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terça-feira, 7 de maio de 2013

O Discurso da terra







Pelos meus estreitos carreiros vos senti
Em pontos coloridos, caminhantes
No meio de tanto verde que há aqui,
Nestes vales e montes não distantes.
Que bonito que foi! De vós ouvi
O que poucos de mim disseram antes.
Agradeço a visita tão amiga
Jamais   concretizada sem fadiga.  

O discurso do Mar



Quando o Paulo Pires passou à Praia da Samarra, viu-a assim


Por ordem de Neptuno sosseguei,
Vede que a minha água está parada,
Para vos ver passar me apresentei
Com a paz que é tantas vezes procurada.
Este Trilho das Lampas abracei
Num abraço  que a todos vós agrada
E assim, num local belo mas não plano
Quero ter-vos a todos cá para o ano.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O Discurso do Sol








Hora da deita! - disse o sol cansado -
Que eu não posso aguardar por toda a gente.
Já tenho o meu pijama preparado
E a minha fofa cama já me sente.
Pena que alguns não tenham cá chegado
A tempo de me ver já meio dormente,
Mas com sono, a mim ninguém me agarra
E já não podem ver-me da Samarra.

domingo, 5 de maio de 2013

Um grande Obrigado a todos




Está feito o 1º Trilho das Lampas, a nova proposta que o Meia Maratona de S. João das Lampas (em parceria com a Sociedade Recreativa, Desportiva e Familiar) tinha para vos apresentar.
Depois de ouvir e de ler muitos comentários, posso concluir que foi positivo. No que dependia da natureza, penso que foi muito bom; no que dependia das nossas colaboradoras e colaboradores, foi excelente; no que dependia dos apoios, foram os bastantes; no que dependia dos atletas, foi exemplar.
Nestas condições resta pouco para fazer em termos de organização que, na minha opinião, cometeu o seu maior erro ao ter encarado esta Prova como “acessória” da MMSJL, tendo-a promovido apenas junto dos atletas ficando o público de fora e, surpreendido, até, com o que se estava a passar com tanta afluência de gente a S. João das Lampas. 
Aqueles que fizeram a prova, mereceriam ter, à chegada, uma moldura humana a condizer com o esforço feito e com o “gabarito” atribuído pelos próprios ao 1º Trilho das Lampas. Este Trilho tem a sua especificidade e precisa de tanta atenção como a MMSJL. Mas mesmo, assim, confesso-vos que, tratando-se de uma 1ª edição, obrigou-nos a mais reuniões, que das 10 últimas Meias, em que praticamente, as coisas simplesmente…acontecem. E o Trilho também aconteceu, mas poderia ter sido melhor. Bem sei que “não seria a mesma coisa”, mas podia.
Tomámos nota dos reparos feitos e que agradecemos, para procurarmos corrigi-los na próxima. Equacionaremos o horário, pois  sabemos que há quem prefira a prova mais cedo meia hora mas, conforme a previsão, a grande maioria dos atletas usufruiu do horário solar idealizado. Estaremos atentos a uma sinalização que não esteja vulnerável a ser retirada por mãos maldosas. Faremos a afixação dos resultados imediata, para evitar embaraços como os que aconteceram na entrega dos prémios (e eu andava com eles debaixo do braço, na “palheta” com toda a gente e esqueci-me disso, porque também sabia que rapidamente eles estariam disponíveis na net).
Por agora, apenas deixo este breve apontamento, mas voltarei para falar das palmas e dos assobios. Coisas nossas.
Mas um MONUMENTAL AGRADECIMENTO, fica já aqui para todos os participantes nesta estreia, não só por terem vindo, mas pela atitude e simpatia que tiveram connosco. Bem hajam.

