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segunda-feira, 26 de abril de 2010

XXXIII Maraton Popular de Madrid

Linda!!!

Com o meu amigo Rodrigo Silva (foto da sua esposa)
-nesta altura ainda havia por ali algum espaço-



A minha Prova


Cedo, muito cedo mesmo, fui-me aproximando do local. O dia estava bonito, sem vento, nem frio, nem chuva, pelo que saí do hotel (cerca das 7,45) já equipado, sem necessidade de qualquer agasalho descartável. Já muita gente se ia movimentando por ali, mas o espaço na zona da partida era muito e dava para “deitarmos” a vista à distância, procurando detectar caras conhecidas, o que não demorou a acontecer. O meu colega da ACB, Pedro Burguette, foi o primeiro que encontrei, mas como ele ainda tinha de ir ao “guarda-roupa”, não voltei a vê-lo, se bem que me tenha mantido na zona próxima da linha de partida. Só que aquilo vai enchendo e, sem darmos por isso, vamos ficando “cercados”. Estava também ali o meu amigo Rodrigo Silva, do blogue “Fugindo ao Cão” (que tantas saudades nos deixou) e foi com ele que passei aquela meia hora que antecedeu a partida. Os paraquedistas, vindos lá de cima, aterravam milimetricamente no ponto estabelecido ante os aplausos dos corredores.
Como novidade, foi introduzida uma corrida de 10 mil metros, com partida no mesmo local da maratona, se bem que em corredor diferente. Tinha como atracção o grande “Gabre”, que, como era de esperar, correu só, tendo como companhia uma mota da polícia. Inscritos, ouvi dizer que estavam 4000 nesta e 9000 na Maratona.
Ao som de uma música fortemente moralizadora, foi dada a partida. Começámos imediatamente a correr, tendo demorado menos de 30 segundos a passar pela linha de partida. Nunca mais vi o Rodrigo.
Partir rápido não é bom, mas procurei o meu ritmo de cerca de 5’/km, o que não consegui logo. Nos primeiros 2 ou 3 km passo pelo pessoal do Porto Runners, comandados pelos experientes Luis Pires e Vitor Dias, que entenderam seguir mais devagar, pois tinham acordado seguir em grupo, onde havia um estreante. À Meia Maratona, levava 1,45h conforme tinha previsto, mas tinha a sensação de estar em quebra, o que é terrível para a força anímica que sabemos ter de manter até ao fim.
Ouço um cumprimento vindo de trás. Era o João Hébil, que andava a “treinar” para a sua próxima aventura em Junho. Logo a seguir, passa o pessoal do Porto. Estava, mesmo numa fase má. À entrada na Casa de Campo, cerca dos 23km, disse para o João seguir no seu passo (que era bem mais forte que o meu) que eu já o apanhava...se pudesse. Tomo um gel, que me fez – penso eu que foi isso - reanimar, encontrando uma passada agradável, confiante, fazendo-me novamente acreditar. 30Km: agarro numa garrafa de powerade, decidido a levá-la comigo até a esvaziar completamente, o que só aconteceu aos 40. 32Km : uma subida “tramada”, o público bem que incentivava os corredores, mas eram muitos os que se punham a passo, complicando até a vida aos que corriam, pois a passagem era estreita e, como não dava para zigue-zaguear, lá se via um ou outro encontrão. Sentia-me bem. 34km: mais um gel. Dois ou 3 km que ele demorasse a fazer efeito, mais dois ou 3 km que esse efeito durasse, mais uma hidratação adequada (até porque o calor nos “lembrava” dessa necessidade)... parecia-me que tudo estava controlado. 39Km : Recolletos (local da partida) passo pelo Vitor Dias que continuava na sua função de “agrupar” os elementos da equipa (Já o Luis Pires, um pouco antes, vinha dando ânimo a um colega) que me disse para seguir. Agora só faltava a demolidora subida de Alcalá, até entrar no Parque do Retiro onde se faria o último Km (um abraço, Jorge Branco). Mas estes 2 penúltimos eram penosos. Ouvia-se alguém do público gritar : “-Campeones, esta es la fuerza de Alcalá!” Os mais determinados cerravam os dentes e deixavam que essa força se juntasse à pouca que ainda tinham e “cresciam” por ali acima. Os mais resignados pensavam : “-tá bem, tá. A passo também lá chego!!!...” . Muito público nesta zona, que até complicava um pouco a passagem dos corredores. Entrada no Parque. Agora era a descer. Lá está a curva ligeira, uma enorme zona vedada, a sequência de pórticos e, finalmente, o que tinha o relógio: 3,40,34. Era hora de desligar também o meu :3,40,08.
Depois, dão-nos a medalha, um resguardo que, dada a temperatura, até nem fazia muita falta, água, cerveja, sumos, powerade, frutas,etc. Etc.
Regresso ao hotel e, depois de uma banhoca revigorante, apanho o Metro e ala para o Aeroporto.

domingo, 25 de abril de 2010

XXXIII Maraton Popular de Madrid

Na Feira,no stand promocional da 7ª Maratona do Porto, com Jorge Teixeira e os amigos Faisca e Miguel




"No es un maratón más, es Madrid!"



