sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2010 – Balanço (427Km)

2010 – Balanço (427Km)
1.       24.Janeiro – 21º GP Fim da Europa (17Km)- 1,22,19
2.       14.Fevereiro – 26ª Maratona de Sevilha (42,195) – 3,43,41
3.       21.Março -20ª Meia Maratona de Lisboa (21,097) – 1,41,30
4.       28.Março – Trilhos do Pastor (28Km) – 3,07,23
5.       4.Abril -23º GP Constância (10Km) – 45,04
6.       11.Abril- 28ª Corrida dos Sinos (15Km) – 1,09,30
7.       25.Abril -33ª Maratona de Madrid (42,195) -3,40,34
8.       1.Maio – Corrida do 1º de Maio - Lisboa (15Km) -1,08,40
9.       16.Maio- 2ª Meia Maratona da Areia –C. Caparica (21,097m) -1,45,35
10.   21.Junho -11ª Corrida Festas da Cidade - Porto (15Km) -1,11,30
11.   1.Agosto –UMA Melides Tróia (43Km) -5,51,09
12.   7.Agosto -2º TNLO –Óbidos (42Km) – 4,48,00
13.   7.Novembro -7ª Maratona do Porto (42,195) – 3,34,40
14.   14.Novembro – 36ª Meia Maratona da Nazaré (21,097)- 1,38,04
15.   5.Dezembro – 25ª Maratona de Lisboa (42,195) – 3,48,30
16.   26.Dezembro -3ª S.Silvestre de Lisboa (10km) -45,30
27.Junho – UTSF-Memorial Sálvio Nora .70Km abandono aos 40Km, após 9,26 horas de prova)

Não oficiais, fiz duas nocturnas:
  • A Meia Maratona de S. João das Lampas (19.Novembro) -21Km
  • S.Silvestre Pirata do Monsanto (23.Dezembro)- +/-15km

Termina um ano e trago p’ra contar
Em curto rol, as provas onde andei:
Menos de uma vintena a recordar
Mais a Freita  - que a meio abandonei.
E julgo que não vos irei maçar
Porque é breve o trabalho a que me dei.
Comecemos então, pelo início,
Desta grande paixão, ou, talvez, vício.

Onde a Europa termina, comecei
Subindo onze, mais seis, sempre a descer;
Mais quatro maratonas palmilhei
E continuo com tanto que aprender…
Claro está que à UMA não faltei
Nem do duro TNLO me ia esquecer.
Nos Trilhos do Pastor fui um estreante
E conheci um mundo fascinante.
  
Das quatro maratonas que falei
Que posso dizer mais acerca delas?
Que a andaluza Sevilha,  marca em mim
A primeira que a estranja me revela.
Madrid, pouco depois, novo festim
Que se fez bem sem me deixar mazelas.
Por cá, fiz Porto, totalista honroso
E fiz Lisboa, bem mais vagaroso.

Fiz apenas três meias - poucochinho
(De Lisboa, da Areia e Nazaré)! -
Outras tantas de quinze, com carinho:
Sinos, Maio e Porto… assim é que é!
De dez, por ser  percurso tão curtinho
Somente em duas delas pus o pé:
Em Constância, por mor aos ideais,
Em  Lisboa e... falhei os Olivais.

Falta apenas as da “pirataria”,
Dois momentos de sã camaradagem:
As nocturnas das Rampas (que eu, no dia,
Apenas vejo nela uma miragem)
E aquela que oitenta reunia
Sem que ninguém ligasse à vil friagem
Foi em Monsanto, lá p´lo meio da mata
Na melhor S. Silvestre, mas…”Pirata”.


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Aos Olivais...não vais!

fonte

Um mau agouro, vindo não se sabe de onde, impediu-me de estar na S. Silvestre dos Olivais (que, a esta hora, ainda tem muita gente a correr) conforme estava nos meus planos para encerrar o ano.

E eu até já tinha saído de casa com esse destino.
Chovia. De repente, o vidro do carro (do lado do condutor) abriu-se sozinho e não consegui voltar a fechá-lo. Ainda arranjei um mecânico que tentou resolver o problema, mas em vão. Nem o problema se resolveu, nem eu tinha tempo para arranjar uma alternativa. Que saudades das velhinhas manivelas! Só podia avisar o "manager" da minha equipa que não poderia estar presente e desejar a todos uma excelente prova e um ano de 2011 cheio de saúde para muitas corridas, a todos os ACBs. E aqui aproveito para estender a mensagem a todos os visitantes do "cidadão", a quem estou muito grato por aqui virem.
Mas custou-me “engolir” esta.

Sendo assim, já posso fazer o balanço do ano que, se já era pobre, mais pobre ficou.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

22ª Corrida de S. Silvestre dos Olivais

A minha valorosa equipa ACB, nos Olivais, em 2009
Farei amanhã, a minha última prova de 2010. Vai ser a 22ª Edição da S. Silvestre dos Olivais. Parece que o tempo vai estar de chuva (lembro-me que em 2009, na zona da Expo, “ela” caía cá com uma força!!!...). Depois virei fazer o meu balanço de 2010 que, como foi fraquito em corridas, não demorará muito tempo a fazer.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

3ª Corrida de S. Silvestre de Lisboa - Opinião

A minha chegada com o trio Tandur (António Almeida,Vitor Veloso e Filipe Fidalgo)

Tal como já disse, gostei, em termos gerais desta Prova. É bom que Lisboa, consiga atrair tanta gente para correr, num cenário, tão bem ornamentado pelas luzes de Natal.

