terça-feira, 31 de dezembro de 2013

25ª S.Silvestre dos Olivais

Apanhado pelo Fábio Pio
(Já gozaram comigo pela combinação do laranja com o roxo. Na verdade só me preocupei em esconder as orelhas do frio e, sendo de noite... estou perdoado, não estou?)
Aos meus sogros

À amizade (Com Tiago, Luis, Nelson, Ricardinho e Chico, companheiros das Lampas, nesta última jornada do ano)

Se, dois dias antes tinha dedicado a S.Silvestre de Lisboa a uma pessoa querida, esta S. Silvestre dos Olivais também tinha destinatário: meu sogro e grande amigo que, após longos meses de agonia,  iria a enterrar no dia seguinte. Uma infausta sequência, numa quadra que, por tradição, é de festa. Mas, pelas mesmas razões, lá fui.
Juntei-me a um grupo de amigos e rumámos aos Olivais.
A  Prova?  Bem, a Prova  (com grande parte do percurso nova) foi feita com calma e terminei com o tempo de 48,50 (T.Chip) e 49.04 oficiais. Resultados Aqui.


S. Silvestre de Lisboa

Com o meu amigo Nuno Marques, 5 minutos antes da partida.

Apesar das condições físicas e anímicas estarem em baixo, entendi por bem participar na 6ª S. Silvestre de Lisboa. Afinal, quando se “respira” Corrida, uma constipação não passa de um mal menor e, vendo bem as coisas, poderia também, com essa participação, homenagear uma pessoa muito querida (minha sogra), que nos deixou e fora a enterrar na véspera.
Com uma organização de alto nível e envolvendo gigantescos meios, esta S. Silvestre de Lisboa é um dos grandes eventos desportivos do País, pois ter  8000 pessoas a correr nas ruas de Lisboa, decoradas com belíssimas iluminações de Natal, constitui um espectáculo desportivo inesquecível.
Mas, lá está, quanto maior a nau, maior a tormenta e houve aspectos que foram descurados e logo aproveitados pelos “caçadores de deslizes”. Refiro-me ao caso do “guarda-roupa” cujo funcionamento deixou muito a desejar. Já escrevi noutro local (FB) sobre o assunto, mas houve, nisto, uma certa ingenuidade quer por parte da Organização, quer por parte dos atletas.  Como é que a Organização poderia assegurar serviço eficiente de guarda-roupa a 8000 pessoas (vá que fossem 4000 a utilizá-lo) sabendo-se que, numa prova de apenas 10000 metros, durante meia hora chegam, no mesmo segundo, atletas às dezenas e todos quererão o seu saquinho com a roupa? E como é que os atletas não previram essa incapacidade e arriscaram ?  Enfim… ter-se-ia evitado uma mancha numa Corrida de Excelência.
Quanto à prova que fiz, como disse, apenas pretendia participar e, como tal, fiquei-me por uns modestos 49,48 (T.chip) ou seja, 50,15 oficiais. Resultados Aqui. Infelizmente não fiquei com foto de chegada, mas cheguei com toda esta gente:  http://videos.sapo.pt/rvvPwUdLlswOAvb3dMSB



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

" O Medalheiro"


As artes plásticas nunca foram o meu forte. Aliás, ainda está para descobrir qualquer coisa em que eu possa ser forte, mas tentei.
Perguntaram-me pelas medalhas da Maratona do Porto, onde é que as guardava? Pensei logo que tinha uma grande oportunidade para “brilhar”. Fui à caixinha das medalhas e… tirei uma, tirei duas, tirei três, tirei quatro, tirei cinco, (estou a ser chato)…tirei dez, “diz à tua mãe que te lave os pés…” (quem não se lembra desta lenga-lenga para determinar quem é que tinha que correr atrás dos outros?).
Pois muito bem, aqui estão os honrosos testemunhos das minhas participações na melhor Maratona de Portugal.

