segunda-feira, 21 de março de 2011

21ª Meia Maratona de Lisboa

Foto AMMA (Carlos Viana R.)
“A Ponte é Alegria, Camaradas…”


Bem sei que há quem prefira o prazer de um treino calmo na natureza ao bulício de participar na maior manifestação desportiva que se realiza em Portugal. A Ponte, que liga o Sul ao Norte de um Portugal que, por vezes, sucumbe à tontaria da “guerra Norte-Sul”, com este evento, faz uma pausa no trânsito automóvel e “oferece” o seu tabuleiro à “pacificação” de milhares e milhares de pessoas vindas de todos os pontos do País e de muitos outros Países.

Embora reconheça que a grande multidão que esta Prova mobiliza, pode prejudicar aqueles que tenham maior espírito competitivo, temos de reconhecer que é a grande festa da Corrida, uma “celebração” que apadrinhou muitos dos que passaram a praticar regularmente a Corrida.

Se pode ser visto como um sacrifício ter de ir cedo e esperar longo tempo, sem espaço para grandes movimentações, enquanto se aguarda pela hora da partida, também isso pode ser encarado como a antecipação de um convívio mais prolongado, que tantas vezes nos escapa nas outras provas. E é bom estar em amena cavaqueira, em dois ou três metros quadrados partilhados com meia dúzia de companheiros.

Estar lá, no meio de toda aquela gente que se move, é um privilégio. É uma forma única de observar a Corrida. É senti-la.

Independentemente de correr mais depressa ou mais devagar (este ano, para mim, até foi bem mais devagar que em 2010) é sempre com grande prazer e alegria que lá estarei, contemplando o gigantesco espectáculo que a Corrida pode constituir e imaginando o trabalho titânico de uma Organização deste calibre.

Mas há uma coisa que eu digo sempre: - “chora-me o coração de ver tanto desperdício de bebida isotónica! Se eu pudesse contar apenas com 5% do que é desperdiçado, eu teria powerade para dar em todos os abastecimentos da Meia de S. João das Lampas.

Quanto à minha marca… foi fraquita : 1,47,12, mas isso pouco importa, face à enorme satisfação de ter podido fazer, mais uma vez, a grande ”Meia da Ponte”.

As classificações completas estão aqui.

10 comentários:

Maria Sem Frio Nem Casa disse...

Boa Fernando! Mais uma já aí canta!

Pois a Ponte desencantou-me desde há uns anitos para cá. Deve ser o tal espírito competitivo que tenho (???ah???o quê??onde???) mas é verdade. Quer corra a 5 / km ou a 6:30 / km, sinto que me deveria ser permitido correr, e nas últimas vezes, não foi e não gostei.

Por estranho que possa parecer, quando vou a uma corrida, gosto que me seja possível correr. Considero perfeitamente legítimo, sem ter de ir horas (sim horas) antes para aguardar a partida, em lugar marcado, parada e quieta sem espaço para aquecer sequer. Já a fiz vezes suficientes para a dispensar.

A festa da Corrida... não sei, quem parte do meio do pelotão e pretenda correr a meia, mesmo que num tempo de perto de 2 horas, talvez não diga o mesmo. Eu por exemplo, é "festa" que dispenso pois não aprecio.

Ir só "passear", pois muito bem, deve continuar a ser giro (ou não)

A mim, muito dificilmente lá me devem voltar a apanhar. Afinal, sou só menos uma...a estorvar.

Beijinho Fernando

Fernando Andrade. disse...

Oh Ana, não diga isso!!!
Aquilo é giro. Eu sei que é chato querer correr e não poder, mas faça como eu: vá um bocadinho mais cedo e arranje um "programa" para ocupar aquela hora de espera. Agora concordo é que toda aquela gente que vai para a linha da frente sem ter ideias de correr, mas impedindo os outros de o fazer, e que não tenciona participar em mais nenhuma prova, deveria deveria ser penalizada. Mas como? Acho que se fizessem como na Vasco da Gama (mas aqui é muito mais complicado) em que há zonas de grades que vão fechando quando se atinge um determinado grau de "enchimento". Isso permite mais mobilidade a quem está ali na seca e o tempo passa mais rápido.
Há-de ver, Ana, que um dia vai até ao Pragal a tempo e horas e na companhia de um grupo de amigos vai passar bem o tempo (olhe,desta vez estive lá com o Jorge Teixeira, Carlos Fonseca e mais uns amigos da Açoreana) e o tempo até passou rápido. E vai gostar.
Beijinho, Ana e pense nisso.

Carlos Castro disse...

Olá amigo Fernando! Antes de mais, parabéns por "mais uma"... em clima de festa!
Mas sou obrigado a concordar com a Ana; Para se poder correr é necessário levantar às 6 da manhã e estra junto ao cordão da segurança às 8h30... e dua horas ali, sem poder aquecer... mas o clima que se gera é realmente fabuloso! Nisso não há dúvida!

