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terça-feira, 20 de maio de 2008

A Festa da Amizade



No passado Sábado, 17 de Maio, S. João das Lampas esteve em festa.

Chamaram-lhe, bem a propósito, a Festa da Amizade, numa demonstração feliz de que teremos uma sociedade melhor e mais saudável se a Escola também se preocupar em promover outros valores para além da matéria curricular. Graças a uma exemplar articulação de esforços entre a Associação de Pais e Encarregados de Educação de Escola Básica de S. João das Lampas, o seu Corpo Docente e Auxiliares, os alunos mostraram à comunidade do que são capazes e com ela “interagir “(como, modernamente, soe dizer-se).

O Largo de S. João das Lampas, pela sua amplitude e enquadramento na povoação – e por ter paredes meias com a Escola - possui excepcionais condições para a prática de eventos como este, que visava a angariação de fundos para a aquisição de equipamento que melhore as condições pedagógicas da Escola.

E que bem sabe ver a pequenada correndo de um lado para o outro naquele enorme espaço verde, cheirando a relva acabadinha de cortar!

Com o apoio da Junta de Freguesia e da Sociedade Recreativa local (e de algumas empresas e particulares), esta Festa constava de um programa bem recheado:

No palco, para além dos alunos da Escola, actuaram os “Urban Dance Company”, o Trio “Best Day” (gente cá do burgo mas que também tem direito a nomes com “projecção internacional”, pois então), os Duetos “Andreia Lopes e Jorge Pitacas” e “André e Prof. Pedro”, o Grupo de Hip-hop da União Mucifalense.

Em várias tendas brancas, harmoniosamente distribuídas pelo relvado, funcionaram, olaria, pinturas, casas-ninho, pinturas faciais, pastelaria, recuperação de livros, ciência divertida.

Do riquíssimo programa, ainda constavam outras iniciativas como: slide, cavalos e passeios de charrete, insufláveis, quermesse, serviço de bar, plantas aromáticas e medicinais, etc.

Responderam à chamada, mantendo-se presentes durante toda a festa os Bombeiros Voluntários de Sintra e o Núcleo Escola Segura da GNR cujos agentes, num elevado gesto de profissionalismo, abdicaram da folga em favor deste evento.

Marcaram também presença nesta Festa o Senhor Vereador Luís Patrício e o Chefe da Divisão da Educação da Câmara Municipal de Sintra que, embora apoiando moralmente o evento, se viram ultrapassados pelas novas “políticas” com que a edilidade passou a “ceder” equipamento que, em boa verdade, não servirá para outras coisas.

Tudo isto foi fruto de grande azáfama, que durou até ao final do dia, quando tudo foi desmontado e colocado no lixo o último papelinho que, por descuido, alguém deixou cair. E o espaço foi “restituído” à comunidade exactamente como fora recebido, contrastando com o desrespeito desolador a que se assiste nos dias de feira.

Estas iniciativas são importantes e desejáveis pois delas se podem retirar grandes lições. Para os promotores desta 2ª Festa da Amizade, fica uma palavra de incentivo e de felicitações por mais este sucesso e o desejo de que o exemplo possa estender-se a outras escolas.







terça-feira, 13 de maio de 2008

Depois admiram-se …





O Verão está quase a chegar e começa a notar-se algum “frenesim” acerca da melhor forma de evitar o flagelo dos fogos. Tudo muito certo, mas as medidas “milagrosas” é que deixam muito a desejar. Ora, reparem:

Uma pessoa que entenda que o seu terreno está transformado num matagal e que tendo consciência do perigo que isso pode representar para a comunidade, ache por bem proceder à limpeza e queima dos resíduos, num louvável gesto de cidadania, vai ter de cumprir uma série de requisitos, que são os seguintes:

-Com duas semanas de antecedência, vai ter de ir à Câmara Municipal requerer a licença para fazer uma queimada;
-Levar a caderneta do terreno (com menos de um ano); ou
-Registo na Conservatória (com menos de 6 meses;)
-Preencher requerimento;
-Pagar 5,50€ por dia.
-Apresentar documento comprovativo de que possui capacidade para efectuar a queima, ou declaração dos bombeiros comprovando que estarão presentes.
-Pode também optar por não queimar os resíduos, só que, então, e desde que não ocupem mais do que 3 metros cúbicos, deverá transportá-los para a via pública, onde haja espaço, para que o camião da HP-EM os possa recolher.

É entendimento do Município, que esta será a forma mais adequada de incentivar os proprietários e/ou utilizadores dos terrenos a limparem-nos, acautelando-se, assim, a deflagração dos fogos que, este ano, até no Inverno, ocorreram.

Mas a grande verdade é que o fogo (que uma qualquer beata pode iniciar) não se preocupa com taxas nem certidões. Por isso, o que está a acontecer é penalizar-se quem demonstra alguma preocupação em evitá-lo.

Aqueles que não ligam ao assunto, não têm qualquer tipo de aborrecimento. Se arder, ardeu. Alguém há-de apagar e … pagar.

