terça-feira, 25 de maio de 2010

A "Balada do Douro"

Batem leve levemente
(P’ra não bater no ceguinho)
Mas se ninguém está contente
É porque, infelizmente
Fazem de nós “poucochinho”:

Vão correndo alegremente
Ao Douro disseram sim
Até que inesperadamente
Onde devia estar gente
Estava um vazio sem fim.

- Agua!Água! – não havia
E ao calor, e ao sol ardente,
Toda a gente que corria
Até miragens já via
De água inexistente.

-Talvez na curva a seguir
Surja a água desejada!
Só que me estava a iludir
Via era gente a cair
Mas água, não via nada.

Começa a indignação
E o desespero ameaça
Vai-se às pinguinhas do chão
Porque a desidratação
Pode acabar-nos com a raça.

E a malta foi combinando
E até se fez uma aposta :
-Vamo-nos aguentando
Que à chegada - eu é que mando -
Faz-se um cerco ao Paulo Costa.

5 comentários:

Vitor Dias disse...

Excelente, como sempre
O Fernando faz-se ouvir
Nas Lampas não falta água
Este ano hei-de lá ir.

Quem tudo quer tudo perde
O Costa não acha assim
Correr no Douro com sede
Não é tarefa para mim

Cumprimentos

Vitor Dias

Avicor disse...

Maravilha amigo muito bom !!
parabéns

e bons treinos

José Xavier disse...

Caro Fernando:

Gostei desta expressão poética de fazer um grande alerta à organização da Meia Maratona do Douro.

Um abraço
dos Xavier's

Susana disse...

Fantástico Fernando!
Sem palavras!
Tudo de bom!

Fernando Andrade. disse...

Caros amigos
muito obrigado pelas vossas simoáticas palavras.
Abraço.
FA