sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2ª S. Silvestre Pirata


Realizou-se, na Serra de Monsanto, na noite, mais um divertido evento de Corrida e Aventura, com a particularidade importantíssima de não ser liderado por qualquer organização: bastou que alguém tivesse tido a ideia, “afixou” o edital e a mobilização fez-se. Poucos, muito poucos, foram aqueles que tiveram que criar as condições: definir percursos, obter autorização – de certeza, nada fácil - por parte da administração do Parque de Campismo de Monsanto, para a entrada gratuita de centena e meia de viaturas que assim puderam ficar em segurança, para descanso dos participantes.


Quem foi, sabia ao que ia e a ninguém poderia pedir responsabilidades por algo que pudesse não correr a contento, muito menos àqueles que mais trabalharam cumprindo escrupulosamente com a parte que lhes coube.

Num grupo assim, sem liderança, todos se apresentavam como iguais em matéria de responsabilidades e qualquer um que quisesse sublinhar este ou aquele aspecto que pudesse merecer mais preocupação, poderia tê-lo feito, com a mesma legitimidade.

Foi o Orlando Duarte que, já tinha tido a enorme tarefa de conseguir aquele importante espaço, que sendo o anfitrião, foi também visto como o “chefe” e, sentindo isso, achou-se na obrigação de fazer uma pequena introdução onde foi dito tudo aquilo que precisava de ser dito : a existência de um grupo mais rápido, outro mais lento e outro para um percurso mais curto, cada um deles com voluntários conhecedores do percurso e atentos para que ninguém se perdesse. Pelo menos, por duas vezes, os da frente, aproveitando umas rotundas, davam algumas voltas para que se desse o reagrupamento após o que, novamente em pelotão compacto, se prosseguia o caminho.

Não sei se alguém terá ficado sozinho no meio da mata, mas a verdade é que, não conseguindo acompanhar os da frente, havia sempre a opção de esperar pelos de trás, pois, atrás de todos, havia o “vassoura” para indicar o caminho.

Dos muitos comentários que ouvi, todos eram altamente elogiosos para este magnífico evento, pelo que foi com grande surpresa que vi o texto do meu grande amigo Alex, que costuma manifestar opiniões bastante sensatas sobre as suas participações, e que, desta vez, tinha ficado com uma opinião negativa. Li e reli e, por mais consideração e amizade que tenha pelo Alex, desta vez, não consigo concordar com ele. Aliás, estou convencido que tudo o que ele diz é dito “a quente”, ainda no “calor” da arrelia por ter chegado atrasado e ter de andar, depois, em solitário, à procura do “comboio”. Isso ainda que custe a admitir, desgasta os neurónios e a capacidade de tolerância para pequenos males. A juntar a isso, o vir a correr, o andar perdido, o passar por gente estranha no regresso… tudo isso foi “atiçando” o descontentamento. Bem sei que ele não estava a culpar ninguém – apenas disse que, naqueles termos, não voltaria - mas esqueceu-se que poderia estar a “atingir” e, por consequência, desincentivar, quem deu o melhor de si para tornar possível esta aventura nocturna 100% pirata.

Desculpa, Alex, mas acho que todos os que ali estiveram a dar corpo ao evento estão de parabéns e aqueles que cumpriram à risca com tudo o que se tinham comprometido são merecedores do nosso agradecimento.

Venha a 3ª S. Silvestre Pirata e proponho desde já que ao Alex seja atribuído o dorsal nº 1.

2 comentários:

joaquim adelino disse...

Estou certo que o Alexandre Duarte irá refletir sobre o "desastre" que foi para ele esta 2ª Edição da S.Silvestre Pirata.
Ele foi exemplar comigo em S. João das Lampas no treino noturno recentemente realizado, acompanhou-me do princípio a fim naquele difícil percurso tornando-me aquilo mais fácil do que parece, fomos os últimos e continuámos pela petisco naquele bonito convívio. Há-de convir que as semelhanças foram as mesmas, os protagonistas é que foram outros, com muita pena minha e de nós todos. Abraço.

Jorge Branco disse...

Amigo Fernando Andrade 100% de acordo: dorsal número 1 para o Alex mas eu quero o número 2!
Se está Raposa Manca sobreviver à “troika” vai fazer o possível (pese embora todos os problemas logísticos) para estar presente na terceira edição. Se houver assim um grupo de Raposas Mancas como as que este ano o Orlando Duarte teve a, enorme, paciência de guiar então estou safo!
Lá no UK podem ver-se todas as fotos do evento gentilmente cedidas pelo Orlando Duarte.