Que a minha falta de jeito seja entendida por boa vontade e com a imagem assim obtida quero desejar a todos os meus amigos e amigas umas boas Corridas de S. Silvestre e apresentar os meus votos  sinceros de FESTAS FELIZES e que saibamos fazer de 2014, apesar dos maus agouros,  um ano melhor do que aquele que está quase a terminar. 

domingo, 8 de dezembro de 2013

Meia Maratona dos Descobrimentos


Foto do incansável Carlos Lopes, que registou este e centenas de outros momentos, ao longo do percurso.
Obrigado, Carlos

Meia Maratona dos Descobrimentos. Gostei do nome, tanto que tem partida e chegada junto à jóia manuelina que é o Mosteiro dos Jerónimos,  de onde saíram as naus que nos foram espalhando pelo Mundo. Gostei da data que, se não tivesse sido preterida pelos novos “donos” , seria a da 28ª Maratona de Lisboa, já interiorizada no calendário dos maratonistas. Gostei do percurso, com uma volta pelo Restelo e Algés e ida e volta a Santa Apolónia. Gostei da Prova que fiz.
Parti  cá de trás, optando por fazer uma prova despreocupada, como, aliás, vem sendo o meu procedimento habitual, principalmente quando sei que os meus treinos têm ficado muito aquém do que deviam. É que, com frio, a frequência e qualidade dos meus treinos andam muito por baixo. A propósito, hoje estava uma manhã gelada e ainda mais gelada na zona ribeirinha, onde uma enorme nuvem se estendia pelas margens do rio, tornando a atmosfera ainda mais fria.
Fui desenvolvendo o meu ritmo a partir dos 5 Km, calmamente, de trás para a frente. Na ida, o frio gélido, dava-nos de frente, ainda que não houvesse praticamente vento. No retorno, é que se notou, pois deixámos de sentir aquele desconforto. Mas a verdade é que as mãos nunca aqueceram.  Cheguei  à meta. O cronómetro marcava 1,41,37, a que corresponde um tempo de chip de 1, 40,25 (704º).

Na última Meia que tinha feito, precisamente a da Nazaré, demorei mais 2 minutos! Nada mau.

A organização, esteve a cargo da Xistarca e, pelo que pude observar, esteve em muito bom nível.


sábado, 7 de dezembro de 2013

"As Árvores Morrem de Pé"





Distante e perdida na serra, juntamente com meia dúzia de irmãs, fomos encontrá-la assim, ao caír de um dia soalheiro de Dezembro. Estava velha e seca.  Mas continuava ali, no sítio que sempre foi o dela, à espera que alguém se acercasse. Acercámo-nos, guiados por um amigo que a conhecia bem, e contemplámo-la e ouvimos o que ela nos disse, sem serem precisos sons, sem serem precisos outros sinais para além daquela aura que nos transporta no tempo.  Falava das mágoas de quem foi abandonada, depois de ter sido, anos a fio, fonte de rendimento e símbolo de vitalidade e de respeito.  
Fazia muitos anos que as mãos que cuidavam dela deixaram de o poder fazer e a diáspora da prole, em busca de uma vida mais próspera (?), ditou o abandono  daquele hectare de barranco. Mas não o seu esquecimento.

Sem folhas, sem cortiça… sem vida, a sua silhueta, embora triste, continua a romper o céu da Serra do Caldeirão. De pé. A velha árvore permanece de pé.

Isto, no dia em que Mandela nos deixou.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

V Treino Nocturno das Lampas

Cartaz e foto de Duarte Andrade, numa composição de Nuno Marques


GALERIA DOS VENCEDORES



I - 2009

II - 2010
III-2011
IV - 2012

V -2013


CAMPEÕES,
CAMPEÕES, 
NÓS SOMOS CAMPEÕES !



A tendência  de crescimento vai-se mantendo e esta Nocturna das Lampas, onde todos começam e acabam em 1º, onde se pode correr 21km, 13km ou 6km,  começa a ter de ser encarada com mais seriedade. Não que lhe queiramos retirar qualquer das características que a têm tornado "apetecível", mas porque temos de juntar a tudo isso segurança.
Do que se passou no dia 15 de Novembro, recebemos os mais simpáticos comentários, e estamos muito gratos pela apreciação que foi feita.
Da parte que nos toca, há questões que precisam ser afinadas, mas foi muito gratificante assistir à adesão voluntária de gente amiga, pronta a arregaçar as mangas para proporcionar a quem nos visitou, um agradável convívio. Isso dá-nos esperança. 
Foi também muito gratificante receber 200 corredores e corredoras que gostam de estar connosco a darem corpo à iniciativa que lhes é destinada.
Muito obrigado a todos.
Como diziam os Gato Fedorento : A próxima é que vai ser gira!