Também acho interessante que as atletas de elite partam com um avanço calculado para equilibrar a sua participação com a dos homens e possibilitar-lhes que seja uma mulher a chegar primeiro à meta, beneficiando dos justos aplausos do público e não estarem permanentemente sujeitas a passarem despercebidas (ou então, a que a organização chame a atenção para o facto de ” estar a chegar a 1ª atleta feminina”) no meio de um pelotão masculino. Parabéns à “nossa menina de ouro” Jéssica Augusto, que revalidou o título conquistado no ano transacto. O nome que deram a isso, de “Guerra dos Sexos” é que não me parece o mais feliz, mas…

Hermano Ferreira, apesar de estar próximo, não conseguiu neutralizar a vantagem por alguns segundos.

Gostei também que houvesse a oportunidade para que os pequeninos pudessem participar na Festa.

Gostei muito do local da chegada, com o Arco da Rua Augusta a enquadrar o pórtico da chegada e com a imponente estátua de D. José e o seu cavalo a servir-lhe de fundo.

Gostei do percurso, ainda que, nalguns pontos o piso não estivesse em muito bom estado e mal iluminado (R. Ribeira das Naus), mas a Avenida da Liberdade assim iluminada e repleta de corredores é um espectáculo indescritível.

Não gostei do local da partida. Numa prova que se dizia com 8000 (5000+3000) nunca poderia haver uma curva de 90º a 50m ! Claro que isto constituiu um forte obstáculo a uma saída rápida. Em minha opinião, o local ideal para a partida, seria na Avenida da Liberdade, lá para os lados do Marquês de Pombal. Aí sim, havia espaço para uma partida rápida e livre.

Não gostei do controlo no acesso às zonas de tempos. Não que tivesse sido prejudicado, pois sem querer, entrei numa cancela aberta e quando dei por isso, estava na zona dos sub40, embora soubesse que não faria menos de 45. Mas soube de muitos atletas que repararam que, nessa zona estava gente dos 3km ou lentos que, obviamente, levava encontrões, sujeitando-se a magoarem-se e a provocar que outros se magoassem. Torna-se imprescindível o uso de pulseiras e um serviço de “portaria” eficaz. Na Corrida do Tejo –honra lhe seja feita – esta parte funcionou bem nas vezes que lá estive.

Não gostei do abastecimento. Foi feito de uma forma tímida, em local pouco visível. Valeu o facto de a temperatura baixa não convidar muito a beber água e a prova ter apenas 10km. Muitos atletas, mas mesmo muitos, não terão tido a possibilidade de deitar a mão a uma garrafinha de água, pois ainda por cima, só havia água do lado esquerdo. Quem fosse pelo outro lado, tinha que ir “fazendo a diagonal” com cuidado e, quando lá chegasse, já não havia ninguém a dá-la.

O crescimento que esta Prova teve de 2009 para 2010, revela que Lisboa tem potencial para uma Corrida de S. Silvestre de grande nível (tem sido a mais participada do País). No entanto, não me parece moralmente correcto que a conquista desse estatuto, lhe permita marcar a próxima edição para 31 de Dezembro, a data que, pela tradição de 36 edições sempre pertenceu à S. Silvestre da Amadora, ali a dois passos. Saliento que nunca fiz a prova da Amadora, enquanto que fiz as 3 edições já realizadas desta de Lisboa. Mas acho que, antes de anunciarem esta data, seria de bom tom “concertá-la” com Amadora. Obviamente que, se isso foi feito, retiro o que disse e peço desculpa.

Por último, quero felicitar a Organização por esta magnífica prova, pois com os reparos que fiz pretendo apenas contribuir para que possa melhorar o que já tem um grande nível. É claro que só fará caso de mim, quem quiser .



domingo, 26 de dezembro de 2010

3ª Corrida de S. Silvestre de Lisboa

Tratando-se de uma prova curta, curto será este apontamento.
Em termos gerais, gostei da Prova.
As minhas "coordenadas" foram as seguintes :

651º
23º
45,32

Resultados totais aqui.
Depois voltarei ao assunto.

3ª Corrida de S.Silvestre de Lisboa (com a do Porto no pensamento)


Depois da SSP está a aproximar-se a hora da 3ª Corrida S. Silvestre de Lisboa. Com as inscrições (5000) esgotadas há uma semana (pelo menos), logo, às 18h iniciar-se-á a nocturna mais participada de sempre na Capital.
Também hoje, mas às 19,30h vai realizar-se a 17ª S. Silvestre do Porto, que também esgotou as inscrições.
Por razões de proximidade, ficarei por Lisboa, mas se tivessem sido fixadas datas diferentes para os dois grandes eventos, acho que, com o maior prazer, estaria nas duas.


