sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Frio



Parece que vem aí frio!
Ora, se tenho estado paradinho desde a Maratona de Lisboa (de má memória para aqueles que contavam com um pratinho de massa com a bênção da organização), agora, com frio, ainda mais difícil se apresenta o recomeço.
Mas as S. Silvestres estão à espreita e quero ver se não me apresento em branco. De qualquer forma não me é importante revelar nelas grande performance, até porque parece que há por aí alguma “crise” nas medições das corridas e pouco importaria apontar para marcas que depois, vai-se a ver e… não contam.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O lápis azul




Pela primeira vez eliminei um comentário, o que achei que nunca viria a fazer, porque considero este espaço do mais livre que existe. Mesmo anonimamente, qualquer um pode participar, comentando os meus posts, mesmo que não concorde com eles, ou qualquer posição que eu tenha tomado, ainda que noutro lugar.
Mas o que não posso permitir é que, anonimamente, se utilize este blogue para ironizar sobre os visitantes (amigos ou não) que muito prezo.
Peço desculpa ao anónimo visado, mas não posso aceitar a brincadeira.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Apresentação das Melíadas



A Mesa (Joaquim Antunes,Ver.Paulo do Carmo, Vice Presid.Aníbal Cardeiro,Eduardo e eu)
Socorro !!
O Joaquim Antunes indo às origens
O Orlando Duarte sendo simpático comigo
"Oh p'ra mim
Armado em Saramago
A assinar o Caim "
(Com a Dina Mota à espera)

Com o Paulo Silva, Eliana e Helder Jorge

Com o Paulo Silva e Tigre

Com o Joaquim Antunes



Com o Orlando Duarte



Atrasei-me, mas não quis deixar de aqui vir trazer algumas palavras sobre o dia 12 de Dezembro, em Grândola. É uma data que não vou esquecer, pois senti-me rodeado de gente amiga que estava ali para confraternizar no IV Encontro do Mundo da Corrida e, ao mesmo tempo, assistir a acto da apresentação do livro “Melíadas” em que apareceram coisas que escrevi, sem fazer ideia de que esses escritos, um dia, viriam a ser reunidos (e aliados a fotos que ilustram na perfeição o que ali é dito) numa publicação que deixou o espaço virtual e se tornou “de carne e osso” ao alcance mesmo de quem está menos familiarizado com as teclas e com o monitor.

Confesso que me senti atrapalhado, ao considerarem-me “autor da obra”! Autor? Obra? Eh lá... isto começa a “piar fino”! Ainda se fosse só para a malta amiga... mas também ali estava o Senhor Vice-Presidente da Câmara o Senhor Vereador do Desporto (que teceram elogios ao trabalho)... e isso fez-me encarar com algum respeito uma coisa que tinha sido feita na brincadeira.

De certezinha que foi visível a minha insegurança a fazer as dedicatórias a quem me pedia que as fizesse! Depois...lá está, o pessoal com pressa e eu a enganar-me nos nomes, ou a passar pela vergonha de rasurar, ou pior ainda: começar a frase e não me lembrar como tinha pensado fazê-la e ficar “pendurado” a meio e ter de “arrematá-la” com metade da força que lhe queria imprimir. Coisas que acontecem a quem se mete numa área que não conhece.

À parte isso que senti ( e isso são coisas só minhas, mas que não resisto a partilhar convosco) a verdade é que também me senti acarinhado por toda a gente e até achei que – se não, lá vêm dizer que estou a ser modesto - tinha contribuído para a divulgação do Melides-Tróia de uma forma especial.

Mas o que o Melíadas pode ter de mais especial é a emoção que ali transparece e que é facilmente captada por quem já fez a Prova, ou por quem a deseja vir a fazer, ou talvez ainda, possa fazer despertar essa vontade a quem sinta que, ao estar protegido pelos deuses ali invocados e ter as ninfas a assistir à sua aventura, não terá mais razões para não conhecer esta enorme e bela faixa de areia, correndo ou caminhando.

Também o prefácio do então Vereador do Desporto (e actual Vice-Presidente da Câmara, Engº Aníbal Cordeiro) me deixou... “embasbacado” por tão elogioso (mesmo que tenha sido piedoso no exagero).

Quero ainda deixar uma palavra de apreço pela forma como a Câmara Municipal de Grândola nos acolheu e apadrinhou este Encontro (Obrigado Sr. Vice-Presidente, Senhor Vereador e Drª Margarida Moreno e restante pessoal que nos deu apoio), bem como pelas brilhantes prelecções efectuadas pelos convidados (Prof.António Aguiar que nos transmitiu o ABC da Orientação; Drª Filipa Vicente, que nos trouxe as bases da Nutrição aplicada ao Desporto; José Martins, com as suas noções de Yoga que nos ajudam a ver a vida de uma forma diferente; Paulo Silva, talvez o maior especialista em calçado desportivo do País; Paulo Veiga, com excelente demonstração de como deve ser feita a massagem desportiva). Registo também – e guardo no coração- as palavras amigas que me foram dirigidas pelo Joaquim Antunes, Eduardo Santos, Orlando Duarte e pelo Zen (que não podendo estar presente, nos enviou uma mensagem escrita).