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

V Treino Nocturno das Lampas



Está a chegar a hora de mais uma “Nocturna das Lampas” e sentimo-nos bastante satisfeitos com a adesão que se verificou a este evento. Como foi dito, por uma questão de maior controlo estatístico, as inscrições foram feitas através da plataforma Wevent, tendo ultrapassado as 250.
Porém, também sabemos que muitos houve que apenas disseram “vou” e ficaram convencidos que, tratando-se de um treino, isso seria suficiente. E, de facto, para que é que havemos de estar a complicar? Feita a comparação de ambas as listagens verificámos que 95 apenas disseram “vou”. É claro que iremos considerar todos, embora saibamos que alguns apenas pretendiam mostrar que estariam connosco partilhando a ideia.
Assim sendo, são mais de 300, um número que nos deixa muito felizes.
Há os que vêm para caminhar –e podem utilizar o percurso da mini-caminhada de 5 ou de 6 Km, à escolha;
Há os que vêm correr 12,5km, correspondente à 1ª parte da MMSJL e há os que virão correr os 21097m, que são a grande maioria.
Sairemos às 21h , mas antes, todos têm à disposição um chazinho e uns biscoitos, para confortar o estômago durante a “viagem”.
Haverá pelo menos 2 abastecimentos com água (em garrafas).
Como sabem, trata-se de um evento não competitivo e “espontâneo”, que reuniu um grupo grande de amigos que vão treinar.
Como não há controlo do trânsito – que se espera ser pouco – aconselha-se a que cada um de nós tenha em mente que devemos estar bem visíveis (com frontal e colete reflector) e facilitar a circulação das viaturas, correndo pela berma da estrada.
Procuraremos ter o percurso sinalizado por forma a não haver enganos e sugerimos que se agrupem aqueles que têm andamentos semelhantes.
Não adianta exibir grandes performances neste evento que visa, acima de tudo, o são convívio entre aqueles e aquelas que têm a paixão pela Corrida.
No final, quem quiser, poderá tomar banho nas instalações da Sociedade ou nos balneários do Coreto embora com água …fria, pronto!
Será feito um compasso de espera para que cheguem todos e depois, no salão da Sociedade, confraternizaremos, partilhando os “farnéis” que forem postos nas mesas para acompanharem a nossa sopinha.
No exterior dispomos de grelhadores acesos e prontos para a função.
Com a boa disposição de todos, achamos que haverá condições para desfrutarmos de uma noite bem passada. Assim o esperamos.

O nosso Grande Abraço a todos os que corresponderam ao nosso convite. 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

E os teus pratinhos, Nazaré?!

Foto de Leonor Duarte

O fim de uma longa tradição, deixa sempre alguma mágoa. Quero referir-me ao simpático pratinho de louça com que a Organização brindava os atletas que terminavam a Meia da Nazaré. Em sua substituição, deram-nos uma medalha, um símbolo respeitável, mas que, quebrando uma continuidade de muitos anos, deixou-nos algo insatisfeitos.
Tenho-os guardados, religiosamente, junto das medalhas. E já são muitos.
Há uns anos,  brincando com um conhecido soneto do poeta brasileiro, Antônio Roberto Fernandes (que estraguei) dizia eu:


Os pratos do Vovô

Eu vou guardando, com muita alegria
Muitos pratos, lindíssimos de louça
Que ganhei como prémio pela “coça”
Que levei sempre que a “Mãe” por lá me via.

É que era a minha idade, ainda moça
Quando a “Mãe” me chamou, num belo dia
Para saber se a Meia aguentaria
Ou se eu iria fazer asneira grossa.

Corri. E desde então, pela Corrida
Faço a visita anual bem merecida
A quem lançou a ideia... ainda pirata.

Trinta anos passaram! Uma vida
Contada em tantos pratos, colorida,
E que à Corrida há-de estar sempre grata.


