sábado, 14 de julho de 2018

STE - Tranquilamente


Tranquilo, sobe a serra no seu passo
Sem a pressão do tempo ou velocidade
E mesmo que o vigor se torne escaço
Teima em pensar como na tenra idade.
Indiferente aos que têm pernas de aço
Fazendo a prova em menos de metade
Do tempo que levou na dura luta
Mas do dobro em prazer ele desfruta.

Faldas da serra, íngremes escaladas
Que a custo foi trepando e enchendo o peito
E nas clareiras mais iluminadas
(Desde que planas), lá lhe dava o jeito
E corria, sem ter horas marcadas
P’ra concluir tão saboroso feito
E lá fez jus a tão grande verdade:

Tranquilamente é com Tranquilidade.