Foi um prazer ter sido acompanhado por amigos (Carlos Fonseca, Tigre,
Luis Parro, Joaquim Adelino, Amílcar Romão, acompanhados pelas respectivas, Tiago Martins, Helder Jorge e Eliana, Paulo Mota e Dina Mota (foi um prazer conhecer-vos), Ana Paula Quintas (que desde os tempos do Triatlo não via) e, claro, a Margarida, que não só fez uma excelente reportagem fotográfica, como controlou a distribuição dos livros. Também os atletas amigos de Grândola marcaram presença, o que registo com muita satisfação. Não queria esquecer-me de ninguém, mas se isso aconteceu, por favor, não me levem a mal.

Termino este apontamento partilhando este trabalho com todos aqueles que animaram o tópico do Raid Melides-Tróia, com comentários que proporcionaram a continuidade das Melíadas, pedindo desculpa pela descontextualização que acaba por, fatalmente, desfavorecer a sua compreensão a quem não acompanhou o Forum do Mundo da Corrida, mas que, mesmo assim, se espera seja do vosso agrado. Obrigado a todos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mudança

Caros Amigos
Hoje não vos falo de Corrida.
Estou chateado, pois fala-se muito do combate à corrupção, na transparência nos procedimentos, num País de gente séria...mas isso é nas palavras ditas (não as de Corredor)porque quem dá as ordens é o "galo quando canta". Desculpem o desabafo, mas farei chegar, onde puder, o meu grito.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

24ª Maratona de Lisboa - Os comentários

À saída do Estádio (foto do Mário Lima)


Partida e Chegada : - O Estádio 1º de Maio tem condições óptimas, para estes momentos determinantes na maratona, mas aquela volta e meia inicial , com 1300 atletas, era previsível dar a confusão que deu, pois quando os do fim do pelotão se começaram a mexer, já os da frente estavam a “bater neles”. Numa situação destas não há fitas balizadoras, por muito ágeis que sejam as mãos que as seguram, que consiga libertar a pista exterior para os mais rápidos. Depois, não sei como, provavelmente com receio que alguém desse uma volta a menos, muitos foram os que deram uma volta a mais. A compensação desta volta, poderia ser feita no retorno da zona de Alcântara. A chegada pareceu-me correcta, com um corredor para a Meia e outro para a Maratona (cada um com o seu cronómetro).

Percurso : - Gostei do percurso. Vê-se muito mais cidade, apesar do sobe-e-desce, mas Lisboa é assim. Porém, aqueles 5km finais são de uma grande “violência” para quem já vem com a “luz do óleo acesa” (gosto desta metáfora do mecânico, que ultimamente se tem ouvido muito no mundo da maratona). Eu sei que quando a partida e a chegada são no mesmo local, o que se desce vai ter de se subir, mas talvez não precisasse de ser tudo de uma vez...

Abastecimentos: - Na perfeição! Em quantidade e qualidade. Receei experimentar uma bebida energética que não conhecia, mas como já ia nos 30Km, arrisquei, gostei e até a levei comigo para ir bebendo até à última gota (terá sido isso que me inquetou a tripa ?).

Kit do corredor – fraquito! Sabe-se que será tanto mais rico, quanto mais abundantes os recursos, o que parece estar bastante aquém das necessidades. Mas também se sabe que o valor da taxa de inscrição, cada vez mais, tem a ver com esses “mimos” que oferecem aos corredores. Nesta Maratona o que estava equiparado a outras de referência, era apenas a taxa, não o “saquito”.

Meia Maratona – Não sei, mas acho que a Meia Maratona não traz mais valia para a Maratona. Já tem sido dito por muita gente que a Meia acaba por absorver muitos potenciais maratonistas. Subscrevo.

Pasta Party: - Ao ter destinado apenas aos estrangeiros a pasta party, a Organização cometeu uma gaffe muito difícil de explicar. Não me apercebi quando fui levantar o dorsal, pois, ao contrário dos anos anteriores, desta vez não tencionava participar. Mas vim a saber disso, depois. É verdade que os estrangeiros devem ser acarinhados para que, cada vez mais, visitem Lisboa (o que, felizmente, tem vindo a acontecer), mas excluir os portugueses desse convívio !!!??? Para não dizer que estamos perante um caso de “xenofobia invertida” direi antes “lusofobia”. E se os portugueses representaram um terço dos maratonistas presentes, com estas medidas, fica feito o “convite” para que sejam menos, no futuro.