Este foi o slogan escolhido para promover a Prova. Concordo com ele.

Mas por agora, apenas vos deixo o meu resultado, que, não me tendo deixado aos saltos de contente, me deixou satisfeito: 3,40,08 (tempo real).
Em breve farei um relatozinho desta Grande Maratona e de como a vivi por dentro.


sexta-feira, 23 de abril de 2010

33ª Maratona de Madrid

Pois é, meus amigos...
Amanhã parto para Madrid, para participar, mais uma vez, na maior maratona ibérica.
Falarei dela e de como me portei nela, logo que possa.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Spiridon




Pouco depois de postar esta "viagem no tempo", tive o privilégio de receber do Prof. Mário Machado, uma agradável mensagem sobre o tema e que constitui um testemunho fidedigno de quem viveu por dentro, as dificuldades das primeiras organizações de corridas no País. Com a sua permissão, partilho-a convosco :


Como é bom ver essa foto das primeiras T-shirts... Estávamos em 1983 e havia que lançar tudo pois o terreno estava virgem.

As letras em relevo aveludado foram feitas pelo sistema de flocagem e foi feito em França. Comprei tudo em França com a flocagem inclusive e depois as 400 T-shirts foram transportadas para Lisboa num TIR de um atleta amigo. As inscrições nessas épocas eram gratuítas e tive de chorar o preço com os franceses que francamente não compreendiam como é que se realizavam provas de estrada em Portugal sem inscrições pagas.

Obrigado pela recordação. No meu "arquivo" guardo uma T-shirt igual mas sem mangas (estilo singlet de competição) que usei em algumas provas no estrangeiro pois as letras Portugal chamavam sempre muitos emigrantes a incentivar-me nas Maratonas que fiz lá fora.

Outro detalhe que gostaria de partilhar. A tua primeira Maratona foi aquela que "deu" melhor tempo... Pois é as estatísticas dizem que isto é uma grande verdade para 31% dos Maratonistas mesmo que depois façam muitas maiS Maratonas. A razão não está tanto directamente relacionada com a preparação mas com a determinação e sobretudo o MEDO que regra geral os corredores têm ao fazer a primeira Maratona. Depois nas seguintes sentem-se mais confiantes e ou treinam menos ou aplicam andamentos que nada têm a ver com o seu nível atlético... Será este o teu caso?

Vai aquele abraço
Ciao,

Mário



Relativamente à minha prestação na maratona, concordo em absoluto com o que diz o Prof. Mário Machado : o medo da 1ª, obriga-nos a encarar a prova com um enorme respeito e preparamo-nos mais a sério. Depois de conhecermos a distância "abandalhamos" mais a preparação - pois já sabemos que aguentamos - e depois vê-se o "resultado". Mas continuo a dizer que, para mim, a satisfação de chegar, supera em muito a da marca obtida.
Quero agradecer ao Prof. que se tenha pronunciado sobre a questão e considero uma honra, que o seu testemunho possa figurar aqui no "cidadão".

A Primeira

Posted by Picasa


Vesti-a poucas vezes, pois sabia que quanto mais a usasse, mais lavagens ela sofreria, menor seria a sua duração. Reservava-a para os momentos mais significativos. Orgulhosamente. Investi nela, muito afecto mas acabei por guardá-la numa gaveta, onde guardo outras que, nem de longe, se aproximam do valor que esta tem.
Naquele tempo, ao contrário dos dias que correm, poucas eram as provas que ofereciam t-shirts.
Estávamos em Dezembro de 1983 e eu tinha acabado de fazer a minha 1ª maratona. Era a Maratona Spiridon, realizada no Autódromo do Estoril (oito voltas e meia). Apostei forte nesta aventura de entrar no “mundo louco das grandes distâncias”, treinando com afinco, o que não me livrou do “estoiro” monumental que dei na 2ª parte. Depois de passar à meia na casa da 1,24 (!) (com as promissoras 2,48) tudo veio a descambar e até a reconfortante marca das 3h, em que acreditei nos últimos km, se “esfumou”. Mas daquela sensação final, indescritível, nunca mais me esqueci. Não sei a classificação que obtive, mas sei que fiz o tempo de 3,03,15, marca que nunca viria a superar, em trinta e tal vezes que repeti a distância.
Esta t-shirt castanha, com letras em relevo a branco, constitui o grande troféu da minha “carreira de maratonista” ou de “corredor de maratona”, se quiser ser mais modesto. E vai resistir às “limpezas” que, como todos os corredores, vou tendo que fazer ao “stock” acumulado.



