domingo, 31 de outubro de 2010

A Luta

Eu não sei se já vos aconteceu – mas a mim já – encontrar uma citação de um qualquer pensador de renome e pensarem assim : “ – eh pá, com isto fazia um vistaço!”


Pois bem, encontrei uma. Copiei-a para um guardanapo de papel e passaram-se meses, se calhar, anos sem nunca a ter utilizado e, confesso, nem sequer voltei a lembrar-se dela.

Hoje, ao arrumar coisas, encontrei-a e achei que se encaixava muito bem na forma como encaro as minhas participações em maratonas. Minhas e de muitas outras pessoas e que, de certa forma, explica o “estranho” fenómeno de haver quem faça centenas ou milhares de quilómetros para ir correr uma maratona.

A sua autoria é atribuída a um tal Edmond Ronstavel, escritor francês (1868-1918), de quem nunca ouvi falar, nem encontrei nas minhas pesquisas.

Diz assim :

“- Não se luta apenas na esperança da vitória. É muito mais bela quando é inútil.”


É ou não é uma boa bandeira para a malta do pelotão ?

sábado, 30 de outubro de 2010

Halloween

Personalize funny videos and birthday eCards at JibJab!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A "Estratégia do Mealheiro"

A “Estratégia do Mealheiro” pode ser perigosa porque, no início é fácil amealhar umas moedinhas e esquecemo-nos de que estamos a hipotecar as nossas reservas. Quando nos apercebemos disso e começamos a gastar do mealheiro, os juros que nos são cobrados são altíssimos e, se em vários quilómetros amealhámos um minutinho, mais tarde, num único km perderemos vários minutos. É o estouro.


O “mealheiro” precisa de uma “solidez financeira” subjacente (uma boa performance) e não de ser feito com o recurso aos “futuros” (as moedinhas para os últimos kms).

A bem dizer, o melhor mesmo é o velho “chapa ganha, chapa gasta” sem mealheiro, mas também sem… dívidas. Um ritmo certinho. Uma espécie de “controlo orçamental” perfeito em que, no final, as despesas não foram além do que as receitas permitiam.

É fácil falar, não é ? E então eu, que durante uma maratona altero para aí umas dez vezes a estratégia!...

Mas dia 7 estou lá …

Abraço.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"Viagem" à 3ª Maratona do Porto -2006

Pela 1ª vez, a Ponte D.Luis era incluída no percurso . (O de chapéu vermelho sou eu)
-Foto RunPorto-

Andei a "tomar uns comprimidos" para a minha "blogastenia" e talvez eles tenham tido algum efeito.
Ora, tendo passado em claro, Almeirim e o Tejo, mantenho-me com as atenções centradas na 7ª EDP Maratona do Porto. E, enquanto espero por ela, vou revivendo as edições anteriores.

“Rebuscando” no meu baú de escritos (tenho pena de não encontrar nada sobre a 2ª Maratona do Porto) encontrei o que disse após a 3ª edição desta grande Maratona. A foto acima (foto RunPorto) testemunha a adopção bem pensada do novo percurso ( e actual) que passou a incluir a travessia da Ponte D. Luís e ida à Afurada, ganhando, a partir de então, um cenário ainda mais apelativo. O crescimento tem sido, a partir de então, exponencial, tudo apontando para que, na 7ª edição que se avizinha, seja largamente ultrapassado o milhar de atletas à chegada. Tudo fruto de uma aliança perfeita entre a qualidade organizativa, um percurso de sonho e o carinho com que somos recebidos pela hospitaleira gente da Invicta, onde é tão fácil fazer-se amigos.

Após a 3ª edição, dizia eu, escrevi o seguinte :

 Parabéns 3ª Maratona do Porto


Três vezes ao leme as mãos ergueu;
Três vezes ao leme as reprendeu.

E disse no fim de tremer três vezes:

-Aqui ao leme, sou mais do que eu!
Sou um povo que quer o mar que é teu
E mais que o mostrengo que a minha alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo
Manda a vontade que me ata ao leme
De El Rei D. João II .