A ambas, desejo o maior sucesso.

sábado, 25 de dezembro de 2010

1ª S.Silvestre Pirata


À chegada (Eu,João Hébil,Orlando Duarte e Eduardo Santos)

Todos os que estiveram na S. Silvestre Pirata, ainda estarão a pensar como é possível que uma “boca” lançada no dia 16 de Dezembro, tivesse atingido as proporções que atingiu, apenas em 7 dias ! A confirmação de que existe magia na Corrida fica aqui feita .
Temos, no entanto, que reconhecer uma coisa: houve “mãozinha” por detrás daquilo que se pensava espontâneo.  Se não vejamos:
Surge um com a ideia e aparecem 80 para a pôr em prática. E nenhum desses oitenta estaria a contar com o que quer que fosse, para além de levar um farnel, encontrar-se no Parque de Campismo com a rapaziada e, no final, quem quisesse poderia tomar uma banhoca. Ninguém, repito, estaria a contar com mais do que isto, o que foi suficientemente atraente para que se alistasse tanta gente.
-Chega-se ao Parque de Campismo e o segurança, convida-nos a pôr o carro no seu interior o que, em termos de segurança, nos deixa muito mais tranquilos;
-Distribuição de dorsais (com destacável de controlo –olálá) e requintados  diplomas personalizados;
-Uma foto-reportagem à maneira;
-Depois do treino, encaminhámo-nos para um salão aquecido com dois enormes aquecedores a gás (pois a noite ia arrefecendo cada vez mais), com mesas onde se ia colocando aquilo que se trazia, mas quando lá cheguei já estava bem preenchida;
-Um caldo verde quentinho e divinal  feito pela Leonor (esposa do Orlando) –obrigado Leonor;
-Umas breves palavras do Orlando Duarte, assinalando o aniversário da nossa querida Analice a que se seguiu o cantar dos Parabéns.
-Distribuição de novos  diplomas (versão Alex, que também tinha a surpresa programada).
Enfim…estivemos num evento de grande qualidade, de fazer inveja a muitas provas oficiais.
Mas, já me estava a desviar do que pretendia dizer no início. Quando disse que houve aqui “mãozinha” –no bom sentido, claro é que nada disto decorreria com o requinte com que correu, se o trio Orlando-Parro-Alex ( e colaboradore(a)s) tivessem deixado tudo ao “Deus dará”. Claro que a malta alinhava na mesma mas – lá está o raio do anúncio - não seria a mesma coisa.
Para eles vai o meu abraço de gratidão.
Quanto aos andamentos utilizados, já sei que está a ser estudada a forma de se evitar que alguém se sinta desacompanhado.
Com esta “pirataria” a Corrida descobriu uma nova “fórmula” de se afirmar. É verdade que não há público (assim como assim, público é coisa a que não estamos habituados nas corridas que por cá se fazem), mas há uma enorme sensação de liberdade por parte dos corredores, que tornam obsoletas as tabelas com as classificações.
Por mim, sempre que possa, serei “freguês”.



sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

1ª S. Silvestre Pirata

Os Padrinhos convidados, da "Pirataria" Célia Azenha, eu e a Analice -falta o Jorge Branco
Ena tantos!!!! ( e não estão todos )


Diplomas e tudo...! (de dois tipos. Um é "pirateado")

Estas e muitas outras fotos foram de Orlando Duarte (filha)

No frio mês do Natal,
Qual Anjo trazendo a Nova,
Há uma “voz transcendental “
Que a todos quis pôr à prova.
E estava tão convencida
Que era duro o desafio
Que achava que ao ser ouvida
Ficava o espaço  vazio:

“-Vós que amais a correria
- disse ela assim lá do alto-
Quase sempre em pleno dia
E em tantas léguas de asfalto
Convido-vos a correr
Em gelada temperatura ,
Terão dentes a bater
Durante a noite bem escura.
E é na noite, em breu compacto
Que como iluminação
Vão trazer um artefacto
Em jeito de lampião
Que levam preso à cabeça
E apontando para o chão
P’ra ver se ninguém tropeça
Nem dá nenhum trambolhão
E a pista que vos chama
Já não será de alcatrão
Mas  sim de trilhos de lama
Pois  é por aí é que irão
Em três léguas com subidas
E descidas, pois então
Que hão-de parecer mais compridas
Do que realmente são.
 E àqueles que a fome arrasa
No final desta função
Tragam saquinho de casa
E ficam com refeição.”

Disse  num tom de sarcasmo
E  aguardou por um momento
Esperando que o entusiasmo
Fosse descontentamento.
Depois, olhou em redor
Para a resposta apurar
E mudou logo de humor:
Eram só dedos no ar!
Contou, eram mais de oitenta
Que o nome quiseram dar
Para passar tal tormenta
Sem sequer pestanejar.

-“Vá de retro, gente louca
E eu pensei que os assustava;
Se o que disse é coisa pouca
Estais pior do que eu pensava.
Sei  de gente alienada
C’o a mania que é viril
Mas essa está internada
Na Avenida do Brasil.
E vós, quem pensais que sois
P’ra levar assim a vida ?
Responda o cinquenta e dois
Da mencionada Avenida.”