E já agora, gostava de referir que a carga simbólica que envolve a  Meia Maratona da Nazaré é um dos principais factores que tem contribuído para a preservar no tempo. Todos a chamam, carinhosamente, "Mãe" e associam essa condição aos pequenos objectos que lhe estão ligados. Se a Organização entende retirar importância às pequenas coisas, não me parece escolher o melhor caminho. Então, é ou não verdade que aquela broa de mel que nos adoça o boca após a prova, aquela "doce tradição" , é como que uma bênção que nos cai do céu?  E os pratinhos, Nazaré? Que lhe fizeste?

domingo, 10 de novembro de 2013

39ª Meia Maratona Internacional da Nazaré



Algures, no meio desta multidão, estarei eu, a marcar presença junto da "Mãe".
Num dia muito bonito, desenrolou-se a prova, a última das edições trinta.
Como sempre, gostei de lá estar. Fiz uma prova tranquila, pois durante a semana não fiz qualquer treino pois não me apetecia mesmo.
Acho que consegui manter um ritmo que me permitiu um resultado até melhor do que esperava : 1,45,20.
Obrigado malta da Nazaré, por continuarem empenhados, e Parabéns pela 39ª. Venha a "ternura das 40", ou melhor, a 40ª, já que a cantiga caíu em desgraça.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

10ª Maratona do Porto

A minha grande equipa ,ACB, sempre presente na Maratona do Porto
(foto de Sporting C. Casaínhos)

Com Ana Pereira e Aurora Cunha (Foto de.António Melro,  pai da Ana, que a acompanha sempre nas Corridas)
Adicionar legenda (Com Fernando Ferreira, José Capela e Luis Sousa Pires,
que ia fazer a  sua 100º maratona)-Foto de Leonor Duarte

Com Ana Pereira, João Hébil e Fernando Sousa (foto de António Melro)

Com Amélia e Xavier, Filipe Fidalgo, Ana Pereira, Vitor Veloso e Aurora Cunha (foto de António Merlro)

Com o Bráulio Hernandez, Ana Pereira, João Hébil e "meio" Fernando Sousa (foto de António Melro)
O nosso fotógrafo e amigo, António Melro, todo vaidoso com a filha

A Caminho da Afurada, quando o Paulo Pires já vinha de lá (a foto é dele)

A descer a Boavista com o amigo António Franco (foto do José Sousa)

Missão cumprida, com o Cláudio e o Tigre (foto do José Sousa)

Com o José Sousa e o "Comandante" Jorge Teixeira (foto da máquina do Sousa)

 Mui Nobre Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto.  Gosto  muito desta  terra e do Douro “do vinho famoso”.  Do mar, da gente simpática e acolhedora.
E quando é dia de Maratona, então, tudo se intensifica e ganha poder sobre nós. E nós também ganhamos poder sobre a Cidade, pois gostamos que saibam que pertencemos ao número ainda reduzido de pessoas que enfrentam os 42 km.
Não vou escrever muito, pois em 10 edições, já muito disse sobre a Maratona do Porto  e estar a repetir…não vale. É que se adivinha o que não é dito perante a exuberância daquilo que se vê.  A Maratona do Porto é a MARATONA DO PORTO.  Bonita, grandiosa, afectuosa. E tem requinte. Quem lá vai não fica indiferente ao seu brilhantismo e conta aos amigos o que é que aconteceu no Porto. E quantos já perderam o medo da distância ao ouvirem relatos ou a verem as imagens? É a Festa.
E depois, até nos vêm buscar a Lisboa! E trazer! Mimados desta forma, só podemos estar muito gratos à Organização, pela forma como nos tem tratado.
A Runporto.com está de Parabéns por todo o trabalho e competência que tem tido e aplicado nesta Maratona que começou por ser sonhada e passou a ser uma Maratona de sonho.
Quanto à minha prestação, foi o que eu esperava. Quando há um mês, em Lisboa, fiz 3,52, prometi fazer no Porto menos 10 minutos. E fiz. 3,42. Sem relógio. Só sabia que os marcadores das 3,30 iam à frente e os das 3,45 iam atrás. Objectivo (que não era prioridade) cumprido.
Concluída a Prova, fiquei por ali, na zona de descompressão, um bom bocado, a desfrutar, a ver amigos e amigas que vinham chegando; a partilhar as emoções, a ver as expressões de felicidade de muitos estreantes,  expressões  que só se vêm atrás da Meta de uma Maratona. A “Meta”, que  é também uma porta de entrada no mundo fascinante e belo que acaba de ser descoberto.