Enfim, foram apenas algumas das muitas considerações que se poderiam tecer sobre a Prova. Umas seriam fáceis de resolver (volta inicial no estádio, kit do corredor, pasta party) . A dificuldade do percurso é inerente à orografia da cidade e, pessoalmente, retirando os 5 km finais, acho-o melhor que o anterior com 21km de vento a favor e 21km de vento contra. Seja um ou seja outro, o importante é que a Maratona de Lisboa continue a crescer e que aquilo que for “inventado” pela Organização (sim, porque é preciso inovar) seja para a favorecer e não para a descredibilizar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

24 Maratona de Lisboa

No princípio, tudo bem (olha o A.Almeida ali pertinho e eu que não o vi)

A chegada, com o Nuno Kabeça


A Medalhita

Acho que terminei com a “chave de lata” o meu ciclo de maratonas de 2009. Ora vejamos:

1.Fev. – Badajoz – 3,46,09
23.Fev.- Sevilha – 3,46,04
26.Abr. - Madrid – 3,31,33
10.Mai. - C.Lopes- 3,33,21
8.Nov. – Porto - 3,28,50
6.Dez. – Lisboa - 3,46,32

Acrescente-se ainda o Raid Melides-Tróia (43Km)e o TNLÓbidos (39km).

Nesta Maratona de Lisboa, tudo decorria sobre rodas: (o levantamento dos dorsais numa feira muito mais espaçosa e “recheada” que nas anteriores edições, num estádio 1º de Maio que, tanto em termos de condições para um evento destes, como em acessibilidade, bate as pontos a Praça do Comércio), um número record de maratonistas inscritos, bom ambiente.
Fui cedinho e estacionei sem qualquer problema, mesmo junto à porta principal e, rapidamente, comecei a encontrar-me com gente amiga. Segue-se a foto de família com todo o pessoal da minha excelente e numerosa equipa Açoreana C. Banif (que, mais uma vez, foi a que maior número de maratonistas apresentou).
É rendida homenagem ao jornalista Jorge Lopes, grande especialista do Atletismo que ,há uma semana nos deixou e todos se concentram no interior do estádio à espera do sinal da partida.
Gostei daquele início, mas o facto de ter de se dar volta e meia à pista antes de sairmos, controlada apenas por fita balizadora em mãos humanas que deveriam separar os da frente dos da cauda do pelotão… ou tinha de estar muito bem ensaiado ou daria “caldeirada” pela certa. Infelizmente foi o que aconteceu para muitos atletas que, “no calor da pista” deram uma volta a mais, antes de se lançarem nas ruas de Lisboa. Estranhei que amigos meus que partiram mais à frente, só me passassem após uns 6km de prova !...e não me parecia que estivesse a exagerar no meu ritmo, como me disse o Jorge Serra, nosso líder : “ Eh Fernando, isso vai bem!” Mal sabia ele que já tinha feito mais 400m que eu, eheh .
Ora, sabendo eu que não tinha feito qualquer preparação específica (nem específica nem geral, pois desde a Maratona do Porto não voltei a fazer qualquer treino longo, a não ser a Meia da Nazaré) apontar para 3,30 era já querer muito. No entanto, achei que era possível e, por volta dos 12 km, alcanço o marcador de ritmo das 3,30, “escoltado” por um numeroso grupo. Não era tanto pela ânsia da marca, mas porque sabia que, atingida a Meia Maratona, iria encontrar vento forte pela frente e era prudente que me abrigasse atrás de alguém, pois o desgaste de lutar contra o vento, de certeza que iria acelerar a “decadência”. Assim me mantive entre os 12 e os 28,5, (já depois do retorno lá para os lados da antiga FIL).
Ia bem, mas aos 29, quando se começa a arranjar desculpas, “bateu-me nas ventas” um cheiro a transpiração que me pôs nauseado e a ter de encostar. E o grupo do marcador afastou-se. Não estive parado muito tempo (acho que não chegou a um minuto), mas foi o suficiente para perder o ritmo que custou a retomar. Tomei um gel e água e lá me fui recompondo. Por volta dos 35, passa o Tó Jó numa passada impressionante, que me deixou “pregado”(!)… eu que até pensava que me tinha recomposto ! Estávamos a chegar à Rotunda do Cabo Ruivo (que, cá para mim, passa a chamar-se “das Tormentas”). A partir daí, quem ia bem passou a ir mal e quem já ia mal, meus amigos, o único remédio era tornarem-se caminheiros. Lutei contra isso, pois sabia que não voltaria a reencontrar-me se, naquela fase, me pusesse a caminhar. Abrandei o passo de corrida, mas doía-me a anca direita em cada passada que dava e fiquei preocupado com algum distúrbio articular de que estivesse a ser vítima. A somar a isto , a “revolta intestina” que me levou a desviar a rota para trás de uns caniçais, já perto dos 40.
Na última rampa, alguém de bicicleta me dirige um incentivo. Era o A. Bento “Tartaruga” que vinha a dar força ao Nuno Kabeça, com quem fiz os últimos hectómetros. À entrada no Estádio, a claque do Mundo da Corrida dava-nos alento para aquele restinho da Prova (que agora já era “nivelado”) e o cortar da meta com o Nuno, com 3,46,32 fizeram cair o pano sobre a minha última Maratona de 2009.
A apreciação que fiz da prova, farei num próximo apontamento.