domingo, 26 de novembro de 2017

18ª Prova do Ano : 43ª Meia Maratona da Nazaré





Cumpri, mais uma vez, o "ritual" e fui visitar a "Mãe".  Bem sei que os tempos são outros e que a época dourada da Meia Maratona da Nazaré já lá vai,. Falo de um tempo em que era pouca a concorrência de Provas e enorme a concorrência de atletas de primeiro plano. Chegaram ao fim 569 atletas, a 3ª mais baixa participação de sempre! Por curiosidade (ao estilo do meu amigo Orlando Duarte), na edição de 1985 (em que chegaram 3177 atletas), para se chegar em 569º  tinha de se fazer o tempo de 1,20,40. Toooma!
Múltiplas razões terão concorrido para que a Nazaré tenha perdido o seu fulgor, mas eu, que na 4ª edição, assisti aqui, deslumbrado, à organização de uma Corrida Popular como nunca dantes se vira, passei a ser freguês e habituei-me a "venerar" esta Meia Maratona, com todo o respeito.
Porém, esse sentimento vai sendo partilhado cada vez por menos gente, pois, hoje, a grande massa de corredores que enchem as provas não assistiram a esse "milagre" e, sendo "devotos" da prática da Corrida, não chegaram a ser "amamentados" pela "Mãe" e, talvez por isso, não lhe reconhecem a mística.
Mas que não se pense que se deve só aos participantes esta "decadência" que esperamos, seja passageira. Era preciso ter sabido cativá-los, usando de alguma criatividade (mas quem sou eu para estar a "atirar pedras"?), tirando partido de hoje em dia ser muito mais fácil chegar à Nazaré, do que em 1985.É notório que a divulgação tem sido fraca ou muito fraca, talvez, na crença de que, sendo por demais conhecida, não precisaria de se fazer publicitar. Mas não nos esqueçamos que os "rumores" de há 4 ou 5 anos, de que a Prova não tinha organização, obrigariam a que houvesse um reforço de meios publicitários frisando bem que a Meia Maratona da Nazaré se mantinha bem  presente no calendário das corridas em Portugal e continuava a recomendar-se.
Vejo, no entanto, que a Organização se mantém firme e que não se tem deixado abater pelo facto da sua proposta não estar a ser aceite como merecia que fosse. Dou-lhe os meus Parabéns por isso e faço votos para que este mau momento, não passe mesmo de um mau momento, pois há saber, competência e historial (e uma Vila fantástica para visitar) , para que os corredores voltem em massa à Nazaré. Assim o espero.




1 comentário:

Filipe Torres disse...

Impressionante, essa facto do 569º de 1985! Tenho participado em muito poucas provas de estrada, mas depois de saber isto faço questão de me estrear na Nazaré em 2018. Fazem falta estas provas.