quinta-feira, 1 de março de 2012

Revista Spiridon

Os meus amigos Jorge Branco e João Lima têm vindo a fazer um trabalho notável nos respectivos blogues (Último Km e JoãoLima.net) no que respeita à comemoração da publicação do nº 200 da Revista Spiridon.

Eu, que desde o primeiro número – o tal que foi distribuído gratuitamente na 4ª Edição da Meia Maratona da Nazaré – me tornei assinante (acho que e tinha o nº cento e tal), lembro-me bem do entusiasmo com que lia cada número e da “intolerância” àqueles “enormes” dois meses que tinha de esperar para voltar a ter a Revista. Todos os assuntos eram escalpelizados, pois nenhuma outra publicação abordava a temática da Corrida cuja “explosão” se deu exactamente na segunda parte anos setenta. (Revivo os tempos envergonhados dos meus primeiros treinos, em que marcava o ritmo da passada com a música da “Gaivota que voava, voava…” ). E eu, corria, corria…!

Nessa altura, contactei, sem sucesso, a Direcção da Revista, na tentativa de que a sua publicação passasse a ser mensal, mas compreendi as dificuldades apresentadas.

Fiquei triste por, a dada altura, ter sido excluído de assinante. Com justiça, diga-se, pois não paguei a assinatura e não tomei nota do aviso que me terá sido enviado. Um esquecimento que não devia ter acontecido, mas por um capricho parvo, entendi que, uma vez perdido o estatuto de assinante “original”, perdia-se também o entusiasmo com que acompanhava a Spiridon.

Até que um dia, na feira da Meia de Lisboa, no espaço Spiridon, achei que a Revista me fazia mais falta a mim do que eu à Revista e não valia a pena continuar com a “birra”.Voltei a assiná-la, pois a sua função pioneira nos ensinamentos básicos para que a Corrida estivesse ao alcance de todos, mereceria o meu reconhecimento e, afinal, também eu, apesar de correr há muitos anos, continuava a ter muito para aprender.

Quero saudar o Prof. Mário Machado pela sua persistência, por não se ter deixado levar por projectos editoriais mais atraentes, mas de sustentabilidade duvidosa e ter conseguido atingir o bonito número de 200, mantendo as temáticas que continuam a prender a atenção dos corredores. Pela minha parte quero agradecer à Spiridon todo o saber que nos foi transmitindo e que tanto contribuiu para o desenvolvimento da Corrida Popular no nosso País. Obrigado.

1 comentário:

Jorge Branco disse...

Não sei se o trabalho é notável. Mas que é uma trabalheira lá isso é tanto que até quase me passa ao lado um texto como este!
Obrigado pelas suas palavras. Tentamos apenas tenta fazer o melhor que podemos para homenagear essa pequena / grande revista.
Um abraço.