sábado, 31 de dezembro de 2011

23ª S. Silvestre dos Olivais

Estive nos Olivais a fazer uma Prova que gosto de fazer. A S. Silvestre, na distância de 10 Km. No ano passado, por azar com uma avaria no carro, não consegui marcar presença, mas este ano regressei. É claro que, tratando-se de uma zona que conheço mal (só ando por ali quando vou à Corrida) passei bastante tempo a “apanhar bonés” e estava a ver que me ia atrasar. Mas não, consegui chegar a tempo. Lá estavam os meus amigos e companheiros da ACB, junto ao pórtico, a distribuir os dorsais ( os da S.Silvestre de Lisboa de amanhã, também já ficaram despachados). Aquecimento até ao carro, volta e pronto. Estava na hora.

Cerca de 1500 inscritos, dos quais chegaram 1425.

Fiz uma prova razoável. Sinceramente, não me estava a ver a acelerar muito, até porque amanhã também é dia, mas fui correndo à medida que o corpo e o declive permitiam. Olhem, acabei por fazer o tempo de 46,45 (46,30 líquido) posicionando-me na tabela em 440º. Nada mau. Todos os resultados aqui.

A organização técnica, a cargo da Xistarca esteve bem. Do que vi, não notei quaisquer falhas.
Vamos ver amanhã, em Lisboa, na última Corridinha do ano.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2ª S. Silvestre Pirata


Realizou-se, na Serra de Monsanto, na noite, mais um divertido evento de Corrida e Aventura, com a particularidade importantíssima de não ser liderado por qualquer organização: bastou que alguém tivesse tido a ideia, “afixou” o edital e a mobilização fez-se. Poucos, muito poucos, foram aqueles que tiveram que criar as condições: definir percursos, obter autorização – de certeza, nada fácil - por parte da administração do Parque de Campismo de Monsanto, para a entrada gratuita de centena e meia de viaturas que assim puderam ficar em segurança, para descanso dos participantes.


Quem foi, sabia ao que ia e a ninguém poderia pedir responsabilidades por algo que pudesse não correr a contento, muito menos àqueles que mais trabalharam cumprindo escrupulosamente com a parte que lhes coube.

Num grupo assim, sem liderança, todos se apresentavam como iguais em matéria de responsabilidades e qualquer um que quisesse sublinhar este ou aquele aspecto que pudesse merecer mais preocupação, poderia tê-lo feito, com a mesma legitimidade.

Foi o Orlando Duarte que, já tinha tido a enorme tarefa de conseguir aquele importante espaço, que sendo o anfitrião, foi também visto como o “chefe” e, sentindo isso, achou-se na obrigação de fazer uma pequena introdução onde foi dito tudo aquilo que precisava de ser dito : a existência de um grupo mais rápido, outro mais lento e outro para um percurso mais curto, cada um deles com voluntários conhecedores do percurso e atentos para que ninguém se perdesse. Pelo menos, por duas vezes, os da frente, aproveitando umas rotundas, davam algumas voltas para que se desse o reagrupamento após o que, novamente em pelotão compacto, se prosseguia o caminho.

Não sei se alguém terá ficado sozinho no meio da mata, mas a verdade é que, não conseguindo acompanhar os da frente, havia sempre a opção de esperar pelos de trás, pois, atrás de todos, havia o “vassoura” para indicar o caminho.

Dos muitos comentários que ouvi, todos eram altamente elogiosos para este magnífico evento, pelo que foi com grande surpresa que vi o texto do meu grande amigo Alex, que costuma manifestar opiniões bastante sensatas sobre as suas participações, e que, desta vez, tinha ficado com uma opinião negativa. Li e reli e, por mais consideração e amizade que tenha pelo Alex, desta vez, não consigo concordar com ele. Aliás, estou convencido que tudo o que ele diz é dito “a quente”, ainda no “calor” da arrelia por ter chegado atrasado e ter de andar, depois, em solitário, à procura do “comboio”. Isso ainda que custe a admitir, desgasta os neurónios e a capacidade de tolerância para pequenos males. A juntar a isso, o vir a correr, o andar perdido, o passar por gente estranha no regresso… tudo isso foi “atiçando” o descontentamento. Bem sei que ele não estava a culpar ninguém – apenas disse que, naqueles termos, não voltaria - mas esqueceu-se que poderia estar a “atingir” e, por consequência, desincentivar, quem deu o melhor de si para tornar possível esta aventura nocturna 100% pirata.

Desculpa, Alex, mas acho que todos os que ali estiveram a dar corpo ao evento estão de parabéns e aqueles que cumpriram à risca com tudo o que se tinham comprometido são merecedores do nosso agradecimento.

Venha a 3ª S. Silvestre Pirata e proponho desde já que ao Alex seja atribuído o dorsal nº 1.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

2ª S. Silvestre-Pirata

Li, há uns tempos, mas confesso que não sei onde, que numa tribo índia, se praticavam jogos no final dos quais ninguém saía vencedor nem ninguém saía vencido. Todos ficavam contentes com o resultado. Confesso que me intriguei com esta informação, pois, nos meus conceitos de jogos, havia sempre o objectivo de ganhar.


Porém, a pouco e pouco, com a prática da Corrida, comecei a ver que esta modalidade poderia ser praticada apenas pelo prazer de correr, sem que a vertente competitiva predominasse no espírito dos praticantes, cada vez em maior número. Em cada prova haveria sempre os que lutavam pelos lugares cimeiros, mas a esmagadora maioria estava ali unicamente pelo gosto de participar.

Surgem, recentemente, os treinos - convívio, que já conseguem reunir duas centenas de corredores (!) em que não há organização, não há prémios, não há competição, não se sabe ao certo quantos são. O que se sabe é que todos ficam contentes com os resultados. Como os índios.

Aquilo que nós descobrimos há meia dúzia de anos, já eles tinham descoberto há séculos. E nós é que somos o “berço da civilização”!



Monsanto: 2ª S. Silvestre-Pirata (28.Dez.2011)


Na última 4ª Feira do ano, e a acreditar na listagem de” inscrições”, foram 180 os convivas que se juntaram no Parque de Campismo de Monsanto, para uma nocturna de 16Km, numa agradável “pirataria” no “escurinho” da mata que é o pulmão da capital.

A utilização do Parque de Campismo, para estacionamento seguro, banho e convívio final, foi uma” bênção” só possível graças às diligências do nosso amigo Orlando Duarte. Para ele e para Administração do Parque que aderiu à ideia, um grande Bem Hajam.

Após um pequeno brieffing que determinou os percursos e ritmos a seguir, fez-se a foto de família e, à hora marcada (21) iniciámos a Corrida.

Tinha-me esquecido do frontal. Não achei grave pois seria iluminado pelo do João Hébil com quem iria fazer o percurso. Porém, a ele aconteceu-lhe o mesmo, e também não achou grave porque contaria com o meu. Mesmo assim, sem luz, não nos preocupámos muito: bastaria mantermo-nos junto de um grupo e tudo estaria resolvido.