domingo, 18 de abril de 2010

Nem Corrida do Metro, Nem Corrida do Benfica, nem Corrida do Moinho da Maré.

Hoje “Corri para Caminhar”.

Depois da iniciativa do Limpar Portugal, decorrida no dia 20 de Março, o grupo em que eu tive o prazer de me integrar, propôs a realização de caminhadas, ao longo de trilhos que nos podem proporcionar paisagens bonitas, mas que só são acessíveis, para quem se dispõe a deixar longe os carros e se meta campos a dentro, percorrendo trilhos, subindo montes, descendo vales, cruzando riachos. E a 1ª dessas caminhadas estava agendada para hoje.

O dia amanheceu com cara de poucos amigos mas, combinado é combinado e, às nove da manhã, lá estava eu, junto à Praia da Samarra (local de chegada) com a carrinha da Junta de Freguesia de S. João das Lampas, que tinha aderido à iniciativa, para transportar os caminhantes à Praia do Magoito (local de partida). Deixei aí o pessoal e trouxe a carrinha para o Arneiro dos Marinheiros.Fui então correndo, ao encontro do grupo, usando um trajecto, o mais perpendicular possível, ao traçado dos caminheiros. Seriam cerca de 5,5 Km, o total do percurso ao longo das arribas. Quando me juntei a eles, já tinham passado a enseado do Giribete (Gilbeto, para alguns) e, com muito agrado, pus-me a passo, partilhando de um tipo de experiências que a corrida não dá tempo de sentir.

Eram 12 os participantes que, passo a passo, “redesenharam” o perfil da costa rochosa basáltica, que caracteriza o litoral sintrense. Pouco haverá para dizer sobre este excelente passeio, pois nada do que se diga retrata o que cada um sentiu durante as quase duas horas que ele durou.

Direi apenas que, nesta altura da Primavera, com a temperatura amena, (mesmo com a ameaça de chuva) com os campos verdes e salpicados pelo colorido das flores, quando a água ainda vai correndo nas ribeiras, é a altura ideal para este tipo de iniciativas. Chegados à Praia da Samarra, perspectivámos o próximo passeio e regressei a correr, até ao Arneiro. Foi assim esta manhã de Domingo, que me deixou fã destas coisas.

Ficam algumas fotos para tentar "convencer" mais gente a aderir ao próximo passeio pela zona, que decorrerá no início de Maio.






Prontos para a partida...




Ei-los que partem




O "contorno" perfeito (não é o que parece)






Apreciando as "virtudes" do pepino selvagem



descendo...




subindo...




escorregando...

"Pavimento escorregadio - e não sinalizado"
25% dos caminheiros "testaram-no" :1º Teresa;2º Júlio;3º António






E pronto. Objectivo à vista. Só falta descer



No regresso (já vinha só) , o campo florido...


...e a cascata

segunda-feira, 12 de abril de 2010

28 Corrida dos Sinos - uma curiosidade

Assim era o meu "carrilhão" em 2008

Ao visitar o site oficial da 28ª Corrida dos Sinos, na História da Prova, encontrei lá uma foto que me era familiar. Então não é que lá estava “o meu carrilhão”, que publiquei aqui no “cidadão” na edição do ano passado da Corrida dos Sinos?
Tinha, então, pegado na minha “colecção” e pu-la em cima do muro do quintal, para ver se os conseguia juntar numa única imagem. Saiu assim. Mas fico feliz por ter merecido o reparo da Organização. Quanto ao muro por pintar… olhem…não liguem ; (é mesmo relaxaria de quem se vai pôr a correr nos tempos livres que arranja e deixa as coisas de casa por fazer), mas, ao mesmo tempo, sempre dá um ar mais “Séc.XVIII” ao assunto, eheheh.
E se os sinos "deixaram" de ter som, que tenham, ao menos, côr.