Longa Vida à Maratona do Porto ( e a nós também, para que a possamos correr muitas vezes!)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

10ª Maratona do Porto



Está tudo a postos. O locutor vai dando as últimas indicações. O director da Prova olha para todos os lados, mas só ele sabe o que está a ver, atento a tudo o que estrategicamente não pode falhar. Lá no ar, um "pássaro mecânico" sobrevoava a zona para depois nos mostrar o que via. Últimos minutos. A música, que até ali tinha sido de animação, muda. Passa a ser épica e acompanha os últimos momentos de concentração dos atletas. Vai subindo de volume e entra na alma transportando consigo toda a mística da Maratona do Porto. A emoção vai sendo cada vez mais forte. O som continua a subir e coloca-nos noutra dimensão. Subitamente pára. Ouve-se o tiro de uma uma pistola e a cidade transforma-se no palco da melhor Maratona que temos. Sonhada há 10 anos e que se transformou na realidade que é hoje. Parabéns runporto.com.

domingo, 20 de outubro de 2013

Night...quê (?") de Lisboa

Entre o "noturna" e a "night"...venha o diabo e escolha. Salve-se a Corrida.


Embora com algumas reticências colocadas no início, posso concluir que, globalmente, gostei da Prova.
Terreiro do Paço com muita animação no período que antecedeu a partida para os 10Km e 5Km. Gostei da particularidade de terem transformado o pórtico da partida e chegada, num enorme palco, onde DJs com alto som e luzes em movimento projectadas para os céus de Lisboa, prendiam as atenções daquela gente que aguardava pela entrada na “porta” correspondente ao seu tempo declarado na inscrição. Aqui, surge a 1ª anomalia: é que ninguém nos tinha dado qualquer distintivo para aceder à porta desejada. Daí, que quando faltavam 10 minutos para as 21,00h,entrámos lá para o fundo, para o lado ribeirinho do Terreiro do Paço, perpendicular à posição do pórtico.
Dado o tiro da partida, fomos progredindo conforme podíamos, serpenteando entre participantes que, de saco às costas, começaram a prova a caminhar, Rua da Prata acima. Vai sendo difícil fazer crer a estes participantes – que são sempre bem vindos - que devem posicionar-se atrás do pelotão, por forma a não impedir a progressão dos que pretendem correr.
Praça da Figueira, Rossio, Restauradores, Av. Liberdade, quase Marquês de Pombal e retorno. Rua do Ouro, Praça do Comércio, Ribeira das Naus, 24 de Julho, retorno lá para a Infante Santo, Praça do Comércio novamente e fim.
Gostei do percurso, dos abastecimentos (aos 3 e 8 Km). Dei-me mal à chegada ao 9º Km (nauseei com um maldito bolo que comi meia hora antes da partida) e tive que abrandar, para terminar quando o relógio da meta marcava  48,30.
Não consegui entender a separação de homens e mulheres no funil de chegada, que talvez tenha contribuído para uma certa “congestão” no escoamento. Davam-nos uma medalha (fraquita, diga-se, pois entre o peso da medalha e o da fita, a coisa devia estar ela por ela), mas também não estamos ali para sermos recompensados em peso de metal. Digo isto porque quando comparei com a última medalha que recebi, precisamente na Maratona Rock’n’Roll de Lisboa – talvez a mais bonita da minha “carreira”, deixa muito a desejar. Dão-nos também um saco que continha fruta, uma barra de cereais e um voucher para massagens, e uma garrafa de água. Vim a saber que haveria também uma tenda onde era oferecida bebida isotónica “Monster”.  Não dei por nada, nem vi qualquer encaminhamento dos participantes para o local, mas contaram-me um episódio caricato: -havia ali pessoas que punham nos sacos 6 latas na frente do responsável pela distribuição e assim, rapidamente acabaram. Ao ser interpelado sobre o que é que ele estava ali a fazer, responde com a maior das naturalidades, que  – “estava  a controlar” . Perfeito!
Vários palcos onde decorriam cenas destinadas a “prender” os atletas enquanto aguardavam pelos que vinham mais atrás. Gostei particularmente das cenas de mímica. Também a entrega de prémios decorreu de forma digna e célere, tendo sido precedida de uma breve comunicação do Presidente da FPA, Prof. Jorge Vieira, que continha uma mensagem de forte incentivo aos praticantes desta que é a 1ª modalidade do nosso Pais. Pena que o arrefecimento e a necessidade de trocar de roupa, não nos tivesse deixado desfrutar, por mais algum tempo, de toda aquela atmosfera agradável que nos foi proporcionada.
Em suma, nesta Prova que, repito, me agradou, passava sem o seguinte : O nome de que já falei (dêem àquilo que é nosso, nomes nossos); o frontal (sendo disputada num percurso iluminado, o frontal não tem qualquer utilidade e talvez pudesse reduzir o preço da inscrição); as portas de entrada (ou o trabalho a montante – divulgação,  distribuição das pulseiras - era feito com eficácia, ou então podem gerar-se  injustiças ).
Mas isto são apenas alguns pormenores que não deslustram a grandiosidade desta 1ªEdição, de uma  Prova de “grande envergadura” que atraiu uns milhares de praticantes, muitos deles pertencentes à franja “iniciática” (foram poucos os conhecidos, quando comparado com as provas clássicas que temos) e isso são bons sinais de crescimento da modalidade.