Gostei muito da ideia do “reagrupamento”. Passados uns quantos kms, o grupo da frente foi dando voltas a uma praça enquanto esperava pelos mais lentos e ia “engrossando” novamente durante alguns minutos. Retomava o trajecto e, lá mais para a frente, voltava a fazer o mesmo. Não nos sentimos sozinhos em nenhum momento e julgamos ter feito a totalidade do percurso. Chegámos ao fim com 1,39h num treino de grandes subidas, a maior parte delas feitas em estradão onde, aqui e ali, se sentia o cheiro intenso e agradável dos eucaliptos que não víamos.

No final, os que quiseram (talvez menos de metade) juntaram-se na sala de convívio, onde havia caldo verde e canjinha para confortar os estômagos e onde pudemos estar ali, calmamente, a conversar e a ver o tempo passar muito mais rapidamente do que enquanto corríamos. Estava cumprida a 2ª S. Silvestre Pirata, que considero mais um enorme sucesso e que mostra bem o “caminho” que se abre para as Corridas.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A primeira MMSJL

O último texto do Jorge Branco no seu Último Kilómetro : Corrida e Simplicidade, ilustrado com um “rabisco”, fez-me recuar a 1977, ao fim de tarde de uma 3ª Feira de Setembro. 22 “malucos” tinham aceitado o repto, inusitado para a época, de percorrer 21Km com partida e chegada a S. João das Lampas, passando por várias aldeias da Freguesia.


Na meta, tinha deixado um amigo (pois eu ia correr) a tomar nota dos dorsais e outro a registar os tempos. Quando cheguei, em 14º lugar, e enquanto ainda havia outros em prova, iniciei a passagem para aquela folha de papel, dos resultados apurados e fui fazer a entrega dos prémios.

Serem poucos tem destas vantagens, mas mesmo assim, a preguiça nunca me deixou passar a folha a limpo, na máquina de escrever (sim, porque máquina de escrever já havia,eheh). Já tinha cumprido a sua função e, como tal, assim ficou, arrumada no dossier que, ano após ano, foi engrossando com os resultados das edições seguintes. E ali ficou até há poucos dias, quando o João Lima me pediu para digitalizar os resultados de todas as edições da MMSJL, para figurarem no seu excelente trabalho estatístico, de enorme valia para a história da Corrida Popular no nosso País.

Em Novembro desse mesmo ano, fui ver como é que era (e correr) na Nazaré e fiquei deslumbrado ! Davam a cada atleta, o nº 1 de uma revista dedicada à Corrida, que tinha um nome estranho : SPIRIDON.

domingo, 25 de dezembro de 2011

2ª S. Silvestre-Pirata - Monsanto

À chegada na 1ª Edição (eu, João Hébil,Orlando Duarte e Eduardo Santos)
-Design de Jorge Branco-
Aí está a 2ª edição deste magnífico evento. Quero voltar a marcar presença. É já na próxima 4ª Feira. Com estas iniciativas, conseguimos praticar o desporto que mais gostamos, de forma livre, promovendo o são convívio, cimentando amizades. A verdade é que este “movimento” vai crescendo e, quem vai uma vez, quer voltar. Nada como experimentar. Já somos mais de 130. Mais pormenores aqui.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O G.P.Fim da Europa no Correio de Sintra


-Ai que já me espalhei !!! – Foi o que pensei quando, há momentos, li no Correio de Sintra-Pág.10, uma entrevista que tinha dado a propósito do cancelamento do Grande Prémio Fim da Europa.

É que, ao mesmo tempo que eu pretendia manifestar alguma tristeza pela não realização de Prova, queria também mostrar compreensão pela opção tomada pela Câmara. Pôr-me a fazer críticas, estando de fora, não me parece ser a atitude correcta, pois “quem vai no convento é que sabe o que lá vai dentro”. Por outro lado, a entrevista dá a ideia de que lidero algum movimento, o que – e isso, frisei bem – não corresponde à verdade. As minhas respostas foram dadas na qualidade de corredor assíduo da Prova, que a conhece desde as primeiras edições e que sentia uma certa mágoa ao ver acabar uma das mais bonitas provas que o País tem.

Não sei se será isso que se depreende do texto publicado.

Entretanto,soube que a data deixada em aberto, foi aproveitada para a realização da Corrida Luzia Dias, no Lumiar. Não concordo muito com o preenchimento de uma data desta forma (pois os problemas hão-de surgir, quando se voltar a organizar o Fim da Europa). Mas isto é mesmo assim : "quando uns não querem, estão outros desejando!"

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Comunicado do COP




No Crónicas das Corridas, do nosso amigo Carlos Castro, acedi ao Comunicado que o COP tornou público, a propósito do assunto referido no apontamento que antecede.
O seu conteúdo está aqui.

Embora possa compreender alguns aspectos aqui focados, custa-me a crer que, da parte da FPA tenha havido uma leitura leviana das regras com informação deturpada aos atletas. E também não gostei da expressão "desbaratar dinheiro" no apoio aos atletas com mínimos B.


O Senhor Comandante considera indesejáveis estas polémicas no ano de Jogos Olímpicos, mas tenho a certeza que a FPA também partilha dessa opinião. O que não é mesmo nada desejável é que isso venha a reflectir-se no desempenho dos nossos atletas.  Pelo que se vê, o "braço de ferro" COP-FPA está para durar.

Senhor Comandante...

Fiquei, de certo modo, estupefacto, quando li no Blogue do Carlos Lopes  que os atletas com os mínimos B para os próximos Jogos Olímpicos de Londres teriam de pagar a sua preparação do seu próprio bolso, pois a bolsa prometida pelo COP, de 550€ mensais -pasme-se- já não lhes vai ser atribuída!

Já se sabe que não faltam abraços dos responsáveis pelo Comité Olímpico, sempre que chegam medalhados a Portugal. (Partilhar dos louros é com eles, mas fazer alguma coisa para que eles venham, já é com outros). Já se sabe também da falta de entendimento entre este organismo e a FPA, mas com estas atitudes não custa ver de que lado estará a razão. Qual terá sido a modalidade que mais medalhas olímpicas trouxe para Portugal? Hum???Não seria isso razão suficiente para que o Atletismo merecesse outra consideração por parte do COP ?

Algo vai mal no olimpismo português, cem anos depois dos JO de Oslo, de tão má memória para os nossos maratonistas.

Esta situação fez-me lembrar de um outro tema, que está relacionado, e que se prende com os prémios monetários nas provas populares. Mas isso fica para um próximo apontamento.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Boas Festas


Dia de Natal

Hoje é dia de ser bom.

É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,

de falar e de ouvir com mavioso tom,

de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.



É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,

de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,

de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,

de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.



Comove tanta fraternidade universal.

É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,

como se de anjos fosse,

numa toada doce,

de violas e banjos,

Entoa gravemente um hino ao Criador.

E mal se extinguem os clamores plangentes,

a voz do locutor

anuncia o melhor dos detergentes.