Um abraço!

JoaoLima disse...

Amigo Fernando, é bom vê-lo na fotografia satisfeito da vida!

Parabéns por mais uma

Um abraço

Filipe Fidalgo disse...

Amigo, Fernando.
Só o meu amigo, consegue no meio dos tropeções sair a rir e feliz por fazer mais uma meia da ponte.
Todos nós sabemos que esta prova tráz confusão, mas convém não esquecer que se chama meia maratona da ponte e não passeio pela ponte. Tiro o chavéu à organização por conseguir potenciar este evento de modo a conseguir chegar a 36.000 pessoas, mas começa a parecer muita gente e pouca corrida.
Para o ano lá estaremos pelo menos uma hora antes para jogar uma cartada, porque para mim, apesar dos percalços deste ano continua a ser uam prova lindissima e com um traçado excelente, melhor só mesmo uma meia maratona ali para o lado das Lampas, que irá ser a minha favorita por muitos e bons anos, apesar de ter menos Powerade, tem muito mais civismo e sente-se que é feita de atletas para atletas e isso meu amigo é o que me chega para correr feliz.

Um grande Abraço.

horticasa disse...

Bom dia!
Para alem de esperar, não poder correr á vontade, não ter transporte para casa, ainda tem o preço, nós é que pagamos os 50.000 euros do prémio e os outros prémios todos... é muito cara a inscrição, aquilo é mesmo para esses que vão lá para ver e serem vistos e aparecer na tv.
Aí sim, eles que paguem eu fico em casa a ver na televisão.
Mas desculpe entusiasmei-me. Voce foi, gostou e tenho mais é que o felicitar, parabens porque para a prova que é, é um bom tempo.
beijinho
eugénia

Fernando Andrade. disse...

Amigo Carlos
Eu também concordo com a Ana, mas olhe que pesando os prós e os contras, no meu entendimento, os prós pesam muito mais e como tal, tenho que lá estar.

Caro João
desta vez não deu para ver o "Yellow Man" no meio de tanta gente, que, concerteza também viria satisfeito, como sempre.

Grande Filipe
É bom ver que um corredor (ainda que de domingo,eheheh) iniciado nesta Prova há tão pouco tempo e que, quer queira quer não, lhe fica marcada na carreira desportiva, consegue ter uma prestação bastante boa, mesmo dizendo "cobras e lagartos" da prova. Claro que foi num momento de desatino, pois para ti é impossível não estar lá caidinho.

Olá Eugénia.
Pois...esse é o grande busilis da questão: o preço das inscrições. É que a malta vai pagando e eles vão subindo.É a odiosa lei do mercado: aumenta a procura, diminui a oferta, sobe o preço. Mas se assim, houve 36000, se a taxa fosse mais maneirinha, como é que seria?

Grande abraço a todos e obrigadso por terem comentado.

Vitor Veloso disse...

Olá Fernando,
Se não me chama-se nem tem via, prazer rever-te.
Frisa bem o desperdício de bebida isotonica, fico triste de ver tantas garrafas praticamente cheias no chão para lixo, mas uma coisa lhe digo com ou sem bebida isotonica estarei sempre que possível na Meia de S. João das Lampas, uma prova de atleta para atletas eis a diferença de muitas.
Parabéns pela satisfação que correu na prova vê-se pela foto.
Forte abraço

JH disse...

Olá Fernando,

Aqui tenho uma posiçao diferente da tua e em linha com a Ana. A desculpa que vamos fazer o que gostamos nao é suficiente. O comer e calar dá no que dá. Por isso há já muito anos que nao vou a essa prova e cheguei a levar Espanhóis para depois me sentir envergonhado. Nao passo mais por isso.

Mas respeito a tua posiçao.

Abraço
Joao

Fernando Andrade. disse...

Grande Vitor
Continuas em grande forma. Mesmo partindo de lá de trás, passas aquilo tudo na maior.

Olá João
Uma prova com muita gente, já se sabe, está mais sujeita a balbúrdia e ao aparecimento daqueles que não sabem o que lá estão a fazer. É pena, mas isso são vicissitudes.
Mas também considero um bocado paradoxal que aqueles que sei que gostam da Corrida e a praticam durante todo o ano, não alinhem nesta grande festa, deixando que ela seja celebrada pelos "tais" que habitualmente não correm. Penso que se trata de uma grande iniciativa que promove a Corrida (promove também outras coisas, mas isso é outra conversa)com potencial para captar muita gente para a modalidade.
Depois, já se sabe, uma coisa é lidar com uma multidão, outra coisa é lidar com uma multidão de portugueses.
É claro que também respeito a tua opinião e a de todos os que não gostam de se meter nestas coisas, mas para mim, "A Ponte é Alegria, Pá".
Grande abraço.