quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

28ª Maratona de Sevilha

Com o Nuno Tempera, Nuno Marques, Álvaro Pinto e Cristina Marques Caldeira
(que não vieram para "conjurar", mas para correr a 28ª Maratona de Sevilha)
Para além de ser fácil, chegar-se a Sevilha, há que ter em conta que o acréscimo que, felizmente, se tem verificado no número de maratonistas em Portugal, tem repercussões em Sevilha e faz com que nos sintamos em casa quando ali vamos correr a Maratona. Numa contagem um bocado apressada nas folhas dos resultados, reparei que havia mais de 230 portugueses chegados à meta! Ora, este número, seria, até há poucos anos, o número de portugueses a terminar uma maratona em Portugal.

Desta vez, como tem acontecido nos últimos anos, viajei no autocarro do Mundo da Corrida. É prático e sai barato, se compararmos com a viagem feita em viatura própria, como acontecia dantes. Por outro lado, vai-se rodeado de amigos da Corrida, com quem se partilham experiências e o tempo passa melhor.

O facto de a Federação de Atletismo Espanhola ter considerado Sevilha como a melhor maratona de Espanha, premeia, com justiça, todos aqueles que se têm empenhado em fazê-la crescer sem que tenha perdido qualidades.

Em Espanha, para além desta maratona, apenas conheço as de Madrid e de Badajoz. Confesso que achava que Madrid, em número de participantes, qualidade organizativa, feira do corredor, apoio popular e animação de rua, era superior a Sevilha. Porém, tem perdido alguns pontos na minha apreciação, nomeadamente com a inclusão de uma prova de 10Km em simultâneo (para ter mais gente?) que lhe retira a genuinidade. Também a animação de rua tem sido reduzida, tal como em Sevilha), mas tem uma altimetria menos propícia a grandes marcas numa prova de Maratona. Em Sevilha os corredores são pessoas, enquanto que em Madrid são números.

Bom…mas isso sou eu já a fazer comparações que ninguém me encomendou. Poderei fazê-las noutra altura, mas o que quero dizer é que, presentemente, Sevilha merece o título. Parabéns.

Dizia eu que, estamos ali rodeados de portugueses, alguns que são habitués daquela Prova, outros que vão experimentar e ficam, desde logo, fregueses. Há uma magia qualquer que cativa as pessoas e não me espanta que, no próximo ano, em vez de 230 sejam 500 os tugas que rumarão à Andaluzia.

Depois da Maratona, à saída do Estádio, encontro amigos com quem, há poucas semanas, tinha dividido algumas das preocupações do Treino Fim da Europa: o Nuno Marques, a Cristina Marques Caldeira, o Nuno Tempera, o Álvaro Pinto como se tivéssemos transferido para ali o “gabinete de crise” dos “conjurados/realizados”. Dizia-me o N.Tempera que ficou um bocadinho traumatizado com a maratona, que ainda não estava bem preparado para a distância e que tão depressa não se metia noutra. Isto foi o que ele disse a seguir à prova. Hoje já escreveu em vários sítios que se sente encantado com a experiência! Foi só deixar pousar a poeira, eheh. Ganda Nuno, a Maratona é um Mundo onde quem lá entra não tem vontade nenhuma de sair. O Vídeo da minha chegada, aqui, aos 3,45,05.

2 comentários:

Jorge Branco disse...

Quem sabe se um dia também vou a Sevilha fazer a 5ª maratona da minha modesta carreira de "coxo"!.
Para um antigo maratonista Português da década de 80 quando a maratona era um logo esforço, quase, solitário em contra relógio um prova dessas deve ser um espetáculo!
Agora que para mim terminar uma maratona deve leva mais de hora e meia que no "antigamente" e que o gozo é mesmo conseguir dizer eu cheguei, Sevilha deve ser o cenário ideal para isso. Vamos ver se a troika e o esqueleto me deixam um dia alinhar nisso antes que o meu prazo de validade acabe! E ele está mesmo a dar o berro! Grande abraço amigo Fernando Andrade.

Fernando Andrade. disse...

Grande Jorge.
Sevilha vale mesmo a pena e está muito à mão, tanto mais, que temos autocarro e alojamento, tudo tratado por amigos e, ainda por cima, muito em conta. Aliás a própria inscrição é das mais "low cost" que por aí se praticam.
Pense nisso Jorge.
Abraço.