O texto tem pouco a ver com a época, mas reforço os votos de FELIZ NATAL para todos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL


Se considero o triste abatimento
Em que me faz jazer minha desgraça,
A desesperação me despedaça,
No mesmo instante, o frágil sofrimento.


Mas súbito me diz o pensamento,
Para aplacar-me a dor que me traspassa,
Que Este que trouxe ao mundo a Lei da Graça,
Teve num vil presepe o nascimento.


Vejo na palha o Redentor chorando,
Ao lado a Mãe, prostrados os pastores,
A milagrosa estrela os reis guiando.

Vejo-O morrer depois, ó pecadores,
Por nós, e fecho os olhos, adorando
Os castigos do Céu como favores.


Manuel Maria Barbosa du Bocage

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

1ª Corrida S.Silvestre ("Pirata")


Tenho a sensação que está a crescer um outro fenómeno que, para aqueles que gostam da Corrida, constitui uma importante alternativa às provas “convencionais”.


Até há pouco tempo, as provas nocturnas que eram conhecidas (por mim, claro está) limitavam-se à clássica Corrida das Fogueiras, em Peniche, as várias S. Silvestres realizadas por esse País fora e, mais recentemente, o Trail Nocturno de Óbidos.

Lembrar-se-ão que, há um mês, mobilizámo-nos para fazer a “Meia Nocturna de S. João das Lampas” que reuniu 29 corredores; para amanhã, às 22h, em Monsanto, o pulmão de Lisboa, está organizar-se um outro evento, na distância de 16 Km, que regista já um número de inscrições, absolutamente surpreendente : 66 !

É claro que se trata de um treino, com andamentos para todos os gostos e que, no final, será concluído por um importante convívio, em que, cada um levará consigo, um “farnel” que ficará à disposição de todos.

Livre de taxas de inscrição, de custas organizativas com o processamento de classificações, despesas de policiamento, prémios e tudo quanto onera uma Prova de Atletismo, estão reunidos para amanhã sete centenas (ou mais) de corredores, para desfrutarem deste treino - convívio.

Quem quiser aparecer, ou saber do desenrolar dos acontecimentos, veja aqui.
Depois do evento, contarei como foi.

domingo, 19 de dezembro de 2010

É só cultura!

Clique para aumentar
Já não é novo este recorte (nem me lembro de onde é que o tirei), e muitos de vós já conhecerão estas "pérolas" pacientemente reunidas por quem se defrontou com elas pela primeira vez.
Enquanto descansam das corridas, entrem neste mundo de "sabedoria".

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Corro

Sou o predador! Corro para me alimentar!
Sou a presa! Corro para não servir de alimento!
Vivo! Corro contra o tempo.
Corro! Sou o predador; sou a presa; faço como o tempo!

Dez.2006

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

…E o melhor sapato é…



Se há coisas que têm merecido aprofundados estudos, têm sido os sapatos de corrida, para que os nossos pés fiquem o mais confortavelmente possível, enquanto corremos. Grandes marcas têm feito enormes investimentos nessa procura e, diga-se, estão constantemente a surgir novos modelos que trazem qualquer coisa de novo aos anteriores. Sapatos mais leves ou mais pesados, com mais ou menos amortecimento, com maior ou menor controlo da pronação, etc.etc.etc. Tudo, com bases científicas, que ninguém põe em causa.

Surgiu, porém, agora, um outro ponto de vista, que promete virar tudo do avesso. É que se constatou que uma grande parte dos atletas que se lesionam, usam sapatos da gama alta, logo, dos mais caros, e que, supostamente, deveriam dar maior protecção aos pés! Então, a que conclusão se chegou? Que aqueles que correm descalços, ou com sapatos que proporcionem ao pé, um contacto o mais parecido possível com o do solo, não se lesionam. Porquê? Porque o próprio pé, acciona automaticamente os mecanismos que fortalecem os tendões e as estruturas ligamentares. Esse fortalecimento natural fica impedido se se atribuir ao sapato tal função!

Claro que este novo conceito colide com aquilo que nos tem sido “vendido”, ou seja, que não devemos correr mais de 800/1000Km com os mesmos sapatos (pois o desgaste retira-lhe as capacidades iniciais) defendendo que quanto mais gasto estiver o sapato, mais o impacto do pé no solo se assemelha ao de descalço.

Ora, para quem se interessar pelo artigo completo, recomendo o último número da Revista Atletismo (Suplemento do Mundo da Corrida) e fiquem intrigados como eu fiquei. A menos que eu não tenha entendido nada do que li.

“Portantos”, meus amigos, se já tinham posto de lado os vossos sapatinhos que já cumpriram a sua obrigação, não o façam já. Em nome do reforço das estruturas que sustentam o pé e da "sustentabilidade" da...carteira. Mas leiam…leiam o tal artigo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Europeu de Corta Mato - Espectáculo

Só falta a Rosa

"Estavas, linda Inês", apoquentada
Com a maldita lesão que te atormenta
Quando era, no Algarve, disputada
A prova que, na Europa, mais contenta.
Mas estiveste tão bem representada
Nesse grupo veloz que tudo enfrenta
Que à chegada, tivemos cinco em dez
E a Europa ali, aos nossos pés.