De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu

e as vozes crescem num fervor patético.

(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?

Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)



Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.

Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.

Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas

e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.



Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,

com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,

cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,

as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.



Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,

ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.

É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,

como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.



A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.

Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.

E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento

e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.



Mas a maior felicidade é a da gente pequena.

Naquela véspera santa

a sua comoção é tanta, tanta, tanta,

que nem dorme serena.



Cada menino

abre um olhinho

na noite incerta

para ver se a aurora

já está desperta.

De manhãzinha,

salta da cama,

corre à cozinha

mesmo em pijama.



Ah!!!!!!!!!!



Na branda macieza

da matutina luz

aguarda-o a surpresa

do Menino Jesus.



Jesus

o doce Jesus,

o mesmo que nasceu na manjedoura,

veio pôr no sapatinho

do Pedrinho

uma metralhadora.



Que alegria

reinou naquela casa em todo o santo dia!

O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,

fuzilava tudo com devastadoras rajadas

e obrigava as criadas

a caírem no chão como se fossem mortas:

Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.



Já está!

E fazia-as erguer para de novo matá-las.

E até mesmo a mamã e o sisudo papá

fingiam

que caíam

crivados de balas.



Dia de Confraternização Universal,

Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,

de Sonhos e Venturas.

É dia de Natal.

Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.

Glória a Deus nas Alturas.


António Gedeão

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

"Requiem" - Fim da Europa

Assim, vazia, a Estrada da Pena não é a mesma coisa...



Foram anos e anos a subir
Serra acima em cenário queirosiano
Para depois descer sempre a sorrir
Que a Corrida não deve causar dano.
Mas a surpresa estava para vir
Fruto de um “traumatismo troikiano”
Sofrido p’lo edil em tão má hora
Que pôs os corredores dali p’ra fora.


-Senhor! - disseram todos a uma voz
- Nós só q’remos correr, ficai tranquilo;
Nem um tostão queremos, nem arroz,
Porque teimais em acabar com “aquilo”?
Não temeis vir a ser o nosso algoz
Mas temeis pela troika algum vacilo.
Sem piedade, retirastes toda a “tropa”
Deixando-nos a sós no Fim da Europa.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

G.P. FIM !

De Sintra

Até onde a Terra acaba...

Meus amigos, lamentavelmente, parece que não há nada a fazer.

Uma decisão política que não nos agrada mas que devemos respeitar. Afinal, tem sido dito repetidas vezes que, para nós, os que corremos, a Corrida é a mais importante das coisas secundárias. Para quem não corre será apenas uma coisa secundária. E se tivermos de nos pôr na pele de quem tem fortes restrições orçamentais, teremos de compreender que outras opções poderão afigurar-se prioritárias.

É verdade que foi ignorada a proposta da retirada total ou quase total dos custos (porque haverá uma imagem a defender e a provável desordem -principalmente no Cabo da Roca - iria afectá-la negativamente). Também a reformulação da prova por forma a torná-la menos dependente de complicada logística, não foi atempadamente estudada. E, por muito que nos custe, o futuro da prova deverá passar por aí.

É com a tristeza de quem conhece as origens deste Grande Prémio Fim da Europa e participou em 20 das 22 edições realizadas; de quem sempre disse que esta era a Prova mais bonita que Sintra poderia apresentar; de quem viu o brilho nos olhos daqueles que se sentiram orgulhosos por tê-la colocado num merecido lugar de honra, que vos trago a má nova de que as diligências se revelaram infrutíferas e se confirma o seu cancelamento.

Bem sei que não falta por aí gente disposta a fazer o percurso com ou sem o beneplácito da CMS. Também haverá quem o faça por protesto. Mas gostar de correr e gostar do local onde se corre é razão bastante para que ali nos concentremos a desfrutar da Corrida e a desfrutar daquela deslumbrante paisagem. Façamos deste gesto um tributo ao desporto pedestre e ao romantismo de Sintra. Sem rancores nem ressentimentos que criem crispações. Compreendamos que, a um homem do Desporto como é o Prof. Seara, também não terá sido fácil tomar uma decisão que penaliza o Atletismo sintrense.

Já todos ouviram falar na “dor fantasma dos amputados” em que o braço já lá não está, mas o doente sente dores horríveis na mão. Isto porque o membro “deixou” a sua representação no cérebro e essa continua lá, processando as sensações da mesma maneira.

Mal comparando, o cancelamento do GP Fim da Europa, resulta em algo idêntico: a prova não está lá, mas todos a sentem como se estivesse e querem aparecer em massa.

Mas também o caso pode ser visto ao contrário: a Prova continua mas a Câmara é que deixou de senti-la. Temporariamente, por certo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

XXIII GP Fim da Europa

Ai que saudades, ai...ai! (fotos Tudo Nice 2009)



Aqueles que gostam desta Prova concerteza que já pensaram assim : - “ Como é que é possível que uma Prova que, demorou vinte anos a conquistar um estatuto dos mais prestigiados que se pode conseguir (apesar do seu enorme potencial) seja cancelada assim, sem mais nem menos? “


O pretexto já se sabe: falta de verbas. Mas será que alguém – com poder de decisão - pensou que, não havendo dinheiro para se fazer uma prova faustosa (como nas últimas edições) se poderia fazer uma prova à medida do pouco que se conseguisse? Quem é que de nós exigiu prémios? Quem é que de nós não estaria disposto a pagar apenas para que nos fosse assegurado o “serviço mínimo” (policiamento, seguro, classificações)? Não pode haver tenda? Não pode haver autocarros? Pois que não haja. Ficaremos mais dependentes de nós próprios e de nos organizarmos em grupo. Então e… não seremos capazes? Foi assim durante mais de 15 anos.

Bem sei que quem tem a responsabilidade de gerir um orçamento mais limitado, se vê na obrigação de fazer opções de acordo com a sua sensibilidade para o que considera de maior interesse público. Mas ter-se partido do pressuposto que o GP Fim da Europa era uma Prova dispendiosa não foi correcto.

O GP Fim da Europa foi uma criação da Câmara de Sintra e que a Câmara demorou a investir nela transformando-a naquilo que ele é hoje. Como é que a mesma Câmara que colocou a prova “lá em cima” a tenha derrubado de forma tão abrupta? A responsabilidade da criação vai mais longe que a responsabilidade do criador, pois a envolvência de tanta gente no sucesso alcançado, mereceria outra consideração por parte da edilidade.

Aquilo que se quer é muito simples : podermos correr entre Sintra e o Cabo da Roca ! E isso, seja como for, vai acontecer. Mas ficarei triste se a Câmara ficar de fora do processo, pois ninguém poderá evitar que se transforme a iniciativa (com centenas de corredores) numa jornada de protesto.

Mesmo sem ter sido mandatado, continuarei até à última, a diligenciar para que não se deite fora uma obra que demorou muitos anos a construir e que mostra aos participantes o que Sintra tem de melhor para mostrar. Promover Sintra não passará por aí?

domingo, 11 de dezembro de 2011

Europeu de Corta Mato -Eslovénia



“É LIXO”! É o que dizem as agências
Da desgraçada dívida que temos.
“É PRATA” ! Respondem as evidências
Quando ao pé das mais fortes nós corremos.