Os resultados podem ser vistos aqui.
Fotografias AMMA
Mais fotos: Montes Saloios
                   Paulo Pires
                   Joaquim Adelino
                   Duarte Andrade
                   Fernando Almeida
                   Guga Veiga
                   Fernando Andrade
Saloia TV -Reportagem, Parte I

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Está chegando a hora


Bem…caríssimos amigos e amigas, o tempo está a esgotar-se e temo que, até à realização do evento, deixe de ter tempo para vir aqui dar conta de como vão os trabalhos deste 1º Trilho das Lampas.
Não quero, no entanto, deixar de vos dizer (ou repetir) o seguinte:
1-     Fizemos o possível para garantir as maiores condições de segurança. Porém, lembramos que ninguém pode fazer mais por isso do que os próprios participantes, principalmente na atenção redobrada que a diversidade do piso justifica. Abdiquem da velocidade em favor dessa desejada segurança.
2-     Muito gostaríamos que a parte mais técnica do percurso (até à Praia da Samarra, cerca de 10km) fosse feita, para a maioria, ainda à luz do dia (1,30h de prova), pelo que deixamos a sugestão.
3-     O uso de frontal é obrigatório, pois os últimos 7Km poderão ter que ser feitos já noite escura.
4-     Acate as indicações dos elementos da organização que vão estar ao longo do percurso, pois todas essas indicações são em defesa dos próprios corredores;
5-     Nos abastecimentos (haverá 2: o 1º aos 5Km, com água e o 2º aos 12, com água e fruta).
6-     No final, para quem quiser haverá balneários na Sociedade e no Coreto (embora com água fria).

Por último e este aspecto é o mais importante, solicitamos a vossa benevolência na apreciação da Prova que, como sabem, foi programada em pouco tempo e por um grupo completamente inexperiente. Mas tomem essa falta de experiência por boa vontade nossa e desfrutem desta região praticando a Corrida na Natureza, que felizmente, vai sendo cada vez mais apetecida. Boa prova a todo(a)s.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Eles "andem" aí



A reunião até tinha corrido bem e fiquei bem disposto. O Presidente da FPA tinha tido a amabilidade de nos receber a mim e ao José Carlos Fernandes, Presidente da Associação de Trail Running de Portugal. No final, ficámos cá fora na conversa mais um bocado e não me apercebi que a 20 m do sítio onde estávamos,
algo se passaria que me faria mudar o bom humor com que me encontrava.. Despeço-me, encaminho-me para o carro e...voilà.: Chapa 96.
Várias vezes ali tinha deixado o carro e nunca me apercebi que havia parquímetro.Por menos 10 minutos teria evitado este desfecho. Nunca se pode dizer que se está bem, dassssss.
.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Primeiro Maio, segundo eu



A majestosa equipa da ACB

Com o Paulo Santos( foto de Luis Parro)

Apanhado pelo José Sousa (não sei se estava com falta de ar ou com ar a mais, eheh)


Foto de Zé Gaspar AMMA
Acho que fiz uma corrida gira. Completamente despretensiosa.


Parti cá de trás. Já os da frente tinham dado a volta e saído do estádio e eu ainda não tinha passado o pórtico da partida. Mas lá fui, calmamente, sem pressas, tendo ido na conversa com os meus amigos e colegas da ACB Nelson Mota e Francisco Pereira. Antes, porém fui apanhado pelo “centunero” Luis Parro, que me captou na 1ª foto acima.
Descemos até à Praça do Comércio (8Km) e, só a partir daí, começou a corrida. Curiosamente sentia-me com força, pois não senti que tivesse feito desgaste com o perigoso entusiasmo da descida, pelo que a Almirante Reis se fez em crescendo.
Foi uma prova feita de trás para a frente como deve ser sempre feito, mas que quase sempre me esqueço. E termino juntamente com dois amigos que por norma ficam sempre muito à minha frente, Paulo Torrão e Orlando Duarte. E esta, hein?
No final sou creditado com o tempo de 1,12,03, mas se tirar 1 minuto a este tempo, é sem favor nenhum, pelo tempo que demorei a iniciar a corrida mas, não havendo tempo de chip nem eu tendo levado relógio é aquele tempo que conta  e eu só tenho que estar satisfeito.
Depois, à tarde, fui fazer a marcação do Trilho. Para ser franco, só fiz metade das marcações, mas fiz o percurso todo. E estou aqui que nem posso, pois foram mais de 4 horas a andar. Tenho 2 dias para fazer o resto, da Praia da Samarra para a Meta, ou seja, a parte que precisa de reflectores. Eu até os levava comigo, mas se os pusesse todos, a esta hora ainda lá andava.