A Jéssica, imbatível, ganha o ouro,
E a Dulce é de bronze medalhada,
Marisa, Sara e Ana, são tesouro
E  a nossa bandeira é hasteada.
Sobrou a Anália? P’ra quê "dar o estouro”
Se a vitória já estava assegurada?
Eis que um País em crise e entristecido
Vê, com emoção, o orgulho renascido.


Avé, Augusta Jéssica, guerreira
Que sais determinada lá na frente
Levando atrás de ti a turma inteira
Ante aplausos de toda aquela gente.
Contigo, ia um País, dizem que, à beira
Da descrença voraz, tão deprimente !!!
Com gente como tu, com tal grandeza,
Porquê esta “apagada e vil tristeza” ?



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A Capa


Ao abrir o último número da Revista Atletismo (Suplemento do Mundo da Corrida) tenho a agradável surpresa de ver uma excelente imagem do que é “Correr por Prazer” recolhida sobre a Ponte da D. Luís, durante a última Maratona do Porto.

E lá dentro, uma excelente entrevista com o nosso amigo Vítor Dias.

Bem merecida esta entrevista e, claro está, constitui leitura recomendada.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

25ª Maratona de Lisboa - vista pelos amigos


Vários foram os blogomaratonistas que no passado dia 5 percorreram as ruas de Lisboa naquela que foi a 25ª Edição da Maratona da Capital. E é sempre motivo de grande satisfação, o seu reencontro, ainda que isso se traduza no cumprimento fugaz de um toque na mão, ou simplesmente num “ força aí…” quando nos cruzamos.

Cada um teve a sua vivência, os seus momentos bons e maus; cada um sentiu ou não o “bater na parede” e fez uma apreciação do seu desempenho pessoal e do trabalho da Organização que, dada a dimensão do evento, foi enorme.

Houve aqueles que fizeram a Maratona, houve os que fizeram a Meia e houve também quem tivesse tido o importante papel de estar ali a dar força a quem corria.

Destaco aqueles que conheço e que fizeram os seus relatos na primeira pessoa. Vejam aquilo de que nos dão conta em:
http://tomaracorrida.blogspot.com/ - Luis Mota

http://ultkm.blogspot.com/ - Jorge Branco

http://minhacorrida.blogspot.com// - Carlos Lopes

http://alexandre-duarte.blogspot.com// -Alexandre Duarte

http://henriquetices.blogspot.com/ -Henriquete Solipa

http://soparonalua.blogspot.com/ -João Paulo Paixão

http://joaquimadelino.blogspot.com/ -Joaquim Adelino

http://docesdesportivos.blogspot.com/ - Rui Pena

http://leoesdekantaoui.blogspot.com/ - João Meixedo e Paulo Martins

http://correrumavirtudeviciosa.blogspot.com/ -Vitor Veloso

http://palavrasdecorredor.blogspot.com/ -António Almeida

http://amantesdacorrida.blogspot.com/ - Fábio Dias Pio

http://hojecorroeu.blogspot.com/ - Mário Lima

http://aminhacorrida.blogspot.com/ -Nuno Kabeça

http://run4f.blogspot.com/ - Run4Fun

http://fugindoaocao.blogspot.com/ -Rodrigo Silva

http://raideoutrascorridas.blogspot.com/ -Luis Parro

http://corremais.paulopires.net/ -Paulo Pires

http://correr-a-favor-do-tempo.blogspot.com/ - José Narciso






segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

25ª Maratona de Lisboa - A minha apreciação

À entrada do Estádio (foto da Carla Fonseca)

A carinha dele à chegada (foto AMMA -José Gaspar)

Gostei

Da feira. Espaçosa, com vários stands onde deu para estar à conversa com o pessoal que ia chegando e o tempo passou depressa. Havia massa para todos, pois essa terá sido a grande argolada da Organização em 2009, ao reservá-la apenas para os estrangeiros. Não sei como estava, pois infelizmente, este ano, não pude participar. Afixação das listagens em letra ampliada, que facilita a entrega dos dorsais.

Dos km bem marcados e bem visíveis, se bem que a ventania, andasse constantemente a derrubar as placas.

Do percurso. Melhor que em 2009, mas a Almirante Reis deixa mossa não só quando a percorremos, mas pela preocupação da “reserva” a que nos obriga durante os 37 Km que a antecedem. E depois, se quisermos partir e chegar do mesmo local, já se sabe que tudo o que descermos teremos de subir. Parece-me bem melhor do que dar duas voltas junto ao rio.


Agora, o que não gostei … ui ui.