Sem Jéssica, sem Sara e sem Inês…
Era muito sonhar com uma medalha
Mas apela-se ao sangue português
Que sabe premiar quem bem trabalha.

Eis que a Dulce, a Leonor , a Anália Rosa,
A Ana Dias mais duas cerram dentes
E trouxeram a prata da Eslovénia.


Falharam profecias odiosas
Que o feito de meninas tão valentes
Merece bem de nós, curvada vénia.

sábado, 10 de dezembro de 2011

XXII Grande Prémio Fim da Europa

"O belo é eterno"  (onde é que eu já li isto?)

Não é fácil resignarmo-nos à notícia do cancelamento desta Prova. Depois das faustosas últimas edições do Grande Prémio Fim da Europa, que nos deixaram a todos de boca aberta, ao servirem-nos "caviar" à chegada, abrigados numa enorme tenda..., a factura deixou marcas no orçamento municipal, o que teve como consequência a anulação da prova em 2012. É claro que, todo aquele "brilho" precisava de garantias de sustentabilidade que, pelos vistos, não existiam e que a austeridade veio ofuscar ainda mais depressa. Inconformados com tão drástica decisão de Fernando Seara, já se assistia à movimentação de um grande número de corredores dispostos a comparecer no dia e hora aprazados, para fazerem a Prova em versão pirata. Mas estariam esgotadas as possibilidades de se fazer a prova em termos oficiais? Não sabemos. Por isso, tomei a liberdade de fazer algumas diligências junto da edilidade, no sentido de salvar a prova, tendo presente que o essencial seria a beleza do percurso e a segurança dos corredores e isso não implicaria grandes despesas. Solicitei ao Sr. Presidente da Câmara que reconsiderasse e na próxima semana entregar-lhe-emos um plano de baixo custo que permita a sua aceitação.
É evidente que será importantíssimo que os participantes se mentalizem apenas no desfrute do percurso em segurança. Tudo o que se conseguir para além disso, será ganho.
Está a ser elaborado um novo "caderno de encargos" que seja viável. Veremos o que das "negociações" irá resultar, com a esperança de que Seara não tenha nenhuma senhora merkel a segredar-lhe ao ouvido.
É preciso acreditar! É preciso acreditar!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

26ª Maratona de Lisboa

A gloriosa ACB
à chegada ao estádio (foto Paulo Pires)

A consagração (foto Zé Sousa)

O orgulho de mais uma
Está mais que na altura de dizer qualquer coisa sobre a 26ª Maratona de Lisboa, por pouco que seja, pois a minha paixão pela distância, assim o exige.
Notaram-se significativas melhoras em relação ao ano anterior, mesmo sem falar dos eventos que se realizaram na véspera e se integravam na “Festa da Maratona de Lisboa”, nomeadamente na Caminhada do Pequeno Almoço (a que não assisti) e no Simpósium “Corrida no Século XXI” (a que assisti e gostei, embora tenha tido uma assistência bem mais reduzida do que, de facto, os temas em debate mereciam). Mas, adiante: a Feira estava bem composta e havia diversidade de expositores ligados à modalidade. Achei, no entanto, pobre a sinalética para o local do Secretariado (Estádio 1º de Maio). Apenas umas faixas publicitárias da Seaside, junto às cancelas, faziam adivinhar que algo se passaria no interior. Era giro que houvesse ali, à entrada, um outdoor apelativo, informando que era ali o local onde se desenrolavam as operações. Mas no dia da Prova já lá estava e bem. Gostei também de ter sido melhor organizada a partida, pois em 2010, nem pórtico havia.

Foi usado também um novo sistema de chip descartável da brasileira Chip Timing que, ao que parece, funcionou bem, tendo sido apurados para cada atleta, o tempo oficial e o tempo de chip. Reparei, no entanto, ao contrário do que é habitual, que as classificações são ordenadas em função do tempo de chip. Concordo com esta solução, mas não deixo de concordar com a outra. Por mim, está tudo bem.

Depois da foto de família com o pessoal da gloriosa ACB (que, desta vez, apostou mais forte nas estafetas, tendo conquistado o 1ª lugar das equipas femininas –Parabéns para as nossas ilustres atletas), cada um foi à sua vida, fazer os preparativos que entendesse, para enfrentar, com confiança, o desafio que aí vinha. Sem stresses, ainda fui tomar um cafezinho e, quando dei por mim, faltavam 10 minutos para a partida. Já o pessoal estava posicionado atrás do pórtico e eu ainda a tirar o fato de treino, pôr o dorsal e o chip. Encaminho-me para o local e dois ou três minutos depois soa o tiro.

A ideia era seguir uma estratégia semelhante à que usei no Porto : sem relógio, sem pressão, correndo ao sabor da vontade e da resposta do corpo. Andei com o marcador das 3,30 na Gago Coutinho, mas sabia que devia manter a calma e, no Areeiro, já ele ia uns 30m à frente. Passam uns amigos do PortoRunners (Pedro Amorim, Luis Pires, João Oliveira) num grupo em que ia também o Álvaro Pinto, mas aquilo era muito para mim. Deixa-os ir…! Já lá para as Telheiras, aproximou-se o meu colega de equipa e amigo, Virgílio Madeira e mantivemo-nos com o marcador ainda à vista até aos 15Km. Também o “Tigre”, que se tinha deixado levar pelo ritmo das 3,30, começava a “acender a luz do óleo” e passámos por ele. Às tantas, tivemos uma “visão” : uma jovem nórdica (digo nórdica, porque era loura e usava umas trancinhas vikings) despudoradamente, agacha-se atrás do rail, rabiosque ao léu virado para quem vinha de trás e aliviou ali mesmo, as “águas” que a incomodavam, na maior das descontracções, sem reparar tão pouco que tinha escolhido um verdadeiro “palco” permitindo àquela “plateia” que se aproximava,” arregalar” a vista sem ter que forçar o pescoço. Ainda à nossa frente, compõe-se, retoma o ritmo e “desapareceu” da nossa vista.

Mantive-me com o Virgílio até à Fontes Pereira de Melo, quando reparei que ele tinha ficado para trás. Sigo depois em solitário. Na Praça do Comércio, passa o José Carlos Pereira. Ia bem e continuou a ganhar vantagem. Meia Maratona. Não sei quanto tempo levava, mas, pouco depois, começo a notar sinais de pessoal que tinha partido dali há pouco tempo. Olha o Zé Carlos Jorge! Depois começo a cruzar-me com os que vinham do Dafundo, onde era o retorno aos 28km. Lá vinha o Luís Mota, o Desidério e tantos outros. É verdade que dá algum ânimo cruzarmo-nos com gente conhecida, uns da Maratona, outros da Meia, outros da Estafeta, mas dá mais ânimo ainda quando nos cruzamos, mas já somos nós a vir de lá. Os abastecimentos para mim eram apenas água e isotónico. Os sólidos não me atraem. Andei sempre com uma garrafa na mão, trocando-a em cada abastecimento. Não pesa muito e assim, refresco-me quando me apetecer e não quando a Organização acha que me apetece. Há coisas em que posso mostrar alguma “autoridade”,eheheh.