Mas a maior curiosidade de tudo isto, a meu ver, para além de todo o espectáculo envolvente, está no facto de ser a FPA a apadrinhar o “Atletismo de rua”, onde cada um é um campeão à sua maneira.

Aqui estão os resultados provisórios.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Corrida Lisboa à Noite




Amanhã, 21,00H Lisboa vai ser palco de uma corrida nova, desta feita, sob a égide da Federação Portuguesa de Atletismo ( ! ) O ponto de exclamação, todos sabem a que se deve: é que a FPA demorou muitos anos a tomar consciência do crescimento do Atletismo fora das pistas. Felizmente que a nova "gerência", empossada à coisa de um ano, abriu os olhos para esta realidade e parece abrir as portas ao "Atletismo de Rua", aquele que move multidões; em que apenas um ou outro competirá ao mais alto nível; aquela Corrida em que alguém há-de chegar na frente, mas ninguém sente que a perdeu; em que a grande vitória é  satisfação de poder correr, o convívio aqui, ali, mais além...
Embora feliz com esta iniciativa da FPA, fica no ar uma pergunta : - Terá isto a ver com a escassez de atletas capazes de grandes marcas, que  obriga os dirigentes a olhar à sua volta, dando conta que há vida para além dos estádios ?
Mas com o calendário repleto de provas, a que se juntaram as de Trilhos, que não são poucas, vão surgindo as nocturnas, disse bem: nocturnas. Daí ter ficado um bocadinho triste com o nome que deram a esta Corrida: "Night Run Lisboa". Haveria necessidade? Não tínhamos, por exemplo, um nome bem mais castiço e também internacionalmente conhecido:

Lisboa adormeceu, já se acenderam
Mil velas nos altares das colinas
Guitarras pouco a pouco emudeceram
Cerraram-se as janelas pequeninas
Lisboa forme um sono repousado
Nos braços voluptuosos do seu Tejo
Cobriu-a a colcha azul do céu estrelado
E a brisa veio, a medo, dar-lhe um beijo
Lisboa
Andou de lado em lado
Foi ver uma toirada
Depois bailou... bebeu...
Lisboa
Ouviu cantar o fado
Rompia a madrugada
Quando ela adormeceu
Lisboa não parou a noite inteira
Boémia, estouvanada, mas bairrista
Foi à sardinha assada lá na Feira
E à segunda sessão duma revista
Dali pró Bairro Alto então galgou
No céu a lua cheia refulgia
Ouviu cantar a Amália e então sonhou
Que era a saudade aquela voz que ouvia

Em contrapartida na Maratona do Porto, vamos ter, mais uma vez, O FADO. Quando uns não querem...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

39ª Meia Maratona Internacional da Nazaré

Olhem que vem aí !???
A Mãe, com o seu apelo irrecusável.
Estamos lá.





segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Maratona do Porto Sem Palavras



3.23.54

3.16.35

3.28.47

4.08.38

3.27.15

3.28.58

3.34.40

3.33.07

3.37.58


?.??.??









