de 15 Km (Sinos, 1º de Maio, Fogueiras); 4 de 10 Km (Stº António, Tagarro, S.S. Olivais e S.S.Lisboa).
Embora satisfeito com o que fiz, fica-me uma certa tristeza por ter deixado de ser totalista nalgumas clássicas : UMA, UTNLO, Meia Maratona na Areia. Mas algum dia tinha de ser.
Mas continuo totalista na Maratona do Porto (13 edições); Lisboa Rock´n´Roll (4 edições); Corrida de Santo António (6 Edições); S. Silvestre de Lisboa (9 edições). Até ver, que a eternidade é coisa que ainda "não me assiste".


Breve balanço de 2016


Aí está. Chegou o momento em que confrontamos a incerteza do que nos reserva 2017 com a certeza do que nos presenteou 2016 .
Em termos de Corridas, foi fraquito. Resume-se a um quadro de poucas linhas. Mesmo assim, tenho razões para estar satisfeito por ter a sorte de continuar a poder correr . No que depender de mim, se não puder fazer melhor, que consiga fazer algo idêntico.  Bom ano de 2017.

sábado, 31 de dezembro de 2016

14ª Prova do Ano: 9ª S. Silvestre de Lisboa


Desta vez, realizou-se de manhã. O dia esteve perfeito (um bocadinho de frio, que rapidamente desapareceu, quer pelo efeito do sol, quer pelo efeito do calor gerado pela corrida).
Receava que a prova feita há apenas 12 horas, não me permitisse grande desempenho, mas a verdade é que voltei a surpreender-me ao fazer um tempo líquido de 48,26, menos um minuto e tal que nos Olivais.
Esta S. Silvestre, a cargo da HMS é de uma grandeza enorme, com 6280 atletas à chegada. Porém, quanto a mim, perdeu muito do seu encanto por deixar de ter como cenário as iluminações de Natal, principalmente na Avenida da Liberdade, totalmente preenchida por gente a correr, quer a subir, quer a descer. De resto, nada a apontar a uma organização experiente e com provas de competência já dadas e que reafirmou o seu saber em todos os parâmetros de avaliação. Parabéns ao Hugo Sousa e a toda a sua extraordinária equipa que, depois desta, ainda foi tratar da S. Silvestre da Amadora, a mais antiga de Portugal que eu, vergonhosamente, ainda nunca fiz. Talvez em 2017.
9 Edições, 9 presenças! Sinto-me com sorte e honrado por me manter totalista em Lisboa.
Todos os resultados aqui.

13ª Prova do ano : 28ª S. Silvestre dos Olivais

Com o Luis Ferreira e o Ricardo Leitão
Em andamento com o Nuno S. Marques e o Ricardo




Tinha de marcar presença numa daquelas provas que faz parte do meu calendário "obrigatório", S. Silvestre dos Olivais, na sua 28ª edição.
Sem ser aquela prova das multidões, apresenta, mesmo assim, mais de 1500 atletas à chegada . Como é sabido, é conhecida pelo desnível que tem os eu percurso e, consequentemente, pouco recomendada para quem pretende obter recordes pessoais.
Fiz a prova calmamente e, no final, obtive um tempo inferior aos 50 minutos, o que me deixou bastante satisfeito.
Tenho pena, que os resultados publicados não contenham o tempo oficial e o tempo de chip, considerando apenas o primeiro. Não costumo prestar muito atenção a isso, mas quando está em causa o facto de me situar nos "sub-50", não tenho como provar que a minha marca ainda me permite estar nessa "elite". Todos os resultados aqui.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

3 minutos certinhos

Dizem os "estudos" que a partir de determinada idade, os tempos que se consegue fazer ao correr uma distância, vão aumentando não sei quantos segundos por quilómetro, em cada ano que passa.
Sem ser minha intenção, contrariar o que quer que seja, vejo que o tempo que fiz na Meia dos Descobrimentos em 2016, foi inferior em 3 minutos (tempo de chip) em relação de 2015. É óbvio que não sou excepção, mas, de certeza, um dos vários    factores que aponto a seguir, poderão explicar o "fenómeno":
1- Será que em 2015 "fui na ronha" para vir com esta conversa em 2016 ?
2- Será que este ano estava mais bem preparado ? (Falso, pois este tem sido um dos anos em que menos tenho corrido).
3- Terá sido a chuva, que durante mais de metade do percurso,  nunca deixou que entrasse em "sobreaquecimento" ?
4- Será que (e esta é a melhor de todas) ainda tenho margem de progressão ? (Vá, podem rir, que não me parece mal).






