segunda-feira, 26 de setembro de 2011

12ª Meia Maratona de Portugal

Foto do Joaquim Adelino


Chapéus há muitos!...


A multidão acomodava-se conforme podia, sobre o tabuleiro da Ponte. Havia quem se sentasse e quem se mantivesse de pé por não poder fazer o mesmo. Outros que estavam sentados, levantavam-se de repente porque se aproximavam, serpenteando, as “efluências” mictóricas dos aflitos menos escrupulosos, contra o separador. Mesmo com casas de banho abundantes, a uma dada altura não se consegue lá chegar.

Ainda falta meia hora. O sol começa a aquecer. Eu, que tinha hesitado em aceitar um dos chapéus que estavam a distribuir à entrada do autocarro, dei por bem acertada a decisão de o trazer comigo, pois foi a grande protecção que senti naquele looongo período que antecedeu a partida. É verdade que chapéus há muitos, mas eu só queria um e tive-o. Fico-te a dever esta, “Vodafone”.


E agora vou, outra vez,” bater no ceguinho”:


A ponte é para ligar as margens, certo? Certo!

O sentido de se usar uma ponte para fazer uma Corrida é que, se ligue as margens do rio, correndo na ponte.

Fazer só 3 Km em cima da ponte deixa alguma insatisfação, quando ainda sobram 18 para se correr, quilómetros esses que poderiam ter um aproveitamento  paisagístico muito mais rico.

Por isso:


"Se a partida dali nos sabe a pouco


Que nos façam partir lá pr’o Samouco."


9 comentários:

Maria Sem Frio Nem Casa disse...

A Ponte une as margens!

Queremos partir do Samouco!

Só assim lá me apanham! Mas se calhar se assim for, outros lá não irão... é assim não se pode agradar a gregos e troianos.

Mas estou em crer que a malta que corre, (mesmo!), ou seja os participantes da Meia e não os turistas da Mini, em grande parte - acredito eu - preferiam de facto partir na Margem Sul e atravessar o rio para Lisboa.

BEijinho Fernando

JoaoLima disse...

Apoio incondicionalmente!

joaquim adelino disse...

Água mole em pedra dura tanto dá até que fura, o Móia é homem de coragem e de decisões difíceis, pode ser que este pequeno movimento chegue até e se decida por inovar aquilo que parece ser já uma aberração.
Abraço.

Carlos Castro disse...

"Aquecimento passivo"... talvez seja uma definição para quem espera pelas partidas, nestas "meias" das pontes... porque na outra ponte também é assim... mas sabe bem atravessá-la de uma margem à outra!

Um abraço, amigo fernando!

alemdorio disse...

Tem o meu voto!.
bj eugénia

João António Melo disse...

Pois...o chapéu desta vez deu bastante jeito. No ano passado corri sem chapéu mas este ano, devido ao muito calor, também o usei.
Também penso que atravessar toda a ponte a correr seria mais aliciante, sabe-se lá se um dia...
Um abraço!

Mário Lima disse...

Fernando

A ponte tem 17,3 km de extensão. Mais 4 km e a prova é 'finita'. Não custa nada. É só puxar a partida 14km para trás e deixa toda a gente que gosta de correr satisfeita.

Só lá voltarei se toda a Ponte for nossa.

Abraços!

JH disse...

Fernando,

Parabéns por mais uma. Eu estou contigo e só voltarei a esta prova se for para atravessar a ponte inteira.
Abraço
Joao

Jorge Branco disse...

A ideia é boa mas e as condicionantes técnicas?
Muitas vezes há excelentes ideias para quem corre mas estamos a anos-luz de saber os problemas técnicos que impossibilitam essas ideias.

Já que estamos a falar de pontes para quando uma prova na Ponte das Lezírias?
Entre Lisboa e Santarém só me falta a Ponte das Lezírias para ser totalista das mesmas em prova ou em treino!
Já cheguei a pensar fazer aquilo “piraticamente” mas os condicionalismos técnicos e o risco de ser preso eram enormes!
Mas se alguns “loucos” um dia quiserem alinhar nisso eu tenho umas ideias do ponto de vista técnico!