terça-feira, 8 de outubro de 2013

Rock 'n' Roll Maratona de Lisboa

Com o Paulo Pires , +/- aos 6Km

Foto de Ventura Saraiva
Foto do Mário Lima



Com o Nelson, numa foto da Catarina Alegre

Com o entusiasmo de andar a ler o que cada um tem escrito sobre a Rock ‘n’ Roll Maratona de Lisboa, reparei agora que eu próprio ainda não disse nada sobre o assunto.
Fiz a Maratona, sim. Dizer que foi “mais uma” não é a melhor forma de começar, pois cada maratona tem as suas dificuldades, as suas condições. Cada uma é diferente da outra. Aquilo que faz parte do conhecimento comum a todas elas é a necessidade de um treino adequado, boa alimentação, bom descanso e, no dia D, prudência e ponderar bem o ritmo a seguir em função da marca que cada um acha que a sua preparação lhe pode garantir. São “verdades de La Palisse”, mas que nem sempre são tidas em conta, mesmo por quem já é “batido” na coisa.
Cascais. Comigo iam dois estreantes na distância, o Nelson Alegre e o Paulo Neves. O 1º bem preparado, o 2º nem tanto. Mas a vontade de correr a maratona era muita e nenhum deles gosta de virar a cara aos desafios.  Vamos em frente, então.
Posicionámo-nos lá para trás, no meio do grande pelotão e, à hora prevista é dado o tiro da partida (10,05h!!! – ponto a rever, pois esta hora não mereceu a simpatia de nenhum dos atletas que ouvi) . 1,30 minutos passámos a linha de partida, frente à Câmara Municipal de Cascais. O mar não se mexia e o Paulo a pensar lá para com ele “ este mar assim e eu em vez de ir mergulhar e apanhar uns polvos, venho para aqui sofrer!”. Mas agora era tarde e não havia volta a dar, a não ser correr, correr, correr até ao Parque das Nações. 
Nos primeiros 2 km não dava para escolhermos andamentos, pois estávamos condicionados pelo pelotão ainda compacto mas depois, lá para a zona do Casino do Estoril, quem tivesse pernas, que fosse mais depressa, mas exigia-se contenção do entusiasmo.  Mesmo assim, lá ultrapassámos o marcador do ritmo das 4h, que era o nosso amigo Carlos Lopes do Blogue “A minha Corrida”.  O Paulo prudentemente, tinha ficado para trás e eu e o Nelson lá fomos num ritmo que nos permitiria chegar antes das 4h.
Junto a nós surge o nosso amigo Albísio Magalhães, que andava a treinar e com quem tive o prazer de conversar um bocadinho sobre “projectos futuros para a excelsa colheita de 54”. Lá vinha o Paulo Pires, ainda a cheirar a Monte Branco, mas com um andamento de fazer inveja (com um “pedal balente” na expressão que um amigo nosso gosta de utilizar), que ia registando na sua máquina a “mímica” dos amigos que ousam meter-se nestas alhadas. Olha…o Manuel António também vai aqui – e fica no “boneco” também, ele que a maior parte das vezes fotografa, desta vez era fotografado pelo Paulo Pires.
Um ou dois kms mais à frente sou alcançado pelo Luis Gonzaga Nunes, um dos "estrategas" do UTNLO, este sim, "tresandava" a Monte Branco (pois voltei a passar por ele lá para os 30).
Entretanto começámos a ver o marcador das 3,45h seguido por um pelotão que não o queria largar. Estávamos por volta dos 10Km. – Calma, digo eu para o Nelson, - não precisamos forçar o andamento para lá chegarmos, pois se tiver que ser, isso acontece naturalmente. Porém, num abastecimento ou numa qualquer distracção, o Nelson avançou pensando que eu ia com ele. Achei que não o devia travar, porque sei que ele está muito melhor preparado que eu e um andamento difícil para mim, poderia ser fácil para ele. E como sabia que na UMA ele conseguiu segurar um andamento regular, não o chamei. Alcançou a bandeirinha das 3,45, andou por ali algum tempo e até foi para a frente dela ;e eu já estava a mais de 150m cá para trás. À passagem por Paço D’Arcos vejo o Nelson já atrás do grupo das 3,45 e pensei que ele optou por esperar por mim talvez sentindo-se inseguro. Na passagem pelo passadiço da Praia que antecede o túnel da Cruz Quebrada, passo pelo Nelson e vejo que ele estava em quebra! Só podia ser psicológica. Manteve-se próximo até à Meia Maratona, mas depois a saturação –o grande inimigo – foi-se apoderando dele. Havia um trabalho importante a ser feito neste domínio, que não o foi : o trabalho psicológico para manter a motivação em alta quando começa a notar-se a quebra física.
Para as bandas da 24 de Julho, vejo um atleta a correr calmamente de marcha atrás, como que à procura de alguém conhecido. Era o nosso amigo Pedro Amorim, que estava precisamente e recordar que naquele mesmo sítio, no ano passado, tinha caído quando tentava tirar uma fotografia. Um abraço e tive o privilégio de ser apresentado ao grande João Oliveira, brilhante vencedor da Spartatlon (245Km)entre Atenas e Esparta. Foi um momento alto desta maratona.
Passagem ao Cais do Sodré : o amigo Mário Lima estava “à coca” e apanhou-me numa excelente foto, com a Praça da Ribeira em fundo.
Continuando, lá se foram passando kms com bons abastecimentos, mas com troços do percurso um bocadinho monótonos (mas isso pode ser por já tê-los feito muitas vezes), excepção feita na ida aos Restauradores e retorno à Praça do Comércio (32Km)-lá estava o Jorge Branco a dar ânimo à malta- , mas a partir dali, voltou a ser difícil. Não só pelo acumulado de Kms mas porque a paisagem era pobre. Vejo o Jorge Serra e o Francisco Pereira, meus amigos e companheiros da ACB, a passo e eu cheio de vontade de lhes seguir o rasto. Aos 35km passo pelo Tigre, que ia a caminhar e eu nem o tinha visto . Viemos juntos um bocadinho, pouco, porque eu não me aguentei. Fez-lhe bem ter andado um bocadinho, que lhe recuperou as pilhas, enquanto eu lutava para não ter de me pôr a passo. Muitas foram as pessoas que optaram por caminhar a partir dos 32 km e, surpreendentemente, atletas de “outros campeonatos”.
Km finais, onde havia, finalmente, gente a aplaudir. Amigos e conhecidos que tinham feito a Meia  Maratona e estavam ali, na importante missão de nos dar força e a fazer-nos sentir que o objectivo estava prestes a concretizar-se. A dupla viragem à direita e já se avista o pórtico. O almejado pórtico. Uffffffa. Nem reparei bem quanto é que o cronómetro marcava, mas vim a saber que era 3,53,50.
Dão-nos água, uma linda medalha, um saco com coisas dentro e um gelado.
Agora era respirar um bocadinho, sossegado e… esperar pelos amigos.

