sábado, 16 de agosto de 2014

O Bronze de Jéssica





“Não posso. Assim é muito. Elas que vão!”                
Foi assim que pensou ainda cedinho
Deixando que o pequenino pelotão
Seguisse desalmado  o seu caminho.
Mas era firme a sua convicção
E  levaria a água ao seu moinho   
Pois  de  todas as sete lá da frente
Claudicariam umas, certamente.           

Prosseguindo em tranquila ligeireza
A pouco e pouco foi-se revelando
Aquilo que ela tinha por certeza.
E uma a uma foi ultrapassando
Sem nela se notar qualquer fraqueza.
Só lhe escaparam duas, que voando
Lhe ficaram com o ouro e com a prata

Mas bronze deste… é de ouro que se trata.

1 comentário:

JoaoLima disse...

Foi excelente! Tal como o poema :)