E assistiremos, depois, aos responsáveis políticos a lamentar muito a situação.

terça-feira, 6 de maio de 2008

CICLOMUTISMO

Aqueles que, como eu, têm de passar o dia a vender a sua disponibilidade por mor de uns trocados que lhes permitam subsistir, só lá pr’à tardinha é que arranjam um bocadinho para fazer algum exercício físico. Uns vão para os ginásios ou piscinas, outros andam de bicicleta, outros (onde me incluo) correm.

Se os primeiros têm o seu espaço bem definido, os segundos e os terceiros partilham frequentemente a estrada.

Um dos meus percursos preferidos, pois tem bom piso, a estrada é larga, bem marcada e bem iluminada, tem também a preferência de dezenas de ciclistas que, constantemente, se cruzam comigo ou me ultrapassam.

Enquanto corro, tenho por regra, cumprimentar com uma simples saudação os desportistas que, conhecendo ou não, vou encontrando no meu caminho. Talvez por isso me custe a aceitar que os ciclistas, habitualmente, não retribuam o cumprimento! Será da “concentração”? será da “velocidade”? será que um “Ói” interfere com o ritmo respiratório ?

Seja porque razão fôr, fazem-me sentir um intruso no “pedaço”.

Uma outra hipótese que tenho de considerar é que se esteja em presença de uma nova modalidade – O “Ciclomutismo” em que o ciclista, por força do regulamento, esteja impedido de proferir qualquer palavra!

Claro que há excepções, mas essas, já se sabe, servem para confirmar a regra.

Disse. Caberá, agora aos “ciclomudos” demonstrar o contrário das conclusões do meu “estudo”.

Poderei passar por aldrabão, mas ficaria satisfeito se o que referi deixasse de acontecer.

Ou então, sou eu que ando com a mania que sou importante e afino quando não me ligam nenhuma .

domingo, 4 de maio de 2008

Minhas Maratonas e "Ultramaratonas"(*)

Para quebrar o tédio, vou mostrar-vos o
placard das

Minhas Maratonas e "Ultramaratonas"(*)

1. 18.Dez.1983 -Maratona Spiridon 3h03m15s
2. 28.Nov.1993 -Maratona de Lisboa 3h05m00s
3. 24.Nov.1994 -Maratona de Lisboa 3h35m00s
4. 25.Fev.1995 -Maratona de Sevilha 3h07m16s
5. 27.Fev.2000 -Maratona de Sevilha 3h25m07
6. 25.Fev.2001 -Maratona de Sevilha 3h24m41s
7. 24.Fev.2002 -Maratona de Sevilha 3h23m.19s (3.22.25)
8. 07.Abr.2002 -Maratona de Paris 3h18m31s (3.20.04)
9. 27.Abr.2002 -Maratona de Madrid 3h27m36s (3.26.07)
10. 23.Fev.2003 -Maratona de Sevilha 3h29m59s (3.28.54)
11. 07.Dez.2003 -18ª-Maratona de Lisboa 4h.01m46s(4.01.07)
12. 29.Fev.2004 -Maratona de Sevilha 3h28m41s(3.27.43)
13. 18.Abr.2004 -Maratona de Lisboa 2004 (3.21.29)
14. 17.Out.2004 -1ªMaratona do Porto 3.23.54 (3.23.45)
15. 05.Dez.2004 -19ª Maratona de Lisboa 3.27.59 (3.28.39)
16. 27.Fev.2005 -Maratona de Sevilha 3.22.30 (3.22.36)
17. 24.Abr.2005 -Maratona de Madrid 3.16.09 (3.17.08)
18. 24.Jul.2005 (*) -Raid Pedestre Melides -Tróia (4.39.39)
19. 2.Out.2005 -2ª Maratona do Porto 3.16.50 (3.16.30)
20. 4.Dez.2005 -20ª Maratona da Lisboa 3.29.30 (3.30.20)
21. 26.Fev.2006 -XXII MARATONA DE SEVILHA : 3,15,26 (3,16,46)
22. 30.Abr.2006 -29ª Maratona de Madrid – 3.26.50 (3.28.05)
23. 30.JUL.2006 (*) – Raid Pedestre Melides-Troia (6.15.59)
24. 15.Out.2006 -3ª Maratona do Porto (3.28.53)
25. 3.DEZ.2006 -21ª Maratona de Lisboa (3.27.45; 3.28.05)
26. 11.Fev.2007 -23ª Maratona de Sevilha ( 3.33.25 ; 3.33.00)
27. 22.Abr.2007 -30ª Maratona de Madrid (3.44..07 ; 3.45.42)
28. 15.Jul.2007(*) -Raide Pedestre Melides-Troia (5.26.40)
29. 21.Out.2007 -4ª Maratona do Porto (4.08.45)
30. 02.DEZ.2007 -22ª Maratona de Lisboa (3.30.25 ; 3.30.42)