Praça do Comércio.35Km, Chega-se a mim o Alex, que vinha em bom ritmo. Disse-lhe para seguir mas ele fez questão de me acompanhar, abrandando o passo. Aí, eu estava a entrar naquela fase de “relaxaria” com a desculpa de me estar a poupar para subir a Almirante Reis. A tentar iludir-me. Mas o Alex ficou comigo, sacrificando a seu tempo e tendo o bom senso de não me pressionar minimamente com aquela do “bora”, “consegues mais um bocadinho”, “não te deixes ir abaixo”, coisas que, como sabemos, são ditas com a melhor das intenções mas têm um efeito retrógrado. Essas “bocas de ânimo” – e eu tenho-as usado – são para quando passo por alguém que quero deixar para trás. Não. O Alex manteve-se ali, sereno, recordando até que no ano passado se tinha posto a andar naquela interminável subida. Às tantas, até achei que estava a reagir bem e ganhámos algumas posições. No Areeiro, a missão do Alex estava feita e “dei-lhe ordem” para se ir embora. Obrigadão Alex, sem essa ajuda teria que somar uns minutitos ao tempo final. A coisa estava por 2 Km .Em pouco tempo estava a entrar no estádio que, em vez do habitual relvado verdinho, estava cheio de montões de terra, devido a obras de substituição da relva. Lá estava o pórtico: 3,41,40.

Sentei-me um bocadinho. As náuseas não vieram, sinal de que não exagerei. Depois, dão-me o saco seaside, com uma t-shirt de “finalizador” – boa ideia- água, maçã, barra energética. Do outro lado, o chazinho quente e a medalha ao pescoço. Atento o Zé Sousa, ia fotografando os amigos nesse momento de glória. Estava feita mais uma Maratona, a minha 9ª consecutiva em Lisboa (de 11) e a 43ª das Maratonas de Estrada e a 52ª se juntar as ultras.

E não se riam se eu vos disser que “ganhei” todas.

domingo, 20 de novembro de 2011

3ª Meia das Lampas - Versão Nocturna





Fotos de Nuno Sentieiro Marques e Joaquim Adelino

Era uma sexta feira à noite, em que a chuva fria e abundante convidava muito mais a ficar no aconchego do lar do que a enfrentar os elementos, numa correria estonteante, no percurso “louco” da Meia Maratona de S. João das Lampas, em toda a sua extensão de 21,097Km.


Faltaram 17 dos 79 inscritos. Uns porque lhes foi, de todo, impossível comparecer, outros porque pensaram que, com aquele temporal – e tratando-se, apenas, de um treino - a iniciativa seria cancelada. Porém, só mesmo um alerta vermelho da protecção civil, nos impediria de cumprir o que estava determinado. Vamos e vamos mesmo!

E foram chegando, aos poucos, a S. João das Lampas, ao palco da cena. Retardámos o início da função em 30 minutos, pois havia companheiros retidos no trânsito.

21,30. Feitas umas fotos de família e as recomendações que se impunham, lá partiu o grande pelotão, disposto a enfrentar o breu, a chuva e as rampas, com alegria, ou não fossem eles “Esses Loucos que Correm”.

O 1º Km, como era da praxe, foi corrido em pelotão quase compacto, mas depois, foi esticando. À frente, uma viatura, com os 4 piscas ligados, avisava que algo se estaria a passar. Atrás, outra viatura tinha igual procedimento. Entre uma e outra, 62 corredores, com coletes reflectores e alguns com frontais, iam desfilando sempre com a preocupação de serem vistos.

Alguns fizeram apenas a 1ª parte do percurso (uns por lesão, outros porque não tinham disponibilidade para o fazer na totalidade), mas cerca de 1,15h depois de iniciarmos, caiu uma chuvada de meter respeito.

Os mais rápidos chegaram na casa da 1,36; os menos rápidos, na das 2,08. À chegada, nem música ambiente, nem passadeira, nem pórtico, nem entrega de chip, nem saco. Nem T-shirt! Quem quisesse saber o tempo feito, tinha que consultar o seu próprio relógio; Quem quisesse saber a sua posição, teria que ter contado quantos “deixou” fugir.

A ideia era que não fosse sentida a “pressão” do relógio e que todos se sentissem livres enquanto corriam.

Julgo que isso foi conseguido.

Depois, havia o banho para quem quisesse (eu, por mim, achava que o “banho” tomado no caminho, apenas pedia que passasse uma toalha seca pelo corpo) e o convívio final, na Sociedade Recreativa, onde tínhamos comida e bebidas para ir alimentando o estômago, enquanto se trocavam conversas e se consolidam as amizades que a Corrida nos vem trazendo.

Gostaria de sublinhar a preciosa colaboração que foi dada pelas acompanhantes dos atletas que, com a maior das boas vontades e simpatia, garantiram um serviço com a máxima eficácia e permitindo que, muito rapidamente, tivéssemos restituído as instalações à Colectividade, como se nada ali tivesse acontecido.

Tivemos a casa cheia, conforme era nosso desejo e fizemos o possível para que ninguém se arrependesse de ter vindo. Não sabemos se, no futuro, conseguiremos fazer o mesmo no convívio final, mas estamos convictos de que, mesmo que tenhamos para oferecer, apenas uma sopinha e um chá com biscoitos, continuaremos a ter a vossa honrosa companhia, que nos ajudará a trazer cada vez mais gente à Meia Maratona de S. João das Lampas. A tal que é especial e não se sabe porquê.

Finalmente, queremos expressar o nosso sincero agradecimento a todos os que nos visitaram e que colaboraram connosco no sucesso desta 3ª Edição da MMSJL- Versão Nocturna, cuja participação tem crescido em progressão geométrica : 17; 29; 62.













quinta-feira, 17 de novembro de 2011

3ª Meia das Lampas Nocturna

Em 2010, éramos 29. Amanhã seremos 65 (ou mais!!!) -Foto de Isabel Almeida


Na noite, não há trevas que escureçam
As rampas de má fama desta Meia;
Venham de todo o lado, apareçam
Que quero um são convívio em casa cheia.
O convite está feito. Não esmoreçam,
Que um bom e longo treino vos norteia.
Dezoito de Novembro, está marcado;
Quero ter-vos aqui ao nosso lado.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

37ª Meia Maratona Internacional da Nazaré



Obrigado Carlos Lopes

Lá estive, para a visita anual à “Mãe”, embora sem outro objectivo que não fosse o enorme prazer de marcar presença e “passear” naqueles 21km onde desfilaram mais de mil pessoas que partilham do mesmo gosto que eu pela Corrida, entre as quais pude saudar muitos amigos.