Partida. Ora, tendo em conta que, no ano passado a partida foi de dentro do estádio (e este ano, no mapa do percurso divulgado, também seria) não se verificou o devido esclarecimento dos atletas, pelo que, à hora da partida, muitos atletas estavam dentro do estádio. Isso terá feito atrasar o tiro, talvez uns 2 minutos. Não é que isso seja importante, mas nada disso aconteceria, se houvesse uma voz a fazer esse comunicado. Então e uma aparelhagem sonora, com um apresentador e música para estimular os atletas? Nada. Foi uma partida muito triste e não pode ser esquecido que hoje, grande parte dos maratonistas, têm outras referências e…comparam. Nota muito negativa neste parâmetro.

Animação no percurso.  Talvez haja alguma razão para isso (o temporal?) mas a verdade é que nem um pífaro se ouviu ao longo dos 42km. O que se ouviu foram buzinões, mas isso já estamos habituados.

Controlo do percurso. A falta de marcação da linha ideal de corrida e a ausência de meios que obrigassem a fazer o trajecto com que foi feita a medição da prova (não havia baias nem fitas balizadoras) possibilitavam que os atletas arrepiassem caminho, encurtando a prova numas dezenas de metros. Fiz, várias vezes, figura de tolo, ao contornar o passeio quando, 10 ou 15 metros antes, quase todos tinham feito apenas um dos lados do “triângulo”

Chegada. Continuava a não haver uma voz a fazer uma apresentação do que se ia passando. Tiravam-nos o chip (calhou-me a Beatriz Cunha que, simpaticamente, me desapertou o atacador) mas os bancos para os atletas se sentarem eram poucos para a afluência de atletas que chegaram na altura em que eu cheguei.

Provas associadas. Sou crítico em relação a este ponto. Percebo a intenção, mas acho que não funciona. Para o público, ninguém percebe quem é que está a fazer a Maratona e quem é que está a fazer a Meia. Acho que isso é importante se quisermos mais público a ver as provas. Quem é que vai ver uma prova em que não entende o que se está a passar? E para os atletas da maratona, também não conseguem “adivinhar” se o que vai à sua frente, pertence a uma ou outra prova. A continuar a haver a Meia, sou mais a favor dela no início, com partida em zonas separadas. Quanto à estafeta, é uma prova gira, mas é também uma fonte de problemas, pois a logística do transporte dos atletas para e dos locais de transição, a julgar pelos comentários que ouvi, não foi assegurada, tendo os atletas sido obrigados a desenrascarem-se. Também se compreende que a Organização não tenha meios para um controlo eficaz da prova e, já se sabe, continua a haver quem não esteja “talhado” para o cumprimento das regras.

Resultados. Demoraram um bocadinho, mas eles aí estão.

Não gostei da minha prestação! ...Mas isso é cá comigo.

domingo, 5 de dezembro de 2010

25ª Maratona de Lisboa

Foto ( A caminho da Torre de Belém) tirada pelo Fábio Dias Pio

Tinha pensado fazer um breve texto, tipo “estou muito cansado, fiz o tempo de 3,48 e tal e amanhã falo sobre a prova”.


Mas, pensando melhor, acho que se fizer já uma apreciação desta 25ª Maratona de Lisboa, enquanto as coisas estão fresquinhas, é capaz de haver um resultado mais fiel do que se passou, nesta manhã que se previa fria, com chuva e vento e que acabou por apresentar apenas o vento (e forte, que até fazia andar de lado), como companheiro dos atletas.

Parti determinado a chegar à meia, na casa da 1,45, para não dar o estoiro que dei no Porto.

À minha frente ia o marca-passo das 3,30, com uma bandeirola alta, mas, estranhamente, afastou-se muito, que até o perdemos de vista ao cabo de 8 Km. Mas nós ( eu e um grupo da minha equipa ACB, que também confirmou que o marcador ia depressa demais.

12KM: 1,00,00. Tudo certinho, mas à Meia, já levava 1,46! É verdade que o vento estava quase sempre de caras e talvez isso pudesse ter atrapalhado as contas. Na ida até à Torre de Belém, onde seria o retorno, acabo por ser apanhado por um grupo que tinha deixado para trás e comecei logo a recear que qualquer coisa não estaria a correr bem. Passa o António Almeida que fez alguns km comigo, mas eu comecei a abrandar e ele fez muito bem em ir embora.

Fui metendo uns géis ( não sei se é assim que se diz, pois gosto mais de utilizar a palavra no singular, por via das dúvidas) para ver se ganhava alguma energia, mas o resultado não se fazia sentir. Alcanço de novo o Nuno Coelho, da ACB, que tinha parado no abastecimento dos 30Km a “matar a fome” que lhe deu e veio comigo até aos 35, altura em que resolveu abastecer novamente, com paragem e não mais o vi. Lá estava o Jorge Branco no Cais do Sodré (já estava na 1ª passagem, a dar o seu importante incentivo.

As baterias já estavam apontadas para a temível Almirante Reis, entre os 37 e os 40Km. As forças iam faltando e a vontade de caminhar era muita, como, aliás, muitos faziam, mas eu, embora com uma passada miserável, fui adiando esse momento até que achei que já não valia a pena. À entrada do Estádio lá estava muita gente amiga a dar os últimos aplausos, e que transformavam aquela vergonhosa passada, numa vitória por concluir a minha 39ª Maratona. O tempo que fiz, ainda não sei bem ao certo, mas andou pelas 3,48, mais um minuto que no ano passado, em que caminhei e fiz paragem para “alívio da tripa” naquela subida medonha que este ano foi substituída pela Almirante Reis.

