domingo, 28 de agosto de 2016

8ª Prova do Ano - 10 Km de Tagarro



Chegámos a Tagarro cedo. Estacionámos no parque criado num terreno à entrada, capaz de acolher os carros que, exceptuando os dos residentes, não podiam entrar na aldeia. De outra forma, as ruas ficariam obstruídas e os atletas não poderiam correr. E não era tão longe assim, o percurso a fazer a pé, para o levantamento dos dorsais.
Assim que saímos do parque e nos encaminhámos pela rua principal, somos recebidos por uma menina dos seus oito anos, simpatiquíssima e sorridente, que, ante o olhar "babado" da mãe nos dá um comunicado para a mão e diz:- "Boa tarde, tem aqui informações muito úteis sobre a prova, para ler. Obrigada".
Fiquei impressionado com aquele à vontade da menina  que estava satisfeitíssima com a sua importante missão na abordagem de boas vindas aos atletas que iam chegando.
Pela terceira vez estive presente neste Tagarro renascido para a Corrida e onde tudo o que nos envolve sabe bem.
Da Prova, apenas posso dizer que são duas voltas de 5 km, com pontos de retorno que nos permitem avaliar o desempenho dos outros participantes, em que houve um cuidado especial na colocação de pontos de abastecimento, não fosse o calor fazer das suas. O reencontro com amigos, a conversa enquanto se espera pela hora da partida, que chega rápido. Partida. Cumpre-se o trajecto forçando apenas o suficiente para correr em harmonia com a condição do momento e que, no meu caso, durou à volta de 50 minutos. Os resultados totais estão aqui. No final, um convívio agradável enquanto decorria a entrega dos prémios, mastigando uma sandes de porco no espeto, oferecida pela organização, que, mais uma vez merece nota excelente. Esteve bem em tudo: Preço de inscrição bastante acessível, saco do corredor bem recheado (lá dentro tinha o dorsal, chip,  caneca de barro e t-shirt e livrinho da prova, lata de atum Bom Petisco, saquinho de bolos da Padaria da Arrifana, e uma garrafa de vinho de produção local, que ainda não provei, mas pela garrafa atractiva que tem, deve ser bom : Adega da Horta" e uma senha para a tal sandes de porco no espeto), percurso bem isolado e quilómetros marcados, 4 abastecimentos e abastecimento à chegada, com água e fruta. Tudo mimos que nos fazem sentir imensamente gratos e que a única maneira de podermos retribuir é  recomendar a prova e voltar. Sempre.
No final, tinha de felicitar e agradecer tão boa jornada da Corrida à Organização na pessoa do seu timoneiro e meu amigo, António Carvalho Nobre, que, como perfeccionista que é, não estava plenamente satisfeito com a entrega dos prémios, afinal, um momento nevrálgico que as organizações valorizam muito, mas muito vulnerável a comportamentos incorrectos (ou apenas negligentes) da parte de alguns atletas. É preciso, de uma vez por todas, que os atletas tenham consciência dos problemas que podem surgir quando se corre com dorsal de outra pessoa. É que mesmo que não se esteja interessado no prémio, leva a que se chame ao pódio quem não correu e se impeça de lá ir alguém que tinha todo o direito de lá estar.E o acto da subida ao pódio vale mais que o próprio prémio. É um desrespeito pelos colegas e pela organização, que acaba por se sentir magoada e impotente, num momento tão alto da Prova. Enfim, embaraços comuns a tantas organizações, que foram resolvidos e que não podem ser tidos em conta na avaliação altamente positiva que os 10 Km de Tagarro merecem. Parabéns gente de Tagarro, Parabéns amigo António Nobre.
Saio de Tagarro de coração cheio pela hospitalidade e simpatia das pessoas e a ouvir aquela menina que nos recebeu: "Boa tarde, tem aqui informações muito úteis sobre a prova, para ler. Obrigada".
Eu é que estou imensamente grato. Muito obrigado.

1 comentário:

Jorge Branco disse...

Excelente organização, excelente participação, só os atletas que correm com dorsal alheio é que está mal.
Um abraço.