A Organização continua em grande. Acho até que tem apresentado algumas melhorias nos últimos anos, o que é de louvar e faz-nos acreditar que a longevidade da “Mãe” continuará a ser uma certeza.

Sobre a minha prova fi-la sem preocupações. E sem relógio, mais uma vez. Porquê? Porque descobri que o relógio gera sempre alguma pressão ao obrigar a que percorramos o mesmo espaço em cada minuto que passa. Mas, para além da relatividade entre o espaço e o tempo, há um outro factor que, quanto a mim, tamabém entra nesta "relação" e é o mais importante : a resposta do nosso organismo.

Ou seja: querer fazer os primeiros 10Km a 5’/Km pode ser muito bom, ou pode ser muito mau, em função do estado em que lá chegamos. Da mesma forma, pode ser rápido andarmos a 5’/Km e lento a 4,45’/Km. É claro que isto é uma verdade de La Palisse, mas é comum esquecermo-nos dela. Assim, passei a ter como única referência, o meu estado para fazer uma corrida agradável.

Assim foi , hoje, na Nazaré em que, não fossem os tempos de passagem que nos eram ditados de 5 em 5Km, só no final saberia se fiz um tempo bom ou mau. Mas sabia sempre que tinha feito uma boa corrida. Por falar em tempos de passagem, se não me falha a memória, foram

23,30; 47,50; 1,12; 1,36 e terminei com 1,41,15.


A chuva, principalmente a partir dos 14Km, foi nossa companheira, chovendo copiosamente na altura da chegada e no percurso até onde tinha o carro, que me serviu de abrigo e de … balneário.

Parabéns a todos aqueles que, mesmo com as condições climatéricas tão duras, conseguiram preparar esta excelente Prova, que é a grande referência das Provas de Estrada em Portugal e faz parte do meu historial enquanto corredor (orgulhosamente, devo ser das pessoas que mais vezes ali correu, pois desde a 4ª Edição, falhei apenas umas 3 ou 4).

sábado, 12 de novembro de 2011

8ª Maratona do Porto

Qua fantástica Francesinha, na companhia de amigos (foto de Ana Pereira)

A 2ª Equipa mais numerosa, a minha -ACB

...mais 300m e já está (foto da Paula Fonseca)

…EXISTE UM RIO
A SINA DE QUEM NASCE FRACO OU FORTE
O RISCO, A RAIVA E A LUTA DE QUEM CAI
OU QUE RESISTE
QUE VENCE OU ADORMECE ANTES DA MORTE…

Acho que quem fez esta fantástica canção (letra e música) - José Luis Tinoco – não estaria a pensar que alguém, um dia, a evocasse a propósito de uma maratona. Da Maratona do Porto. Mas, para mim, encaixa-se na perfeição.

A minha Prova:

Não levei relógio, precisamente para me guiar unicamente pelo meu organismo. Sabia que tinha feito uns treinozitos que talvez dessem para objectivar 3,40, mas sabia que tinha que passar à meia com margem. Sentia-me bem, mas vinha-me a fazer alguma confusão que o marcador de ritmo das 3,30 viesse atrás de mim (e já estava a sair da Av da Boavista) . O Zé Carlos Melo dos Run4Fun, sem que nada estivesse combinado, acabou por ser o meu companheiro de percurso até à Meia, ora ligeiramente atrás, ora ligeiramente à frente. Confesso que, quando ele me disse que “tudo quanto fosse abaixo das 3,50 era bom” achei que, àquele ritmo iríamos para menos de 3,30, o que seria impensável para mim. Era uma marca que eu gostava muito mas que não deveria obcecar-me, pois ainda havia muita corrida. Aos 20, o Zé Carlos avança e eu não reagi, pois acima de tudo, queria manter-me “fresquinho”.No retorno da Meia já ele me levava uns 40m e o balão das 3,30 continuava talvez com uns 150m atrás de mim.

Mantive o andamento, ultrapassei alguns que já me tinham passado e, talvez animado pelos muitos amigos que ia saudando ao cruzarmo-nos, comecei a acreditar. Passo os 25 e entro na ponte. Lembro-me sempre do grande estoiro que dei ali na edição em que acabei com 4,08. Agora ia bem. Ida ao Freixo. No retorno noto que estou a perder terreno para alguns e a ganhar a outros. Os meus colegas Cabrita e Valter passam por mim num andamento vivo. Como eu ainda estava com alguma “margem” ainda reagi e fui com eles algum tempo e cheguei junto ao Zé Carlos. Mas achei melhor não arriscar, pois as 3,30, ainda estavam atrás e não havia necessidade de esforçar mais. Passo pelo meu colega Carlos Souto, que vinha em dificuldade.Aos 30, paragem para um xixi (não que estivesse aflito, mas basta-me pensar que é melhor, para já não andar a pensar noutra coisa, e já vinha nisso há 10Km).

Aos 35, no abastecimento em que tive que parar para ir buscar isotónico, sou caçado pelo balão e pensei que se ficasse para trás deixaria de ter referências e seria o descalabro e, afinal, ainda não tinha “batido em nenhum muro”. Pensei em manter uma distância controlada de cerca de 20m, pois ainda tendo reservas, não havia necessidade de abandalhar o andamento. Sem querer, agrupo-me ao pequeno pelotão que acompanhava o balão e deixo-me ir ali. O rapaz que o levava, olhava vezes sem conta para o relógio e isso tranquilizava-me, pois ele deveria levar a coisa controlada. À chegada aos 40, ele aumenta de ritmo e aí, achei que seria exagerado tentar ir com ele. Ao fim e ao cabo, em 2Km não havia de perder muito. Deixei-me ir num ritmo mais moderado, o que me permitiu acabar a prova tranquilo, quando o relógio da meta marcava 3,33,07.

Vim depois a saber que passei à Meia com o tempo de 1,45 e uns segundos, o que quer dizer que o tempo perdido na 2ª metade, foram naqueles 2 km finais. Fiquei contente pela Prova e por me manter totalista.

Quanto à Prova, tudo o que há a dizer é que foi excelente em todos os aspectos e merecedora dos maiores elogios. Qualquer pequeno reparo que se possa fazer, não passa de ninharia e é quase atrevimento, face à grandeza que a Maratona do Porto alcançou.

Obrigado RunPorto pelo que têm feito em prol do atletismo na Invicta e pelo papel determinante na desmistificação da distância que tem conhecido cada vez mais adeptos.

Toda esta fabulosa equipa, sabiamente dirigida por Jorge Teixeira, de quem muito me honra ser amigo, é merecedora das mais efusivas felicitações. Muitos parabéns a todos quantos contribuir para este grande sucesso e a todos os atletas que a fizeram (ou tentaram fazer), com um voto sincero de Boas Vindas ao Mundo da Maratona, a todos os estreantes que, a partir de agora, “entraram noutra dimensão”.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

The Day After A Marathon








Ando eu aqui com as pernas tão doridas
Que em cada movimento faço um esgar
E só o simples facto de ir c…gar
Me faz soltar uns ais em voz gemida

Ai, ui,ai,ui,ui, ai… se desço escadas
Ai,ui,ai,ui,ui, ai … se me levanto
E as figuras que faço com as passadas
Que todos me olham com olhar de espanto ?


