quarta-feira, 26 de maio de 2010

A tomboladeira



Tenho uma tomboladeira,
Instrumento de escanção
P’ra me recordar da asneira
Desta Meia Vinhateira,
No lugar de um medalhão.

Tenho uma tomboladeira
Que só me lembra da mágoa
De uma corrida à torreira,
Com sede e sem ter maneira
De arranjar um pingo de água.

A minha tomboladeira !
Hei-de tê-la sempre à mão.
Vou guardar na algibeira
Um amuleto de primeira
Símbolo de ...salvação.

11 comentários:

Flechinhas disse...

Acima de tudo penso que as justificações do Sr. Paulo Costa parecem demasiado artificiais, não denotando um verdadeiro arrependimento, face a gravidade do sucedido. Independentemente dos seus méritos na promoção da prova, penso que este tipo de falhas têm de ser severamente punidas, pois o risco de vida dos atletas não pode objecto de qualquer tipo de branqueamento nem ter qualquer tipo de atenuante. Verificados estes pressupostos, penso que a prova propriamente dita deve continuar, pois a região do Douro é demasiado bela, para que se perca esta oportunidade de a usufruir.
Duarte Silva/Os Flechinhas
P.S. Gostamos bastante da forma como tem o seu Blog estruturado e acima de tudo dessa veia poética que transmite em cada post. Temos por isso todo o gosto em o adicionar á nossa lista de referências, esperando merecer da Vossa parte a mesma honra.

Maria Sem Frio Nem Casa disse...

Eu também tenho uma tambuladeira para me lembrar, que da Meia do Douro nem água nem vinho, apenas o ar.

Mas eu gostava de lá voltar! Mas para isso ainda têm de me pagar!

Ana Pereira

Mário Lima disse...

Fernando

Estive a ler o teu tema anterior e os comentários neles deixados.

A tua forma de ser, de organizador de uma prova como a Meia das Lampas, nunca te faria imaginar qe um dia haveria uma prova Dantesca como foi a do Douro Vinhateiro. Daí a tua "defesa" inicial da organização, mas quando verificaste que tudo aquilo tinha ido para além do desejável abriste mão e escreveste esta bela crítica em forma de poema.

Sabia que companheiros meus do CCD de Loures tinham para lá ido participar (se não fosse à Geira também tinha ido a esta). Felizmente estão todos bem, mas houve quem não ficasse.

Tirarão ilações para que no futuro isto não volte a acontecer? Podem tirar mas quem por lá passou este ano não deve ter vontade em lá voltar, mesmo que as inscrições sejam gratuitas como opinou aqui a Ana.

Quem não vai tentar lá ir sei eu quem é. Prefiro a Geira!!!

:)

(O meu blogue está feito no sistema clássico, o vosso no Beta. Sei que muitos companheiros têm o meu blogue, caso do Joaquim, Vitor, Fábio, etc.., no blogue deles. Como o fizeram, não sei)

Abraços.

Fernando Andrade. disse...

Caro Duarte
Obrigado pelas suas palavras simpáticas e pelo seu testemunho de participação nesta prova em que há unanimidade nas críticas e tem, necessariamente de ser repensada para que se volte a acreditar nela.
Assim, permitiu-me também conhecer o blogue dos Flechinhas, que terei todo o gosto em seguir, pois já vi que tem uma excelente qualidade.
Abraço.

Olá Ana

Então eu tinha uma "tamboladeira", a Ana tinha uma "tambuladeira" e, afinal, o que deram na prova foi uma "tomboladeira", eheheh.
E quem foi que andou aos "tombos" na "ladeira"? Esta língua portuguesa vai buscar umas sonoridades...
Beijinho.
FA

Fernando Andrade. disse...

Olá, Mário
então esse músculo?
Obrigado pelas palavras e acertaste em cheio quando disseste que eu ainda tentei defender a organização. De facto, gosto de me pôr de ambos os lados e sei que de qualquer deles pode surgir erros. O que me custa é não ter visto em tempo, qualquer sinal de humildade no reconhecimento do erro. Isso retira a capacidade de tolerância e, embora não tivesse sido vítima da incúria, como o pessoal que lá esteve, solidarizo-me inteiramente com as críticas feitas.
Vá... agora quero é que acabes com o suspense da tua história da Geira.

-Quanto ao link do teu blogue, vou continuar a tentar (falaste em sistema clássico, beta... e eu sei o que é isso?)

Grande Abraço.
FA

JH disse...

A falta de água deu-te inspiração ... eu que pensei em fazer a viagem pois tinha que fazer uma meia e não tinha nenhuma aqui à mão, sinto-me desta vez extremamente contente por nao ter ido, pois estaria ainda a bater com a cabeça na parede ...

Fernando Andrade. disse...

Olha do que te livraste, João!?
Foi dramático o que se passou e só não foi trágico porque a malta até tem bastante resistência.
Mas que isto tem de ser revisto, não há dúvidas.
Abraço.
FA

Vitor Veloso disse...

Amigo Fernando,
Ao guardar na algibeira, Vai-se lembrar sempre da asneira, em ter participado na Vinhateira, nem agua nem vinho para saciar pobres atletas.
Provas assim não queremos.
Abraço
Vitor

Fernando Andrade. disse...

Caro Vitor
é claro que a tomboladeira na algibeira, fará lembrar coisas tristes, mas é também um sinal de que quem a tem... sobreviveu.
A ideia era esta, embora possa ter ficado pouco clara.
Grande abraço e boa recuperação da Geira.
FA

Filipe Fidalgo disse...

Olá, Fernando.
Cada post que coloca no seu blog é sempre uma agrável supresa, dada a qualidade com que escreve e os versos que com que nos relata cada história\Prova.
Um Grande Abraço.
Filipe Fidalgo

Fernando Andrade. disse...

Amigo Filipe
Obrigado pelas suas simpáticas palavras.
Abraço.
FA