domingo, 2 de março de 2014

"Meia" de Cascais

Por volta do Km 13 (foto tirada pelo Luis Parro)

Numa organização do CCD do Município de Cascais, com o apoio técnico da HMS Sports Consulting, Ldª, decorreu esta manhã, mais uma edição da clássica 20 Km de Cascais.
Sem querer ser má língua, mas porque estou habituado a que a HMS nos brinde com excelentes organizações, confesso que esperava mais.
Estiveram, pelo que diziam, 4000 atletas (não sei se incluía a Rapidinha), um número que, comparado com aqueles a que a HMS está habituada, até é modesto. E porque é que eu digo isto? Porque a entrega dos dorsais esteve muito demorada: estava a chegar a hora da partida e a fila ainda era enorme; o acesso às portas das zonas de partida, estava congestionado; a t-shirt, ao contrário do que é tradicional nesta prova, não trazia gravados os nomes dos participantes da edição anterior; Esta edição, por ser da responsabilidade técnica de outra entidade (penso eu) não estava numerada, como se os 20 Km de Cascais começassem de novo, deitando fora um historial de 30 anos ou coisa parecida; por último, intencionalmente ou por negligência, a prova tinha 21 KM, sem que os atletas tivessem sido avisados (corria o rumor de que se tinha tratado de uma partida de Carnaval).
Sei também que a HMS saberá reconhecer os erros que teve, mas, repito, pela experiência que tem em organizações brilhantes, deveria ter encarado esta Prova com mais atenção, tanto mais que, ao ganhar a Prova à Xistarca, mais ainda justificaria apresentar um trabalho à altura do que sabe fazer.
Tudo o resto foi bastante positivo -e seria injusto chamar a atenção apenas para os aspectos negativos : grande número de casas de banho disponíveis; zona de partida e chegada bem decorada; bom som ambiente;  abastecimentos nos lugares próprios (excepção feita ao 1º deles em que muitos dos atletas foram “fintados”, pois havia placas a pedir aos atletas dos 20 Km que encostassem à esquerda e o abastecimento estava somente no lado direito, pelo que muitos ficaram privados de se hidratar.
Ao passar a placa do Km 16, ouvi um colega dizer para outro, que ali deveria ser o Km 17. Ainda pensei que fosse brincadeira, pois, como corro sem relógio, não me apercebi que aquele Km tinha sido “mais comprido”.
Só pelo tempo final e pela forma como a prova me decorreu (fi-la de trás para a frente, tendo começado atrás do marcador dos 6’/km e, ao 14º Km passei o marcador dos 5’/km) é que vi que aquele tempo seria mais de meia maratona do que de 20 Km, ainda por cima, quando sabia que não tinha andado muito mal, principalmente na 2ª metade da prova.


No último Km notei que me estava a aproximar do meu colega da ACB, Virgílio Madeira, que ia em quebra e, incentivado pelos outros amigos da equipa  que já tinham terminado a prova, achei que tinha uma excelente oportunidade para “vingar” a Meia dos Descobrimentos, em que ele me ultrapassou nos últimos 500m. Passei por ele, mas logo de seguida, ouvi os passos dele a reagir e “joguei a minha cartada” acelerando mais. Um bleuf para eu dar a ideia que estava cheio de força. Deixei de ouvir os passos dele, que se conformou, mas eu, como já me estava a ver chegar à meta nauseado por causa desta aceleração, resolvi abrandar e deixar-me ir ao “ralenti” até cortar a meta (1,43,001 -1,42,04 T.Chip- 734º da C.Geral). O bleuf  assustou o Virgílio e com ele “matei um carneiro” de muitas provas. Já sei que na próxima,…levo.

3 comentários:

Jorge Branco disse...

Amigo Fernando Andrade a "matar" "carneiros! Tá mal! hi hi hi hi hi

Corro, logo Existo disse...

Parabéns pela prova e pela "vitória" final.

Já eu a única pessoa com quem luto no fim de cada prova costuma ser com o mostrador na linha de meta, ou seja, comigo mesmo, já que não sou um corredor muito rápido e não me posso dar a certas veleidades.

Fernando Varela

SlowRunner disse...

Foi com satisfação que corri mais uma corrida da minha terra.

Será que os 21 km foi um ensaio para se tornar, a partir do próximo ano, uma meia maratona?
Não me admirava nada...

Seja como for, gostei, e repetirei sempre que tal me for possível.

E tive o grato prazer de encontrar o Fernando, depois de eu cortar a meta...