quarta-feira, 5 de agosto de 2015

VII UTNLO - 3ª Parte (Conclusão)




Para concluir os meus apontamentos sobre o VII UTNLO, falta-me falar no que teria feito de diferente,  caso  pertencesse à Organização. Mas que fique claro, desde já, que reconheço muito mais saber e competência aos experimentados elementos da Organização, do que o saber e competência com que eu me possa sentir capaz.
Sendo a data da Prova, a da Feira Medieval, seria importante ajustar o horário para que um público não interferisse com o outro. Mas faz todo o sentido que o interior da Vila esteja incluído no percurso. Arrisco até, a dizer que os atletas poderiam entrar e sair da Vila em plena prova ( com meia dúzia de km já feitos) e com menos pessoas a circular.
Para a Partida, talvez o largo da Igreja de Santa Maria (onde foi da 1ª vez) ou mesmo cá fora, junto ao Senhor da Pedra. Poderia haver algumas implicações com estrada e policiamento, mas nada de muito complicado. A chegada, lá em cima, no Jogo da Bola, parece-me bem.
Distância da Prova – Fiquei com curiosidade pelo facto de não se ter declarado, com exactidão, a distância da Prova. Estava regulamentado 55 Km, mas já se sabia que andaria pelos 58 ou 59 Km.
O sistema de marcação com reflectores é o ideal, mas numa prova tão longa, os últimos 10Km deverão ser assinalados com fitas como reforço, pois a luz do dia, retira a possibilidade de se vislumbrarem as marcas nocturnas.
Segurança – Bem sei que será difícil mobilizar alguém que se disponha a passar umas boas horas, na madrugada, junto às arribas, mas os perigos que ali espreitam, justificam alguns cuidados preventivos e que mostrem ao atleta que alguém está atento.
Tempo limite (intermédio e final) – Acho que não se justifica. Justifica-se, sim, quando numa prova, se vai entrar numa zona mais perigosa, com a visibilidade a diminuir. Ora, não é o caso, pois a zona perigosa já tinha sido passada e, a partir do abastecimento da Praia (onde se fez  barramento) havia 20Km sem qualquer perigo, num percurso plano e para os mais atrasados, o dia iria começar a clarear. Ora, se, por um lado, os atletas mais atrasados levam a que se adie a “desmontagem” da prova, por outro, fazer estes 4 km em mais de uma hora, agravará, ainda mais a situação. Ou seja, o atleta é responsável porque é lento e a organização é responsável porque tornou mais moroso o percurso e a duração da prova.
Assim, de repente, parece-me que estes seriam os pontos  que merecem alguma reflexão. Mas de uma coisa tenho a certeza: a Organização, certamente, será a primeira a desejar que todos os atletas saiam satisfeitos da Prova e também não tenho dúvidas de que fez os possíveis por isso. Pode errar. Mas quem se propõe a realizar uma prova destas merece os nossos aplausos e agradecimentos. E àqueles que se sentiram injustiçados, peço que não julguem o todo pela parte e que não deixem de vir a Óbidos por causa disso. O que esta Organização nos proporcionou é muito, muito difícil de fazer e teve sempre a humildade de nos pedir as críticas que ajudem a melhorar o seu trabalho. E sei que está atenta.

Parabéns, Serrazina, Nunes, Miranda e todos os voluntários envolvidos. É verdade que também andei chateado, perdido lá pelos descampados e pelos penhascos e disse “cobras e lagartos” do percurso escolhido. Mas já estou com saudades. Venha o VIII UTNLO.

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