Por ter feito a rainha das corridas
E ter as sensações mais gloriosas
Pago agora a factura em dor penada

Mas desta felicidade incompreendida
Acham que essas conquistas saborosas
São como que um enxerto de porrada.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

8ª Maratona do Porto

À medida que vou passando pelos anos, a minha memória vai deixando de ser o que era, mas há coisas que me lembro bem.


Há uma dúzia de anos atrás, já a Maratona de Lisboa ia na sua 10ª Edição, o número de atletas que se atreviam a apostar na distância, não passava de escassas centenas e, muitos deles, vinham do estrangeiro. Fosse por medo, fosse por qualquer outra razão, poucos tinham vontade de experimentar a distância dos 42,195Km, pelo que os números, edição após edição, pouco se alteraram, apesar de se saber que aqui ao lado, na vizinha Espanha (para não ir mais longe) era fácil juntar uns milhares de corredores numa maratona.

Era preciso fazer alguma coisa para que, também nos corredores portugueses, se desmistificasse a distância e proporcionar-lhes, não apenas o prazer da Corrida, mas também uma nova componente . A da Emoção.

Em 2004, na cidade do Porto, houve quem tivesse acreditado que era possível alterar a situação e lançou a 1ª Maratona da Invicta. Foram poucos os participantes e muitas as condições postas à sua disposição. Falava-se até, com algum desdém dessa desproporção (lembram-se do “hospital de campanha” a que foram comparadas as tendas de massagem e de assistência aos atletas que chegavam em dificuldade? E lembram-se de dizerem que a Organização estava a pôr-se em bicos de pé quando disse que a Maratona do Porto era uma das melhores do mundo? ).

Pois bem, a fraca adesão inicial era pouco estimulante, mas a grande prova estava lá: Bom percurso, cenário bonito, boa organização.

Tudo o resto seria uma questão de tempo e não viria a ser preciso esperar muito.

À 7ª edição desfizeram-se as dúvidas de que foi a mais participada das maratonas realizadas em solo nacional, conseguindo na 8ª crescer 50% face ao ano anterior, com 1545 atletas na meta.

A cidade do Porto, para além do espantoso número de atletas que soube atrair a si, “outra mudança fez de mor espanto” que foi criar uma “fábrica” de maratonistas : os Porto Runners que concluíram, ontem, a Prova com mais de cem corredores! Notável.

A RunPorto, que desde a 1ª hora assumiu as rédeas desta Maratona, está de Parabéns pelo excelente trabalho realizado ao longo destes anos que culminou com o estrondoso êxito de uma 8ª Edição que deixou maravilhados todos os que lá estiveram.

Aos pormenores e à minha prestação, irei referir-me num próximo texto. Mas corri a Prova em 3,33,07, um tempo que me deixa satisfeito.

domingo, 9 de outubro de 2011

Os trilhos da cabritinha



Depois de ler o formidável relato da aventura do Tor des Géants, feito pelo nosso amigo Jorge Serrazina, não resisti a brincar um bocadinho. Oh Jorge, não leves a mal que te ponha a cantarolar .


Onde eu nasci a terra não tinha subidas

E eu sabia que a subir é que era belo

Por isso fui p’ra de terras desconhecidas

Que aqui a mais divertida

É a subida ao castelo.



Eu gosto é de trepar

Nos trilhos da cabritinha

Eu gosto é de trepar

nos trilhos da cabritinha

Eu gosto é de trepar

nos trilhos da cabritinha

Pena não ter destes trilhos

nas terras da Salgueirinha.



Juntei amigos que alinharam na aventura

E rumo aos Alpes, lá fomos com a tralha às costas

Preparadinhos p’ra correr prova tão dura

Com gigantes à mistura

Que é disto que a gente gosta.



Por onde andámos poucos lá tinham passado:

Pedras despidas, estreitos trilhos, muito frio,

Montanhas altas, donde o mundo é dominado

E após tê-las conquistado

Ganhámos o desafio.


Eu gosto é de trepar


Nos trilhos da cabritinha

Eu gosto é de trepar

nos trilhos da cabritinha

Eu gosto é de trepar

nos trilhos da cabritinha

Pena não ter destes trilhos

nas terras da Salgueirinha.










sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Tor des Geants

“Como não sabiam que era impossível,
eles foram lá e fizeram-no.”

O “cidadão” curva-se perante estes “semi-deuses” que cumpriram os 333Km do “Tor des Geants”, nos Alpes, numa prova com  24 Km de desnível acumulado (!) – leu bem: 333km com 24 de desnível acumulado - genialmente relatada hora a hora pelo Orlando Duarte no Forum de o Mundo da Corrida.


Mais palavras para quê, quando há imagens arrepiantes desta grande aventura em que se meteram corredores nossos conhecidos e grandes referências do Ultra Trail Nacional, com quem tenho tido o privilégio de partilhar muitas corridas.

Parabéns ao Jorge Serrazina, João Hora Faustino, Jorge Mimoso e Célia Azenha, que completaram a Prova e uma palavra de incentivo para o Pedro Bossa que se viu obrigado a desistir aos 48km.

 Foram os seguintes os resultados obtidos pela armada lusa:

40º Jorge Serrazina - 110:40:59 - 3º lugar no escalão veteranos M50/59
109º - João Faustino – 127:33:10 - 27º no escalão S2
222º - Jorge Mimoso – 144:59:02
262º - Célia Azenha – 147:15:29

João Hora Faustino-Jorge Mimoso-Célia Azenha-Jorge Serrazina
"Os Gigantes"

AVISO:
Esta prova é para especialistas. Não tente fazer isto "em casa"!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

12ª MMP ou 12ª MMVG

 

 

No último apontamento falei no caso de apenas podermos correr na parte terminal da ponte e no desejo partilhado por muitos, de que a prova partisse da outra banda do rio.


 
Mas esqueci-me de falar noutra coisa : no nome, “Meia Maratona de Portugal”! Porquê esta designação?

 
  • É patriótica, sem dúvida, mas… e todas as outras que existem no País? 
  • É a mais participada ? Não é! 
  • É a mais antiga ? Não é! 
  • É por ser na capital ? Também não é a única! 
  • Terá havido algum consenso para que fosse eleita uma Meia Maratona de Portugal? Não me parece.

 Sinceramente, neste particular, também não estou de acordo..

 
Atenção, que esta observação nada tem a ver com a qualidade da Prova que considero de excelente. Tem a ver, unicamente, com a designação que lhe foi dada.

 
É verdade que as centenas de provas que existem no País têm a designação que entendem dar-lhes, sem que isso seja motivo do mais pequeno reparo. Mas neste caso, não é bem assim.