Nota breve

Estou chateado! Sem saber porquê, mas estou chateado. É um daqueles dias em que até tenho disponibilidade e sei que o que não me falta é coisas para fazer. Mas a verdade é que nada me cativa. Não me apetece ir correr um bocadinho; não me apetece ver televisão; não me apetece ler nem escrever; não me apetece arrumar o montão de coisas que tenho para arrumar dentro de casa, nem dar uma ajeitadela ao jardim que tanto precisa.
Apático, adinâmico, abúlico!
Não queiram estar ao pé de mim, porque se isto se pega...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O 2º de Maio

Fico com "raiva" de mim sempre que faço asneira! Se tivesse começado a correr apenas há uns meses ainda “dava um desconto” (como no Freeport), mas assim… eu explico :

Como tenho corrido tão poucochinho esqueço-me de algumas particularidades do “material” de corrida que ainda vou tendo (antigo, claro).

Há dois anos atrás, visitei a loja da Adidas, no Freeport, pois tinham-me falado que se praticavam ali bons preços. De facto, não me pareceram maus, só que, dos modelos existentes, não havia todos os números. Eu calço o 40, número que, por azar e por mais que remexesse, não encontrei (nos que estavam em saldo, bem entendido). Só que, a preocupação de olhar mais para a carteira do que para os pés, aconselhou-me a não deixar perder a oportunidade. Com 35 Euros, podia trazer dois pares!!! Não me perguntem é os modelos, que eu só sei dizer as cores : uns eram azuis e outros brancos com uns laivos amarelos e pretos.

Experimentei os primeiros que eram o 41(!). Folgadinho, é certo, mas ainda que o pé “chinelasse” lá dentro, tinha que me convencer : - o pé “incha” durante a corrida, uma palmilhazinha ou uma peúga mais grossa e é uma pechincha que não posso perder.

Experimentei os segundos: eram o 39(!); já os calcei mais a custo, mas… até os aguentava “mais ou menos”, só que tive de “reajustar” os critérios para os comprar : - com uma peúga mais fininha, poderia usá-los em provas mais curtas!

E pronto, achei melhor não pensar mais, senão acabava por vir de mãos a abanar e, na minha cabeça, tinha feito o negócio da década: 35€ -dois pares de ténis adidas !!!

Ao longo destes 2 anos, os azuis (41) não me decepcionaram nada: já fizeram umas 5 ou 6 maratonas sem nunca me terem dado qualquer problema. Os outros (39), em treinos, cedo me demonstraram que não eram para os ter calçados muito tempo, mas devia calçá-los porque sempre iam “alargando” qualquer coisa. Como são mais “giros” levam-me ao “engodo” : - pode ser que o pé não dilate muito e, como vou nas calmas…

Foi o que aconteceu ontem. Voltei a confiar neles e, ao fim de 3 km, já tinha que ir com os dedos encolhidos! À chegada, lá tinha, à frente de cada “dedo grande” um hematoma.

Sou burro ou não sou?

A minha esperança é que o Paulo Silva não leia isto.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Corrida do 1º de Maio - Lisboa

À chegada ("pista um")


- QUEREMOS TRABALHO ! QUEREMOS TRABALHO! QUEREMOS TRABALHO!
-Oh amigo, eu preciso de trabalhadores ! Se quiser, está contratado !
-Porra, que é preciso ter azar ! De tantos milhares que aqui estão, logo havia de me calhar a mim !!!!!

Esta é a laracha que se conta e que evoco neste dia, se calhar, brincando com uma realidade sem a menor graça.

Mas hoje é o 1º de Maio e eu, que não sou muito destas coisas de manifestações, vejo na corrida de massas, uma forma de dar expressão à movimentação que o dia gera, quando é dada voz àqueles que dela mais precisam. Com isto não quero desculpar-me, pois fui à Corrida, em primeiro lugar, porque gosto de correr !

Tempo agradável (mais o do clima que o do relógio, mas esse não vem ao caso); três dedos de conversa com gente amiga; posicionamento lá bem para trás e... “ei-los que partem, velhos e novos...”

Vermos mais gente na rua é uma vantagem que esta prova tem em relação a outras que se realizam em Lisboa. Em vários pontos do percurso, aglomeravam-se pessoas que aplaudiam e incentivavam os atletas. Sim senhor.

No final, a chegada ao estádio é sempre muito agradável e saí dali com o saquinho na mão, ao som da música do Vitorino, que também nunca falta a estas coisas. E eu gosto de o ouvir !

Em termos de organização, dada a sua experiência, a nota é alta, permitindo-me apenas fazer alguns reparos que-diga-se em abono da verdade – para mim, não fizeram qualquer diferença :

-A inexistência de um arco insuflável na partida retira algum brilho àquele momento importantíssimo da prova;
-Os primeiros quilómetros não estavam marcados (ou então fui eu que não os vi).

O meu tempo ? Tá bem, eu digo : 1,16, pronto !