Cumpriram-se três Maratonas na Cidade do Porto. Cada uma melhor que a outra. Daí ter evocado esta passagem (conclusão) do conhecido poema do Fernando Pessoa e quero dedicá-lo ao Jorge Teixeira e à sua extraordinária equipa.


De certeza que aqui e noutros lugares se falará das virtudes desta Prova. Eu sublinharei o que for dito com justiça! Mas, para já, o que eu pretendo realçar é o espírito de perseverança; de luta; de capacidade de mobilização de vontades. A competência! O acreditar num projecto. O saber esperar!

2006 marca a viragem.


Obrigado por esta excelente Maratona !


Um grande abraço à cidade do Porto.



Porém, nunca cheguei a perceber bem porquê, surgiram comentários pouco abonatórios, na Revista Atletismo, que contrariavam as afirmações do Director da Prova, que queria fazer desta uma das melhores maratonas do Mundo. Acharam exagero e apontaram alguns factores que impediriam esse estatuto. Criou-se algum mal estar entre quem sabia que estava no bom caminho e quem fazia uma apreciação mais exigente, situação que, felizmente, se encontra mais que ultrapassada. Na altura, porém, não resisti a parodiar a situação e, das duas uma, ou “levava” dos dois lados ou aligeirava o tensão existente :



Os meninos da Rebêra do Douro



Estrala a bomba e a revista está no ar
E a notícia não saiu como o esperado
E ele queria quem escrevesse mais bem
Do que aquilo que ali estava relatado.




A Maratona da cidade do Porto é que é
Organizada em "bicos de pé"
A Maratona da cidade do Porto não é como a velha
Que ficou com a pulga atrás da orelha.


Estava a coisa em ambiente sossegado
Só se falava num grande sucesso
Quando vem um artigo publicado
Que virou isto tudo do avesso!


O Teixeira, contente com a Maratona
Deu no duro sem descansar um segundo
Disse que a cidade do Porto era a dona
De uma Maratona das melhores do Mundo.


Houve alguém que ficou incomodado
Como se houvesse por ali peçonha
Vai daí, na Revista põe estampado
Que a Maratona, à chegada, era enfadonha.


Estrala a bomba e a revista está no ar
E a notícia não saiu como o esperado
E ele queria quem escrevesse mais bem
Do que aquilo que ali estava relatado.


A Maratona da cidade do Porto é que é
Organizada em bicos de pé
A Maratona da cidade do Porto não é como a velha
Que ficou com a pulga atrás da orelha


Malta do Porto, Malta da Revista Atletismo... um grande abraço para vocês e ...desculpem qualquer coisinha. Foi só p'a reinar!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

"Viagem" à 1ª Edição da Maratona do Porto


Já passaram 6 anos e, ao procurar coisas que escrevi acerca da 1ª Maratona do Porto, encontrei o texto que se segue.  Sei que “correu muita tinta” no fórum,  na altura, o Atletas.net, entre os cépticos e os apoiantes da Organização, que “dava o peito às balas” na corajosa missão de dotar a bonita Cidade Invicta de uma Maratona de que o Porto e o País pudessem vir a orgulhar-se.
Com o fim (ou quase fim) do referido fórum, muitos dos textos de então e que muito gostaria de rever, com muita pena minha se perderam, pois não tinha o hábito de os guardar antes de os colocar on line.
Da estória que se segue, o que, acima de tudo, pretendo sublinhar é o abraço entre os organizadores ao partilharem do sentimento de missão cumprida. Tudo o que se segue a isso, teria sido desnecessário, mas acabou por contribuir para uma reflexão acerca da importância do diálogo entre aqueles que estão no mesmo barco.
Dizia assim:

Porto, 17 de Outubro de 2004.
O Herói, O Narrador, O Massagista e o Director
 Após quase 6 horas de corrida, chega à meta o Maurício. Poucos se lembrarão do nome dos primeiros a chegar, mas o Maurício, de Penafiel,  que só tinha feito duas provas na vida, ficou famoso ao concluir a 1ª Maratona do Porto. Isto, porque, para além de um acompanhamento exclusivo na 2ª metade da Prova, teve a sua aventura narrada a preceito neste fórum por Joaquim Almeida, através de uma história bem contada – porque vivida – por um homem conhecedor do esforço de longas distâncias que, ao mesmo tempo que ia vigiando os sinais do esforçado atleta, ia-o também incentivando nesta aventura, insurgindo-se até com aqueles que apelavam à sua desistência. A sua chegada foi celebrada com abraços emocionados de ambos com o dinâmico Director da Prova, Jorge Teixeira. Tinham conseguido. Tinham todas as razões para sentir o alívio do dever cumprido.
 Chovem os merecidos louvores. Uns públicos, outros não. Mas todos sinceros .
 Surge então, no fórum, um jovem massagista, Ricardo Dias, que tinha coordenado o excelente trabalho de massagem aos atletas efectuado antes e depois da prova, que, movido mais pelo desempenho profissional que pela vivência desportiva (digo eu…)faz um comentário menos feliz comparando as tendas, no final da Maratona , a um “hospital de campanha”! Tal expressão caiu mal a muitos atletas e, sobretudo, àquele que veste a pele de todos eles - o Director da Prova ! Surge o “contraditório” – como está agora na moda dizer-se.
 Vai daí, o pai do jovem massagista que, compreensivelmente, e com o saber da experiência feito, vem ao terreno em defesa do seu filho. Mas quem era  o pai do massagista ? Era precisamente Joaquim Almeida, ou seja, a  pessoa que tinha brilhado com a sua história sublimando o esforço do Maurício!
 Surgem explicações para que não se concluísse pela incoerência, mas tais explicações não foram bem aceites e a conversa azedou.
 E foi quando achei que os diálogos estavam a “aquecer” que vi , com muita pena minha, que se estaria a passar algo que a ninguém interessaria :- problemas numa organização exemplar.
 Encaixei as peças do puzzle e deu esta história.
 Eu, que tenho lido com satisfação, tudo o que tenho encontrado sobre a Maratona do Porto, vejo-me a escrever uma história sobre ela, que não me dá qualquer gozo. Mas ninguém me obrigou, bem entendido.
 Deixo aqui o meu apelo à serenidade e o desejo de que regressem ao ponto de partida porque o sucesso da Maratona do Porto esse foi conquistado. E com sabedoria.
Seis anos depois, ela aí está : sempre apelativa, progressivamente melhorada e ombreando com o que de melhor existe em termos organizativos, de percurso, de paisagem e pronta para ultrapassar a barreira do milhar de atletas. Um grande Viva à Maratona do Porto.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A "travessia do deserto"



Era para ter ido à Meia do Centenário, não fui.
Era para ter ido ao Trail do Grande Lago, não fui.
Gostava de ter ido a Ovar, não fui.
Gostava de ir à Meia Sportzone, não vou…
Mas afinal que raio de corredor venho eu a ser , que fiquei com o mês de Setembro em branco, e  o de Agosto  foi salvo pelo TNLO no dia 1? Olhem, vicissitudes...
Valem-me umas corriditas que vou fazendo em solitário aqui pela zona, procurando os “mínimos” para a 7ª Maratona do Porto, no dia 7 de Novembro. Não sei se em Outubro farei alguma prova, mas ao Porto tenho que ir, para defender o honroso título de “totalista”. 7 Edições, 7 presenças. Yesss.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Afinal, houve "sorteio"


Falhei. Não fiz o sorteio
Que estivera anunciado
E algo com que me chateio,
É que um que andou lá p´lo meio
Não pôde ser contemplado.

Desolado, o “campeão”
-Que era grande a fé que tinha-
Falou em “desilusão”
E à Meia de S.João
Já nunca mais ele vinha.

“-Dão duas folhas de louro!
É grande o descaramento
E p’ra quem deu grande estouro,
Nem uma medalha de ouro
Por tão grande sofrimento!

-Já não me apanham lá mais.
Paguei caro p’ra sofrer
E entrar em festivais
De organizações das tais
Que querem é “aparecer”.

Nem que todos tenham taça,
P’ra mim as Lampas jamé
Pois eu, corredor de raça
Não admito que alguém faça
Pouco desta minha “fé”!”

Enfim… com tal comentário
P’ra que ninguém se borrifa
Continuo o meu “calvário”
E em sorteio imaginário
Sai-me este gajo na rifa.