Tirei, uma grande conclusão. Tenho falado muito na necessidade de uma gestão do tempo até à meia, mas o tempo para que apontamos só tem alguma possibilidade de ser atingido, se o treino, o descanso, a alimentação e tudo o resto, tenham sido adequados. No meu caso, para além de uma preparação muito atabalhoada (fiei-me ainda no que fiz para a Maratona do Porto), tive uma véspera da Maratona bastante atribulada, tendo comido apenas uma torrada com leite de manhã, “passei o” almoço e só à noite, em casa, comi umas massas feitas à pressa. Desculpas ? Não sei se são desculpas, mas apenas as conclusões que tirei deste meu “insucesso” que, é relativo. Digo sempre que o importante é desfrutar, mas aqueles últimos km não foram de desfrute, mas de absoluto sacrifício para chegar à meta instalada no interior do Estádio 1º de Maio.

No próximo texto falarei dos “prós e contras” que encontrei nesta 25ªedição.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

25ª Maratona de Lisboa -O Percurso

"Viagem" à 21ª Maratona de Lisboa (2006)

Depois da Foto de Família da minha grande equipa que é a Açoreana Seguros, posiciono-me no local destinado aos atletas da Maratona (havia outro para o da mini). Ao que me pareceu, havia atletas de uma e de outra prova em ambos os lados. Mas a mim, ninguém, me estorvou, pois parti calmamente lá no fim do pelotão. Pretendia marcar um ritmo entre 4,50/km e 5,00/km, pelo que fui fazendo a minha corrida atento ao cronómetro e aos entusiasmos. É que ao fazer uma prova de trás para a frente, as ultrapassagens que fazemos, poderão iludir-nos e pregar-nos partidas. Havia que refrear, pois por volta dos 15Km estava a 4,35/km ! Meia Maratona :1,40,30 (um tempo dentro das minhas previsões) e não tinha sinais de cansaço. Até deu para acelerar até Xabregas. Para cá, vim nas calmas num grupo que estava a ser controlado pelo Gilberto Fernandes (que estava a apoiar uma atleta) e todo aquele vento contra passou-se sem grande dificuldade. Até pensei que, na viragem em Belém, com o vento pelas costas ainda seria melhor. Enganei-me. Armei-me em campeão e descolei do grupo. Aguentei-me aí 1 km (eheheh) e comecei a acusar um certo desgaste. Ia no 38º. O tal grupo foi-se embora e eu…”pregado” ao chão, lá ia correndo como podia. Nota negativa para o responsável pelo abastecimento dos 35Km (por onde passávamos aos39), em Alcântara. Então não é que o gajo proibiu a miudinha a quem eu tinha implorado uma garrafa de água, de ma dar !?! Recusar dar uma garrafa de água naquela altura é um acto impiedoso que registei. Ter de correr mais 1 km para a conseguir, foi uma maldade desnecessária. Um excesso de zelo de quem não tem sensibilidade para estar naquela função. A água era pouca? Então deveria ter sido melhor distribuída para as alturas mais críticas. Enfim…


De facto, entre os 38 e os 40km, foi o meu período negro. Passagem no Cais Sodré, vejo Álvaro que, vendo a minha expressão carregada, me lança uma gracinha “:- agora é que eu te queria ver a fazer um poema!.” E eu só queria …respirar!.

Praça do Comércio. 3,27.45. Estava feita mais uma maratona. Repetia assim, o ciclo das maratonas que fiz em 2005.

Em termos de organização, gostei da Prova, mas não sei se a saída da Meia Maratona 1,15h depois será benéfica. Bem… sempre deu para distrair entre a Praça do Comércio e Xabregas, quando eles vinham em sentido contrário. Não nego que é importante ouvir palavras de estímulo de atletas da meia conhecidos. Nesse aspecto, concordo. Mas quanto ao ajudar o andamento…só “apanhei” os que iriam fazer mais de 2,15H ! Nem eu os ajudava a eles nem eles me ajudavam a mim.

Para concluir, numa escala de 0 a 20, acho que esta Maratona merecerá um 15 (tiro 1 valor na falta de ambiente festivo e sinalização do local da feira ; 1 valor pela distância enorme entre a feira e a pasta party; 1 valor pela pasta ser fraquinha; 1 valor pela inexistência de animação ao longo do percurso; 1 valor pelo excesso de rigor do gajo do abastecimento 35Km –sei que a organização não tem culpa mas isto deve ser acautelado-.)

Com o que disse atrás não pretendo tirar o mérito a uma Organização experiente que sabe como fazer uma maratona. Só pretendo chamar a atenção – se calhar desnecessariamente – para o que me pareceu estar menos bem, numa opinião humilde que não passa disso mesmo. Mas sentir-me-ia um ingrato se não enviasse um abraço de parabéns a todos (até para o gajo do abastecimento dos 35Km) quantos estiveram envolvidos num evento gigantesco como este.

