domingo, 25 de setembro de 2011

12ª Meia Maratona de Portugal

Há quem não goste de se meter em confusões para fazer a sua corridita e que ache que esta Meia Maratona é só “show off”, que é “folclore” (pus aspas, porque entendo o folclore como riqueza cultural e não como algo que possa ter sentido pejorativo) ,etc,etc.

Mas a verdade é que a gigantesca máquina necessária ao controlo de toda a logística envolvida na Organização, é qualquer coisa de admirável. Gerir uma multidão destas é obra, e, na minha modesta opinião, isso foi conseguido sem problemas. Parabéns a toda a equipa e colaboradores por, mais uma vez, nos terem apresentado um evento destes.

A única coisa que continuo a achar que poderia ser alterado é o local da partida, poupando muito daquele esforço da contratação (em exclusividade) das centenas de autocarros que transportam para o tabuleiro da Ponte, milhares e milhares de pessoas. Ora, se a partida fosse no Samouco, havia o encanto de se fazer a travessia completa, pois havia tempo para a “descompactação do pelotão” que permitiria apreciar a paisagem (o que não acontece agora, porque temos de ver onde pomos os pés e, quando começa a haver algum espaço, já saímos da ponte) e não seria necessário esperar-se tanto tempo pela partida sem nos podermos mexer.

Dir-se-á que a ponte tinha de ficar cortada ao trânsito muito tempo! Será ? Cá por mim, acho que é mais para que a Mini também tenha a possibilidade de lá passar e, como se calcula, o numeroso grupo de participantes nesta prova, constitui o grosso da verba das inscrições. Pois que começasse a Mini onde começa, mas a Meia que venha do Samouco! - Ordeno eu com toda a “autoridade que me foi conferida”,eheheh.

Isto são divagações minhas que, concerteza a Organização já terá equacionado.

Mas não custa voltar ao assunto.

Quanto à minha prova… muito sinceramente não gostei. O desempenho foi fracote e talvez um dos piores tempos que fiz à Meia Maratona : 1,51,05 (tempo real). Senti-me fraco, quase como se estivesse a correr a segunda metade de uma maratona. Estava a apontar para cerca de 1,45 e era com objectivo de não forçar muito. Afinal, saiu-me isto. Acabei bem, mas… como dizia a canção lembrada há dias pelo Jorge Branco :-“O que eu passei p’ràli chegar…”. E não me posso desculpar com rampas.

11 comentários:

Maria Sem Frio Nem Casa disse...

Pelas mais variadas razões, umas num ano outras noutro, o certo é que nunca calhou fazer essa prova.

Mas estou com o Fernando: Se a Meia partisse da Margem Sul e atravessasse a Ponte por completo para Lisboa, a Corrida (na minha perspectiva) ganhava um encanto especial, um simmbolismo que só por si, seria capaz de me convencer a marcar presença.

Beijinho e não desanime (eu sei que não desanima!), haverá provas melhores (no seu desempenho)

Ana

JoaoLima disse...

Também já me interroguei várias vezes porque não fazemos a ponte completa.
Isso sim, seria algo de admirável, tendo em conta a extensão da mesma, uma das maiores!

Um abraço Fernando e há dias assim

Anónimo disse...

penso que outra das razoes para não ser feita a ponte toda seja por causa dos insectos, a meio da ponte tem dias que há mesmo grandes quantidades de mosquitos.

Hélder Melo disse...

Outra razão para não se fazer a ponte toda será o vento que pode dificultar a obtenção de boas marcas, além da óbvia falta de espectadores nesses km...

Mas que tinha outro simbolismo e encanto, isso tinha!

Henriqueta Solipa disse...

Não somos máquinas.... somos pessoas e por isso acontece sempre haver dias menos bons.

Para a próxima será melhor.

Esta prova seria realmente espectacular se atravessássemos realmente a ponte a correr.

Tudo de bom!

Jorge Branco disse...

Amigo Fernando Andrade juro que não fiz nenhuma macumba nem vodu para lhe acontecer uma coisa dessas!
Há dias assim! Eu ainda estou a recuperar do traumatismo psicológico das Lampas!
Mas no seu caso isso passa no meu é que não sei!
Grande abraço.

alemdorio disse...

Acho que tem razão, era bem melhor começar do outro lado, também podia começar na meta ir até ao meio da ponte e voltava, como se faz em tantas provas com um bidão... O que não falta são ideias para que não se gaste tanto em autocarros e não se perca tempos infinitos à espera de começar a correr...
Quanto ao seu tempo, ele não é real, basta começar naquelas condições para estragar os tempos.
Como diz a Ana haverá provas melhores.
bj eugénia

luis mota disse...

Olá Fernando!
Esta foi na realidade uma grande prova. O resultado serve de alerta para o trabalho. Com uns treinos longos a coisa vai lá!
Grande abraço

Anónimo disse...

Companheiro
ouve o Mota mas de facto ontem não foi fácil muito por culpa do calor, é sabido que 10h30 é uma hora tardia.
Ontem pouco tempo menos fiz que nas tais rampas que eu tanto gosto, benditas rampas.
Abraço,
teu amigo corredor.

joaquim adelino disse...

Amigo Fernando, naquele local onde estava aos 20 kms vi muita gente com tremendas dificuldades em correr, é verdade que ali havia uma ligeira subida, mas acho que o calor foi o maior inimigo da rapaziada aliado à monotonia que representa aquela ida à baixa lisboeta e voltar. Isto sem contar com as dificuldades impostas antes de se iniciar a corrida.
Ainda assim também acho que não fizeste tudo para conseguir as tais 1,45h. (antes de lá chegar, está bem de ver!!!
Abraço.

tutta disse...

Apesar de você não ter gostado da sua prova, eu achei que você foi muito bem e por isso estou lhe dando os meus parabéns.
Abraço e boas corridas.


tutta-BALEIAS/Pr
www.correndocorridas.blogspot.com