Na gíria, todos lhe chamam a Meia da Ponte Vasco da Gama! Poderá a Organização – ou outros interesses que desconheço - lutar contra isso, mas é essa a designação natural da Prova. E até seria bom lembrarmos Portugal nos seus tempos áureos, homenageando esse grande Herói.


 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

12ª Meia Maratona de Portugal

Foto do Joaquim Adelino


Chapéus há muitos!...


A multidão acomodava-se conforme podia, sobre o tabuleiro da Ponte. Havia quem se sentasse e quem se mantivesse de pé por não poder fazer o mesmo. Outros que estavam sentados, levantavam-se de repente porque se aproximavam, serpenteando, as “efluências” mictóricas dos aflitos menos escrupulosos, contra o separador. Mesmo com casas de banho abundantes, a uma dada altura não se consegue lá chegar.

Ainda falta meia hora. O sol começa a aquecer. Eu, que tinha hesitado em aceitar um dos chapéus que estavam a distribuir à entrada do autocarro, dei por bem acertada a decisão de o trazer comigo, pois foi a grande protecção que senti naquele looongo período que antecedeu a partida. É verdade que chapéus há muitos, mas eu só queria um e tive-o. Fico-te a dever esta, “Vodafone”.


E agora vou, outra vez,” bater no ceguinho”:


A ponte é para ligar as margens, certo? Certo!

O sentido de se usar uma ponte para fazer uma Corrida é que, se ligue as margens do rio, correndo na ponte.

Fazer só 3 Km em cima da ponte deixa alguma insatisfação, quando ainda sobram 18 para se correr, quilómetros esses que poderiam ter um aproveitamento  paisagístico muito mais rico.

Por isso:


"Se a partida dali nos sabe a pouco


Que nos façam partir lá pr’o Samouco."


domingo, 25 de setembro de 2011

12ª Meia Maratona de Portugal

Há quem não goste de se meter em confusões para fazer a sua corridita e que ache que esta Meia Maratona é só “show off”, que é “folclore” (pus aspas, porque entendo o folclore como riqueza cultural e não como algo que possa ter sentido pejorativo) ,etc,etc.

Mas a verdade é que a gigantesca máquina necessária ao controlo de toda a logística envolvida na Organização, é qualquer coisa de admirável. Gerir uma multidão destas é obra, e, na minha modesta opinião, isso foi conseguido sem problemas. Parabéns a toda a equipa e colaboradores por, mais uma vez, nos terem apresentado um evento destes.

A única coisa que continuo a achar que poderia ser alterado é o local da partida, poupando muito daquele esforço da contratação (em exclusividade) das centenas de autocarros que transportam para o tabuleiro da Ponte, milhares e milhares de pessoas. Ora, se a partida fosse no Samouco, havia o encanto de se fazer a travessia completa, pois havia tempo para a “descompactação do pelotão” que permitiria apreciar a paisagem (o que não acontece agora, porque temos de ver onde pomos os pés e, quando começa a haver algum espaço, já saímos da ponte) e não seria necessário esperar-se tanto tempo pela partida sem nos podermos mexer.

Dir-se-á que a ponte tinha de ficar cortada ao trânsito muito tempo! Será ? Cá por mim, acho que é mais para que a Mini também tenha a possibilidade de lá passar e, como se calcula, o numeroso grupo de participantes nesta prova, constitui o grosso da verba das inscrições. Pois que começasse a Mini onde começa, mas a Meia que venha do Samouco! - Ordeno eu com toda a “autoridade que me foi conferida”,eheheh.

Isto são divagações minhas que, concerteza a Organização já terá equacionado.

Mas não custa voltar ao assunto.

Quanto à minha prova… muito sinceramente não gostei. O desempenho foi fracote e talvez um dos piores tempos que fiz à Meia Maratona : 1,51,05 (tempo real). Senti-me fraco, quase como se estivesse a correr a segunda metade de uma maratona. Estava a apontar para cerca de 1,45 e era com objectivo de não forçar muito. Afinal, saiu-me isto. Acabei bem, mas… como dizia a canção lembrada há dias pelo Jorge Branco :-“O que eu passei p’ràli chegar…”. E não me posso desculpar com rampas.

sábado, 24 de setembro de 2011

"Estórias" da 35ª MMSJL (VI)


Foi bonita a Festa, pá!

Com a realização da 35ª Meia Maratona de S. João das Lampas, foram dadas por concluídas as Festas em honra de Nossa Senhora da Saúde de 2011. Na verdade, o Programa referia que as Festas iriam de 3 a 7 de Setembro, incluindo, no entanto, um espaço destinado ao dia 10, data da Meia Maratona.

Gostaria de deixar aqui uma palavra de apreço por tal decisão, pois as manifestações religiosas, culturais, lúdico-recreativas e desportivas, contemplam as várias “franjas” da população e são importantíssimas na vida da nossa comunidade.

Porém, a Comissão de Festas viria a pagar um preço alto, por ter tido este bom senso, pois houve quem não tivesse tido o mesmo entendimento.

Vejamos:

Tratando-se de uma comissão nova (mas experiente noutros eventos), cheia dinamismo e procurando recuperar o prestígio que esta Festa tinha perdido nos últimos anos (por gestão duvidosa), encetou diligências no sentido de obter os apoios necessários.

Marcaram audiência com o grande empresário da terra, que os recebeu com grande pompa, almoço de boas vindas e visita guiada às instalações. E, com um voto de confiança por serem gente de bem, apoiaria as festividades com dois mil e quinhentos euros, o que, obviamente, deixou satisfeitos os elementos da Comissão.

Começaram as Festas e o referido empresário foi ver o programa. Acto contínuo, mandou retirar imediatamente as suas faixas publicitárias colocadas no recinto e, indignado, entra em contacto com a Comissão:

-“Ouçam lá, dois mil e quinhentos euros não chega para um espaçozito no programa?- O que é que a maratona deu, para lá estar? Pois fiquem a saber que já não dou nada. Afinal rodearam-se das pessoas erradas!”


A mim não me causou grande estranheza esta atitude, pois no seu curriculum já constam várias do género mas, certamente, algumas até terão sido bem sucedidas.

Mas, enfim, uma pessoa respeitável, grande benemérito, filantropo e que ama a terra que o viu nascer, é “merecedora” do maior respeito. Por isso, ninguém ousará dizer à boca cheia, o que se passou, porque se o fizer estará a enxovalhar e a ofender o grande benemérito, o filantropo que ama a terra que o viu nascer. Mas que tem estas atitudes.

Em Outubro, dia 24, estarei novamente perante a Justiça, lado a lado com este senhor a quem me referi como sendo “intocável” e ele não gostou e processou-me.

Muito provavelmente, este texto também será matéria de processo. Sim, porque faltar à palavra é “legítimo” mas vir contar que ele faltou à palavra será…ofensivo e difamará o bom nome.

Por último felicito a Comissão de Festas pelo excelente programa que apresentou, pelos fantásticos resultados já apurados sem necessitar de um único tostão de quem lhe prometeu milhares. Tem muito mais valor os poucos de muitos dados com boa vontade.