Em Dezembro de 2007, lá estarei .

Abraço.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Assinante "relapso"

Há revistas que nos são “impingidas” e que acabam por ser assinadas só para não termos o incómodo de dizer que não, de forma bem determinada. E vamos ficando com elas. Mas quando os tempos nos obrigam a estabelecer uma hierarquia nas nossas preferências terão que ser canceladas todas aquelas que, por vezes, até nos esquecíamos de abrir.

Quem, como eu, considera a Corrida no topo das prioridades “das coisas secundárias” (ou eu não teimasse em escrever “Corrida”, sempre, com maiúscula, mesmo que possa parecer errado) não pode abdicar de uma publicação que, neste momento, já estou em risco de perder. E só por descuido! É que não sei o que é que fiz ao raio do papel que me convidava a renovar a minha assinatura, onde estava o NIB para onde deveria fazer a transferência e, estupidamente, procurei, procurei pelo talão, perdendo tempo, quando tinha a mesma informação num qualquer número da Revista.

Oh Professor, vou já renovar a assinatura da SPIRIDON por mais um ano, pois nenhuma outra publicação vai tanto ao encontro do que a malta da Corrida quer ler e…precisa de ler.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Adriano, o Grande


Soube, há dias, desta estória e acho que a devo partilhar convosco.

No último Campeonato Europeu de Veteranos, realizado na Hungria, Portugal esteve representado.

Com os seus 87 anos de idade, Adriano Gomes ainda lá fez uma “perninha”, acho que nos 1500m e ganhou “aquilo” no seu escalão. Sobe ao pódium e recebe a merecida medalha.

A concorrência, porém, vem alegar que ele não poderia ter competido, pois não tinha apresentado os mínimos que os regulamentos exigiam e, como tal, a sua participação na prova era ilegítima.

E o que é que interessava não ter apresentado mínimos, quando ele provou que era o melhor ? – era o que diziam os seus amigos, que o procuravam tranquilizar.

O Adriano sempre pautou a sua conduta ao longo da sua prolongada carreira de atleta, por um comportamento exemplar e, como tal, não se sentia bem com aquela medalha que, embora a tendo conquistado, com mérito, não obedecia à totalidade dos critérios que deveriam ser respeitados. Não a quis e devolveu-a, ante a estupefacção dos seus amigos e da própria organização que, apesar dos reparos, entendia não dever solicitar a restituição da medalha.

Algum tempo depois, a organização reuniu e notificou o Adriano. Objectivo : entregar-lhe o prémio europeu de mérito e fair play, que lhe tinha sido atribuído.

Parabéns Adriano. Haverá medalha que valha mais do que esta?

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Treino leve, levemente...

Ui  tão fraquinho que isto anda! Reparem que desde as 2 horas nocturnas do tal “treino –festarola nocturna” (exactamente há uma semana, por esta hora, andávamos nós  nas famosas rampas...) corri 45m na 2ªFeira e 45m hoje! Para quem quer ir fazer a maratona daqui a uma semana, isto não serve de exemplo para ninguém.
Mas olhem que esta "paragem" não teve nada a ver com a greve geral.  Nunca este cidadão faria greve à Corrida.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O protesto





Disseram-me, que estátuas conhecidas

Dirão que sim ao alinhar na greve
Porque há muitas promessas não cumpridas
E as limpezas dos bolsos estão p’ra breve.
Mas se as pedras, Senhor, tão bem esculpidas,
Aderem, como nelas se descreve.
Vê-las-emos aí a circular
Que o seu trabalho mesmo, é …descansar.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Assembleia Geral

No próximo Sábado, 27 de Novembro, vai reunir a Assembleia Geral da FPA, o organismo que regula a nossa modalidade. Em análise vai estar o Plano de Actividades para 2011.

Todos nós, sempre que vemos coisas que não nos parecem  bem no Atletismo, temos feito alguns comentários criticando a FPA pelo que fez e não devia ter feito ou que deveria ter feito e não fez.

Deixo-vos aqui um repto: Que questões gostariam de colocar e ver esclarecidas?

Em que aspectos poderá a FPA intervir para melhorar a nossa Corrida?

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A Centena

Cidadão de Corrida
100
Seguidores

Caros amigos

Reparei agora que, a juntar aos 100 apontamentos que aqui foram colocados em 2010, foi atingido o estimulante número de 100 seguidores deste blogue! 100 Cidadãos que dividem comigo este espaço (de relatos, de registos, de reflexões, de emoções, de…parvoíces também, sobre Corrida e sobre outras coisas) e a quem se deve a sua continuidade. E também sei que, para além destes, há muitos outros que, sem se terem registado, o vão seguindo regularmente. Isso dá-me uma grande satisfação e vontade de prosseguir . Como diria o "Luis, o Grande" para o "real puto" que viria a ser "O Desejado" :

"... Para servir-vos braço às armas feito,
Para cantar-vos, mente às musas dada..."

Muito obrigado a todos.