A apreciação da prova tem que ficar para depois, porque já estou a esticar-me muito e depois, não haverá quem tenha pachorra para ler até ao fim.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

V Treino Nocturno das Lampas


Ainda não fizemos bem a "digestão" da 37ªMMSJL, mas queremos apresentar-vos a proposta que já vinha sendo prometida há tempos, para que possam registar nas vossas agendas. Por ser nocturna, esta é que é a verdadeira Meia das "Lâmpadas", eheh. 
Trata-se de um evento não competitivo, sem classificações e sem prémios, disputado no percurso da Meia Maratona de S. João das Lampas, em versão nocturna. A Organização garante abastecimentos com água e no final oferece uma sopinha, chá e biscoitos. Talvez se arranje mais qualquer coisa, mas quem quiser trazer mais "reforços" faça favor. As inscrições são gratuitas, mas podem encerrar logo que esteja atingido o número de atletas suportável (talvez 250). Que tal, meus amigos? Podemos contar convosco? 


5º Treino Nocturno - S. João das Lampas | Wevent
app.wevent.pt
15-11-2013 às 21:00 | Percurso da Meia Maratona de S. João das Lampas – S. João das Lampas

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Ecos da 37ª MMSJL -II




E aqui vão mais 3 interessantes relatos de outros tantos estreantes : A Lígia Morais ("Lisboeta e Corredora"), João Ralha ("Run 4 Fun") e José Xavier ("Xavier e Amélia")





Para eles vai um agradecimento sincero pelas palavras e um grande Abraço.