terça-feira, 28 de outubro de 2008

5ª Maratona do Porto -I-

Foi assim que a Ana Pereira me "apanhou", a 50 metros da Meta (tinha razões para estar feliz!)

Talvez ainda estonteado pelo meu “tempo-canhão”(eheheh) na Maratona do Porto, e pela “acumulação de ácido láctico nos músculos e… no cérebro”(eheheh outra vez) lá vou eu adiando aquilo que tem de ser feito e que merece ser feito: um relato da minha 5ª participação nesta grande Maratona.

Faltavam 3 dias para a prova quando o meu amigo Carlos Neto me telefona desolado, a dizer que, por razões profissionais inadiáveis não podia mesmo ir ao Porto !

Lembrei-me então do autocarro que a Runporto tinha colocado à disposição dos atletas para viajar de Lisboa para o Porto e soube que havia ainda lugares disponíveis, pelo que o problema da deslocação ficava resolvido. E bem resolvido, pois constatei que uma facilidade destas posta à disposição dos maratonistas e acompanhantes, não é coisa comum de se ver.

Chegados ao Porto, o autocarro estaciona junto à Feira da Maratona, no Palácio de Cristal e é marcada a hora da partida para o hotel, com margem suficiente para se desfrutar daquele ambiente de que tanto gostamos e onde aproveitamos para levantar o dorsal e o kit da Prova, almoçar uma excelente “pasta”, visitar os stands de material desportivo, da Maratona de Madrid 2009, obter o diploma e rever imagens da edição anterior, exposição de automóveis, um enorme “mupi” anunciando já a 6ª edição (!), aconselhamento psicológico aos maratonistas, etc. Tive oportunidade de dar um abraço ao “pai” desta grande Prova, Jorge Teixeira que me deu a honra de ser apresentado ao Director da Maratona de Madrid.

O tempo passou rápido e, quando dei por mim já o autocarro estava à minha espera, para nos conduzir ao hotel.

Na manhã do dia seguinte – e tendo em atenção a mudança para a hora de inverno – às 7,30h seríamos levados, também de autocarro, ao local da partida.

Depois de uma noite bem dormida, o dia amanheceu sereno. Corria apenas uma ligeira brisa fresquinha mas que indiciava vir a transformar-se em calor lá mais para o meio-dia.

Combinam-se estratégias e, curiosamente, quase todos apontavam para as 3,30h como tempo desejado. Daria para se formar um bom pelotão a que só faltaria o balãozinho atado por um fio à cintura de um, como clássica identificação para o marcador de ritmo, que é importante principalmente para os estreantes – e eram muitos.

Cedo chegámos ao local da partida e, à nossa espera, lá estava a tenda do cafezinho. Naquela hora que antecedeu a partida houve oportunidade para reencontrar amigos e conhecer finalmente o Miguel Paiva, que se tinha preparado especialmente para fazer a sua estreia na maratona, tal como o António Almeida. Pudemos, então trocar algumas impressões sobre andamentos, margem de “reserva”, equilíbrio, combate à saturação, procurando ter presente que a prova só “começaria” aos 21km. Algumas fotos e, quando ia entregar o saco da roupa, encontro o Jorge Serra e o Paulo Torrão da minha equipa: Açoreana Clube Banif e com a máquina de amigos de Madrid (Javier Almenderia e João Hébil), ainda conseguimos um “boneco” da equipa, que espero, me seja enviado.

Era, agora, tempo de ir para a zona reservada aos maratonistas. Ainda ouvimos a Vanessa Fernandes, o Carlos Lopes e a Aurora Cunha darem o seu incentivo e a verdade é que, junto a mim, já só tinha os meus amigos Cláudio e o Faísca. Olhei em redor e não vi o Paiva nem o Almeida, pois tinha alguma curiosidade em acompanhar estas duas estreias, que tinham fortíssimas possibilidades de fazerem, connosco, um tempo a rondar as 3,30. Com pena minha, não os vi.

(continua)

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