domingo, 4 de dezembro de 2016

12ª Prova do Ano – Meia Maratona dos Descobrimentos



Com o Ricardinho, habituado a "pára-quedas", deu jeito.


Entrou Dezembro, o mês doze de um ano que, para mim, foi parco em corridas. Houve muitas, é certo, mas não para mim, que reduzi a minha participação a umas quantas clássicas que têm feito parte do meu calendário habitual.
A Meia Maratona dos Descobrimentos é uma dessas provas, a que só faltei em 2015.
Apesar do temporal que convidava mais a ficar em casa do que a expor-me ao incómodo de enfrentar os elementos, lá fui, com o Ricardinho, até ao Restelo. Equipados com guarda-chuva, ainda deu para irmos tomar um cafezinho e um chá (que o café “inerva” o Ricardinho) ao mesmo tempo que esperávamos pelo dorsal que, gente amiga havia levantado de véspera.
As coisas pareciam estar cronometradas para que fosse mínimo o tempo de espera na partida, debaixo da chuva tão intensa e desagradável. Só fomos para lá, mesmo em cima da hora.
Parti mesmo de trás, pois nem tinha reparado que o meu dorsal só me dava acesso ao lugar reservado aos pouco dotados. E era isso mesmo que eu queria. Ainda encontro por ali alguns amigos, João Lima, Isa, Vitor, Catita e, ao sinal, arrancámos no sentido de Algés, onde havia um primeiro retorno, por volta dos 2,5Km.
Partir de trás é bom. Tudo parece que é mais fácil, sem pressas. Mas mesmo assim,  quando dei por isso, até estava a andar muito abaixo dos 5m/Km. Calma aí! Calma que a coisa tem de dar até aos 21, sem que precise de me arrastar.  Mas sentia-me bem a levar com a chuva na cara (e no corpo todo) e pisando as inúmeras poças de água que se iam formando, a direito, sem estar cá com desvios, pois nada havia a poupar, que os ténis já estavam ensopados.
Cais do Sodré, Praça do Comércio, retorno em Santa Apolónia e vejo que vou ganhando algum terreno a atletas meus conhecidos. Pára de chover enquanto dava a volta ao Rossio, por volta dos 13,5Km. O andamento continuava em alta, abaixo dos 5m/km, o que me começava a causar alguma admiração, tendo em conta a experiência recente da Meia da Nazaré ( a última prova que fiz ). Vai um gel. Aos 15, passa-me o António Belo e aguentei-me perto de dele, sem esforçar muito, sabendo que era uma boa oportunidade para seguir uma passada experiente e de boa qualidade. Reparo, afinal, que estava a abrandar e resolvi ir para a frente. Olha o Fernando Celestino (!),  impensável chegar-me a ele, a menos que ele viesse com algum problema. Passei-o. Ele veio comigo por cerca de 200 metros. Ficou para trás. Mau! E eu a andar a 4,45. Aos 20, aparece-me, de novo, o Fernando, que já tinha recuperado do mau bocado que atravessou. Mas não reagi, pois ele apenas foi para o lugar dele.  Praça do Império, Museu da Marinha. Lá estava a meta : O cronómetro indicava 1,46,10, mas o meu tempo de chip foi de 1,43,49 ! Menos 12 minutos que na Nazaré !

Tendo em conta que, no final, não apresentei grandes sinais de grande cansaço, fiquei muito satisfeito com o meu desempenho. E nada de ter pena de poder ter feito melhor e não o fazer. Mas um sessentão fica vaidoso por ter chegado à meta em boas condições e com uma marca que me permite figurar na 1ª metade da tabela (1036º ;15º do Escalão). Chegaram ao fim 2612 corredores. Todos os resultados aqui.